Mostrando postagens com marcador Termoelétricas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Termoelétricas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira

Produção de energia renovável bateu recorde em 2016. E aqui?

.
A ênfase nestes dados – energias renováveis – é maior, sobretudo no continente europeu, em função do uso maciço de fontes de energia centrada nos combustíveis fósseis e na energia nuclear, e alguma dificuldade, por país, em função de eventual não disponibilidade das condições naturais mínimas para a exploração, de fontes de energias renováveis, e/ou alternativas.

É o caso de níveis insuficientes de incidência solar, de ventos, de rios adequados à produção hidrelétrica, entre outras.

A ironia é que as fontes de combustíveis fósseis, também, não são lá ‘estas coisas’ no continente, sendo em sua maioria importados.

No caso local, no Brasil, temos de sobra todas estas condições naturais, tanto é que a nossa fonte básica, principal, é a hidrelétrica, ao passo que o uso do biodiesel como fonte de energia elétrica é relativamente insignificante.


As energias renováveis vêm se destacando, também, no Brasil, notadamente a eólica, onde está ranqueado entre os maiores produtores mundiais, embora encontre obstáculos de ordem logística, entre aspas, para desenvolvimento equivalente na energia solar, quando temos condições excelentes para nos destacarmos neste ponto. (Confira links acima).
“Produção de energia renovável bateu recorde em 2016
Com 80% da produção total, usinas solares e eólicas promovem rápida expansão das fontes renováveis. Antiga pioneira, Europa fica para trás no crescimento dessa forma de energia.

O diretor-geral da Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena), Adnan Z. Amin exulta: "Estamos testemunhando uma transformação global de energia. Isso se reflete novamente num novo ano recorde na geração de energias renováveis." A declaração foi feita durante a apresentação do relatório Renewable Capacity Statistic 2017, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

O documento lista como as energias renováveis se desenvolveram desde 2007 em mais de 200 países e quantas usinas de fontes hidráulica, solar, eólica e de biomassa foram construídas, com qual capacidade.

Energia solar ultrapassa eólica

Em todo o mundo, foram construídas em 2016 usinas de energia limpa com a capacidade total de 161 gigawatts (GW), segundo dados da Irena. Isso corresponde à capacidade instalada de cerca de 161 usinas nucleares ou de carvão de grande porte.

Em termos de geração de energia, as instalações solares estão, pela primeira vez, à frente das eólicas, tendo sido construídas em todo o mundo usinas solares com uma capacidade total de 71 GW, quase 50% a mais do que em 2015. Em seguida vem a energia eólica (51 GW), hidráulica (30 GW), de biomassa (9 GW) e geotérmica (1 GW).

Assim, até o final de 2016 a capacidade de geração de energias renováveis em todo o mundo era de 2.006 GW, mais do que o dobro de dez anos atrás. A transformação da matriz energética mundial é incentivada, sobretudo pelo custo atualmente baixo da produção eólica e solar. Na última década, cerca de 80% da energia renovável gerada recai sobre estas duas fontes.
Clique na imagem para ampliar
Renováveis trazem mais empregos e prosperidade

Desde 2009 o preço da eletricidade gerada por usinas eólicas caiu cerca de um terço, e a por centrais solares, aproximadamente 80%. A eletricidade gerada pelas novas instalações é em geral mais barata do que a de usinas convencionais a diesel, carvão, gás e nuclear.

De acordo com dados da Irena, o forte crescimento das energias renováveis tem também outros efeitos positivos. "Elas são muito lucrativas e geram alguns benefícios socioeconômicos, como a criação de novos empregos. Além disso, há a melhora do bem-estar das pessoas e do meio ambiente", diz Amin.

Ele acrescenta, contudo, que, para atingir as metas climáticas mundiais acordadas em Paris, o ritmo de expansão deveria ser acelerado. "Essa dinâmica exige investimentos adicionais para a descarbonização do setor de energia. Os novos dados são um sinal encorajador de que estamos no caminho certo, mas há ainda muito a fazer."

Ásia cresce e Europa fica para trás

Nos últimos anos, o principal motor da expansão global de energia renovável foi a Ásia, com a China decididamente na dianteira. Segundo dados da Irena, o país asiático construiu em 2016 centrais eólicas com capacidade total de 19 GW, seguido a distância pelos EUA (9 GW), Alemanha (5 GW) e Índia (4 GW).

Em relação à energia solar, o ritmo na Ásia é ainda maior. Com a construção de usinas com a capacidade de 50 GW no ano passado, o continente respondeu por cerca de 70% do crescimento mundial. Foram instalados painéis solares com capacidade de 34 GW na China, 8 GW no Japão, 8 GW nos EUA, e 4 GW na Índia.

Como precursores na expansão das renováveis, a Europa e, em particular, a pioneira Alemanha continuam caindo na ampliação desses tipos de energia. No Velho Continente foram instalados apenas 5 GW de energia solar, na Alemanha apenas 1 GW. Como motivo para a diminuição, especialistas veem, sobretudo, a pressão das empresas de energia convencional na política do setor.

"Há um forte movimento contra a energia renovável. Os setores fóssil e nuclear tentam sustar sua expansão, que prejudicam o modelo de negócios deles", diz Stefan Gsänger, secretário-geral da Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA), em entrevista à DW.
Clique na imagem para ampliar
Eletricidade para mais 300 milhões de seres humanos

Pela primeira vez, o relatório de estatísticas da Irena divulgou também dados especiais sobre os assim chamados "sistemas off-grid" – sistemas isolados, não conectados à rede elétrica e autossustentados por baterias ou geradores.

Mais de 1 bilhão dos habitantes do planeta não têm acesso a redes elétricas, principalmente em regiões remotas. Nesses locais desenvolveu-se nos últimos anos uma forte dinâmica, principalmente em relação à energia fotovoltaica.

No fim de 2016, a capacidade de energia solar off-grid  nessas regiões era de 1,4 GW, cinco vezes mais do que em 2011. Em geral trata-se de sistemas bem pequenos, com baterias que fornecem energia para uma aldeia ou casa durante a noite, permitindo a muitos o acesso à eletricidade. Esses sistemas têm grande sucesso especialmente na África e Ásia, com a Índia, Bangladesh, Argélia e África do Sul na linha de frente, segundo dados da Irena.

Na Índia há, ainda, um boom na expansão de bioenergia para fornecimento elétrico local. As instalações construídas em aldeias em 2016 totalizam quase 1 GW, 200 vezes mais do que no ano anterior. Segundo estimativas da Irena, até 60 milhões de famílias ou 300 milhões de pessoas têm acesso à energia através de sistemas off-grid.

Em DW

Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

Share/Save/Bookmark

domingo

O vilão do meio ambiente, o carvão, é a fonte de energia preferencial das Apples da vida


O carvão mineral é, decididamente, o maior vilão histórico a quem se atribui as mudanças climáticas ou o controvertido aquecimento global. Para se ter uma idéia, o desenvolvimento dos ditos países do 1º mundo – países na Europa e os EUA – se fizeram à custa do uso de muito carvão mineral, e o detalhe é que, com a crise econômica todos intensificaram o seu uso em virtude do baixo preço e da generosidade da natureza que, ao contrário do petróleo, o distribuiu democraticamente por todo canto.

Logo, apesar de todo discurso ambientalista, nunca se usou tanto carvão, embora a mídia prefira salientar, apenas, o uso maciço na China, mais por motivos políticos do que outra coisa, já que “silenciosamente” todo mundo esta usando e abusando do dito cujo.

Nesta tabela abaixo vai ver que os “campeões da tecnologia de ponta” com o seu discurso futurista e ambiental são grandes vilões no uso do “patinho feio” dos recursos energéticos. 

Confira a porcentagem de energia vinda do carvão usada em grandes empresas de tecnologia:

- 54% da energia utilizada pela Apple vem do carvão.

- 53% da energia utilizada pelo Facebook vem do carvão.

- 49% da energia utilizada pela HP vem do carvão.

- 42% da energia utilizada pelo Twitter vem do carvão.

- 35% da energia utilizada pelo Google vem do carvão.

- 34% da energia utilizada pela Microsoft vem do carvão.

- 18% da energia utilizada pelo Yahoo vem do carvão.

O lance é que na hora de ganhar da concorrência e otimizar os lucros, a saída é a de sempre, reduzir os custos de produção sem levar em conta “papos” como meio ambiente e sustentabilidade, que ficam apenas para a promoção e enrolação dos consumidores desavisados. Se é que alguém vá se preocupar com isso diante dos iPhones da vida



Share/Save/Bookmark

quarta-feira

Geração de energia com bagaço de cana ainda é subutilizada

.
O Brasil tem um leque bastante diversificado de opções para a produção de energia, sobretudo aquelas consideradas mais sustentáveis e/ou com menor impacto ambiental. A utilização do bagaço que já e feita pela própria usina para suprir suas próprias necessidades energéticas tem grande potencial para produção “pra fora”.

Clique para ampliar!
Pode parecer lixo, mas o bagaço de cana é um combustível e tanto para a geração de energia. Todas as 432 usinas de açúcar e álcool do Brasil já usam o recurso, e não precisam comprar eletricidade de qualquer concessionária para funcionar. Só que elas poderiam fazer ainda melhor. Com o equipamento adequado, uma empresa de médio porte poderia gerar um excedente capaz de abastecer uma cidade de 200 mil habitantes.

A conta foi feita pelo engenheiro elétrico Fernando Alves dos Santos, na tese de mestrado que apresentou em novembro à Escola Politécnica da USP. Se todas as usinas do país aproveitassem ao máximo seus restos de bagaço para produzir energia, elas gerariam o dobro do que sai das duas usinas nucleares de Angra somadas.

Além de ter um custo menor, a geração de energia por biomassa ainda tem uma vantagem ambiental. O carvão mineral, a que o governo recorreu este ano para suprir o aumento da demanda energética nacional, coloca na atmosfera 800 quilos de CO2 por MWh. No caso do bagaço, a emissão é praticamente zero. “A parcela de CO2 emitida durante a queima é absorvida pela própria lavoura”, diz Santos. Dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) mostram que a participação da biomassa na matriz energética brasileira subiria dos atuais 3% para 18%.

O que falta para isso acontecer? Dinheiro, é claro. Para explorar ao máximo seu potencial energético, como mostrado abaixo, uma usina média precisa investir cerca de R$ 120 milhões. Não é tanto quanto parece. Com a venda do excedente de energia, esse valor seria recuperado em até sete anos, segundo Santos. “Isso representaria uma produção equivalente a de três usinas de Belo Monte”, diz Zilmar José de Souza, gerente de Bioeletricidade da Unica.(da RevistaGalileu)



Share/Save/Bookmark

quinta-feira

Quase 25% da energia consumida no país está vindo de termelétricas

.  
As termelétricas não são nenhum objeto de desejo de ninguém, sobretudo, dentro da perspectiva ambiental, já que usam combustíveis fósseis como o carvão mineral, o óleo e o gás natural. Entretanto, elas constituem a reserva mais segura para garantir o abastecimento interno em ocasiões em que as condições naturais como chuva e ventos (eólica) podem não estar favoráveis como agora, com os baixos níveis de água dos reservatórios das hidrelétricas. Em função disso, depois das experiências com o racionamento de energia no governo do FHC (PSDB), foi criado este sistema de segurança no governo Lula (PT).
Usina Termelétrica Euzébio Rocha
(Cubatão) - Petrobras
"O nível abaixo do normal na maioria dos reservatórios do país faz com que quase um quarto da energia distribuída pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) e consumida em todo o país seja proveniente de usinas termelétricas. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), pelo menos 60 usinas termelétricas estão despachando energia, por meio do SIN, de todas os tipos de fontes: eólica, a carvão, a óleo diesel e combustível, nuclear e a gás natural.

(...) O ONS admitiu que os níveis dos reservatórios estão abaixo do normal e que no subsistema Sudeste/Centro Oeste o nível dos reservatórios das hidrelétricas é hoje de 28,9 – o mais baixo para os meses de janeiro dos últimos 12 anos – menor do que o verificado no mesmo mês de 2001, quando houve o último racionamento de energia elétrica no país.

Em todos os subsistemas, o nível dos reservatórios está abaixo ou próximo da Curva de Aversão ao Risco (CAR). No Nordeste, o nível dos reservatórios está em 30,96%; na Região Norte, em 40,48%; e no Sul, em 40,39%.

(...)Procurada pelo Agência Brasil, a Petrobras informou, em nota, que, do total do despacho termelétrico do Sistema Interligado Nacional, previsto para esta semana, cerca de 8,1 gigawatts (GW) serão produzidos em usinas a gás natural, dos quais 5,3 GW em usinas sob controle da estatal.

A nota diz ainda que, além da geração nas usinas a gás natural, a Petrobras deverá fornecer 0,5 GW provenientes de usinas a óleo. (da Agência Brasil)

Para ler o texto completo, aqui.

 Se gostou deste post, subscreva o nosso RSS Feed ou siga no Twitter, para acompanhar as nossas atualizações


Share/Save/Bookmark

quarta-feira

Termoelétricas podem começar a ser desligadas em dezembro

.
Elas teem um papel estratégico e são acionadas sempre que o sistema elétrico nacional precisa, atuando no equilíbrio da geração energética do Sistema Interligado Nacional (SIN). As termoelétricas funcionam à base de combustíveis fósseis, mais precisamente o óleo diesel, o carvão e o gás natural (GLN).
Usina Termoelétrica de Santa Cruz,
no Rio de Janeiro, parte integrante de Furnas
As usinas termoelétricas usadas para compensar o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas poderão começar a ser desligadas em dezembro, caso as atuais condições meteorológicas se mantenham. A previsão é do diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp. Segundo ele, as usinas mais caras, a óleo diesel, serão as primeiras a serem desligadas.

Felizmente, a gente observa uma descaracterização do El Niño, o que geraria chuva mais forte no Sul. E está chovendo bem no Sudeste e no Nordeste. Quando se tem chuvas cinco dias seguidos em valores superiores a cinco milímetros nas principais bacias do Sudeste e Centro-Oeste está caracterizado o período úmido”, disse Chipp após participar da reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.

Se essa tendência continuar, acrescentou, “começaremos a desligar [as termoelétricas] em dezembro”. O diretor do ONS informou que, atualmente, cerca de 14 mil megawatts (MW) são gerados a partir desse tipo de usina, a um custo médio de R$ 700 milhões em Encargos de Serviço do Sistema, tributo que posteriormente será descontado nas contas de energia.

As primeiras usinas a serem desligadas serão as de óleo diesel, seguidas das de óleo combustível, gás e carvão. Segundo o ONS, elas estão ligadas desde o dia 18 de outubro. (Agência Brasil)
 Se gostou deste post, subscreva o nosso RSS Feed ou siga no Twitter, para acompanhar as nossas atualizações 


Share/Save/Bookmark

segunda-feira

A inviabilidade da energia nuclear


Tem aquela estória do “mal menor”. Talvez fosse uma maneira de considerar a construção de usinas hidrelétricas no país, se pensarmos nas demais alternativas quando se trata de produção consistente com as demandas para a manutenção do desenvolvimento, sobretudo, quando a energia nuclear está na berlinda como opção energética.

Delfim Netto 

O fato de a economia mundial continuar desaquecendo não significa que o Brasil deva reduzir estímulos ao consumo interno ou retardar os investimentos na infraestrutura. Com os ventos externos soprando contra e nenhuma perspectiva de recuperação dos mercados europeus no curto prazo (a estimativa otimista é de mais três anos de estagnação), muitos analistas recomendam extrema cautela nos investimentos públicos.

Sempre me pareceu equivocada a ideia de que a resposta às crises nos mercados financeiros deva ser puxar o “freio de mão” na atividade produtiva, de modo a restringir o consumo e desestimular os investimentos. Com as dificuldades no exterior, o correto é orientar o esforço de crescimento cada vez mais para o mercado interno, explorando o seu grande potencial de expansão. Numa certa medida, pelo menos no número de projetos, este já é o objetivo de uma boa parte das obras apoiadas no PAC.

Na infraestrutura os dois setores-chave são a energia, especialmente a hidreletricidade, e os transportes, envolvendo o rodoferroviário, as hidrovias e os portos, basicamente. No primeiro caso, novos fatores introduzidos recentemente nas discussões da questão ambiental vieram dar esperança de que objeções importantes à construção de hidrelétricas perderam força entre nós. O primeiro deles decorre da divulgação das conclusões de dois relatórios arrasadores sobre a destruição produzida pela explosão dos reatores nucleares de Fukushima (o mais recente, no Japão) e o mais antigo, de Chernobyl (em 1986, na Ucrânia).


Se gostou deste post, subscreva o nosso RSS Feed ou siga no Twitter, para acompanhar as nossas atualizações.


Share/Save/Bookmark

sexta-feira

O carro elétrico pode não ser tão verde assim

.
Carro elétrico abastecendo, na Suécia
A ideia de sustentabilidade e de uso de tecnologias limpas de baixa emissão de carbono ou de redução da pegada ecológica vem criando algumas situações inusitadas. A “promessa” dos carros elétricos é uma delas.

A China e a Suécia que são as lideres neste mercado de produção e uso dos carros elétricos vem mostrando uma contrapartida que, se não inviabiliza a tecnologia pelo menos exige uma reformulação ou ações adicionais.

Se na China o crescente uso do carro elétrico com a promessa de 1 milhão de novos carros por ano, reduz o “smog” nas grandes cidades e leva à economia de petróleo, por outro lado vem trazendo um aumento nas emissão de carbono em função da fonte de energia elétrica ser as termoelétricas movidas a carvão mineral.

Como a China produz 37% de todo carvão mineral do mundo, que gera 80% de sua matriz energética, este quadro não deve se alterar, já que a mudança para uma fonte mais limpa é improvável.

Na Suécia que não tem uma matriz energética, necessariamente, limpa: nuclear e biomassa, o carro elétrico é mais barato que o convencional, e além da fonte de energia elétrica, o seu uso  aumentou o consumo e a mobilidade ao lado da redução da “consciência ecológica” da população, o que vem aumentando as emissões de CO² no país.

Logo, o uso maciço do carro elétrico pode trazer vantagens ambientais, sim, mas, depende de toda a cadeia ou ciclo envolvido no processo para colocá-lo nas ruas.

Fonte:Utne

Se gostou deste post, subscreva o nosso RSS Feed ou siga no Twitter, para acompanhar as nossas atualizações.

Share/Save/Bookmark

quinta-feira

Atividades humanas podem, mesmo, provocar terremotos

.
Canos bombeiam vapor quente em usina geotérmica, na China
A intervenção do homem em sua tentativa de dominar a natureza, que é um paradigma de desenvolvimento anacrônico e comprovadamente ineficaz, e mesmo algumas delas teem um potencial de provocar reações radicais e destrutivas, inclusive o que vem demonstrando a escalada de fenômenos naturais cada vez mais letais.

As mudanças climáticas, hipoteticamente provocadas pelas emissões de carbono fóssil na atmosfera é uma delas, embora hajam cada vez mais controvérsias.

Sobretudo depois que se descobriu manipulação de dados para os adequarem às teorias sobre o aquecimento, além de cada vez mais cientistas climáticos as considerarem como resultado do próprio metabolismo do planeta, logo natural, além das pouco consideradas e/ou divulgadas influências das atividades solares sobre o clima no planeta.

A construção da maior usina hidrelétrica do mundo, a Três Gargantas, na China, em área com certa “fragilidade sísmica”, já provocou terremotos na região, e promete mais.
Outra fonte de produção de energia utilizada por muitos países é a geotérmica, quando se injeta água sob grande pressão a quilômetros de profundidade sobre rochas quentes, provocando a formação do vapor d’água superaquecido que é utilizado em usinas termoelétricas.
O processo tem provocado terremotos, ainda, de baixa magnitude, como já ocorre na Alemanha, Reino Unido e Suiça, por exemplo, o que vem provocando reações crescentes ao uso desta tecnologia o que pode inviabilizá-la.
Isso só para ficar nestes exemplos.
Como vê, o “domínio da natureza” trás certos riscos, e só ultimamente o homem parece começar a levar mais à sério. 
Se gostou deste post, subscreva o nosso RSS Feed ou siga no Twitter, para acompanhar as nossas atualizações.

Share/Save/Bookmark

A Usina de Belo Monte, conveniência e a “intimação” da OEA


Esta questão da Usina de Belo Monte não é nova, há décadas que se discute o que seria a maior usina hidrelétrica nacional e terceira do mundo, já que a Itaipu é binacional, e a polêmica que parece chegar a um final, ainda provoca reações as mais inusitadas. É o caso do quase ultimato da OEAOrganização dos Estados Americanos- que inclui os EUA, o que em muitas questões importantes deixou de ser relevante – a sua opinião – em função exatamente das suspeitas de que, como a ONU, ela funcione como se uma extensão do Departamento de Estado dos Estados Unidos, para impor as suas vontades e/ou conveniências no restante dos países membros.


Enquanto se discute esta e outras opções de usinas hidrelétricas para garantir o esforço de desenvolvimento que o Brasil vem vivendo nos últimos anos, a matriz energética, embora ainda seja a mais limpa do mundo, exatamente pela sua matriz hidrelétrica, vem sendo descaracterizada nos últimos tempos com a proliferação das usinas térmicas movidas a carvão mineral e óleo, ou as duas maiores fonte poluentes do planeta e que são isoladamente as responsáveis pelo efeito estufa que está aí.

O argumento das fontes de energia alternativas tipo eólica, solar e similares, são inviáveis no curto médio prazo, e o país não pode parar, promover novos “apagões” ou lançar mão dos combustíveis sujos como vem fazendo, o que vem passando batido pelos críticos da usina, notadamente os ambientalistas. 

A situação dos índios da área, me parece mais uma jogada demagógica, quando são usados para provocar emoções mais fortes, mas, pelo que sabemos os índios são “nômades”, logo, não são essencialmente ligados a um território específico e podem muito bem ser deslocados para outras áreas da floresta. 

A invejada matriz energética brasileira, ainda a mais limpa do mundo, com os restantes quase 50% de energias limpas e renováveis – que vem se reduzindo gradualmente – graças, como falamos acima, a energia hidrelétrica, ao etanol e biodiesel, é um trunfo que lhe garante um fornecimento permanente, seguro e, relativamente, mais barato.
A construção de usinas hidrelétricas implica em alagamento de terras e deslocamentos de populações, cidades inteiras, como já foi feito inúmeras vezes no país e no mundo, pois, não há como se fazer de outra maneira, e o país não pode voltar aos tempos dos apagões ou racionamentos de energia e ”parar” seu processo de desenvolvimento pela primeira vez em sua história, deixando o atraso e subdesenvolvimento para traz.

Ninguém que engrossa as fileiras de protestos está disposto a abri mão de seus empregos, e toda sorte de eletroeletrônicos e demais comodidades que só são possíveis com um fornecimento de energia abundante e seguro e, no nosso caso, agora, urgente.

Leia artigos relacionados:
Se gostou deste post, subscreva o nosso RSS Feed ou siga no Twitter, para acompanhar as nossas atualizações.

Share/Save/Bookmark

sexta-feira

O custo ONG das emissões de CO² e da tarifa elétrica




Denúncias e suspeitas rolam aqui e ali sobre a real intenção das ONGs estrangeiras que atuam no país, notadamente a mais badalada delas o Greenpeace, que tem um marketing eficiente e vem conquistando os corações e mentes de muitos brasileiros.

Por ocasião da última conferência climatica, a COP15, em Copenhague, quando, por exemplo, o presidente Lula ligava para o Barck Obama para que repensasse a sua decisão de não comparecer à conferência, a enterrando de saída, e o Congresso Nacional votava uma proposta unilateral de política ambiental com redução no desmatamento e emissão de gases de efeito estufa, foi aqui, no Brasil, que o Greenpeace concentrou os seus esforços e manifestações para que o Brasil radicalizasse na sua Lei Ambiental como se, tanto o problema como a solução das mudanças climáticas não fossem dos países desenvolvidos – de onde vem a ONG – mas, do Brasil.

Teve um ex-presidente, o FHC, quando ainda governo, alertou para o risco de se confundir as ONGs. Pois existiriam as ONGs: organizações não-governamentais e as ONGs: organizações neo-governamentais, ou seja, instrumentos dissimulados de países e empresas que a título de defesa do planeta e do meio ambiente defendem interesses políticos e econômcos de governos, empresas e grupos interessados em socializar o ônus e/ou responsabilidades pela situação climática, e ainda capitalizar sobre isso. Para não falar de interesses mais sérios, na Amazônia por exemplo.


Com o processo de desenvolvimento pelo qual vem passando, o país precisa, na afirmação do coordenador do Grupo de Estudos do Setor de Energia Elétrica da Universidade Federal, do Rio de Janeiro (Gesel – UFRJ) Nivaldo de Castro, de uma Belo Monte por ano ou algo que varia de 4,5 megawattes na seca e 11,2 mil megawattes em sua capacidade total para não comprometer o crescimento econômico.

Enquanto as ONGs “criam caso” e atrasam as obras, o governo federal teve que contratar – entre 2007 e 2008 – 7 mil megawattes de energia de usinas termoelétricas a óleo consideradas mais caras e, como é sabido, muito mais poluentes ou mais emissoras de gases de efeito estufa, comprometendo a matriz energética do país, notoriamente a mais limpa do mundo, com algo em torno de 50% de energias limpas e renováveis – já foi maior – quando os países que teem mais giram em torno de 10%.

Então, qual é a dessas ONGs? A matriz elétrica do país vem sendo substituida – para garantir a demanda e o crescimento econômico – pelo modelo europeu e norte-americano de termoelétricas a óleo e carvão mineral, que são, na realidade, as principais responsáveis pelas elevadas concentrações de CO² na atmosfera hoje.

Sem as usinas hidrelétricas – alvo de combate das ONGs – o uso do carvão mineral e óleo no país está em um rítmo crescente, já que será indispensável se o Brasil quiser manter o nível de crescimento econômico e com isso os custos/preços da energia, inclusive direto no seu bolso na conta do final do mês.

Se você simpatiza e, sobretudo, contibue e milita nestas ONGs, é melhor – com todo respeito – começar a repensar no assunto, pois, pode estar trabalhando não só contra os interesses do país, mas, os seus e o de seu filhos e netos.

Leia artigos relacionados:
 Se gostou deste post, subscreva o nosso RSS Feed ou siga no Twitter, para acompanhar as nossas atualizações.

Share/Save/Bookmark

sábado

Energia nuclear. A crise energética minimiza os riscos e “ressuscita” antigos projetos de usinas


Central nuclear - Mosele, França
As perspectivas de mudanças climáticas em função das emissões de CO² das fontes convencionais de energiapetróleo e carvão mineral – aliadas ao fim das reservas, sobretudo do petróleo, e as discussões sobre alternativas, vem “ressuscitando” a opção nuclear.
 
Parece que a carência de alternativas viáveis no médio e longo prazo, senão a falta de perspectivas para muitos países, vem espantando o fantasma dos acidentes nucleares que tirou de pauta, e da planta, muitos projetos de usinas.

A França, a maior potencia nuclear, e o modelo sugerido e preferencial. Com 78% de suas necessidades de energia elétrica para uma média européia de 30% e de 20 % nos EUA, a Areva – estatal nuclear francesa – vê crescer, a cada dia, a lista de novos clientes.

Isso se deve ao fato de, ao ter que administrar as suas 59 centrais nucleares, garante ter desenvolvido o que se denomina Terceira Geração, o que significa menos emissões de CO², mais eficiência e mais segurança. Essa revisão no trato com a energia nuclear vem acirrando os debates com aqueles que defendem alternativas mais seguras e limpas, pois, além dos riscos, hipotéticos, de acidentes, ainda não existe uma forma segura de armazenamento do lixo nuclear, que talvez seja o ponto mais fraco do sistema.

Outro aspecto a considerar, é o fato de a maioria dos países que usam ou pretendem usar, não tem reservas de urânio – demolindo o mito da auto-suficiência – e a conta do petróleo que não pode ser suavizada com as necessidades de combustível para veículos e transporte. Na França, também, 70% do combustível é baseado no petróleo e no carvão mineral, os velhos vilões de sempre.

Pelo visto, em vêz de uma alternativa energética real e ecologicamente viável, a opção mais provável é por aquela que parece mais fácil. Problemas? O futuro - e as próximas gerações - se encarregará de resolve-los. 
Fonte: EL PAIS 

Se gostou deste post, subscreva o nosso RSS Feed ou siga no Twitter, para acompanhar as nossas atualizações.

Share/Save/Bookmark

segunda-feira

4º Congresso Internacional de Bioenergia

O Brasil vai sediar o 4º Congresso Internacional de Bioenergia, que será realizado de 18 a 21 de agosto de 2009, em Curitiba – PR. O evento tem o propósito de discutir a viabilidade do uso ou aproveitamento de resíduos industriais, na produção de biomassa e biocombustíveis.

Maiores informações e inscrições no link: Bioenergia.

Paralelamente, acontecerá o 1º Congresso Brasileiro de Geração Distribuída e Energias Renováveis, com o propósito de difundir as mais novas praticas de geração de energia elétrica de forma distribuída, com as micro geradoras, além de discutir a regulamentação da atividade e sua integração às redes concessionárias convencionais.

Leia mais...

Outro evento, também, paralelo, será a Bio Tec Fair2ª Feira Internacional de Tecnologia em Bioenergia e Biodiesel, além de energia solar e eólica, onde será apresentada uma Mostra de Produtos e Serviços relacionados à tecnologia na produção de energia.

Leia mais...

Se gostou deste post, subscreva o nosso RSS Feed ou siga no Twitter, para acompanhar as nossas atualizações.


Share/Save/Bookmark

quarta-feira

Usinas termoelétricas de lixo e biogás aliviam estoques nos lixões


Usina Verde - RJ
O lixo e os lixões são, decididamente, um dos grandes problemas para o meio ambiente pois, a sua produção e acumulo está associado à deterioração da qualidade do ar, do solo, dos lençóis freáticos e da qualidade da água em córregos e rios. 


Só em São Paulo são produzidas mais de 13 mil toneladas por dia e desse total, apenas 1% é reciclado, o que não deve ser diferente, proporcionalmente, no restante do Brasil.

Como todo e qualquer destino dado ao lixo implica grandes investimentos públicos, a solução ou redução do problema passaria por um processo de educação da população no sentido de reduzir a sua produção, com adoção de critérios na compra de produtos com embalagens ecologicamente inadequadas e/ou desnecessárias, a reutilização e por fim a reciclagem, com políticas oficiais de coleta e destino adequado aos produtos.

Algumas alternativas veem sendo utilizadas, como a construção de usinas termoelétricas com queima de biogás (lixão) ou do próprio lixo.

Embora existam restrições de ordem ambiental, elas são adotadas por muitos países com centenas de usinas de queima do lixo em países como EUA, Japão, e países da União Européia e são iniciativas reconhecidas pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Quioto e à produção e venda dos créditos de carbono.
 
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveu o projeto Usina Verde, junto com a iniciativa privada, para a instalação de usinas termoelétricas com a queima do lixo, com um ciclo de uso que vai da reciclagem até o uso de subprodutos da queima final. Um problema tão grande e que tende a se agravar, merece atenção e deve ser atacado em todas as frentes possíveis.
  
Leia artigos relacionados:
Se gostou deste post, subscreva o nosso RSS Feed ou siga no Twitter, para acompanhar as nossas atualizações.


Share/Save/Bookmark

domingo

Gás 17 mil vezes mais poluente que o CO² agrava o efeito estufa


Uma nova fonte de emissão de gás de efeito estufa com uma capacidade 17 mil vezes superior ao dióxido de carbono e que cresce rapidamente é o trifluoreto de nitrogênio ( NF³ ), usado, principalmente, pela industria de semicondutoraschipes de silício – e aquelas que produzem as telas de LCDTV e computadores.

O gás é utilizado na “lavagem” de componentes desses produtos e, pelo menos teoricamente teriam o seu vazamento ou emissão para a atmosfera sob controle, o que não confirmam as ultimas investigações.

As emissões não são ainda de todo mensuráveis, mas as primeiras medidas já apontam um índice, relativamente alto. Um agravante, além crescimento das emissões e a sua elevada capacidade de aumentar o efeito estufa e comprometer mais ainda o meio ambiente no planeta, é que este é um setor industrial que, praticamente, esta começando e se desenvolve em todo o mundo.

Até agora, os maiores vilões do esfeito estufa foram, e continuam sendo, as usinas termoelétricas movidas a carvão mineral e os automóveis, principalmente, na União Europeia e nos EUA e que, agora, começam a receber a contribuição, nada modesta, do esforço de desenvolvimento da China.

Leia artigos relacionados:

Se gostou deste post, subscreva o nosso RSS Feed ou siga no Twitter, para acompanhar as nossas atualizações.

Share/Save/Bookmark