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quarta-feira

Geração de energia com bagaço de cana ainda é subutilizada

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O Brasil tem um leque bastante diversificado de opções para a produção de energia, sobretudo aquelas consideradas mais sustentáveis e/ou com menor impacto ambiental. A utilização do bagaço que já e feita pela própria usina para suprir suas próprias necessidades energéticas tem grande potencial para produção “pra fora”.

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Pode parecer lixo, mas o bagaço de cana é um combustível e tanto para a geração de energia. Todas as 432 usinas de açúcar e álcool do Brasil já usam o recurso, e não precisam comprar eletricidade de qualquer concessionária para funcionar. Só que elas poderiam fazer ainda melhor. Com o equipamento adequado, uma empresa de médio porte poderia gerar um excedente capaz de abastecer uma cidade de 200 mil habitantes.

A conta foi feita pelo engenheiro elétrico Fernando Alves dos Santos, na tese de mestrado que apresentou em novembro à Escola Politécnica da USP. Se todas as usinas do país aproveitassem ao máximo seus restos de bagaço para produzir energia, elas gerariam o dobro do que sai das duas usinas nucleares de Angra somadas.

Além de ter um custo menor, a geração de energia por biomassa ainda tem uma vantagem ambiental. O carvão mineral, a que o governo recorreu este ano para suprir o aumento da demanda energética nacional, coloca na atmosfera 800 quilos de CO2 por MWh. No caso do bagaço, a emissão é praticamente zero. “A parcela de CO2 emitida durante a queima é absorvida pela própria lavoura”, diz Santos. Dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) mostram que a participação da biomassa na matriz energética brasileira subiria dos atuais 3% para 18%.

O que falta para isso acontecer? Dinheiro, é claro. Para explorar ao máximo seu potencial energético, como mostrado abaixo, uma usina média precisa investir cerca de R$ 120 milhões. Não é tanto quanto parece. Com a venda do excedente de energia, esse valor seria recuperado em até sete anos, segundo Santos. “Isso representaria uma produção equivalente a de três usinas de Belo Monte”, diz Zilmar José de Souza, gerente de Bioeletricidade da Unica.(da RevistaGalileu)



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sexta-feira

Energias alternativas? A produção de petróleo vai muito bem, obrigado!

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Um dos fundamentos da insistência na busca por fontes de energias alternativas aos combustíveis fósseis, sobretudo o petróleo, mesmo antes das teorias sobre mudanças climáticas associadas às emissões de carbono, era a certeza do esgotamento das reservas. 
 
Entretanto, estudos recentes vem confirmando que este cenário é improvável, que enquanto algum produtores rumam para o esgotamento de suas reservas, descobertas de novas jazidas, como o pré-sal no Brasil, garantem o fluxo de petróleo e a estabilidade nos preços no médio longo prazo.

Portanto, a luta para melhorar a matriz energética no planeta com a substituição de fontes de energia fóssil por energias mais limpas ou alternativas terá que se apoiar em outros parâmetros ou argumentos, fundamentando-se mais em ação política do que em pressupostos geológicos.

Neste gráfico acima dá para perceber a situação, quando a produção tende a se manter ou mesmo aumentar, o que vai garantir preços estáveis e competitivos com as novas tecnologias de produção de energias limpas.

A avaliar pelo comportamento de governos e empresas, não obstante a retórica ambientalista, o fator determinante é a otimização de lucros e manutenção da atual política de energia, produção e transporte.

Fonte: Outras palavras

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segunda-feira

Petrobras e UFRN iniciam cultivo de microalgas para biodiesel

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A Petrobras e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte inauguraram, na cidade de Extremoz (RN), nesta terça-feira (03/04), planta piloto para cultivo de microalgas para produção de biodiesel.

A iniciativa permitirá um avanço nas pesquisas – realizadas até agora apenas em laboratórios – sobre o potencial das microalgas como nova alternativa de suprimento para biodiesel. 

 A solenidade teve a presença do presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, e do gerente Geral de Pesquisa e Desenvolvimento de Abastecimento e Biocombustíveis, Alípio Ferreira Junior, além de representantes da universidade.
 
“A produção de microalgas é um dos projetos de pesquisa prioritários da Petrobras, em razão da sua potencialidade de produção, atuando também na absorção de CO2 e na limpeza da água. Esse projeto coloca a Petrobras na vanguarda das pesquisas de renováveis na América Latina”, explicou Miguel Rossetto, presidente da Petrobras Biocombustível.


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terça-feira

Álcool combustível, você pode fazer o seu


O álcool combustível o o etanol é, decididamente a melhor opção pra substituir os combustíveis derivados do petróleo, tanto pelo seu baixo custo como por ser um recuso renovável e ecologicamente sustentável e correto.

A novidade é que a sua fabricação não tem grandes mistérios e pode ser uma mão na roda para um pequeno produtor rural que queira conseguir a sua autonomia, produzindo para suas necessidades pessoais e da propriedade.

Este vídeo mostra um projeto de uma mini destilaria desenvolvido pelo professor Juarez de Souza Silva, da Universidade de Viçosa, que ilustra bem esta possibilidade.

Publicado originalmente em Como fazer você mesmo

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quarta-feira

Brasil vai produzir energia limpa na Antártida


O pioneirismo do Brasil no uso de energia renovável que começou com o pro álcool no inicio dos anos 70 não deixa de surpreender. É o caso do carro flex, o uso de 25% na mistura com a gasolina e, agora, na produção de energia na Estação Antártica Comandante Ferraz, substituindo o óleo diesel que é utilizado, tambem, pelos demais países que mantem estações de pesquisa na região.
É o resultado de uma parceria entre a Petrobras Biocombustível, Vale Soluções em Energia (VSE) e a Marinha do Brasil.
A iniciativa abre a expectativa de abertura de um novo campo de uso do etanol nacional na produção de energia elétrica, elem do forte efeito simbólico: “Queremos desenvolver na geração de energia elétrica limpa o mesmo conhecimento e competência que temos na área de etanol combustível”, como disse o diretor de etanol da Petrobras Biocombustível, Ricardo Castello Branco.
Os testes começam a partir de novembro próximo onde serão analisadas a utilização do etanol sob condições climáticas extremas em um gerador específico, quando serão utilizados tanques especiais sobre trenós produzidos peal Petrobras para o transporte do etanol até a estação.
Os geradores foram desenvolvidos Vale Soluções em Energia – Vale, 53% e BNDESPar, 47% – já produzidos para a Amazonas Energia, da Eletrobras, para a geração de energia limpa em substituição ao óleo diesel na região.
A utilização do etanol para produção de energia, abre boas perspetivas de mercado no médio prazo, como diz o diretor da Petrobras Distribuidora. "Veja a necessidade de energia do Japão, por exemplo. Grandes geradores que funcionem a partir de etanol poderiam suprir parte dessa demanda".
Na Estação Comandante Ferraz, do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), gerenciada pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), o Brasil realiza estudos sobre os impactos do aumento da concentração de gases de efeito estufa no planeta, além de pesquisas científicas sobre os fenômenos que ocorrem no continente, e tem como uma das prioridades a qualidade ambiental das operações da estação na Antártida.
Fonte: Estadão
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domingo

Embrapa pesquisa novas fontes de produção do etanol



Novos fontes de produção do etanol estão sendo estudadas pela EMBRAPA, visando diversificar a produção no pais, o que pode não só reduzir os preços como criar uma escala de produção que garanta uma posição de liderança mundial do Brasil na produção do combustível. Confira o vídeo para maiores informações.

Leia tambem: Novas fontes de produção do biodiesel

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quarta-feira

Maconha pode virar biodiesel

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A busca por formas de produção de energias alternativas, movidas menos por preocupações ambientais propriamente ditas, e mais na busca de novas oportunidades de faturar, vem trazendo uma gama muito grande, e até inusitadas, de ‘fontes’, embora a corrida pelo óleo negro continue a todo vapor.

Depois do etanol, é o biodiesel que trás as maiores novidades como combustível alternativo, já que, praticamente todas as fontes de óleos essenciais contidos nos vegetais e as gorduras animais são potenciais promessas.

A tecnologia ou o mecanismo de produção é tão simples que não demora alguém vai lançar um “kit combustível alternativo” para você mesmo fazer em casa o combustível do seu veículo.

Pesquisas na USP poe na lista a borra do café que além de grande produtor mundial é o produto de maior consumo no país. Outra aposta é nas penas de frango que até então eram utilizadas como ração, deles próprios e adubo, agora, podem ser utilizadas na produção do biodiesel.

Como subproduto das fazendas de criação e abate de jacarés, nos EUA, que abastecem a industria da moda – com os “crocos” – e aos restaurantes especializados, a gordura até então sem um destino mais nobre, tambem, deve ser transformada em combustível.

Correndo por fora, e se tudo der certo vai ser um grande alívio para o meio ambiente, é a tentativa de algumas empresas de produzirem um diesel sintético com as fraldas que aos bilhões entulham os lixões e aterros sanitários em todo o mundo.

Agora, para ajudar a convencer aqueles que duvidam das propriedades benéficas da cannabis sativa, pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos EUA, descobriram que o seu alto teor de óleos essenciais a torna uma grande candidata a produtora de biodiesel, tambem, devido a sua pouca exigência por solos e cuidados especiais no cultivo.

Como vê, não parece difícil encontrar um substituto para o velho petróleo como combustível, o lance é a tal da “vontade política” ou um nível mais radical de necessidade, o que, a avaliar pelas novas descoberta de jazidas não vai ocorrer tão cedo.

Fonte: Exame

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sábado

Câmara dos EUA, abandona as energias alternativas pela convencional


Esta decisão da Câmara dos Estados Unidos não chega a surpreender. Envolvido em uma crise colossal e com previsões nada otimistas no médio longo prazo, continuar investindo no desenvolvimento de novas tecnologias de produção de energias alternativas, não parece ser um bom negócio, em função do seu alto custo e pouco eficiência na produção de grande volumes de energia, um desafio permanente, principalmente para quem tem que “apertar o cinto”. Nada é páreo para o velho, barato e abundante carvão mineral, e principal emissor de CO², diga-se de passagem.
A Câmara dos Estados Unidos aprovou hoje, com 219 votos a favor e 196 contra, um projeto de lei que retira o apoio federal a fontes de energia renováveis e aumenta os recursos para pesquisas sobre tecnologias que usam combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás). Será difícil a lei ser aprovada pelo Senado, onde o Partido Democrata, do presidente Barack Obama, tem maioria. A Câmara é controlada pelo Partido Republicano.

O projeto aprovado pela Câmara reduz os investimentos em pesquisa
sobre energia solar e para programas de promoção de eficiência no uso da energia e corta as garantias de crédito para projetos de energia renovável. Ele aumenta os recursos para pesquisas sobre tecnologia para captura de emissões de carbono de usinas termelétricas a carvão e para a construção de um depósito de lixo nuclear na montanha Yucca, em Nevada, projeto que há anos é objeto de críticas por parte dos ambientalistas.

Anteontem, a Câmara já havia aprovado um projeto que limita a autoridade da Agência de Proteção Ambiental
(EPA, na sigla em inglês). De acordo com esse projeto, a EPA não poderá mais vetar a concessão de permissões para projetos de mineração de carvão, nem impor padrões de poluição da água aos governos estaduais. O presidente Obama já disse que deverá vetar esse projeto. As informações são da Dow Jones.
Do A Tarde 

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sexta-feira

Petrobrás vai investir ‘pesado’ na produção própria do etanol

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A Petrobrás que participa da produção de etanol através de participação em várias empresas privadas resolve investir pesado na produção própria e garantir não só a nacionalização de fato desta produção, exportação e distribuição, já bastante ocupada por empresas multinacionais estrangeiras, como garantir o abastecimento interno sem traumas, com a criação de estoques reguladores.

... o Brasil é o maior produtor e exportador de açúcar do mundo, com quase a metade do volume total do comércio mundial do produto. Mas nossas exportações são centradas na exportação em bruto, que representa mais de dois terços do volume total enviado ao exterior.  E o preço deste é cerca de 60% apenas do refinado, que é o essencial para o abastecimento do mercado interno.(...)

É com esta “sobreoferta” que o Governo conta para a formação do estoque regulador – de um mês de comercialização – que vai determinar às distribuidoras. E a Petrobras Distribuidora é a maior delas, um pouco à frente da Shell/Cosan, num mercado que está sendo marcado pela forte concentração: a participação das pequenas distribuidoras no mercado caiu, desde 2006 (quando começou a onda de aquisições no mercado – de mais de 60% para algo em torno de 35%.(...)

Já passou da hora de  implementar esta – vamos assumir o nome, sem medo de sermos felizes – intervenção estatal no setor, que representa a possibilidade de dirigi-lo segundo as conveniências do país. Porque intervenção  estatal no setor  houve desde o início e ninguém reclama, porque sempre foi para subsidiar a produção de álcool.


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segunda-feira

Os canaviais reduzem o aquecimento global

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Segundo pesquisa publicada na revista “Nature Climate Change”, feita por cientistas dos EUA, os canaviais, além de produzirem um combustível alternativo renovável, o etanol, tambem contribuem para resfriar a região onde se localizam.

Os estudos mostraram que eles refletem com sucesso, grande parte da luz solar, o que reduz a acumulação do calor. O segundo fator é que o canavial, ou as canas, transpiram alta quantidade de água retirada do solo de volta ao meio ambiente, resfriando ar.

Logo, a produção da cana é uma atividade bastante sustentável, ao produzir energia em harmonia com o meio ambiente, o que não ocorre com outras culturas. Os estudos revelam que esta cultura efetivamente reduz a temperatura do ambiente em 0,93°C.

Com estes resultados, não significa que as florestas devam ser “substituídas”por canaviais, mas a importância de se fazer um uso mais racional e sustentável do solo e das áreas plantadas, aumentando as pesquisas e agregando mais tecnologia para otimizar a produção sem que seja necessário agregar novas áreas.

Este estudo “cala a boca” dos críticos, frequentemente mal intencionados, inclusive governos estrangeiros e (suas) ONGs, que detonam os canaviais e o etanol brasileiro, quando se sabe que o seu congênere nos EUA (com o milho), e União Europeia (com a colza) são ecológica e economicamente não sustentáveis.

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quarta-feira

Produção de biodiesel cresce e diversifica fontes de matéria-prima


Mamona

A produção de biodiesel no Brasil já é uma realidade e integra o leque de iniciativas do país na ampliação da usa matriz energética limpa e renovável, a maior do mundo, com quase 50 % do total, embora ela – a produção do biodiesel – ainda esteja ferramentada no uso da soja e sebo de boi, majoritariamente, com 75% e 14%, respectivamente, em que pese as iniciativas da Petrobras e outras empresas em diversificarem as fontes de matéria-prima como o uso de vegetais alternativos, hoje, com 7%.


O projeto de aumento da capacitação da produção do biodiesel pela Petrobras, que já conta com 4 usinas: Candeias (B), Quixadá (CE) e Montes Claros (MG) além de uma parceria no Rio de Janeiro, prevê a inclusão social com a incorporação da agricultura familiar na produção de culturas oleaginosas como mamona,‭ ‬o dendê,‭ ‬o girassol,‭ ‬canola,‭ ‬pinhão manso e o algodão, contribuindo para o aumento da renda do agricultor familiar.

Pelos percentuais vê-se que ainda falta crescer muito a participação dessas culturas, e reduzir o ônus social e ambiental, frequentemente associados à criação de gado e à cultura da soja, como pode conferir no artigo acima.

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quinta-feira

A Usina de Belo Monte, conveniência e a “intimação” da OEA


Esta questão da Usina de Belo Monte não é nova, há décadas que se discute o que seria a maior usina hidrelétrica nacional e terceira do mundo, já que a Itaipu é binacional, e a polêmica que parece chegar a um final, ainda provoca reações as mais inusitadas. É o caso do quase ultimato da OEAOrganização dos Estados Americanos- que inclui os EUA, o que em muitas questões importantes deixou de ser relevante – a sua opinião – em função exatamente das suspeitas de que, como a ONU, ela funcione como se uma extensão do Departamento de Estado dos Estados Unidos, para impor as suas vontades e/ou conveniências no restante dos países membros.


Enquanto se discute esta e outras opções de usinas hidrelétricas para garantir o esforço de desenvolvimento que o Brasil vem vivendo nos últimos anos, a matriz energética, embora ainda seja a mais limpa do mundo, exatamente pela sua matriz hidrelétrica, vem sendo descaracterizada nos últimos tempos com a proliferação das usinas térmicas movidas a carvão mineral e óleo, ou as duas maiores fonte poluentes do planeta e que são isoladamente as responsáveis pelo efeito estufa que está aí.

O argumento das fontes de energia alternativas tipo eólica, solar e similares, são inviáveis no curto médio prazo, e o país não pode parar, promover novos “apagões” ou lançar mão dos combustíveis sujos como vem fazendo, o que vem passando batido pelos críticos da usina, notadamente os ambientalistas. 

A situação dos índios da área, me parece mais uma jogada demagógica, quando são usados para provocar emoções mais fortes, mas, pelo que sabemos os índios são “nômades”, logo, não são essencialmente ligados a um território específico e podem muito bem ser deslocados para outras áreas da floresta. 

A invejada matriz energética brasileira, ainda a mais limpa do mundo, com os restantes quase 50% de energias limpas e renováveis – que vem se reduzindo gradualmente – graças, como falamos acima, a energia hidrelétrica, ao etanol e biodiesel, é um trunfo que lhe garante um fornecimento permanente, seguro e, relativamente, mais barato.
A construção de usinas hidrelétricas implica em alagamento de terras e deslocamentos de populações, cidades inteiras, como já foi feito inúmeras vezes no país e no mundo, pois, não há como se fazer de outra maneira, e o país não pode voltar aos tempos dos apagões ou racionamentos de energia e ”parar” seu processo de desenvolvimento pela primeira vez em sua história, deixando o atraso e subdesenvolvimento para traz.

Ninguém que engrossa as fileiras de protestos está disposto a abri mão de seus empregos, e toda sorte de eletroeletrônicos e demais comodidades que só são possíveis com um fornecimento de energia abundante e seguro e, no nosso caso, agora, urgente.

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domingo

Biodiesel,‭ ‬não é uma energia tão limpa como pregam

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Usina de biodiesel, no Rio Grande do Sul 

Na busca por fontes de‭ ‬energia alternativas ou‭ ‬energia limpa,‭ ‬nem tudo é tão limpo como parece à primeira vista.‭ ‬As‭ ‬mudanças climáticas e todas as perspectivas de alterações do‭ ‬meio ambiente,‭  ‬levam à necessidade de novas tecnologias,‭ ‬embora as intenções e ou procedimentos sejam os mesmo de sempre,‭ ‬apenas‭  ‬mais uma oportunidade de faturar como outra qualquer.

Na produção do‭ ‬biodiesel,‭ ‬por exemplo,‭ ‬em que pese a propaganda de‭ ‬combustivel limpo,‭ ‬ecologica‭ ‬e ambientamente corretos,‭ ‬com a utilização de materias primas vegetais alternativas e renováveis,‭ ‬se escondem práticas como o uso maciço da soja,‭ ‬com suas implicações na expansão com‭ ‬desmatamento na Amazônia e,‭ ‬o que é menos divulgado ainda,‭ ‬com o uso do‭ ‬sebo de boi‭ (‬14%‭) ‬que,‭ ‬mais do que a‭ ‬soja‭ (‬75%‭)‬,‭ ‬tem um curriculo supeito com o uso recorrente de‭ ‬mão-de-obra escrava,‭ ‬apesar do combate do governo,‭ ‬além do‭ ‬desmatamento.

Apesar desse passivo social‭ – ‬trabalhista‭ – ‬e ambiental,‭ ‬o que se vê é a divulgação da imagem de‭ ‬combustivel limpo,‭ ‬que utiliza fontes de matéria prima vegetal como a mamona,‭ ‬o dendê,‭ ‬o girassol,‭ ‬canola,‭ ‬pinhão manso e o algodão,‭ ‬em parte ligados a projetos de‭ ‬inclusão social e da‭ ‬agricultura familiar que,‭ ‬na realidade,‭ ‬ainda, representam algo em torno de‭ ‬7%.‭ ‬Sendo‭ ‬2,5%‭ ‬do total destes vegetais,‭ ‬menos os‭  ‬4,11%‭ ‬do algodão.

Esta é a imagem divulgada‭ – ‬com apenas os‭ ‬7%‭ ‬-‭ ‬para dar um caráter de‭ ‬combustível limpo e social e ambientalmente corretos,‭ ‬o que está bem longe da realidade.

Publicado originalmente em Coluna do Leitor

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segunda-feira

O Brasil é 2º no mundo em consumo verde


Um levantamento feito para medir o comportamento e estilo de vida feito com 17 mil pessoas em 17 países, deixou claro o tamanho e a falácia dos discursos dos países desenvolvidos que vivem – através de suas ONGs – pregando “greve de fome” para os outros fazerem no que se refere às mudanças climáticas e ao meio ambiente e sustentabilidade.

Feito e divulgado pela National Geographic Society (EUA), deixou no último lugar do ranking de consumo verde, exatamente os EUA, com o Canadá, França e Inglaterra lhes fazendo companhia nos últimos lugares. Em primeiro lugar ficou a Índia, o Brasil em 2º, além da China e México nas primeiras colocações.

O levantamento é feito há 3 anos, analisando itens como os hábitos de consumo de energia e outras práticas sustentáveis da população e do país. O Brasil se destacou nos itens baixo impacto ambiental das moradias e alto consumo de biocombustíveis e energias limpas.

Como vê, quem precisa fazer a lição de casa não somos nós, não é verdade?

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Bioenergia, 5º Congresso Internacional de 2010

No periodo de 10 a 13 de agosto de 2010, na Expo Unimed, em Curitiba – PR – será realizado o que é considerado o maior forum brasileiro de tecnologia e uso de energias renováveis: biomassa, biocombustíveis, geradores de energia e energias alternativas.

Paralelamente acontecerá a 3ª edição da BioTecFar 2010, com exposição e oferta de tecnologias para produção de energia renovável. Para mais informações e inscrições, acesse o site no link: 5º Congresso Internacional de Bioenergia.

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sexta-feira

Petrobras. Depois do biodiesel, a produção de etanol

Usina de Biodiesel, em Candeias (BA)
A Petrobras, que já produz biodiesel em 3 unidades que mantem em Montes Claros (MG), Quixadá (CE) e Candeias (BA), começa agora a produzir etanol na cidade mineira de Bambui. É mais uma “ponta” na produção de energia que vai compor a planta ou o parque energético da empresa que além da produção do petroleo, gás e biodiesel mantem, ainda, usinas termelétricas movidas a oleo, gás e etanol, além de usinas hidrelétricas.

Ao adquirir participação na empresa, já instalada, Total Agroindustria Canavieira a Petrobrás Biocombustíveis efetiva a sua primeira unidade produtora do etanol, em um processo que objetiva crescer com a participação em empreeendimentos já instalados de outras empresas da área.

Esta iniciativa é oportuna, haja vista a participação já conhecida de petroleiras estrangeiras na produção do etanol no Brasil, um produto que só tende a crescer em importancia, principalmente aquele produzido no país, a partir da cana-de-açucar, de longe a que tem a melhor relação custo benefício não só no aspecto econômico, mas, de favorecimento ao meio ambiente, em relação ao produzido com milho nos EUA, e a colza na União Européia.
Fonte:Tendências e Mercado

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segunda-feira

Termoelétrica flex. É isso, bi-combustível


O Brasil sai na frente novamente na inovação tecnológica na produção e uso de fontes de energia alternativas, e renováveis. Depois do álcool combustível – Pró-Álcool nos anos 70 – do biodiesel e do carro flex, é inaugurada pelo presidente Lula, em Juiz de Fora – MG – a primeira usina termoelétrica flex, bi-combustível, da Petrobras, que passa a utilizar o etanol em vez do gás natural, para gerar energia elétrica. Como nos carros flex, ela tem um mecanismo que reconhece o combustivel e pode adaptar-se automaticamente caso mude o combustível, e volte a usar o gás natural.

Os ganho são muitos, tanto econômicos, energéticos como ambientais. A redução das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera; autonomia por utilizar um combustível renovável e largamente produzido no país; a possibilidade de exportar esta tecnologia agregada ao etanol e, ainda, a possibilidade de venda de créditos de carbono no mercado internacional. A perspectiva é adaptar as 14 termoelétricas a gás natural da Petrobras que, junto com 12 de óleo e 15 pequenas hidrelétricas, compõe o parque gerador da empresa.

A iniciativa vem em boa hora, pois, em função das dificuldades de conseguir licenças ambientais para a construção de novas hidroelétricas, como Belo Monte, por exemplo, o crescimento da oferta de energia no país vem sendo feita, principalmente por termoelétricas movidas a gás natural e até mesmo carvão mineral, o que não faz parte da cultura energética nacional.
Fonte:Tendência e Mercado

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Superioridade do etanol brasileiro é admitida pelos EUA

Canavial
O desenvolvimento e utilização de novas tecnologias para produção de “energia limpa”, longe de ser um problema, é uma solução, principalmente, em tempos de estagnação econômica como a que ainda “castiga” meio mundo, notadamente aos países desenvolvidos.

A produção de geradores eólicos, por exemplo, cresceu 31%, movimentando 63 bilhões de dólares em 2009, com estimativas de, no curto prazo, chegar a 340 TWh – hoje, 157,9 GW - de produção de energia limpa, evitando a emissão de 204 milhões de toneladas de CO² por ano, conforme dados do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC).

Os EUA que o digam. O presidente Barack Obama, em discurso recente, disse apostar na modalidade para não só reduzir a grande dependência externa de energiapetróleo – como uma oportunidade para ajudar no esforço de recuperação do setor produtivo local.

A aposta é, principalmente, nos combustíveis alternativosetanol e biodiesel – pois, ao contrario daquele produzido no Brasil – cana-de açúcar – que tem uma ótima relação custo benefício, não só econômico como ambiental, aquele produzido nos EUA – com o milho – é um “tiro no pé” nos dois quesitos, que é mantido graças a subsídios bilionários do governo.

Em recente pronunciamento, a Agência de Proteção Ambiental daquele país que avalizou a qualidade do álcool brasileiro, que reduz 61% das emissões de CO², enquanto o feito com o milho não passa de 20%, coloca fim a uma controvérsia, quando se recusavam a admitir o que já era largamente conhecido e comprovado.

Mas, apesar da “confissão” as barreiras de importação ao álcool brasileiro continuam, e a sua penetração no país está muito aquém do potencial de exportação do Brasil.

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terça-feira

Zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar. Presidente Lula envia projeto de lei ao Congresso Nacional

As estratégias de aumento na produção do etanol no país, passam pelo aperfeiçoamento e desenvolvimento de novas tecnologias, no sentido de otimizar o uso das áreas já em produção, do que pelo aumento da fronteira agrícola rumo a áreas de vegetação nativa e em regiões como a Amazônia e o Pantanal.

É o que prevê o projeto de lei de zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar, enviado pelo presidente Lula ao Congresso Nacional, que prevê sérias limitações ao uso de novas áreas para o plantio da cana.

As restrições chegam a surpreendentes 81,5% do território nacional, que estarão protegidos do plantio da cana-de-açúcar.

O projeto prevê ainda que o plantio será feito em áreas que não necessitem, fundamentalmente, de irrigação; o uso de áreas degradadas e de pastagens, além da proibição gradual das queimadas dos canaviais, até sua total extinção em 2017.

A meta é o etanol sustentável, 100% verde que, além de calar eventuais críticas externas, é um exemplo real de manejo ecológico e racional para o mundo.

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sábado

Etanol brasileiro é superior às versões europeias e norte-americanas em benefícios ao meio ambiente



Plantação de milho - EUA
O estudo,
Avaliação Econômica das Políticas de Apoio ao Biocombustível, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico apresenta, em Paris, dados que confirmam o que já se suspeitava: a superioridade do etanolálcool – brasileiro sobre os similares europeus e norte-americanos.
 
Conforme o estudo, o etanol brasileiro feito da cana-de-açúcar permite uma redução de 70% a 90% das emissões de CO² em relação aos combustíveis fósseis. Em contrapartida, aquele fabricado a partir de óleos vegetais na União Europeia reduz entre 40% e 55% , e o fabricado do milho nos EUA – maior produtor mundial – com 20% e 50% – média abaixo de 30% - em economia nas emissões de CO², logo em danos ao meio ambiente.

Como já comentamos no artigo: “Um litro de etanol de milho gasta 1 litro de petróleo e 2.138 litros de água para ser produzido”, o processo de produção de etanol norte-americano, feito a base de milho, é um tiro n'água, tanto em termos de meio ambiente ou ambientais como econômicos, e se mantém às custas de subsídios do governo e da taxação do etanol brasileiro, pois, sabem que não seriam páreos em um processo de livre concorrência. 

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