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quinta-feira

Aquecimento Global e mudanças climáticas... Balela? Veja o que dizem o papa Francisco e o Bill Gates

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A ideia de voltar a falar sobre o tema, que não chega a ser essa grande novidade em termos de notícias (2015 - 2017), é para mexer um pouco com o marasmo que se abateu sobre o tema, que sumiu da mídia e, provavelmente, das cabeças que porventura se interessassem antes, como se o problema climático tivesse sumido do mapa meteorológico/ambiental, digamos assim.

É como disse o papa Francisco à época, sobre as devastações que os furacões Harvey e Irma que provocaram prejuízo milionário a ilhas do Caribe e aos EUA em 2017:

"O homem é estúpido, é um teimoso que não vê", disse, atribuindo a frase a uma passagem do Antigo Testamento. Em seguida, emendou: "o homem é o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra".

Ou o Trump que, mesmo diante dos estragos provocados pelos mesmos furacões, no mesmo período, se saiu com esta: “(...) que gostaria de 'bom e velho aquecimento global' contra o frio” (...).

Ou seja, ele está se lixando para “estas teorias...”. O que só tem reiterado de lá pra cá, cada vez com mais ênfase.

Enquanto o Bill Gates se saiu com esta. No bom sentido, é claro! Confira!
"Bill Gates surpreende o mundo ao afirmar: ”Só o Socialismo é capaz de salvar o clima, o setor privado é incapaz
O homem que mais beneficiou a economia capitalista  deixou claro a sua incapacidade de lidar com a questão mais premente do nosso tempo: a mudança climática.

Em uma entrevista a The Atlantic, o magnata da Microsoft argumentou: “o setor privado em geral é inepto, incapaz como uma ferramenta para gerenciar mudanças catastróficas do nosso clima que ameaçam a vida na terra.

Gates argumenta que os governos têm o papel fundamental a desempenhar no desenvolvimento de tecnologias para um mundo sustentável, principalmente por meio de um forte investimento em pesquisa e desenvolvimento. Ele argumenta que, feito isso, deve ser papel das empresas privadas pagar os custos de implantação dessas tecnologias – prometendo US $ 2 bilhões de seu próprio patrimônio líquido de US$ 79,2 bilhões para financiar a implantação desses projetos.

Então, por que não podemos confiar no setor privado para investir nas coisas certas no momento certo? Gates argumenta:

“Bem, não há nenhuma fortuna para ser feita.” “Sim, o governo tem sido um pouco incapaz”. “Mas o setor privado em geral é inepto para tomar a frente num projeto de tal envergadura”.

Os fatores que levam uma empresa com fins lucrativos a investir são diferentes daqueles do Estado. A mudança climática é uma área em que seria um investimento ilógico do ponto de vista corporativo, mas onde o Estado tem um papel claro e lógico.

Quando The Atlantic fez ver a Gates que o grande obstáculo no desenvolvimento de uma resolução impulsionada pelo Estado é a natureza da política dos EUA. Em primeiro lugar, as duas casas do legislativo são controladas pelos republicanos que acham que a questão da mudança climática é um discurso socialista e segundo, que não há um consenso de que a mudança climática exista mesmo. Gates tem uma visão diferente sobre o problema:

“Às vezes a democracia representativa é um problema. Há momentos em que não se pode permitir que um estado de espírito público mal informado possa impedir o Estado de tomar medidas sobre os riscos cientificamente comprovado que irão atingir a todos. Este é um desses momentos”, argumenta Gates.

Bill Gates não está argumentando que não há lugar para o capitalismo no mundo, mas que só o socialismo pode salvar o planeta. Qualquer um que esteja disposto a ignorar a importância deste argumento, especialmente de um dos homens mais ricos do mundo, está cometendo um grave erro.

Se quiser conferir o vídeo com o Bill Gates discorrendo sobre o tema, em inglês, clique aqui.

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terça-feira

Coruja das neves, uma obra prima da natureza

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Clique nas imagens para ampliar
coruja-das-neves ou coruja-do-ártico (Bubo scandiacus[1]) é uma espécie de ave estrigiforme pertencente à famíliaHYPERLINK "https://pt.wikipedia.org/wiki/Strigidae" \o "Strigidae" Strigidae.

Habitat natural: Habita na tundra, como no norte dos EUA, Canadá, Alasca, Eurásia e no Ártico, mas são aves migratórias, por isso no inverno, podem ir para o Golfo do México, Rússia, China até o Caribe.
‘É a coruja do Harry Potter’.
Leia mais, aqui e/ou aqui.

     Obs. A tag: CaprichosdaNatureza vai partilhar algumas obras primas, se é que possamos nos expressar assim, isolando “alguma coisa”, já que a “mãe natureza” não brincou em serviço em nenhuma de suas criações...

Notadamente aquelas que porventura estejam ameaçadas, sobretudo como consequência do aquecimento global.

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sábado

Curso gratuito, online, sobre mudanças climáticas é oferecido pela ONU

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Mesmo nesta grande rotatividade informativa, entre aspas, quem iria imaginar que um tema/fenômeno tão relevante, tão grave, como as mudanças climáticas, saísse de moda.

Relevar seria, é, algo meio suicida, já que a partir do momento que se torna irrelevante deixa-se de buscar fazer algo, mesmo individualmente, por menor que fosse, no sentido de pelo menos minimizar o alcance da ‘coisa’.
Veja também: 
 - Parece anacrônico, mas alerta do papa sobre meio ambiente é atual e oportuno 
 - E aí conhece o microplástico. Veja como este seu ‘companheiro’ do cotidiano pode acabar com os oceanos 
 - Algumas dicas simples no cotidiano dão uma força a planeta e à vida
Se estiver interessado em conhecer melhor a dita cuja: as mudanças climáticas, a ONU está oferecendo um curso que pode fazer isso.

É, também, uma oportunidade de buscar subsídios para – quem sabe? – fazer umas performances ambientalistas por aí, ajudando na divulgação.

Veja abaixo.
"Curso online e gratuito sobre mudanças climáticas é oferecido pela ONU
Depois do sucesso do curso do SUS sobre medicina natural, a ONU também disponibilizou um curso no mesmo estilo sobre as mudanças climáticas. O curso é introdutório e qualquer um pode fazer! Basta entrar neste link e fazer inscrição.

Disponibilizada em cinco diferentes idiomas, mais de 10 mil pessoas já concluíram o curso online. A nossa versão em Português foi realizada em conjunto com a Unesco e é composta por seis módulos:
- Introdução à ciência da mudança climática 
- Introdução ao marco internacional legal e de políticas para enfrentamento da mudança climática 
- Introdução à adaptação à mudança climática 
- Introdução à mitigação da mudança climática 
- Introdução ao financiamento climático 
- Introdução ao planejamento para a mudança climática
Depois de realizar os seis testes para os módulos básicos com pelo menos 70% de acerto em cada um, o aluno pode baixar um certificado de conclusão na página inicial online do curso.

A ideia é que outros cursos surjam daqui para frente na mesma plataforma online. Diversas organizações pretendem usar a ferramenta como treinamento de funcionários e agentes interessados.

Aqui você encontra o Programa do curso.

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domingo

Microplástico, um ingrediente nada saudável na água que bebemos sem saber.

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Não sei por que cargas d´água as questões ambientas saíram de moda... É como se estivéssemos vivendo em um planeta ‘zero bala’ onde as mazelas construídas, ou destruídas, pelo sistema de produção/exploração e uso dos recursos naturais sumissem como que por um passe de mágica.

A mídia convencional calou-se – se é que informava, de fato, antes – os ambientalistas de plantão sumiram e até ONGs, blogs e sites que, ainda, tratam do tema têm ‘ibope’ perto de zero nas redes sociais. Os temas ambientais sumiram mesmo...

Qual foi a última vez que viu algo sobre questões ambientais ser falado ou discutido em conversas e bate-papos?

Mas, apesar do mutismo geral que se observa por aí, a ‘coisa’ continua’... É continua ameaçando a vida nesse planeta maravilhoso.
Veja também: 
E aí, conhece o microplástico? Veja como este seu companheiro pode acabar com os oceanos
Quando se fala em “vida”, parece até algo meio abstrato com o qual não temos nada a ver... Não tem nada a ver com a “nossa”...

O plástico ao qual se refere o titulo da reportagem não é aquele que você vê por aí, boiando nos rios e lagos ou ‘enfeitando’ a orla e a praia... O microplástico não é visível, assim... A olho nu...

Confira mais informações abaixo:

"Cientistas veem entrada de plástico na cadeia alimentar terrestre
São Paulo – Sinônimo de praticidade, o plástico se tornou tão útil na vida moderna a ponto de ser encontrado por todos os lados – até onde não deveria.

Evidências científicas crescentes demonstram que a onipresença do plástico em produtos cotidianos (de embalagens à cosméticos, passando por roupas e artigos domésticos) tem contribuído para uma poluição  sem precedentes no meio ambiente, e que não respeita fronteiras.

A contaminação das águas dos oceanos por detritos do material é um dos efeitos mais estudados pelos cientistas. Além de formar imensos bolsões de resíduos à deriva no mar, o lixo plástico já atinge as remotas praias do Ártico e as regiões mais profundas dos oceanos.

Agora, um estudo inédito revela que micropartículas plásticas podem estar presentes até mesmo na água potável que é servida à população em vários países do mundo.

A pesquisa, divulgada nesta semana pela organização Orb Media, encontrou vestígios de fibras de plástico microscópicas em 83% das 159 amostras coletadas de várias partes do mundo.

Foram encontradas microfibras plásticas até mesmo na água engarrafada e em casas que usam filtros de osmose reversa, um dos processos mais utilizados para fazer a purificação da água.

“A contaminação desafia a geografia: o número de fibras encontradas em uma amostra de água da torneira do restaurante Trump Grill, na Trump Tower, em Manhattan, nos EUA, foi igual ao encontrado em amostras de Beirute, no Líbano”, diz o relatório da Orb.

A pesquisa feita com apoio da Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota, que centralizou as análises globais, mostra que dos salões do Congresso dos EUA até as margens do Lago Victoria, em Uganda, mulheres, crianças, homens e bebês estão consumindo plástico em cada copo de água.
Ou seja: os microplásticos não estão apenas sufocando os oceanos, mas também a água potável do mundo. Inclusive a do Brasil.

Em parceria com a Orb, o jornal Folha de S.Paulo, coletou 10 amostras extras de águas em residências da capital paulista e as enviou para análise na Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota. A análise revelou que nove em cada 10 amostras continham microfibras de plástico.

A empresa de saneamento de São Paulo, Sabesp, assim como as demais empresas do setor no Brasil, não faz a filtragem desse material. Não há obrigação legal para que isso ocorra.

As empresas de tratamento de água seguem as determinações da Portaria 2914, do Ministério da Saúde, que dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano. E não há nenhuma referência na norma para controle de microplástico na água.

Na maioria das vezes, as fibras de vestuário são muito pequenas para serem filtradas nas estações de tratamento de águas residuais e acabam sendo descarregadas em córregos, rios, lagos e, eventualmente, no oceano.

“Nós acreditamos que o acesso a água limpa é um direito humano”, disse em nota Jane Patton, diretora geral do Plastic Pollution Coalition, entidade internacional que reúne representantes de Ongs, empresas e governos para combater a poluição plástica.

“Certifique-se de que o governo da sua cidade sabe que você espera que eles mantenham a água potável segura”, acrescentou Patton, recomendando que a população exija dos legisladores e governantes alguma ação sobre as micropartículas de plástico na água.

Riscos à saúde?
1 milhão de garrafas plásticas são vendidas a cada minuto
Os detritos plásticos são contaminantes complexos e persistentes do ponto de vista ambiental. O plástico é quase indestrutível e, no meio ambiente, só se divide em partes menores, até mesmo em partículas em escala nanométrica (um milésimo de um milésimo de milímetro). Ainda assim, a natureza é incapaz de “digeri-lo”.

Independentemente do tamanho do detrito, os plásticos muitas vezes contêm uma ampla gama de substâncias químicas usados para alterar suas propriedades ou cores e muitas delas têm características tóxicas ou de disrupção endócrina (imitam hormônios capazes de interferir no sistema endócrino). Para piorar, os plásticos também podem atrair outros poluentes, incluindo dioxinas, metais e alguns pesticidas.

“Nós temos dados suficientes, só de olhar para os impactos que o plástico está gerando sobre a vida selvagem, para se preocupar”, disse ao The Guardian, Dr. Sherri Mason, especialista em microplástico da Universidade Estadual de Nova York, que supervisionou as análises da Orb. “Se isso está impactando [a vida selvagem], então, como pensar que não vai nos afetar de alguma forma?”

Para os cientistas, o desafio é duplo: de um lado repensar os padrões de consumo e produção de plástico no mundo, incluindo aí formas de recolher e reaproveitar esses resíduos impedindo que eles contaminem o ambiente; e do outro, identificar os riscos que a ingestão de microplástico representa para os seres humanos.

A tarefa não será fácil. Como revelou estudo recente, o mundo já produziu 8,3 bilhões de toneladas de plástico desde que a produção em larga escala de materiais sintéticos começou, no início da década de 1950. É tanto plástico que equivale a cerca de 25 mil vezes o peso do Empire State Building, em Nova York. De todo esse lixo, apenas 9% foi reciclado, 12% foi incinerado e 79% está acumulado em aterros ou poluindo o ambiente natural.


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quinta-feira

Reuso da água. Uma idéia que pode ser uma boa idéia

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Falar sobre a água, sua importância e riscos – para nós, é claro! – já está se tornando tão redundante que chaga às raias da chatice, não é verdade?

Neste espaço aqui então... Mas, não dá para evitar, não em um blog que se pretende defensor do meio ambiente e, também, porque embora estejamos no “métier”, tem ‘coisas’ que parece novidade, relevante. Logo acabamos por ‘voltar a falar... ’

Este tema sobre o reuso da água parece tão óbvio, não é verdade? Pelo menos como conceito, como ideia, já que desconheço alguém que use o “reuso”, embora pareça tão racional, tão óbvio.

Um fator que talvez ajude a explicar a ‘não ação’, mesmo, das pessoas mais informadas é o tempo. O tempo é um fator que vem relativizando muitas coisas e determinando outro tanto.

Para ficarmos em, apenas, um exemplo ou forma de reaproveitar a água usada é o uso da maquina de lavar roupas.

Viu a quantidade de água, inclusive muita dela praticamente limpa – no final do processo – que desce ralo abaixo e vai para o esgoto?

Nem precisa dar tantas bolas à mente e à criatividade para encontrar “reúsos” para ela, inclusive ser reutilizada na fase inicial da próxima lavagem.

Ou, lavar um passeio, por exemplo. Mas nada como uma boa mangueira com um dispositivo na ponta, quando rola até prazer no processo, não é verdade?

Salientamos uma situação “macro” – máquina de lavar – quando sabemos que ao longo do dia, muitas situações e atividades ‘domésticas’ poderiam dar uma força à tese não só do reuso, como da economia e parcimônia no uso, pura e simples.

Nesta área, qualquer atitude/ação por menor e mais simples que possa parecer é lucro.

O uso racional, consciente da água é um grande lucro para o planeta, para a vida como um todo. 

Mas, é como diz o velho ditado popular: “A teoria na pratica é diferente”, não é verdade? É o que acontece em alguns casos, onde a realidade é diversa da prática no cotidiano.

É o caso de estados como São Paulo, quando a situação é até certo ponto omitida pela mídia por motivações políticas, já que um único partido ‘desgoverna’ a questão no Estado há mais de 20 anos. O que leva a população a usar – e abusar – da água como se vivesse no melhor dos mundos ‘de fartura d’ água’. Quando a realidade no Estado está longe, muito longe, disso.

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quarta-feira

Parece anacrônico, mas alerta do papa sobre o meio ambiente é atual e oportuno

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Voltar a divulgar/enfatizar a primeira Encíclica Papal do papa Francisco dedicada ao meio ambiente é importante para quem ainda não tomou conhecimento de seu conteúdo, assim como torna-se bem oportuno, diante de coisas tipo Trump e suas ações anti-ambientais e anti-sustentabilidade.

É quando rasga e joga no lixo iniciativas que, embora não tenham, ainda, ‘dado conta do recado’ a que vieram, eram referências importantes para manter a reflexão em dia, sobre a necessidade de iniciativas mais efetivas, urgentes até, sobre os desafios para preservar as condições de vida no planeta.

Á primeira vista – com o apoio inestimável da mídia, entre aspas – é como se todos os problemas ambientais tivessem sido resolvidos, ou como deve achar o tal do Trump, que não passam de contos de carochinha, só que este, e “sua opinião”, com um poder muito grande para “melar as coisas”, e não está perdendo tempo.
"Papa pede ação rápida para salvar planeta e critica consumismo
Na primeira encíclica papal dedicada ao meio ambiente, Francisco defende fim da "cultura do consumo descartável" e chama aquecimento global de um dos principais desafios da humanidade.

papa Francisco apresentou nesta quinta-feira 18 a primeira encíclica dedicada ao meio ambiente, na qual exige dos líderes globais uma ação rápida para salvar o planeta da destruição e defende uma mudança no que chamou de "cultura do consumo descartável" dos países desenvolvidos.

Na encíclica Laudato si – Sobre o cuidado da casa comum, Francisco defende "ações decisivas, aqui e agora," para interromper a degradação ambiental e o aquecimento global e apoia explicitamente os cientistas que afirmam que o planeta está se aquecendo principalmente por causa da ação humana.

Ele afirma que se baseia "nos resultados da melhor investigação científica disponível" e chama o aquecimento global de "um dos principais desafios que a humanidade enfrenta em nossos dias", destacando que os países pobres são os mais afetados.

"A humanidade é chamada a reconhecer a necessidade de mudanças de estilo de vida, produção e consumo, a fim de combater este aquecimento ou, pelo menos, as causas humanas que o produzem ou agravam", afirma.

Francisco defende que os países ricos devem sacrificar parte do seu crescimento e assim liberar recursos necessários aos países mais pobres. "Chegou a hora de aceitar crescer menos em algumas partes do mundo, disponibilizando recursos para outras partes poderem crescer de forma saudável", escreveu o papa.

Ele apela às potências mundiais para salvarem o planeta, considerando que o consumismo ameaça destruir a Terra – transformada num "depósito de porcarias" – e denunciando o egoísmo econômico e social das nações mais ricas. "Hoje, tudo o que é frágil, como o ambiente, está indefeso em relação aos interesses do mercado divinizado, transformado em regra absoluta."
No texto, Francisco critica um sistema econômico que aposta na mecanização para reduzir custos de produção e faz com que "o ser humano se vire contra si próprio", defendendo que o valor do trabalho tem que ser respeitado numa "ecologia integral".

Ele rejeita o argumento de que a tecnologia vai resolver todos os problemas ambientais (e que) a fome e a pobreza serão eliminadas simplesmente pelo crescimento do mercado. "Uma vez mais, temos de rejeitar uma concepção mágica de mercado, que sugere que problemas possam ser resolvidos simplesmente por meio de um aumento nos lucros de empresas ou indivíduos."

O papa estabelece uma relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta. "A convicção de que tudo está estreitamente interligado no mundo, a crítica do paradigma que deriva da tecnologia, a busca de outras maneiras de entender a economia e o progresso, o valor próprio de cada criatura, o sentido humano da ecologia, a grave responsabilidade da política, a cultura do descartável e a proposta de um novo estilo de vida são os eixos desta encíclica, inspirada na sensibilidade ecológica de Francisco de Assis", lê-se no 16.º parágrafo do documento papal.

O papa também aborda diretamente alguns dos principais tópicos ambientais. Ele defende que o consumo de combustíveis fósseis seja banido o mais depressa possível em favor das energias renováveis. Essa mudança, porém, não será possível sem que os países mais ricos aceitem ajudar os mais pobres, escreve.

Francisco alerta para o perigo de dar o controle da água às multinacionais, manifestando-se contra a privatização do que chama de direito humano básico. "Enquanto se deteriora constantemente a qualidade da água disponível, em alguns lugares avança a tendência para privatizar este recurso escasso, convertido numa mercadoria que se regula pelas leis do mercado", critica.

O líder da Igreja Católica refere-se ainda aos "pulmões do planeta", repletos de biodiversidade, como a Amazônia, a bacia hidrográfica do Congo e outros grandes rios ou os glaciares, todos eles lugares importantes para "todo o planeta e para o futuro da humanidade".

Francisco propõe ainda que se comece uma "discussão científica e social responsável e ampla" sobre o desenvolvimento e a utilização dos organismos geneticamente modificados para alimentação ou medicina.

"Embora não haja provas definitivas sobre eventuais malefícios dos cereais transgênicos para os seres humanos e estes tenham provocado um crescimento econômico que ajudou a resolver problemas, há dificuldades importantes" sobre o uso destes organismos que não podem ser esquecidas, alerta.

Segundo ele, o uso de transgênicos levou a que haja "concentração de terras produtivas nas mãos de poucos e o progressivo desaparecimento de pequenos produtores, que, tendo perdido as suas terras, tiveram que se retirar" da agricultura.

O papa também critica o uso excessivo das redes sociais. "A verdadeira sabedoria, produto da reflexão, do diálogo e do encontro generoso entre as pessoas, não se consegue com uma mera acumulação de dados que acabam em saturação e embaçamento, numa espécie de poluição mental", escreve.

O pronunciamento papal mais controverso em meio século já despertou a ira de setores conservadores, incluindo vários candidatos presidenciais republicanos dos Estados Unidos, que criticaram Francisco por se aprofundar em questões científicas e políticas. O apelo papal, porém, ganhou amplos elogios de cientistas, das Nações Unidas e de ativistas ambientais.

Por Deutsche Welle, em Cartacapital

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domingo

Carga valiosa. Abelha ‘sui generis’ leva ‘carga especial’

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É público e notório, como já ouvimos antes, que as abelhas buscam o tal pólen, o ‘pólen’ de sua vida e de sua prole. Entretanto esta inova e aproveita outro recurso da natureza para dar uma força no cuidado da família e prole.

É o que vai ver abaixo.
"Carga valiosa
Ao visitar flores, as abelhas solitárias do gênero Tetrapedia não buscam apenas pólen. Elas são especializadas em recolher óleo, que transportam em meio às cerdas das estruturas das patas conhecidas como escopas e usam para alimentar as larvas e construir seu ninho.

 “Na maior parte das vezes elas coletam tanto óleo como pólen, que carregam misturados”, conta a ecóloga Paula Montagnana. Em seu doutorado, ela estuda o efeito da cobertura florestal na abundância dessas abelhas na serra da Cantareira, norte da metrópole paulistana.

 “A floresta é importante tanto por fornecer alimento como cavidades para ninhos.” Ao contrário das conhecidas colmeias construídas pelas abelhas sociais, estas aproveitam ocos em troncos e galhos.

Foto de Rafael Souza Cruz Alves enviada por Paula Montagnana, doutoranda no campus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP)

Sua pesquisa rende fotos bonitas/ Mande para imagenspesquisa@fapesp.br Seu trabalho poderá ser publicado na revista.


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terça-feira

Como fazer ‘algo’ sustentável para o planeta e/ou para si, o que dá no mesmo

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A tal sustentabilidade, pelo visto, saiu de moda de vez, nem mesmo a palavra usada eufemisticamente não se vê mais por aí, já que parece prevalecer um vale tudo nas regras e ações tanto governamentais como pessoais.

Mas, o planeta continua o mesmo no que se refere às suas necessidades, que no fundo são nossas, já que não temos como nos safar dela caso algo dê errado de vez, logo, apesar do descaso e das crises de todo tipo, entre aspas, não custa dar uma olhada e fazer a sua parte.

Vejamos algumas ideias: 
- Seja solidário: doe roupas, sapatos e aparelhos que não usa mais. Eles podem ser úteis para outras pessoas. Acumular objetos que não utiliza só vai contribuir para tornar sua casa menos organizada.
- Conserte os eletroeletrônicos sempre que possível para evitar comprar novos e gerar mais lixo.
- Procure comprar produtos que permitam a reutilização das embalagens com refil.
- Separe o lixo e mande-o para a reciclagem. Separando o lixo, você estará gerando emprego para catadores e dando oportunidade a reciclagem de materiais. Para facilitar a separação, tenha em casa uma pequena lixeira de coleta seletiva, para que todos na casa participem.
- Tenha em casa uma pequena composteira com restos orgânicos como cascas de frutas, legumes e folhas. Ela produz adubo natural para o seu jardim e de seus vizinhos.
- Instale torneiras com aerador ("peneirinhas" ou "telinhas" na saída da água). Ele dá a sensação de maior vazão, mas, na verdade, faz exatamente o contrário.
- Para lavar verduras use também uma bacia para deixá-las de molho (pode ser inclusive com algumas gotas de vinagre), passando-as depois por um pouco de água corrente para terminar de limpá-las.
- Substitua a mangueira por um balde com pano para retirar a sujeira do veículo. Lavar o carro com a torneira aberta é uma das piores e mais comuns maneiras de desperdiçar água.
- Evite lavar a calçada. Limpe-a com uma vassoura, ou lave-a com a água já usada na lavagem das roupas. Utilize o resto da água com sabão para lavar o seu quintal. Depois, se quiser, jogue um pouco de água no chão, somente para "baixar a poeira". Para isto você pode usar aquela água que sobrou do tanque ou máquina de lavar roupas.
- Retire os eletroeletrônicos como TV, som e microondas da tomada sempre que possível. As luzinhas vermelhas ou relógios digitais que indicam que o aparelho está em ‘stand by’, gastam bastante energia.
- Evite tomar banho entre 18h e 20h30 se utilizar chuveiro elétrico. Neste horário, 18% de toda a energia elétrica gerada no país é utilizada pelos chuveiros elétricos. Esse hábito torna necessária a construção de mais usinas elétricas.
- Quando comprar eletrodomésticos prefira aparelhos com o selo Procel. Isso indica que o aparelho consome menos energia.
- Troque a borracha da geladeira sempre que preciso. É uma medida que conserva seu eletrodoméstico e evita o desperdício de energia elétrica.
- Evite colocar alimentos quentes na geladeira, quando isso acontece, o refrigerador gasta mais energia elétrica.
E aí, não chega a ser tão difícil assim, não é verdade?

Com informações de organizesuavida

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