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sábado

Precisamos mentir [sobre desmatamento da Amazônia], pois pega mal para a imagem do Brasil lá fora. Diz general

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Desmatamento em amarelo [via satélite] Inpe
É, foi o general estrategista do governo, ministro do Gabinete de Segurança Augusto Heleno, depois da repercussão internacional [sobretudo], com a divulgação dos últimos dados do desmatamento feito pelo Inpi.

A ideia é ocultar, ou seja, mentir [palavrinha quase inexpressiva de tão gasta]. É como disse, literalmente, o tal do general estrategista, que não precisamos deixar ‘vazar’ os dados sobre o desmatamento na Amazônia, pois pega mal para a imagem do Brasil lá fora [e para os negócios].

Daí o pupilo do sistema de degradação nacional, exerce o seu papelzinho medíocre, a título de decisão pessoal [já que só segue o script] e demite o presidente do Inpe*, como já detonou outros profissionais de instituições reguladoras na mesma linha, tipo Ibama.

Claro que por aqui, para o público interno não tem necessidade, já que a mídia oficiosa não se dá ao trabalho de informar, pois é bem paga pra isso.

O lance é externo, quando a mídia internacional tem vias próprias para buscar as suas informações, mas se os levantamentos não forem feitos, forem manipulados ou fraudados na origem..., fica mais difícil.

Apesar da catástrofe que se abate sobre o país a partir do golpe, [com o temer] e aprofundada ao limite nesse “governo bolsonaro”, tem gente que pensa, ou melhor, se ilude achando que depois “a gente conserta”...

Então, replantar uma floresta que tem ‘só’ 55 milhões de anos..., fica difícil.

*Veja aqui, jornal USP.

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terça-feira

Vegetarianismo e/ou veganismo, um pouco mais do que modismos. Ou porque você vai acabar fazendo

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Clique na imagem para ampliar
Em que pese à brincadeira com os vocábulos, a questão parece mais seria e, “por bem ou por mal”, como se diz, vai acabar entrando na ordem do dia pra valer. Isto é, além dos modismos periódicos ou não obstante os ‘legítimos’ que optaram, mesmo, como uma filosofia de vida e de respeito à vida animal.

Ou seja, vegetarianismo e/ou veganismo passam por ondas periódicas de animação e sucesso para, da mesma forma como surgiram, acabarem sumindo em meio a outro modismo mais ‘na moda’, digamos assim.
Veja: Porque você pode acabar se tornando vegetariano
Mas, dados sobre a criação de animais, sobretudo na produção de carnes, vem assumindo índices verdadeiramente insustentáveis no médio logo prazo, logo, por uma mera questão de logística de produção ou da simples sobrevivência, entre aspas, algo terá que ser feito ou mudado.

As conclusões científicas não são novas, mas a atualização de índices não deixa a menor dúvida do crescendo da situação, da absoluta falta de condições de se continuar a produzir carne como vem sendo feito até agora.

É como se diz: ‘A terra nun guenta o tranco!’

Estes dados na imagem foram publicados recentemente pela ONU Meio Ambiente.

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segunda-feira

Bolsonaro nem assumiu direito e madeireiros já detonam a Floresta Amazônica. Veja você mesmo!

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“Esta é a situação real da extração de madeira dentro da Floresta Amazônica após a eleição de Bolsonaro. Este é um vídeo 2019 de  "Cachoeira do Aruã ".
A destruição do sistema de fiscalização feita por Bolsonaro está aumentando o mercado de madeira no Brasil. 
Faça algo agora ou chore para sempre!”.  [@Observar]

A fixação do Bolsonaro contra o Ibama... Nem precisou apressar com a coisa, pois o pessoal lá na floresta já se antecipou mesmo antes da posse.

Tem gente, só pode ser eleitor genial do dito cujo, que ainda diz, deixe o home governar, se não der certo agente tira depois...

Então, quanto a Floresta Amazônica... É só replantar tudo de volta*.

Não é à toa que votaram no dito cujo.
*É como o pré-sal... Agente ‘acha’ outro depois...
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terça-feira

O que seu celular e whattsapps têm a ver com a preservação da vida? É isso, da sua também

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A questão da importância das abelhas na preservação da vida, da nossa vida no planeta não chega a ser lá uma informação assim, como poderíamos dizer... Tão disseminada, conhecida, já que as abelhas são normalmente associadas, apenas, ao mel.

Falta de conhecimento este que não diminui a importância e os riscos decorrentes de seu fim e comprometimento da vida, pelo contrário, só aumenta, complica.

A questão ambiental como um todo perdeu prestígio nos últimos tempos, como se o planeta e seus recursos vitais, diríamos assim, estivessem às mil maravilhas, e a vida... Vai muito bem obrigado.

Tem até gente dizendo que aquecimento global e mudanças climáticas... É pura balela comunista. Não, não é só no Brasil, o fascista de plantão nos EUA vai pelo mesmo raciocínio.
Confira o quadro catastrófico: O desaparecimento de polinizadores – borboletas e insetos – coloca em risco a sobrevivência da humanidade
Além dos fatores tradicionais, digamos assim, que podem levar ao desaparecimento das abelhas como o agronegócio, para ficarmos só neste exemplo, um fator radical foi identificado como o mais novo vilão. O celular!

É, o celular, esse “ser” omnipresente não só em nosso cotidiano, mas nos corações e mentes de, praticamente, todo mundo...

A notícia nem é tão nova assim, é de 2016, o que, longe de aliviar, complica ainda mais, já que de lá pra cá o número de celulares...*
“As abelhas estão morrendo e a culpa é dos celulares, afirma cientista
Ondas deixam os insetos desorientados, provocando o abandono das colmeias e a morte.

Cientistas dizem ter provas de que os sinais dos celulares são os responsáveis pela queda repentina da população mundial de abelhas.

Pesquisadores da suíça descobriram que as micro-ondas têm confundido os insetos, que começam a voar erraticamente e depois morrerem precocemente.

A equipe de cientistas colocou telefones celulares em uma série de colmeias sob condições controladas e monitorou os resultados. Foram 83 experimentos medindo a reação das abelhas quando o telefone estava desligado, em stand by, ou realizando uma ligação.

O barulho produzido pelas abelhas aumentou mais de dez vezes quando o celular recebia ou realizava uma ligação. O nível sonoro voltava ao normal quando o aparelho era desligado ou era colocado em stand by.

De acordo com Daniel Favre, líder da pesquisa, as ondas dos telefones claramente irritam as abelhas. “Elas emitem um sinal para evacuar a colmeia, mas ficam tão confusas que muitas morrem voando”, disse Favre em entrevista ao jornal inglês Daily Mail.

O estudo não é o primeiro a relacionar telefones celulares e a morte de abelhas. Em 2008, um pesquisador alemão descobriu que os insetos se recusavam a voltar à colmeia quando telefones celulares eram colocados em torno da estrutura. Perdidas e desorientadas, elas morriam.

Em março de 2010 um relatório da ONU alertou que a queda repentina na população de abelhas está sendo causada por uma “tempestade perfeita de perigos e ameaças”. Cientistas já identificaram mais de dez fatores – de pesticidas químicos a perda de flores nativas – que conspiram contra as abelhas.

Em Veja
* No Brasil são 235,45 milhões de linhas de telefonia móvel, segundo o jornal o Valor. No mesmo período, – julho de 2018 – dados do IBGE estimam a população em 208 milhões de habitantes. 
Em dados de fevereiro de 2018, segundo informações de O Globo, o número de usuários únicos de celular no mundo era de 5 bilhões de aparelhos, para uma população estimada de 7,6 bilhões de habitantes, em dados de 2017 segundo a ONU.
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sexta-feira

Ao cancelar COP 25 por aqui Brasil ratifica tese do novo Chanceler de que é tudo bazófia

“Especialistas alertam para efeitos do aquecimento global sobre vidas humanas e sistemas de saúde mundo afora. Impactos incluem novos padrões de doenças e maior risco de desnutrição”.

O governo do bozó, na figura de seu chanceler, vai revogar esta onda alarmista e colocar os pingos nos is, ou seja, vai comprovar que a solução para essa conversa, essa bazófia de aquecimento global e mudanças climáticas e coisas do gênero, pode ser vencida com uma eleição bem feita, sobretudo nos corações e mentes das pessoas, como o foi aqui no Brasil via whattsapp.

É o caminho para colocar este tal de comunismo, autor desta conversa fiada toda, na lata de lixo da História.
Confira: Mudanças climáticas são maior ameaça à saúde deste século, diz estudo
O cancelamento da 25ª Conferência de Clima da ONU, a COP – 25, que seria aqui no país no próximo ano, anda neste sentido, parar com esta conversa mole.
Leia: Brasil desiste de sediar Conferência do Clima da ONU em 2019
A Amazônia, por exemplo, não ‘fede e nem cheira’ nessa conversa de mudanças climáticas. Ela tem que cumprir sua função, ou seja, produzir madeira, muito minério, muito gado e muita soja e congêneres para melhorar a nossa balança comercial.

Serão detalhes importantes a serem levados, e argumentados, pelo ‘nosso’ chanceler na ocasião propicia por aí em algum fórum internacional.

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quarta-feira

O projeto de demolição nacional do Bolsonaro continua: a Ministra do Agronegócio, ops! Da Agricultura com vocês

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É isso, não tem como deixar de fazer referência à política convencional – por mais polêmica que seja ou esteja – diante de um quadro assim que temos pela frente no país, no que se refere à Questão Ambiental maior, a Amazônia.

Você pode até ter votado no dito cujo, é um direito inalienável seu, embora saibamos que o resultado não poderia deixar de ser e, é coletivo. No caso específico, mundial.

Um governo, como sabemos, não se forma depois do resultado das urnas. Muitas vezes, em grande parte ele já vem pronto com o beneficiamento direto dos seus, não só idealizadores, mas, sobretudo, financiadores e beneficiários.

Clique aqui e veja como funcionam as coisas, no cotidiano do Congresso Nacional. O Nacional é entre aspas.



O fato de termos a chefe do agronegócio no Congresso na direção das questões ambientais em seu sentido mais amplo, diríamos assim, é como diz o velho ditado popular: ‘Seria como colocar a raposa para cuidar do galinheiro’.*

Com certeza a sua ‘alcunha’ não é aleatória, a “musa do veneno”. No meio ambiente é ‘só’ o efeito imediato, entretanto, o que ‘pega’, mesmo, é a vida...

Para não parecer que estamos falando mal da ‘coitadinha’, confira você mesmo, parte de seu currículo e atividades, aqui.

·         Só pra lembrar. O fato de se colocar a global, a maitê proença à frente do Ministério do Meio Ambiente, é só para inglês ver, como se diz. Já que o antigo ministério está, de fato, às mãos dessa aí, acima. Afinal foi o que prometeu o bolsonaro mais de uma vez, logo, a indicação simbólica, digamos assim, é só para continuar enganando trouxas, ops! Desculpe-me, seus eleitores...
·         Obs.: Os nomes próprios em minúsculas não é erro e nem aleatório, é para tentar atingir a sua verdadeira dimensão...

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sexta-feira

“...a área ambiental deve passar por mudança radical...”, diz eventual ministro do Bolsonaro


Preferências políticas e partidárias à parte, o que parece estar em jogo neste momento, nestas eleições no país, é muito mais do que filigranas ideológicas ou coisas do gênero.
A avaliar pelo que a mídia toda, mesmo aquela comprometida com o discurso conservador e de direita histórica no país – como este jornal que divulgou esta entrevista – vem mostrando que o estrago que o dito cujo de plantação da direita nestas eleições pode fazer, pode ser tornar irreversível para o país como um todo e sem chances de se passar a borracha e corrigir em qualquer momento depois.
A Amazônia, por exemplo, já foi varias vezes alvo de comentários de membros da equipe do candidato, inclusive chegando a afirmar uma infantilidade, se é que possa me expressar assim, de simplesmente passar a dita cuja pra frente, é vender ou doar para o candidato de plantão há tanto tempo, os EUA.
Duvida? Dê uma olhada na mídia que esta aí pra quem quiser ver. Não é a tal do modismo vigente, a fake news, infelizmente.

Leia também: Organizações repudiam fala de Bolsonaro contra ativismo
Infelizmente porque as chances do dito cujo vencer e nos ferrar a todos, já que em tese ferrar o Brasil e democratizar o feito são grandes, o mínimo que podemos fazer agora, e deixar filigranas partidárias ou de cor de bandeiras de lado e votar pela preservação do Brasil.
Simples assim! Depois agente tenta voltar à velha discussão das filigranas partidárias e/ou governistas.
O discurso: ‘No meu tempo, não tinha MP e Ibama para encher o saco’, diz general, título deste artigo no Estadão sobre o eventual ministro do dito cujo, diz com todas as letras que a legislação ambiental como um todo é balela e vai ser revogada, mesmo, em eventual governo Bolsonaro.
O lance, como se diz, é que não dá para chorar ou se arrepender depois do leite derramado... A hora é agora pra tentar evitar o pior!
Clique aqui e confira o artigo por si mesmo.
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quinta-feira

Aquecimento Global e mudanças climáticas... Balela? Veja o que dizem o papa Francisco e o Bill Gates

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A ideia de voltar a falar sobre o tema, que não chega a ser essa grande novidade em termos de notícias (2015 - 2017), é para mexer um pouco com o marasmo que se abateu sobre o tema, que sumiu da mídia e, provavelmente, das cabeças que porventura se interessassem antes, como se o problema climático tivesse sumido do mapa meteorológico/ambiental, digamos assim.

É como disse o papa Francisco à época, sobre as devastações que os furacões Harvey e Irma que provocaram prejuízo milionário a ilhas do Caribe e aos EUA em 2017:

"O homem é estúpido, é um teimoso que não vê", disse, atribuindo a frase a uma passagem do Antigo Testamento. Em seguida, emendou: "o homem é o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra".

Ou o Trump que, mesmo diante dos estragos provocados pelos mesmos furacões, no mesmo período, se saiu com esta: “(...) que gostaria de 'bom e velho aquecimento global' contra o frio” (...).

Ou seja, ele está se lixando para “estas teorias...”. O que só tem reiterado de lá pra cá, cada vez com mais ênfase.

Enquanto o Bill Gates se saiu com esta. No bom sentido, é claro! Confira!
"Bill Gates surpreende o mundo ao afirmar: ”Só o Socialismo é capaz de salvar o clima, o setor privado é incapaz
O homem que mais beneficiou a economia capitalista  deixou claro a sua incapacidade de lidar com a questão mais premente do nosso tempo: a mudança climática.

Em uma entrevista a The Atlantic, o magnata da Microsoft argumentou: “o setor privado em geral é inepto, incapaz como uma ferramenta para gerenciar mudanças catastróficas do nosso clima que ameaçam a vida na terra.

Gates argumenta que os governos têm o papel fundamental a desempenhar no desenvolvimento de tecnologias para um mundo sustentável, principalmente por meio de um forte investimento em pesquisa e desenvolvimento. Ele argumenta que, feito isso, deve ser papel das empresas privadas pagar os custos de implantação dessas tecnologias – prometendo US $ 2 bilhões de seu próprio patrimônio líquido de US$ 79,2 bilhões para financiar a implantação desses projetos.

Então, por que não podemos confiar no setor privado para investir nas coisas certas no momento certo? Gates argumenta:

“Bem, não há nenhuma fortuna para ser feita.” “Sim, o governo tem sido um pouco incapaz”. “Mas o setor privado em geral é inepto para tomar a frente num projeto de tal envergadura”.

Os fatores que levam uma empresa com fins lucrativos a investir são diferentes daqueles do Estado. A mudança climática é uma área em que seria um investimento ilógico do ponto de vista corporativo, mas onde o Estado tem um papel claro e lógico.

Quando The Atlantic fez ver a Gates que o grande obstáculo no desenvolvimento de uma resolução impulsionada pelo Estado é a natureza da política dos EUA. Em primeiro lugar, as duas casas do legislativo são controladas pelos republicanos que acham que a questão da mudança climática é um discurso socialista e segundo, que não há um consenso de que a mudança climática exista mesmo. Gates tem uma visão diferente sobre o problema:

“Às vezes a democracia representativa é um problema. Há momentos em que não se pode permitir que um estado de espírito público mal informado possa impedir o Estado de tomar medidas sobre os riscos cientificamente comprovado que irão atingir a todos. Este é um desses momentos”, argumenta Gates.

Bill Gates não está argumentando que não há lugar para o capitalismo no mundo, mas que só o socialismo pode salvar o planeta. Qualquer um que esteja disposto a ignorar a importância deste argumento, especialmente de um dos homens mais ricos do mundo, está cometendo um grave erro.

Se quiser conferir o vídeo com o Bill Gates discorrendo sobre o tema, em inglês, clique aqui.

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sexta-feira

Estudo alerta para extinção em massa de alimentos. Não, não é para o futuro distante... É logo!

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Plantação de café
Ao que tudo indica, conversas desse tipo... Se são ‘vistas’, efetivamente, funcionam em boa parte das cabeças das pessoas – quando acontece – como algo meio fictício, que caso venha a acontecer vai ser em um tempo/data perdido no tempo e no espaço futuros, logo não teria nada a ver com ele, com a sua vidinha...

Pelas datas dá para ver que não estaria tão longe assim – filhos, netos... –, isso sem falar que “sintomas” da “coisa” já podem estar afetando a vida, os bolsos, hoje – e estão – sem que as pessoas se deem conta disso.

Logo, é bom nos informarmos, mas, sobretudo para saber o que cada um de nós pode fazer – agora – para, no mínimo, contribuir para atenuar a “coisa”. 

        “Estudo alerta para extinção em massa de alimentos

Não apenas espécies animais, mas também vegetais estão em risco, afirmam pesquisadores: agricultura industrial e mudanças climáticas ameaçam alimentos como batatas, cacau e café.

Nos últimos tempos, houve muita discussão sobre a chamada sexta extinção em massa, mas as graves consequências para os alimentos têm ficado em segundo plano, alerta o grupo de pesquisa Bioversity International.

Em relatório divulgado nesta terça-feira (26/09), o grupo aponta que, das estimadas 7 mil espécies vegetais comestíveis, majoritariamente 30 são usadas para alimentar o mundo.

O documento, de quase 200 páginas, apresenta evidências de que investimentos em biodiversidade agrícola podem desempenhar um papel-chave na redução da fome, da desnutrição, da degradação ambiental e das mudanças climáticas.

"De alguma maneira, essa questão [da agrobiodiversidade] foi negligenciada, assim como acontecia com a agricultura orgânica há 20 anos, quando era vista como algo de nicho", afirma Ann Tutwiler, diretora-geral da Bioversity International e coautora do relatório.

Em artigo publicado pelo jornal britânico The Guardian nesta terça-feira, Tutwiler destaca que até 22% das espécies de batatas existentes devem entrar em extinção até 2055 devido às mudanças climáticas. Cacaueiros em Gana e na Costa do Marfim, de onde se originam 70% do chocolate mundial, podem não sobreviver a um aumento da temperatura global de 2 °C. E na Tanzânia, as plantações de café já produzem metade do que produziam em 1960.

Mundo afora, apenas três culturas agrícolas – arroz, milho e trigo – fornecem cerca de 50% do total de calorias consumidas. Em quase 80% das áreas dedicadas ao cultivo de cereais, são plantadas apenas essas três variedades vegetais. Qualquer ameaça a esses alimentos provocada pelas mudanças climáticas poderia ser devastadora, alerta o grupo de pesquisadores.

A solução seria parar de colocar todos os ovos na mesma cesta e cultivar diferentes tipos de alimentos. "A biodiversidade precisa ser integrada à agricultura", afirma Tutwiler.

"Uma série de variedades tradicionais de sementes têm traços únicos que as fazem resistentes ao calor, a secas e a enchentes. Elas precisam ser encontradas, preservadas e usadas em programas de desenvolvimento de culturas agrícolas", afirma, apontando a agrobiodiversidade como a maneira mais efetiva de reduzir os efeitos das mudanças climáticas na produção de alimentos.

Outra solução para a extinção de alimentos seria criar demanda por diferentes culturas agrícolas. "Hoje temos demanda por café da Etiópia, por quinoa da Bolívia e dos Andes", diz Tutwiler. "Essas eram culturas que haviam sido completamente esquecidas. E em parte por meio dos nossos próprios esforços elas foram conservadas e agora têm um valor econômico."

A agrobiodiversidade inclui estratégias como rotação de culturas e não deve ser apenas aplicada a pequenos agricultores, destaca Tutwiler.

A Bioversity International destaca ainda que os sistemas agrícolas industriais, que produzem a maior parte dos alimentos consumidos no mundo, estão, na realidade, impulsionando as mudanças climáticas e a degradação ambiental.

Segundo o estudo, a agricultura é responsável por 24% das emissões de gases do efeito estufa mundo afora e é a maior consumidora de água doce do mundo. Mais de 60% das 5.497 espécies que a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) classifica de ameaçadas são impactadas pela agricultura.

Gado e soja

A questão da extinção em massa também será o foco da conferência internacional Extinction and Livestock (Extinção e Pecuária), que tem início no próximo dia 5 de outubro, em Londres. No evento, será discutido como transformar nossos sistemas alimentícios e agrícolas globais em prol das pessoas, do planeta e dos animais.

"A agricultura intensiva causa um enorme dano à vida selvagem, às pessoas e ao meio ambiente e é um dos principais fatores que contribuem para a extinção de espécies e a perda de biodiversidade no planeta", diz Philip Lymbery, CEO da organização Compassion in World Farming e um dos organizadores do evento em Londres.

Lymbery afirma que, enquanto se fala muito nas mudanças climáticas e na caça furtiva para explicar a extinção de espécies, a indústria da carne, assim como os cereais e a soja cultivados para alimentar o gado, são o problema fundamental.

Segundo o especialista, a quantidade de cereal e soja usada como alimento para animais na pecuária mundo afora seria suficiente para alimentar 4 bilhões de pessoas. Ele classifica de "loucura em um prato de comida" a perda de biodiversidade devido à produção de carne, leite e ovos.

Em DW

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sábado

Puns e arrotos têm mais ‘poder’ no aquecimento global do que se imaginava

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Quem diria hein? Que os Puns – ou peidos, traques, bufas, flátuos... É só escolher – teriam um efeito tão danoso assim sobre o meio ambiente e, consequentemente, sobre a vida, não é verdade?

O problema não é o ‘fenômeno’ em si mesmo, mas o grande volume... Já que, pelo menos em princípio, todos os seres, inclusive os humanos, também são ‘chegados’...

Ainda tem o ‘apoio’ dos arrotos, pode?

Pelo visto, em função dos nossos hábitos alimentares, sobretudo, a coisa fica de difícil solução, já que a tendência é o aumento no consumo dos derivados ‘deles’ – bois, porcos, ovelhas etc. – e não se vê movimentos por aí tentando reduzir significativamente, exceto os veganos e vegetarianos. Eu, por exemplo, me incluo na categoria.

              “Nós subestimamos grosseiramente o papel dos puns de bovinos no aquecimento global

Um novo estudo patrocinado pela NASA mostra que as emissões globais de metano produzidas pelo gado são 11% maiores do que as estimativas levantadas na última década. Como o metano é um gás de efeito estufa particularmente perigoso, a nova descoberta significa que será ainda mais difícil combater as mudanças climáticas do que parece.

Sabemos há bastante tempo que os gases de efeito estufa emitidos pelo gado, ovelhas e porcos contribuem significativamente para o aquecimento global, mas uma nova pesquisa, publicada no Carbon Balance and Management, mostra que a situação é pior do que pensávamos. Os números atualizados ​​de metano produzidos pelo gado em 2011 foram 11% maiores do que as estimativas levantadas em 2006 pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) – informações que, agora, estão desatualizadas.

É difícil acreditar que os arrotos, puns e o cocô do gado possam ter qualquer tipo de efeito atmosférico global, mas isso é questão de escala e da natureza do próprio gás metano.

Muito e muito gado

Existem cerca de 1,5 bilhão de vacas e bois no planeta, cada um deles expulsando mais de 30 a 50 galões de metano por dia. Normalmente, pensamos que os puns sejam os maiores responsáveis pela emissão, mas os arrotos são, na verdade, a principal fonte de metano produzido pelo gado, representando 95% do problema dos gases com efeito estufa.

Isso é de fato grave e problemático. O metano é cerca de 30 vezes mais eficiente na captura do calor radiante do Sol do que o dióxido de carbono, em uma escala de tempo de cerca de um século. Pode haver mais CO2 na atmosfera do que o metano, mas, isoladamente, o metano é o gás de efeito estufa mais destrutivo.

Tanto a iniciativa de pesquisa do Sistema de Monitoramento de Carbono da NASA quanto o Instituto de Pesquisa de Mudanças Climáticas Globais (JGCRI) contribuíram para os resultados trazidos no estudo. A equipe de Wolf reavaliou os dados utilizados para produzir as estimativas de emissão de metano do IPCC 2006. As estimativas anteriores basearam-se em taxas relativamente modestas de aumento de metano, entre os anos 2000 e 2006. Depois, porém as coisas mudaram dramaticamente, aumentando dez vezes ao longo dos dez anos seguintes.

As novas estatísticas demonstram um aumento de 8,4% nas emissões de metano a partir da digestão (processo também conhecido como “fermentação entérica”) em vacas leiteiras e outros bovinos, e um aumento de 36,7% no metano emitido através do estrume, em comparação a estimativas anteriores do IPCC. O novo relatório mostra que o metano representou aproximadamente 16% das emissões globais de gases de efeito estufa em 2016. Outras atividades humanas, como a produção e transporte de gás, petróleo e carvão, junto à redução de nossos resíduos orgânicos, também contribuem para a emissão global de metano.

Aumento nas estimativas

É importante destacar que as novas estimativas são 15% mais altas do que as estimativas globais produzidas pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) e quatro por cento maiores do que dados trazidos pelo Emissions Database for Global Atmospheric Resear.

“Em muitas regiões do mundo, a pecuária está mudando e a criação resultou em animais maiores com uma taxa mais alta de ingestão de alimentos”, observou Wolf em um comunicado. “Isto, juntamente com as mudanças na gestão da pecuária, pode levar a maiores emissões de metano”. Sobre isso, ele acrescentou: “Medições diretas de emissões de metano não estão disponíveis em todas as fontes que liberam o gás. Assim, elas são relatadas com base em estimativas e diferentes métodos ou premissas. Neste estudo, estabelecemos novos marcos por animal – que são medidas da quantidade média de CH4 descarregada por eles na atmosfera – e novas estimativas das emissões globais de metano através do gado”.

Entre aumentos e reduções

A nova pesquisa mostra que as emissões de gás metano diminuíram nos EUA, no Canadá e na Europa, mas estão aumentando em outros lugares. Muito provavelmente, o restante do planeta está alcançando os padrões de primeiro mundo em termos de consumo de carne e lácteos.

“Nas regiões globais, houve uma variação notável nas tendências das emissões estimadas nas últimas décadas”, disse Ghassem Asrar, diretor da JGCRI e co-autor do novo estudo. “Por exemplo, descobrimos que as emissões totais de metano do gado aumentaram mais em regiões em rápido desenvolvimento situadas na Ásia, América Latina e África. Encontramos os maiores aumentos nas emissões anuais nos trópicos do norte, seguido pelos trópicos do sul”.

Não está claro à primeira vista como, ou mesmo se, esses números atualizados ​​afetarão a produção pecuária ou as políticas públicas. A nível individual, porém, as estimativas sugerem que devemos reduzir nosso consumo de carne e produtos lácteos. Nossa dominação sobre esses animais, ao que parece, agora nos cobra um alto preço. 

Por carolina goettenem, em hiperciência

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Curso gratuito, online, sobre mudanças climáticas é oferecido pela ONU

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Mesmo nesta grande rotatividade informativa, entre aspas, quem iria imaginar que um tema/fenômeno tão relevante, tão grave, como as mudanças climáticas, saísse de moda.

Relevar seria, é, algo meio suicida, já que a partir do momento que se torna irrelevante deixa-se de buscar fazer algo, mesmo individualmente, por menor que fosse, no sentido de pelo menos minimizar o alcance da ‘coisa’.
Veja também: 
 - Parece anacrônico, mas alerta do papa sobre meio ambiente é atual e oportuno 
 - E aí conhece o microplástico. Veja como este seu ‘companheiro’ do cotidiano pode acabar com os oceanos 
 - Algumas dicas simples no cotidiano dão uma força a planeta e à vida
Se estiver interessado em conhecer melhor a dita cuja: as mudanças climáticas, a ONU está oferecendo um curso que pode fazer isso.

É, também, uma oportunidade de buscar subsídios para – quem sabe? – fazer umas performances ambientalistas por aí, ajudando na divulgação.

Veja abaixo.
"Curso online e gratuito sobre mudanças climáticas é oferecido pela ONU
Depois do sucesso do curso do SUS sobre medicina natural, a ONU também disponibilizou um curso no mesmo estilo sobre as mudanças climáticas. O curso é introdutório e qualquer um pode fazer! Basta entrar neste link e fazer inscrição.

Disponibilizada em cinco diferentes idiomas, mais de 10 mil pessoas já concluíram o curso online. A nossa versão em Português foi realizada em conjunto com a Unesco e é composta por seis módulos:
- Introdução à ciência da mudança climática 
- Introdução ao marco internacional legal e de políticas para enfrentamento da mudança climática 
- Introdução à adaptação à mudança climática 
- Introdução à mitigação da mudança climática 
- Introdução ao financiamento climático 
- Introdução ao planejamento para a mudança climática
Depois de realizar os seis testes para os módulos básicos com pelo menos 70% de acerto em cada um, o aluno pode baixar um certificado de conclusão na página inicial online do curso.

A ideia é que outros cursos surjam daqui para frente na mesma plataforma online. Diversas organizações pretendem usar a ferramenta como treinamento de funcionários e agentes interessados.

Aqui você encontra o Programa do curso.

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