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quarta-feira

Talvez seja a hora de voltarmos a falar em produtos orgânicos na alimentação

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Nestes tempos polêmicos sobre a invasão de agrotóxicos perigosos [mais perigosos] na agricultura nacional, inclusive alguns letais, diretamente para as abelhas, embora o sejam também para nós como consequência direta, talvez fosse interessante começar a prestar mais atenção ao que consumimos.

Parece que, sabe-se lá o porquê, as questões ambientais vêm sendo deixadas de lado, onde até se questiona sua autenticidade [veja aqui], e pior, tem muita gente indo na conversa.
Confira: Como fazer para identificar um produto orgânico
Mas, voltando, veneno é veneno, sobretudo se já tem efeito comprovado, 
logo, a conversa sobre produtos orgânicos deva entrar na ordem do dia. É como vi uma frase outro dia: “O dinheiro que se gasta a mais com o produto orgânico, se economiza na farmácia e no médico”.

Talvez a mudança possa ser feita de forma gradual, descartando [substituindo] a princípio aqueles mais perigosos e que nem desconfiamos.

Dê uma olhada nesta lista da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), aqui.

Neste artigo acima você encontra mais informações sobre os produtos orgânicos, ou como reconhecê-los, inclusive uma boa fonte de informação é a cartilha O Olho do Consumidor, ilustrada pelo Ziraldo, logo mais antiga, mas com suas informações atuais e bem oportunas.

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sábado

Alimentos orgânicos, mais que modismos... É necessidade!

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A massificação na produção de alimentos levou a um ponto onde a qualidade hoje não passa de um clichê. Qualidade no que se refere a sua constituição mesmo, quando vêm plenos de produtos químicos criados e usados em função das necessidades tanto de superprodução, como de transporte e armazenamento no longo prazo. 

Isso sem falar naqueles industrializados, mesmo, processados, que acabam por receber mais “coisas” – aditivos e conservantes de todos os tipos – complementos não necessariamente alimentos ou boas para a saúde e vida.

O desafio é resgatar qualidade através da produção e consumo de produtos orgânicos, ou seja, um nome novo para falar daquele alimento original – como é na realidade – como a natureza fez e que cumpre muito bem sua função alimentar sem contratempos ou problemas para a saúde e vida.


Entre os grandes produtores de alimentos não existe esta perspectiva – de larga produção orgânica – o que poderia gerar mais custos na produção, logo, menos lucros. Daí a produção hoje ser residual, feita por pequenos produtores, cujos produtos são encontrados, sobretudo em feiras de orgânicos espalhadas por todo o país ou até mesmo em setores especializados em grandes supermercados.
Nesta lista abaixo vai conferir algumas vantagens que comprovam o ‘acerto’ em voltar a consumir alimento “mesmo”, como se diz, que adicionam saúde e vida... Sem contratempos.

Confira:
10 motivos para consumir orgânicos
1. Evita problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas. Pesquisas e estudos tem demonstrado que os agrotóxicos são prejudiciais ao nosso organismo e os resíduos que permanecem nos alimentos podem provocar reações alérgicas, respiratórias, distúrbios hormonais, problemas neurológicos e até câncer.
2. Alimentos orgânicos são mais nutritivos. Solos ricos e balanceados com adubos naturais produzem alimentos com maior valor nutritivo.
3. Alimentos orgânicos são mais saborosos. Sabor e aroma são mais intensos – em sua produção não há agrotóxicos ou produtos químicos que possam alterá-los.
4. Protege futuras gerações de contaminação química. A intensa utilização de produtos químicos na produção de alimentos afeta o ar, o solo, a água, os animais e as pessoas. A agricultura orgânica exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico; e tem como base de seu trabalho a preservação dos recursos naturais.
5. Evita a erosão do solo. Através das técnicas orgânicas tais como rotação de culturas, plantio consorciado, compostagem, etc., o solo se mantém fértil e permanece produtivo ano após ano.
6. Protege a qualidade da água. Os agrotóxicos utilizados nas plantações atravessam o solo, alcançam os lençóis d’água e poluem rios e lagos.
7. Restaura a biodiversidade, protegendo a vida animal e vegetal. A agricultura orgânica respeita o equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis. A vida silvestre, parte essencial do estabelecimento agrícola é preservada e áreas naturais são conservadas.
8. Ajuda os pequenos agricultores. Em sua maioria, a produção orgânica provém de pequenos núcleos familiares que tem na terra a sua única forma de sustento. Mantendo o solo fértil por muitos anos, o cultivo orgânico prende o homem à terra e revitaliza as comunidades rurais.
9. Economiza energia. O cultivo orgânico dispensa os agrotóxicos e adubos químicos, utilizando intensamente a cobertura morta, a incorporação de matéria orgânica ao solo e o trato manual dos canteiros. É o procedimento contrário da agricultura convencional que se apoia no petróleo como insumo de agrotóxicos e fertilizantes e é a base para a intensa mecanização que a caracteriza.
10. O produto orgânico é certificado. A qualidade do produto orgânico é assegurada por um Selo de Certificação. Este Selo é fornecido pelas associações de agricultura orgânica ou por órgãos certificadores independentes, que verificam e fiscalizam a produção de alimentos orgânicos desde a sua produção até a comercialização.
O Selo de Certificação é a garantia do consumidor de estar adquirindo produtos mais saudáveis e isentos de qualquer resíduo tóxico. 
Fonte: Ambiente Brasil
Como pode ver, é tudo de bom e só recebem esta relevância em função do abandono disso tudo nos últimos tempos, quando pouco se percebe, ou se sabe, sobre a sua relevância ou mesmo as consequências disso que não chegou a ser, mesmo uma opção, o consumo de alimentos “industrializados”, digamos assim.

Nesse link você encontra um mapa indicativo de ‘feiras de produtos orgânicos’ por todo o Brasil: Feiras de Produtos Orgânicos.

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segunda-feira

Cereais integrais dão um trato em sua saúde e longevidade, atestam novas pesquisas

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As dietas à base de produtos integrais, e naturais, não só os cereais, incluindo, também, produtos orgânicos ou que passaram ao largo de tanto processamento industrial, sempre foram consideradas como fatores de qualidade de vida – como a minimização de ocorrências de doenças e achaques de todo tipo – como a própria longevidade.

Entretanto, pouca gente “tem peito” para encarar uma dieta considerada por muitos como tão restritiva aos tais prazeres gastronômicos mundanos, muitos dos quais encontrados nos “Mcs” da vida e seus congêneres.

Esta ideia que vai conferir logo abaixo, pega um dos pontos principais de toda dieta natural – com tudo que pode trazer de bom – que são os cereais integrais.

Confira!
"Consumo de cereais integrais pode aumentar a longevidade, diz estudo
Três porções diárias de cereais integrais reduzem mortalidade por doenças. Nutricionista comenta, em vídeo, sobre importância dos cereais.

Uma dieta que inclui três porções diárias de cereais integrais pode ajudar as pessoas a viverem mais, inclusive reduzindo taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares e câncer, de acordo com um estudo publicado on-line no Circulation, o periódico da Associação Americana do Coração, na segunda-feira.

Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, observaram que o consumo de uma porção diária de 16 gramas de cereais integrais reduzia em 7% o risco de morte em geral, incluindo uma queda de 9% no risco de morte por doença cardíaca e de 5% no risco de morte relacionada ao câncer.

Aumentando o consumo de grãos integrais para três porções diárias, ou 48 gramas, o risco de morte em geral caiu cerca de 20%, incluindo uma diminuição de 25% no risco de morte por doença cardíaca e de 14% no risco de morte associada ao câncer.

Para a pesquisa, os cientistas analisaram os resultados de mais de 12 estudos anteriores realizados entre 1970 e 2010 nos Estados Unidos, no Reino Unido e nos países escandinavos, envolvendo 786.076 homens e mulheres.

"Estes resultados apoiam ainda mais as orientações alimentares atuais, que recomendam pelo menos três porções diárias (ou 48 gramas) de grãos integrais para melhorar a saúde a longo prazo e evitar a morte prematura", disse o autor sênior Qi Sun, do Departamento de Nutrição da Universidade de Harvard, em um comunicado.

O pesquisador alertou sobre as dietas populares de baixa ingestão de carboidratos, que ignoram os benefícios dos grãos integrais, dizendo que elas deveriam ser "adotadas com cautela" porque podem estar associadas a um maior risco de doença cardíaca e morte.

Os cereais integrais incluem alimentos como trigo integral, aveia, arroz integral e quinoa. Eles contêm fibras, que podem melhorar os níveis de colesterol e diminuir o risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral, obesidade e diabetes do tipo dois.

Os grãos integrais também fornecem nutrientes como vitamina B e minerais que são perdidos durante o processo de refino.

A Associação Americana do Coração recomenda uma dieta rica em frutas e legumes, e diz que pelo menos a metade dos grãos ingeridos devem ser integrais.

Entre os participantes dos estudos analisados, houve um total de 97.867 mortes, incluindo 23.597 mortes por doenças cardiovasculares e 37.492 mortes por câncer.

Da France Presse

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sábado

O desaparecimento de polinizadores – borboletas e insetos – coloca em risco a sobrevivência da humanidade

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O interessante é que li recentemente em um blog, tipo como fazer você mesmo, aqui, um artigo onde o autor estimula a produção de borboletas em casa, vasos e jardins, apontando a contradição segundo a qual as pessoas gostam de borboletas, sentem a sua falta, mas não percebem que ao destruírem todas as lagartas, que periodicamente, comem nas plantas, eliminam qualquer possibilidade de retorno das borboletas, e o que é pior, contribuem para o seu extermínio.

As borboletas, além de embelezarem os ares e os jardins, estão diretamente ligadas à nossa própria sobrevivência, graças a sua função polinizadora, logo à produção de alimentos.

É o que vai ver abaixo neste alerta da ONU.
"ONU alerta sobre o desaparecimento de polinizadores e pede medidas urgentes
Cerca de 75% das plantações precisam, total ou parcialmente, do trabalho de insetos como abelhas e borboletas.

Uma grande gama de fatores está contribuindo para o desaparecimento de animais polinizadores no mundo todo, o que ameaça a produção de alimentos para o ser humano, revelou nesta sexta-feira (26/2) um relatório do organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) encarregado de proteger a biodiversidade.

O documento da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistemas (IPBES) identificou uma série de medidas que governos e o setor privado deveriam tomar de forma "urgente" para remediar o desaparecimento animais como abelhas, borboletas e alguns mais complexos como as aves.

De acordo com o vice-presidente do IPBES, Robert Watson, não existe um fator único que seja responsável pelo desaparecimento dos polinizadores.

"Há uma série de razões que explicam o declive, como a mudança do uso do solo, o uso de pesticidas e a mudança climática. Não se pode dizer que há uma ameaça maior que outra para cada animal polinizador ou para cada lugar do mundo onde estão desaparecendo. É um conjunto de ameaças", disse.

O relatório, intitulado "Avaliação Temática sobre Polinizadores, Polinização e Produção de Alimentos", é o primeiro feito pelo IPBES e é fruto de dois anos de trabalho do organismo da ONU que foi fundado há quatro e é integrado por 124 países, incluindo o Brasil.

Existem milhares de espécies que são polinizadoras, animais que transportam pólen do órgão masculino de uma flor ao estigma, o órgão feminino, o que permite a fertilização. Nos últimos anos, os cientistas observaram o alarmante desaparecimento das abelhas, das que existem mais de 20 mil espécies silvestres, e borboletas, especialmente na Europa Ocidental e na América do Norte, o que foi atribuído a pesticidas e ao crescente uso de plantas modificadas geneticamente.

O relatório confirmou que pesticidas, incluindo os neonicotinoides - quimicamente relacionados à nicotina -, representam uma ameaça mundial para os polinizadores, apesar de seus efeitos em longo prazo ainda não serem conhecidos.

O IPBES destacou a importância econômica dos organismos polinizadores ao assinalar no estudo que 75% dos cultivos para alimentos do mundo dependem, pelo menos parcialmente, da existência de polinizadores. O valor anual dos cultivos diretamente afetados por polinizadores é estimado entre US$ 235 bilhões e US$ 577 bilhões.

O relatório, intitulado "Avaliação Temática sobre Polinizadores, Polinização e Produção de Alimentos", é o primeiro feito pelo IPBES e é fruto de dois anos de trabalho do organismo da ONU que foi fundado há quatro e é integrado por 124 países, incluindo o Brasil.

Existem milhares de espécies que são polinizadoras, animais que transportam pólen do órgão masculino de uma flor ao estigma, o órgão feminino, o que permite a fertilização. Nos últimos anos, os cientistas observaram o alarmante desaparecimento das abelhas, das que existem mais de 20 mil espécies silvestres, e borboletas, especialmente na Europa Ocidental e na América do Norte, o que foi atribuído a pesticidas e ao crescente uso de plantas modificadas geneticamente.

O relatório confirmou que pesticidas, incluindo os neonicotinoides - quimicamente relacionados à nicotina -, representam uma ameaça mundial para os polinizadores, apesar de seus efeitos em longo prazo ainda não serem conhecidos.

O IPBES destacou a importância econômica dos organismos polinizadores ao assinalar no estudo que 75% dos cultivos para alimentos do mundo dependem, pelo menos parcialmente, da existência de polinizadores. O valor anual dos cultivos diretamente afetados por polinizadores é estimado entre US$ 235 bilhões e US$ 577 bilhões.

"Os polinizadores são grandes colaboradores da produção mundial de alimentos e segurança nutricional", disse Vera Lúcia Imperatriz Fonseca, professora de Ecologia no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo e uma das diretoras do relatório de IPBES.

Segundo ela, o relatório "oferece opções sobre o que fazer de acordo com o problema específico de cada lugar do mundo em relação aos polinizadores, a polinização e a produção de alimentos". Entre as soluções estão a criação de uma maior diversidade dos habitat dos polinizadores tanto no ambiente rural quanto no urbano, o apoio a práticas tradicionais de rotação de cultivo e manutenção de áreas não exploradas e a redução da exposição dos polinizadores a pesticidas.

O professor holandês Koos Biesmeijer, um dos autores do relatório, reconheceu que existem "vazios de conhecimento" com relação com a finalidade dos pesticidas e outros fatores que impactam negativamente nos polinizadores. "Embora não saibamos tudo, em muitos casos, há claras conclusões", afirmou.

A professora da USP, por sua vez, destacou a gravidade da situação. "Deveríamos atuar agora para deter o declive dos polinizadores", afirmou.

Já o vice-presidente do IPBES acrescentou que todas as ações, desde as que podem ser tomadas por agricultores até às que podem ser feitas pelos governos, poderiam começar o quanto antes. "Não precisamos de novas tecnologias. Todas estas são opções que podem nos ajudar a sair na frente", alertou.

Ele deu com exemplo o efeito negativo que têm as grandes extensões de monoculturas.

"Necessitamos uma agricultura mais sustentável. Eliminemos essas enormes extensões de monoculturas e asseguremos que estão salpicadas com zonas de habitat natural que atrairão os polinizadores nos campos de cultivo", concluiu.

Por Agência EFE

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