quarta-feira

O ambientalismo e suas mazelas sumiram da mídia oficial. Acredite se quiser, Brasil é recordista em crimes

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É como escrevemos na introdução de um artigo aqui no blogue, sobre a qualidade da água que bebemos:
Não sei por que cargas d´água as questões ambientas saíram de moda... É como se estivéssemos vivendo em um planeta ‘zero bala’ onde as mazelas construídas, ou destruídas, pelo sistema de produção/exploração e uso dos recursos naturais sumissem como que por um passe de mágica. 
A mídia convencional calou-se – se é que informava, de fato, antes – os ambientalistas de plantão sumiram e até ONGs, blogs e sites que, ainda, tratam do tema têm ‘ibope’ perto de zero nas redes sociais. Os temas ambientais sumiram mesmo... (Veja aqui)
A “nova” fase do capitalismo, pelo visto vem jogando pesado e a mídia associada não tem feito diferente e vem exercitando seu papelzinho de sempre, ou seja, tem tentando fazer de conta que está tudo bem...

Veja esta ‘notícia’ abaixo...
"Brasil é o País mais perigoso do mundo para ativistas ambientais e rurais, aponta estudo
Um estudo publicado nesta quinta-feira (13) pela ONG Global Witness apontou que o Brasil é o país mais perigoso do mundo quando se trata de questões agrárias.

Segundo dados publicados pela organização, 49 pessoas que defendiam causas ambientais e rurais foram assassinadas em 2016.

 A ONG ainda afirma que a indústria madeireira estaria ligada a 16 assassinatos, enquanto que grandes proprietários de terra seriam responsáveis por inúmeras mortes na Amazônia. Para a Global Witness, “o Brasil tem sido sistematicamente o país mais funesto para defensores e defensoras do meio ambiente e da terra”.

Com relação a políticas ambientais e proteção aos ativistas, a organização afirma que, “apesar do chocante e crescente número de assassinatos, o governo brasileiro tem, na verdade, diminuído a proteção a defensoras e defensores ambientais” e destaca medidas negativas tomadas por Michel Temer que “quase imediatamente após assumir o poder, em agosto do ano passado, desmantelou o Ministério dos Direitos Humanos”. 

Caros amigos em Opera Mundi

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sábado

Curso gratuito, online, sobre mudanças climáticas é oferecido pela ONU

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Mesmo nesta grande rotatividade informativa, entre aspas, quem iria imaginar que um tema/fenômeno tão relevante, tão grave, como as mudanças climáticas, saísse de moda.

Relevar seria, é, algo meio suicida, já que a partir do momento que se torna irrelevante deixa-se de buscar fazer algo, mesmo individualmente, por menor que fosse, no sentido de pelo menos minimizar o alcance da ‘coisa’.
Veja também: 
 - Parece anacrônico, mas alerta do papa sobre meio ambiente é atual e oportuno 
 - E aí conhece o microplástico. Veja como este seu ‘companheiro’ do cotidiano pode acabar com os oceanos 
 - Algumas dicas simples no cotidiano dão uma força a planeta e à vida
Se estiver interessado em conhecer melhor a dita cuja: as mudanças climáticas, a ONU está oferecendo um curso que pode fazer isso.

É, também, uma oportunidade de buscar subsídios para – quem sabe? – fazer umas performances ambientalistas por aí, ajudando na divulgação.

Veja abaixo.
"Curso online e gratuito sobre mudanças climáticas é oferecido pela ONU
Depois do sucesso do curso do SUS sobre medicina natural, a ONU também disponibilizou um curso no mesmo estilo sobre as mudanças climáticas. O curso é introdutório e qualquer um pode fazer! Basta entrar neste link e fazer inscrição.

Disponibilizada em cinco diferentes idiomas, mais de 10 mil pessoas já concluíram o curso online. A nossa versão em Português foi realizada em conjunto com a Unesco e é composta por seis módulos:
- Introdução à ciência da mudança climática 
- Introdução ao marco internacional legal e de políticas para enfrentamento da mudança climática 
- Introdução à adaptação à mudança climática 
- Introdução à mitigação da mudança climática 
- Introdução ao financiamento climático 
- Introdução ao planejamento para a mudança climática
Depois de realizar os seis testes para os módulos básicos com pelo menos 70% de acerto em cada um, o aluno pode baixar um certificado de conclusão na página inicial online do curso.

A ideia é que outros cursos surjam daqui para frente na mesma plataforma online. Diversas organizações pretendem usar a ferramenta como treinamento de funcionários e agentes interessados.

Aqui você encontra o Programa do curso.

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quinta-feira

Alimentos integrais e fibras reduzem risco de câncer no intestino, diz estudo

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Falar em alimentação natural, fibras integrais... Tem gente que até torce o nariz, já que o “folclore” costuma associar ‘as coisas da área’ como coisas exóticas e, sobretudo, ruins.

Acho que existe outro nome para isto... Há, é o velho preconceito! Ou seja, tem gente que ‘nunca comeu e não gostou... ’. Pode?

Aveia, por exemplo, é um “must”, como se diz, de tão boa/gostosa, e pode fazer parte de inúmeras combinações e/ou pratos deliciosos, diga-se de passagem.  E dizer que o arroz integral e pão integral são ruins... Aí só quem explica é o preconceito...

É só provar!

Então, com os “argumentos” no artigo abaixo dá para, no mínimo – como se diz – conferir!

A ‘notícia’ não chega a ser nova...* Mas, para quem não viu e/ou não conhece...

É isso! Confira!!!
“Alimentos integrais e fibras reduzem risco de câncer no intestino
Pesquisadores britânicos e holandeses confirmam ação positiva de alimentos como arroz integral e aveia.

Um estudo realizado por pesquisadores da Grã-Bretanha e da Holanda sugere que o consumo de mais cereais e grãos integrais pode reduzir o risco de câncer colorretal, ou câncer do intestino grosso.

Segundo os cientistas do Imperial College de Londres, para cada dez gramas de aumento no consumo de fibras, ocorreu uma queda de 10% no risco deste tipo de câncer.

Já se sabia que o consumo destes alimentos ajuda a proteger contra problemas cardiovasculares, mas os especialistas afirmam que qualquer ligação com câncer colorretal era menos clara, pois as pesquisas não tinham dado resultados consistentes.

Os cientistas britânicos e holandeses analisaram 25 estudos relativos ao assunto, que envolveram cerca de 2 milhões de pessoas, e concluíram que o consumo de alimentos como arroz integral, aveia e outros cereais são os responsáveis por esta diminuição de risco.

Dagfinn Aune, uma das autoras do estudo e pesquisadora associada no Departamento de Epidemiologia e Bioestatísticas do Imperial College, afirmou que a análise realizada ajudou a encontrar uma associação linear entre a fibra na dieta e o câncer colorretal.

"Quanto mais fibras como estas você come, melhor é. Até quantidades menores tem algum efeito", afirma.

O estudo foi publicado na revista especializada "British Medical Journal".

Outros benefícios

Os pesquisadores informaram que a adição de 90 gramas por dia de grãos integrais na dieta está ligada a uma redução de 20% no risco de câncer colorretal.

Eles dizem ainda que os benefícios para saúde do consumo destes grãos não se limitam apenas à diminuição do risco deste tipo específico de câncer.

"Também pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, excesso de peso e obesidade e, possivelmente, mortalidade geral", afirmaram.

No entanto, o último estudo afirma que não há provas de que as fibras presentes em frutas ou vegetais tenham a mesma importância neste resultado.

Uma pesquisa anterior que mostrou a redução do risco devido ao alto consumo de frutas e vegetais sugere que outros compostos presentes nas frutas, ao invés das fibras, podem ser os responsáveis.

Yinka Ebo, da organização de caridade britânica de combate ao câncer Cancer Research UK, afirmou que esta pesquisa dá mais credibilidade às afirmações de que fibras protegem contra o câncer no intestino.

"Comer fibras é apenas uma das muitas coisas que você pode fazer para diminuir o risco de desenvolver a doença, junto com manter um peso saudável, uma vida ativa, diminuir o consumo de álcool, de carne vermelha e industrializada, e não fumar", afirmou.

Obs.* Saiu nova versão da pesquisa “made in usa”, agora, que você confere aqui.


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terça-feira

Veja dicas para uma casa sustentável... É fácil... Confira!

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Apesar de termos hoje muito mais informação sobre recursos naturais, sobre sua escassez no médio longo-prazo, senão esgotamento de alguns, acabamos por nos acostumar – diria até, relaxar... – e utilizamos no cotidiano sem qualquer restrição ou cuidado, e o que é mais grave, não devemos ser os únicos a agir assim, o que coloca “todos eles” em risco de nos deixarem, seriamente, na mão não é verdade?

Só para ficarmos em pensar um “deles”: a água... Mas, têm outras ações simples que até parecem meio anacrônicas, já que estão caindo em desuso, mas são ecologicamente recomendáveis.
Veja também: 
 - Algumas dicas simples no cotidiano dão uma força ao planeta e a vida 
 - Reuso da água uma ideia que pode ser uma boa ideia 
 - Porque você pode acabar se tornando vegetariano. Não acredita? Confira!
Na relação abaixo vai conferir algumas atitudes que podem ser adotadas por qualquer um de nós e, com certeza, vai contribuir para a preservação vital, literalmente, em condições básicas à saúde, à vida...

Confira algumas ações/atitudes, relativamente simples e “vitais”, mesmo...
1- Seja solidário: doe roupas, sapatos e aparelhos que não usa mais. Eles podem ser úteis para outras pessoas. Acumular objetos que não utiliza só vai contribuir para tornar sua casa menos organizada. 
2- Conserte os eletroeletrônicos sempre que possível para evitar comprar novos e gerar mais lixo. 
3- Procure comprar produtos que permitam a reutilização das embalagens com refil. 
4- Dê preferência a produtos fabricados com materiais reciclados. Desta maneira, você estará reduzindo o uso da matéria-prima, gastando menos energia e ajudando o planeta. 
5- Separe o lixo e mande-o para a reciclagem. Separando o lixo, você estará gerando emprego para catadores e dando oportunidade a reciclagem de materiais. Para facilitar a separação, tenha em casa uma pequena lixeira de coleta seletiva, para que todos na casa participem. 
6- Utilize talheres, copos e pratos de louça. Os descartáveis geram lixo e demoram a se decompor. 
7- Tenha em casa uma pequena composteira com restos orgânicos como cascas de frutas, legumes e folhas. Ela produz adubo natural para o seu jardim e de seus vizinhos. 
8- Instale torneiras com aerador ("peneirinhas" ou "telinhas" na saída da água). Ele dá a sensação de maior vazão, mas, na verdade, faz exatamente o contrário. 
9- Lave as louças em uma bacia com água e sabão e abra a torneira só para enxaguar. Use uma bacia ou a própria cuba da pia para deixar os pratos e talheres de molho por alguns minutos antes da lavagem, pois isto ajuda a soltar a sujeira. Utilize água corrente somente para enxaguar. 
10- Para lavar verduras use também uma bacia para deixá-las de molho (pode ser inclusive com algumas gotas de vinagre), passando-as depois por um pouco de água corrente para terminar de limpá-las. 
11- Lave de uma vez toda a roupa acumulada. Deixar as roupas de molho por algum tempo antes de lavar também ajuda. Ao esfregar a roupa com sabão use um balde com água, que pode ser a mesma usada para manter a roupa de molho. 
Enquanto isso, mantenha a torneira do tanque fechada. Enxagüe também utilizando o balde e não água corrente. Se você tiver máquina de lavar, use-a sempre com a carga máxima e tome cuidado com o excesso de sabão para evitar um número maior de enxágües. Caso opte por comprar uma lavadora, prefira as de abertura frontal que gastam menos água que as de abertura superior. 
12- Regar jardins e plantas durante 10 minutos significa um gasto de 186 litros. 
Regue o jardim durante o verão pela manhã ou à noite, o que reduz a perda por evaporação; Durante o inverno, regue o jardim em dias alternados e prefira o período da manhã; Use uma mangueira com esguicho tipo revólver; 
13- Substitua a mangueira por um balde com pano para retirar a sujeira do veículo. Lavar o carro com a torneira aberta é uma das piores e mais comuns maneiras de desperdiçar água. 
14- Evite lavar a calçada. Limpe-a com uma vassoura, ou lave-a com a água já usada na lavagem das roupas. Utilize o resto da água com sabão para lavar o seu quintal. Depois, se quiser, jogue um pouco de água no chão, somente para "baixar a poeira". Para isto você pode usar aquela água que sobrou do tanque ou máquina de lavar roupas. 
15- Troque as lâmpadas convencionais de sua casa por lâmpadas eficientes. Elas consomem até 75% menos e duram até dez vezes mais. Você verá a diferença já na próxima conta de luz. 
16- Retire os eletroeletrônicos como TV, som e microondas da tomada sempre que possível. As luzinhas vermelhas ou relógios digitais que indicam que o aparelho está em stand by, gastam bastante energia. 
17- Ligue o ar condicionado somente quando necessário. Se for usar o aparelho, programe-o para 25º C, uma temperatura agradável. Assim, você gasta menos energia e poupa o seu bolso e o meio ambiente. 
18- Evite tomar banho entre 18h e 20h30 se utilizar chuveiro elétrico. Neste horário, 18% de toda a energia elétrica gerada no país é utilizada pelos chuveiros elétricos. Esse hábito torna necessária a construção de mais usinas elétricas. 
19- Quando comprar eletrodomésticos prefira aparelhos com o selo Procel. Isso indica que o aparelho consome menos energia. 
20- Troque a borracha da geladeira sempre que preciso. É uma medida que conserva seu eletrodoméstico e evita o desperdício de energia elétrica.

21- Evite colocar alimentos quentes na geladeira, quando isso acontece, o refrigerador gasta mais energia elétrica.
Como pode ver, não é nada de tão difícil assim que não possa ser ‘encarado’ em nosso cotidiano, estimulados pelos resultados que podem muito bem ser sintetizados ou traduzidos em “mais vida”, literalmente!

Com informações organizeseuvida

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domingo

Microplástico, um ingrediente nada saudável na água que bebemos sem saber.

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Não sei por que cargas d´água as questões ambientas saíram de moda... É como se estivéssemos vivendo em um planeta ‘zero bala’ onde as mazelas construídas, ou destruídas, pelo sistema de produção/exploração e uso dos recursos naturais sumissem como que por um passe de mágica.

A mídia convencional calou-se – se é que informava, de fato, antes – os ambientalistas de plantão sumiram e até ONGs, blogs e sites que, ainda, tratam do tema têm ‘ibope’ perto de zero nas redes sociais. Os temas ambientais sumiram mesmo...

Qual foi a última vez que viu algo sobre questões ambientais ser falado ou discutido em conversas e bate-papos?

Mas, apesar do mutismo geral que se observa por aí, a ‘coisa’ continua’... É continua ameaçando a vida nesse planeta maravilhoso.
Veja também: 
E aí, conhece o microplástico? Veja como este seu companheiro pode acabar com os oceanos
Quando se fala em “vida”, parece até algo meio abstrato com o qual não temos nada a ver... Não tem nada a ver com a “nossa”...

O plástico ao qual se refere o titulo da reportagem não é aquele que você vê por aí, boiando nos rios e lagos ou ‘enfeitando’ a orla e a praia... O microplástico não é visível, assim... A olho nu...

Confira mais informações abaixo:

"Cientistas veem entrada de plástico na cadeia alimentar terrestre
São Paulo – Sinônimo de praticidade, o plástico se tornou tão útil na vida moderna a ponto de ser encontrado por todos os lados – até onde não deveria.

Evidências científicas crescentes demonstram que a onipresença do plástico em produtos cotidianos (de embalagens à cosméticos, passando por roupas e artigos domésticos) tem contribuído para uma poluição  sem precedentes no meio ambiente, e que não respeita fronteiras.

A contaminação das águas dos oceanos por detritos do material é um dos efeitos mais estudados pelos cientistas. Além de formar imensos bolsões de resíduos à deriva no mar, o lixo plástico já atinge as remotas praias do Ártico e as regiões mais profundas dos oceanos.

Agora, um estudo inédito revela que micropartículas plásticas podem estar presentes até mesmo na água potável que é servida à população em vários países do mundo.

A pesquisa, divulgada nesta semana pela organização Orb Media, encontrou vestígios de fibras de plástico microscópicas em 83% das 159 amostras coletadas de várias partes do mundo.

Foram encontradas microfibras plásticas até mesmo na água engarrafada e em casas que usam filtros de osmose reversa, um dos processos mais utilizados para fazer a purificação da água.

“A contaminação desafia a geografia: o número de fibras encontradas em uma amostra de água da torneira do restaurante Trump Grill, na Trump Tower, em Manhattan, nos EUA, foi igual ao encontrado em amostras de Beirute, no Líbano”, diz o relatório da Orb.

A pesquisa feita com apoio da Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota, que centralizou as análises globais, mostra que dos salões do Congresso dos EUA até as margens do Lago Victoria, em Uganda, mulheres, crianças, homens e bebês estão consumindo plástico em cada copo de água.
Ou seja: os microplásticos não estão apenas sufocando os oceanos, mas também a água potável do mundo. Inclusive a do Brasil.

Em parceria com a Orb, o jornal Folha de S.Paulo, coletou 10 amostras extras de águas em residências da capital paulista e as enviou para análise na Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota. A análise revelou que nove em cada 10 amostras continham microfibras de plástico.

A empresa de saneamento de São Paulo, Sabesp, assim como as demais empresas do setor no Brasil, não faz a filtragem desse material. Não há obrigação legal para que isso ocorra.

As empresas de tratamento de água seguem as determinações da Portaria 2914, do Ministério da Saúde, que dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano. E não há nenhuma referência na norma para controle de microplástico na água.

Na maioria das vezes, as fibras de vestuário são muito pequenas para serem filtradas nas estações de tratamento de águas residuais e acabam sendo descarregadas em córregos, rios, lagos e, eventualmente, no oceano.

“Nós acreditamos que o acesso a água limpa é um direito humano”, disse em nota Jane Patton, diretora geral do Plastic Pollution Coalition, entidade internacional que reúne representantes de Ongs, empresas e governos para combater a poluição plástica.

“Certifique-se de que o governo da sua cidade sabe que você espera que eles mantenham a água potável segura”, acrescentou Patton, recomendando que a população exija dos legisladores e governantes alguma ação sobre as micropartículas de plástico na água.

Riscos à saúde?
1 milhão de garrafas plásticas são vendidas a cada minuto
Os detritos plásticos são contaminantes complexos e persistentes do ponto de vista ambiental. O plástico é quase indestrutível e, no meio ambiente, só se divide em partes menores, até mesmo em partículas em escala nanométrica (um milésimo de um milésimo de milímetro). Ainda assim, a natureza é incapaz de “digeri-lo”.

Independentemente do tamanho do detrito, os plásticos muitas vezes contêm uma ampla gama de substâncias químicas usados para alterar suas propriedades ou cores e muitas delas têm características tóxicas ou de disrupção endócrina (imitam hormônios capazes de interferir no sistema endócrino). Para piorar, os plásticos também podem atrair outros poluentes, incluindo dioxinas, metais e alguns pesticidas.

“Nós temos dados suficientes, só de olhar para os impactos que o plástico está gerando sobre a vida selvagem, para se preocupar”, disse ao The Guardian, Dr. Sherri Mason, especialista em microplástico da Universidade Estadual de Nova York, que supervisionou as análises da Orb. “Se isso está impactando [a vida selvagem], então, como pensar que não vai nos afetar de alguma forma?”

Para os cientistas, o desafio é duplo: de um lado repensar os padrões de consumo e produção de plástico no mundo, incluindo aí formas de recolher e reaproveitar esses resíduos impedindo que eles contaminem o ambiente; e do outro, identificar os riscos que a ingestão de microplástico representa para os seres humanos.

A tarefa não será fácil. Como revelou estudo recente, o mundo já produziu 8,3 bilhões de toneladas de plástico desde que a produção em larga escala de materiais sintéticos começou, no início da década de 1950. É tanto plástico que equivale a cerca de 25 mil vezes o peso do Empire State Building, em Nova York. De todo esse lixo, apenas 9% foi reciclado, 12% foi incinerado e 79% está acumulado em aterros ou poluindo o ambiente natural.


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sexta-feira

A hora e a vez da Amazônia. O ‘interino’ franqueia área preservada para especulação mineral

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Coisas assim como o governo temer, entre aspas, costumam vir sob encomenda e ‘governa’ na execução do script que o concebeu e ‘colocou lá’, no Planalto.

A Amazônia é um velho objeto de desejo do capital especulativo que nunca conseguiu tragar, digerir, a legislação que tenta preservar ‘alguma coisa’. Preservar não só para o próprio país, já que com tal magnitude afeta e favorece todo o planeta.

Entretanto, isto é papo de ambientalista – que por sinal andam cada vez mais raros – já que o capital tem lá sua velha ‘mono visão iconoclasta’. E valores ambientais, senão de vida, se enquadram nesta categoria.
Veja também: Índios levam parte da fatura que o temer tem que pagar para a manutenção do “seu” cargo
Logo, voltando, o tal interino e seus sócios locais... Nem sei como classificá-los... São meros detalhes no processo. São paus mandados, como se diz por aí. E os pretextos para o golpe... Com o perdão da palavra... Só servem para enganar trouxa, como se diz.

Está achando excessivamente política a introdução ao tema do artigo? Pode ser, mas, pelo que se sabe fica impossível fugir ao se tentar avaliar coisas assim sem “dar nomes aos bois”, como se diz.

         “A polêmica decisão de Temer de abrir uma área gigante da Amazônia à mineração

Governo diz que medida vai revitalizar mineração brasileira e cumprirá regras de preservação, mas especialistas apontam impactos preocupantes; espaço, do tamanho da Dinamarca, havia sido protegido na década de 1980.

Em meados de 1980, uma região da floresta amazônica entre o Pará e Amapá comparada à Serra dos Carajás por seu potencial mineral despertava o interesse de investidores brasileiros e estrangeiros.

Para salvaguardar sua exploração, o então governo militar decretou em 1984 que grupos privados estavam proibidos de explorar a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), uma área de quase 47 mil km quadrados - maior que o território da Dinamarca. A ideia era que a administração federal pesquisasse e explorasse suas jazidas.

Nos anos seguintes, no entanto, o projeto avançou pouco, e a riqueza natural da área levou à criação de nove zonas de proteção dentro da Renca, entre elas reservas indígenas. A possibilidade de mineração foi, então, banida.

Mais de três décadas depois do decreto, nesta quarta-feira, o governo federal reabriu a área para a exploração mineral, numa iniciativa que gera expectativa de empresas e preocupação de pesquisadores e ambientalistas.

Assinado pelo presidente Michel Temer, o decreto nº 9.142 extingue a Renca e libera a região para a exploração privada de minérios como ouro, manganês, cobre, ferro e outros.

Em meio à crise econômica, o Ministério de Minas e Energia argumenta que a medida vai revitalizar a mineração brasileira, que representa 4% do PIB e produziu o equivalente a US$ 25 bilhões (R$ 78 bilhões) em 2016, mas que vinha sofrendo com a redução das taxas de crescimento global e com as mudanças na matriz de consumo, voltadas hoje para a China.


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terça-feira

Acredita? Esponja de cozinha pode ser mais suja do que privada, diz estudo

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As pesquisas científicas falam horrores, como se diz, sobre as “esponjas de lavar louça”. Pelo que dizem, o título não é só uma força de expressão.

O seu nível/padrão de sujeira e/ou infestação de micro-organismos patológicos as tornam vilãs potenciais para a transmissão de muitas doenças perigosas.

Mas, o fato é que as pessoas pouco sabem ou fazem diante deste quadro e usam ‘a sua’ ao limite e nem mesmo se dão ao trabalho de fazer a descontaminação diária recomendada que as deixariam mais saudáveis. 

Recomendam algumas práticas que devem ser adotadas diariamente, o que lhes garantiria uma vida útil mais longa e menos ofensiva.

Veja abaixo.
      "Esponja de lavar louça acumula 680 milhões de fungos e bactérias em 15 dias de uso, diz pesquisa
Estudo foi feito pela Devry Metrocamp, em Campinas, aponta tipos que podem causar problemas como diarreia, febre e afetar a saúde do pulmão. Veja como higienizá-la

Pesquisadores de Campinas (SP) descobriram que 15 dias de uso de uma esponja de lavar louça são suficientes para deixá-la com 680 milhões de fungos e bactérias, que podem causar de diarreia e febre a problemas pulmonares. O maior risco é para idosos, crianças e pessoas com baixa imunidade.

O estudo, feito pela Faculdade DeVry Metrocamp - que pertence a um grupo educacional dos EUA -, foi realizado com amostras de esponjas usadas por esse período, e não higienizadas. O resultado assusta, mas os pesquisadores ressaltam que boa parte desses micro-organismos já estão presentes no nosso corpo e no ambiente. O problema é quando se trata de uma quantidade excessiva deles.

"Nós encontramos principalmente a Escherichia coli, que pode ocasionar problemas como diarreia, febres. Fungos podem ocasionar problemas de pele, que vão desde uma micose ou até mesmo problemas no pulmão", alerta a pesquisadora Rosana Siqueira.

Contaminação imperceptível

O simples contato da esponja com os talheres e pratos faz com que o objeto se contamine, podendo estender essa contaminação aos alimentos. O estudo aponta que água e sabão não limpam, de fato, a ferramenta. 

Higienizar ou comprar nova?

Para deixar a esponja livre dos micro-organismos, os pesquisadores ensinam que todos os dias é preciso repetir um procedimento: colocá-la no micro-ondas com um pouco de água em potência alta por 2 minutos. 

O resultado, garante o estudo, é uma esponja mais higienizada do que uma outra nova em folha. Os testes realizados em laboratório mostram que ela fica mais limpa e com menos fungos e bactérias do que uma esponja nova. 

Outra opção de limpeza testada no estudo é colocar a ferramenta em uma solução na proporção de duas colheres de água sanitária para 1 litro de água. A esponja deve ficar imersa por dez minutos. 

Também é importante não deixar a esponja em potes de sabões em pasta ou úmidas, pois quanto mais úmida, mais contaminada ela fica. 

No entanto, todos esses procedimentos devem ser feitos desde o primeiro até o 15º dia de uso, quando ela deve ser realmente substituída por outra. 


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