Dezembro 15, 2009

Mudanças climáticas. Fundamentos científico-ambientais ou político-econômico?

Desde a sua divulgação, em 02 de fevereiro de 2007, em Paris, o relatório sobre mudanças climáticas do IPCC (ONU), e aquecimento global, vem gerando controvérsias, sobre a consistência dos dados apresentados, mas nada que se assemelhe aos recentes acontecimentos com a divulgação de dados manipulados por “cientistas” do IPCC, da Inglaterra e dos EUA.

Dentre os fundamentos daqueles que contestam e/ou negam os dados que indicam índices alarmantes de aquecimento global do planeta, um deles é o fato de o CO² – eleito o vilão das mudanças climáticas – emitido na atmosfera pelas atividades humanas, representarem insignificantes 3% ou 3 bilhões de toneladas em emissões de um total de 200 bilhões de emissões “naturais”.

O metabolismo do planeta, com o fluxo natural dos oceanos, atividades dos vulcões e a vegetação seriam os reais responsáveis pelo fenômeno. Além disso, o processo de aquecimento ou resfriamento do planeta estaria, na realidade, ligado ao sol, que sofre alterações “periódicas” em suas atividades.

O rakeamento dos computadores da universidade inglesa que revelaram mais de mil e-mails que demonstram manipulação de dados sobre o clima, como comentamos no artigo: Informações contraditórias – fraudes? – sobre o aquecimento global, surgem às vésperas da COP15 , comprovam o ocultamento de dados que evidenciam, exatamente, o contrário: resfriamento do planeta para as próximas décadas – até 2040, aproximadamente – em função da redução das atividades do sol.

Logo, o objetivo real da “fraude”, não seria científico-ambiental e sim político e econômico, visando deter a ascensão de novas economias que vem prometendo virar o jogo de poder no mundo, como os denominados BRICBrasil, Rússia, Índia e China, com o foco do “combate” sobre um deles, a China, como já deu para perceber nas “lutas” na Conferência Climática em Copenhague, COP15, ora em curso (até dia 18/12/09).

Leia artigos relacionados:

Dezembro 12, 2009

Manifestação em Copenhague


Manifestação emCopenhague, Dinamarca, com mais de 500 ONGs de 67 países, pressiona por mais entendimento e compromissos no sentido de um acordo contra as mudanças climáticas.

Dezembro 09, 2009

A farsa da Conferência Climática, em Copenhague, se confirma. Confira!

Não chega a ser uma surpresa o “vazamento” do documento final da COP15, já no seu 2º dia, quando, ainda, faltam 9 dias de “discussões” e/ou “negociações”.

Em vários artigos publicados aqui no Blog Metanoverde, que você lê no final deste texto, vimos comentando o jogo de cartas marcadas, que sinalizava um Conferência Climática como mera formalidade, ou jogo de cena, dos países desenvolvidos como os EUA, que nunca assumiram, e não vão assumir, não só as suas responsabilidades históricas pela elevada concentração de CO², como qualquer compromisso com o “problema climático”.

O que vazou, hoje (09/12/09), no 2º dia da Conferência Climática, foi o Documento Final – que obviamente só surge no final das negociações e acordos – segundo o qual o Brasil, China e Índia seriam”separados” dos demais países – não desenvolvidos ou em desenvolvimento – além do estabelecimento de cotas obrigatórias de emissões de CO² para as nações em desenvolvimento.

Além da arbitrariedade e “senso colonialista” da “decisão”, as emissões históricas dos países desenvolvidos e a liderança isolada dos EUA como maior emissor per capta do mundo (18 toneladas e média mundial de 4,8) não são nem considerados no tal documento.
Sob protestos do grupo dos países pobres e em desenvolvimento, o G77, inclusive com ameaças de se retirarem da Conferência Climática, a farsa continua.

Em tempo. O documento foi “elaborado” pelos EUA e Inglaterra, os mesmos países cujos “cientistas” climáticos foram pegos e acusados de fraudes e manipulação de dados sobre o aquecimento global como você lê no artigo:Informações contraditórias – fraudes? – sobre o aquecimento global, surgem às vésperas da COP15.

E aí, o que você acha? Faça um comentário e dê a sua opinião.

Fonte: Agência Brasil e TV Brasil

Leia artigos relacionados:

Dezembro 02, 2009

“Climategate” derruba diretor de centro de pesquisas, do Reino Unido, envolvido em manipulação de dados sobre aquecimento global

Como comentamos em artigo aqui no blog: Informações contraditórias – fraudes? – sobre o aquecimento global, surgem às vésperas da COP15, as descobertas de manipulação de dados ou fraudes sobre o aquecimento global, conforme artigo publicado no The New York Times (23/11/09), hoje, o Le Monde, traz a notícia do afastamento do diretor do centro de pesquisa, inglês, Climate Research Unit (CRU), da universidade d'East Anglia, enquanto uma investigação independente apura as denúncias envolvendo as centenas de e-mails “hackeados”, trocados entre cientistas do Programa Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, que declaram, textualmente, manipulação de dados referentes ao aquecimento global.

O “Climategate”, como está sendo chamado, pode significar mais um fator complicador nas relações entre os países envolvidos na negociação de um novo acordo climático, agora, 07 a 18 de dezembro, em Copenhague que, diante da não só aparente, mas, declarada, má vontade dos protagonistas “mais “culpados” e de quem se espera e exige, uma ação mais efetiva, pode dar em nada de substancial e/ou significativo.

Fonte: Le Monde

Novembro 30, 2009

O foco do combate às emissões de CO² estaria mesmo na contenção dos desmatamentos? E as cidades?

Parece que esta lógica em combater o desmatamento da Floresta Amazônica, por exemplo, alegando o seu grande potencial, ou fator mesmo, de emissões de CO², carece – como poderia dizer? - de lógica. Também, o seu poder de absorver CO², o tal “pulmão do mundo” - como se divulgou por muito tempo – tão pouco tem qualquer fundamento científico.
É como se fosse um fetiche, um capricho dos tais países desenvolvidos que, de suas florestas originais não tem nem vestígios. Se é que não exitam interesses outros pouco confessáveis.

Alguns dados ajudam a compor este raciocínio, ou a pouca logica do argumento acima. É sabido que 80% das emissões de gás de efeito estufa (CO²) é produzido pelas cidades, já que consomem 75% de toda energia e concentram mais da metade da população mundial, logo, o foco do combate às tais emissões estaria deslocado. Portanto, diante desse quadro, as cidades seriam o campo propício e adequado para “atacar” o problema das emissões.

Novembro 28, 2009

5º Prêmio FIESP de Conservação e Reúso de Água

O Prêmio FIESP de Conservação e Reúso de Água objetiva conhecer, difundir e homenagear, anualmente, empresas que utilizam boas práticas na promoção do uso eficiente de água, com medidas efetivas na redução do consumo e do desperdício de água, gerando benefícios ambientais, econômicos e sociais e aumentando a competitividade do setor, bem como dar ampla publicidade às ações realizadas pela indústria paulista na construção do desenvolvimento sustentável.”

E tendo como público alvo, “Empresas industriais com sede no Estado de São Paulo, independente de seu porte.”

As inscrições vão até o dia 15 de dezembro de 2009. Mais informações no link: 5º Prêmio FIESP de Conservação e Reúso de Água

Novembro 26, 2009

Informações contraditórias – fraudes? – sobre o aquecimento global, surgem às vésperas da COP15

Notícias e/ou informações “inusitadas” sobre o clima e o aquecimento global, surgem - estranhamente – às vésperas da Conferência Climática, COP15, em Copenhague, em dezembro próximo, como se oportunamente plantadas para aliviar as pressões sobre os EUA, por exemplo, que já declararam a sua intenção de não assumir qualquer compromisso. Os propósitos são os de sempre, tirar vantagens econômicas, políticas e estratégicas, daí serem manipuladas por governos e seus “cientistas” de plantão.

São informações, aparentemente contraditórias que, coincidentemente servem como uma luva para as pretensões dos países desenvolvidos, notadamente, os EUA, de fazerem “corpo mole” e continuarem a não assumir compromissos, ou melhor suas responsabilidades.

Uma delas é que, segundo “estudos”, o planeta teria uma capacidade maior do que a conhecida, de absorver o CO², conforme artigo na BBC Brasil (11/11/2009); outra seria a inusitada” estagnação dos índices de concentração de CO² na atmosfera, DER SPIEGUEL (18/11/09) e, a terceira, surge a partir de dados de e-mails “rakeados” de cientistas climáticos dos EUA e Inglaterra, revelando fraudes e/ou manipulações de dados sobre o clima, escondendo, por exemplo, aspectos naturais do processo de aquecimento ou de redução do aquecimento do planeta, dados estes omitidos ou divulgados seletivamente, no The New York Times (23/11/2009).

Como vê, os “cientistas”, pelo menos muitos deles, concordam com muitos governos que consideram que os leitores/contribuintes não passam de um bando de idiotas, como se referiu um dos tais cientistas sobre a ingenuidade das pessoas que “nada” sabem, ou que acreditam no que é divulgado.

Novembro 18, 2009

Porque a Conferência Climática de Copenhague 2009, pode ser um fiasco


O fiasco previsível da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas 2009, em Copenhague, em dezembro próximo já vem sendo afirmada por este blogue há já algum tempo.

Não, não é pessimismo. O objetivo desse blogue é exatamente contribuir, modestamente, para o debate necessário sobre a melhoria das condições objetivas necessárias à vida no planeta.

Qualquer idéia ou opinião, pró ou contra, sobre qualquer coisa, em princípio só se constrói ou se sustenta, com a busca do conhecimento, informação e senso crítico, que surge da reflexão sobre tudo isso.

Por exemplo. Uma pedra fundamental para o sucesso do acordo climático, ou para que haja um, são os EUA, não só pelo poder político e econômico que mantem, mas, sobretudo, por ser o maior responsável individual pelo volume de concentração de CO², hoje, na atmosfera, bem como por continuar (18 toneladas per cápta), ao lado da China (5,2 toneladas per cápta), como o maior emissor de gases de efeito estufa (média mundial per cápta de 4,8), agravando, em princípio, mais ainda os problemas do meio ambiente.

Enquanto o Barak Obama, viaja por aí, vendendo simpatia e promessas, o Congresso norte-americano mantém engavetado, há meses, uma ampla proposta sobre mudança climática para o país, repetindo o governo anterior – tão criticado – G. Bush.

Outros “fatos novos” que dificultam mais ainda a construção de um acordo é a divulgação de estudos segundo os quais o planeta teria uma capacidade maior do que se pensava, de absorver o CO², aliado a outra conclusão que o aquecimento global está, hoje, relativamente, estagnado, embora pouco tenha sido feito, efetivamente, para isso.

Se reais – ou feitos sob encomenda – ou não, estes estudos são bastante oportunos, e chegam em boa hora para dar respaldo a idéia dos EUA e China, principalmente, de deixarem tudo como está.

Novembro 16, 2009

Enquanto o Geenpeace “agita” por aqui, os EUA e China tiram o corpo fora dos compromissos com o meio ambiente

Vimos falando aqui há já algum tempo, sobre as ONGs estrangeiras – européias e norte-americanas – que acamparam por aqui e, vem se servindo de “um monte” de brasileiros “bem-intencionados”, e fazem o maior escarcéu no Brasil, acusando e, até desrespeitando o governo brasileiro, em suas pressões para que o país, sozinho assuma compromissos com o combate pela redução do aquecimento global. Agora, antes da próxima conferencia climática, a COP 15, em Copenhague, os EUA e a China fazem acordos para retirar suas propostas – promessas – que nunca acreditei que cumprissem, como pode ler nos artigos, para o novo acordo climático.

O Obama, com sua pinta de bom moço que a mídia vendeu a meio mundo como se fosse um novo messias, tendo até ganho um prêmio nobel por intenções de campanha, me surpreende, pois, mostra a sua cara mais cedo do que eu esperava, ou seja, falar bonito na conferência, prometer muito e depois não fazer nada.

Se você, que vem lendo os meus artigos onde “meto o pau” nestas ONGs estrangeiras – organizações neo-governamentais – talvez tenha me achado meio radical, pois, leia o artigo onde o Ministro Reinoldh Stefhanes da agricultura fala sobre isso, é só clicar no link: “Para ministro, ONGs deviam protestar nos EUA e China, não no Brasil.

O Brasil, não só decidiu por estabelecer voluntariamente metas de corte e/ou redução de emissões, como resolve pressionar aos EUA e China, para que façam a sua parte para salvar o “compromisso climático” que ameaça nascer morto, pois, os EUA, como já falamos aqui reiteradas vezes é o maior responsável isolado pelo atual estado de alta concentração de CO² na atmosfera que está gerando o aquecimento do planeta, ao lado da antiga Europa e, hoje, junto com a China, produzem, sozinhos, mais de 40% de todo CO² lançado na atmosfera.

Se você continua gastando seu dinheirinho com os “geenpeaces da vida”, é bom começar a se informar melhor para depois não se arrepender. Já se perguntou quem financia a super-estrutura de um Greenpeace e um WWF? Ou acha que é o seu dinheirinho? Ninguém gosta de ser enganado e fazer papel de bobo alegre. Elas são, na realidade, simulacros de entidades ambientais, que servem a interesses não revelados e a governos. O discurso é bonito e engajado, mas, os objetivos não são confessáveis, principalmente para você que contribui e milita.

Leia artigos relacionados:

Novembro 09, 2009

200 bilhões de neurônios. Apesar deles...

Novembro 06, 2009

Brasil constrói usina hidrelétrica, ecologicamente neutra

O Brasil está inovando no trato com a questão do meio ambiente, centrada nas emissões de carbono. Em Cristália, Estado de Goiás, está em consturção, por empresas nacionais – Camargo Corrêia e Furnas – a usina hidrelétrica de Batalha, com procedimentos inéditos.

A idéia é construir uma obra de impacto ambiental neutro no meio ambiente, com a compensação pelas emissões de carbono geradas pela usina desde o princípio de sua construção. Isso já vem sendo feito com a recuperação imediata de áreas degradadas no processo de construção da barragem, quando estão sendo criadas reservas em áreas próximas e fora, com o plantio de espécies nativas e ênfase na preservação da biodiversidade não só vegetal.

Até as emissões dos 36 milhões de litros de diesel usados pelas máquinas, serão compensadas pelo plantio de 68 mil mudas de árvores, das quais metade já foram plantadas.

É um grande trunfo da inventividade do Brasil, que será mostrado durante o Congresso Mundial das Grandes BarragensHidro 2009 – de 26 a 28 de novembro, em Lyon, na França.

Fonte: Le Monde

Novembro 04, 2009

8ª Edição do Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente

“Pessoas, intituições e organizações sociais, que desenvolvem trabalhos voltados para a conservação dos recursos naturais da Amazônia”.

É o foco da premiação. As inscrições ainda estão abertas, até o dia 11/11/09.
Mais informações no link: Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente.

Outubro 31, 2009

Imposto verde, uma boa idéia que vem dando certo

Uma “instituição” que vem dando certo, e crescendo, no país é o Imposto Verde. Provavelmente tenha começado no Estado do Paraná, e hoje já vigora em 12 Estados, com mais 12 em processo de implantação.

A idéia é reservar um percentual do ICMS – de 0,5 a 5% - para ser distribuído aos municípios que se comprometem com a preservação do meio ambiente. As ações vão desde a criação e conservação de áreas verdes protegidas até a proteção dos mananciais para garantir o abastecimento de água.

A idéia deu tão certo, que tem muito prefeito criando ou mantendo um grande leque de ações a favor do meio ambiente, apenas para receber a verba que passa a ter um peso significativo no orçamento do município.

As ações podem ser: coleta seletiva de lixo, educação ambiental nas escolas, plantio de árvores na cidade, criação de áreas de preservação permanente, o que dá para garantir cidades mais ecológicas e com melhoria significativa na qualidade de vida da população.

Fonte: Problemas Brasileiros - SESC

Outubro 28, 2009

Política Nacional sobre Mudança do Clima é aprovada na Câmara dos Deputados

O Projeto de Lei 18/07, que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima, com propostas para implementar medidas de adaptações e mudanças no sentido de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e contribuir no combate ao aquecimento global, foi aprovado nesta teça-feira (27/10/09) e segue agora para votação no Senado.

O projeto original está em tramitação desde 2007, e foi aprovado meio que às pressas para que o Brasil possa apresentar na 15ª Conferência de Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP 15), em Copenhague, na Dinamarca, de 7 a 18 de dezembro e, talvez em função disso, ele tenha um caráter “generalista” e não tenha estabelecido metas precisas de cortes de emissões e limites ao desmatamento como gostariam entidades ambientais – estrangeiras, diga-se de passagem – como pressionaram em Brasília para que, o presidente Lula e o Congresso Nacional o fizessem.

Este aspecto – propostas e metas a serem determinadas depois – é relevante, quando se sabe que existe um perigo real de os políticos se mostrarem indecisos, principalmente, daqueles países que ainda estão às voltas com a crise internacionalUnião Européia e EUA – de reagirem moderadamente as necessidades de controles mais drásticos de emissões, que possam comprometer a sua recuperação econômica.

Logo, o momento é de ação, mas, também, de cautela por parte do Brasil.

Fonte:Agência Câmara


Outubro 25, 2009

Matança de golfinhos no Japão e na Dinamarca. Confira os vídeos




Matança de golfinhos nas Ilhas Faroe, Dinamarca




Matança de golfinhos nas Ilhas Honshu, Japão


Se você tiver “estômago”, confira, e veja que os países ditos desenvolvidos, e “civilizados”, teem mesmo é muita “garganta” quando se trata de meio ambiente e aquecimento global, principalmente, para dar lição de moral e para transferir responsabilidades suas pelo que fizeram pelas condições de vida no planeta, para os outros – países – que estão chegando agora.

Leia:"Matança de golfinhos na Dinamarca. Quem viu protestos do Greenpeace e WWF?"

Outubro 22, 2009

A Republica Unida da Soja. Território supranacional da Monsanto

Escrevemos um artigo no blogue Coluna do Leitor: ”Transgênicos e soberania”, onde comentamos que o sistema adotado pelas multinacionais da semente transgênica: controle de área plantada e cobrança de royaltes proporcionais a área plantada/produzida, cria um problema sério de propriedade efetiva da terra e do produto, bem como de soberania nacional, que você pode conferir no link do artigo.

Existia um sistema de produção agrícola primitivo, no Brasil, onde o dono da propriedade entrava com a terra e o “meeiro” com as sementes e o trabalho e, no final, a produção era dividida ao meio. Pelo visto, sua versão moderna, com os transgênicos, piorou.

Além disso, um “fato novo” é o que as próprias empresas envolvidas na produção e comercialização – ou seria concessão? – das sementes, criaram. O nome é “Republica Unida da Soja”, que abrange grandes áreas da Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, que é ostentada com orgulho em função da imensa área territorial – supranacional – controlada, sobretudo, pela Monsanto, (EUA).

Se associarmos a isso o fato de o grosso da comercialização desses grãos – o Brasil é o 2º maior produtor mundial – ser feito por multinacionais como a Cargill, ADM, Bunge, Dreyfus, para países que as utilizam na alimentação do gado, veremos que, o “negócio da soja” não é, genuinamente, algo nacional.

Além da soberania nacional, temos o comprometimento do meio ambiente e biodiversidade, provocado pelo inseticida, glifosfato (Monsanto) que mata tudo, menos a soja, a troco de algumas cifras na balança comercial, por um produto “in natura” e sem nenhum valor agregado.

Se usa o óleo de soja e derivados, tenha certeza – confira no rótulo – que está apostando sua saúde, já que, praticamente, toda soja é transgênica e ainda não existem estudos definitivos que atestem a sua inocuidade à saúde humana e ao meio ambiente. Muito pelo contrário.

Outubro 20, 2009

Ministério das Cidades divulga dados sobre coleta seletiva de lixo que é de 56,9%

De um universo de 90% de cobertura média de coleta de lixo, 56,9% conta com coleta seletiva. Os dados são do Ministério das Cidades (17/10/09) e se referem ao 6° Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos 2007, do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

Foram coletados nos 306 municípios do país, que representam 54,8% da população – 87 milhões – urbana, em 306 municípios, dentre os quais 77 com mais de 250 mil habitantes, incluindo todas as capitais.

Do total do lixo coletado, parte vai para aterros sanitários (37,1%), aterros controlados (31,8%) e lixões (31,1%).

Do material selecionado, o papel e o papelão representam o maior volume (50,7%), plásticos (26,4%), metais (12,1%) e vidros (6,4%). Isso representa 3,1 kilos por habitante, apenas 1,5% do que poderia ser aproveitado.

Foi identificado ainda, a presença de catadores em 83% dos 306 municípios pesquisados, em sua maioria organizados em cooperativas.

Fonte: Ministério das Cidades

Outubro 17, 2009

Matança de golfinhos na Dinamarca. Quem viu protestos do Greenpeace e WWF?

Clique na imagem para ampliar
Vimos falando aqui sobre o “pé atrás” que devemos ter em relação a ONGs europeias e norte-americanas de defesa do meio ambiente e suas sucursais por aqui. É comum o “lance” de exigir e votar “greve de fome” para o outro fazer ou, como diz o velho ditado popular, sempre oportuno: “Em casa de ferreiro o espeto é de pau”, ou seja, o que é bom para “eles”, não o é, necessariamente, para ou outros, ou para nós.

Há algum tempo, no primeiro mandato do George Bush, depois de noticiada a derrubada de um floresta nativa, nos EUA, ele – o presidente – se saiu com algo assim: os lenhadores ou madeireiros não podem ficar desempregados.

O Japão, símbolo de desenvolvimento e de primeiro mundo, exige, e consegue o direito de matar milhares de baleias (além de golfinhos) todos os anos, como uma cota para “fins científicos” (eufemismo para culinária local). A Noruega tem o mesmo direito, por fatores “culturais” de seu povo.

Agora, (07/10/09) até de forma dissimulada pela mídia – saiu em blogs na internet – o massacre de golfinhos nas Ilhas Faroe, na Dinamarca – como vê na imagem – tida como um ícone da modernidade e civilização, sob a justificativa de manter a tradição de um tal de “ritual de maturidade” dos jovens.

Viu algum veemente protesto do Greenpeace, WWF e outros “estilingues” europeus ou do dito primeiro mundo? Acesse os seu sites para ver se encontra a mais leve condenação ou protesto e relate aqui. Eu não encontrei.

Em contrapartida, já viram a virulência com que atacam o governo brasileiro na “defesa da Amazônia”? Pra quem? Na realidade, eles estão preocupados apenas com os seus próprios umbigos e “direitos culturais”. Não arredam um só milímetro de seus privilégios. Daqueles cujo aquecimento global foi o preço, e que querem que todos nós paguemos.

Leia artigos relacionados:

Outubro 15, 2009

Blog Action Day 2009. Copenhague 2009. Não dá para aceitar a socialização dos prejuízos ao meio ambiente provocados pelos países desenvolvidos.

Este é um “post” pelo Blog Action Day 2009, cujo tema é: Climate Change, em preparação para a Conferência Climática 2009, em Copenhague.

Claro que o planeta é um só! Pelo menos em princípio, as alterações climáticas e o comprometimento do meio ambiente tendem a afetar a todos, mas, não indistintamente.

Acho hipócrita e colonialista, como sempre, a idéia de transferir responsabilidades, e culpa, aos países ditos emergentes, quando é notório que este estado de coisas atual – as elevadas taxas de CO² na atmosfera – é de responsabilidade dos países desenvolvidos, emitidas sem limites ou critérios em seu processo de desenvolvimento.

Hoje, quando se fala que os EUA e a China são os responsáveis por 40% das emissões, é uma conta só parcialmente correta, já que a China é, relativamente, novata no processo, embora emita taxas elevadas em seu ritmo acelerado de desenvolvimento. Em contrapartida, os EUA continuam ainda com os seus elevados níveis de emissão, enquanto o Barak Obama joga conversa por aí, posando de ambientalista e exigindo, dos outros, as restrições que o país não fez, não faz e nada garante que fará.

Durante toda a vigência do Protocolo de Kioto (1997 - 2012) os EUA se recusaram até a conversar sobre o assunto, chegando mesmo a negar as conclusões do IPCC, sendo o principal responsável pelo “fiasco” do Protocolo de Kioto, já que outros grandes emissores seguiram o seu exemplo.

A moda, agora, de “ambientalistas” europeus e norte-americanos é pregar a desaceleração do desenvolvimento econômico, dos outros – “degrowth” (ou retração econômica) – bem como o controle e redução drástica da natalidade da população, dos outros. Enquanto lutam arduamente para acelerar as suas próprias economias e turbinar as taxas de natalidade de suas populações envelhecidas, como se temessem um desequilíbrio de poder por uma questão puramente demográfica, como já afirmaram alguns teóricos europeus.

Claro que algo precisa ser feito. A “renovação” do Protocolo de Kioto, em Copenhague é mais do que necessária. Entretanto, não é o momento de socializar o ônus e/ou prejuízos ao meio ambiente, se os benefícios já foram extremamente capitalizados pelos países desenvolvidos, que vivem os mais elevados níveis de consumo e qualidade de vida, enquanto bilhões de pessoas em todo mundo nem chegaram ainda a contemporaneidade.

Para os países emergentes ou em desenvolvimento, assumir esta carga que, diga-se de passagem, não devem, pode significar hipotecar o futuro de suas populações que, hoje, ainda vivem à margem das mínimas condições de uma vida digna e decente.

Leia artigo relacionado:

Blog Action Day

Outubro 13, 2009

Um planeta melhor para os nossos filhos, ou filhos melhores...

Sobre os problemas do meio ambiente, duas questões colocadas parecem equivocadas ou, no mínimo, não corretamente formuladas. A primeira se refere à necessidade de se salvar o planeta. O planeta, efetivamente, não precisa ser salvo.

Leia: “O planeta não precisa ser salvo ”.

O que tem que se repensado, senão recuperadas são as condições objetivas, no meio ambiente, que permitam a continuação da vida como a percebemos. O planeta só aparenta fragilidade. Na realidade ele é extremamente poderoso, com um poder “brutal” que pode inviabilizar a vida. As tragédias ambientais que se sucedem não deixam duvidas quanto a isso. A depredação irracional e a falta de cuidados pode gerar reações muito além das nossas pretensões – e da ciência – de prever e contornar ou corrigir.

A segunda, é sobre a "inversão" da primeira, quando se preconizam ações para deixarmos um planeta melhor – mais preservado – para os nossos filhos ou as próximas gerações. Será se a questão, também, não está mal formulada?

Não seria criar ou educar as novas gerações, deixando filhos ou pessoas melhores, mais conscientes para garantir e preservar, não o planeta em si, mas as condições de vida para continuar a “experiencia humana na terra”?

Acha que estamos deixando filhos melhores, criando gerações melhores?

Faça um comentário e deixe a sua opinião?