quinta-feira

Veganismo x Aquecimento Global. E você com isso?

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Embora o aquecimento global e suas consequências deletérias para o planeta, para a vida, terem saído de moda e das pautas da mídia convencional, o problema em si mesmo “vai muito bem, obrigado”, ou seja, crescendo, aumentando e com isso todos as grandes consequências esperadas.

Entretanto, fora do círculo “de moda”, nas universidades e em meio a movimentos ambientais sobreviventes, a preocupação, e ação, estão na ordem do dia, ou seja, continuam na busca de soluções, senão atenuantes, e este blogue se tem em conta como um dos que lutam, que tentam fazer a sua parte, no sentido de divulgar informações para assim tentar abrir os olhos de mais gente e assim engajar nesta luta que parece inglória.

É o caso do consumo de carne.
Está mais do que provado que a produção de carne planeta afora é um dos fatores fundamentais, senão ‘o’ fator, no aumento do aquecimento global, daí as tentativas de se emplacar um ‘surto vegano/vegetariano’ para reduzir o consumo de carne, consequentemente os rebanhos de gado.
Veja também: 
- Parece anacrônico, mas alerta do papa sobre meio ambiente é atual e oportuno 
- Trump renega problemas climáticos e quer “tirar corpo fora”     
- Como fazer algo sustentável para o planeta e/ou para si, o que dá no mesmo 
- Porque você pode acabar se tornando vegetariano. Não acredita? Confira!
A China, um “peso pesado” na produção de carne, por exemplo, está com uma política de Estado no sentido de reduzir para a metade o consumo de carnes no país. E olha que sua população é ‘só’ a fichinha de 1,371 bilhão de habitantes (2015).

Outro exemplo interessante é o esforço da Universidade de Hoxford – na Inglaterra – desenvolvendo um projeto a ser aplicado em todo o país, de estímulo ao veganismo com o mesmo propósito.
Obs. Outra universidade britânica andou tendo uma ideia, no mínimo,  polêmica, confira aqui.

Estamos falando apenas sobre os malefícios para o planeta, para a vida. Nossa, é claro!

Mas, motivos diretos para repensar o uso de carnes têm de sobra. Dê uma olhada neste parágrafo abaixo. No mínimo da para pensar, ou repensar algumas práticas diárias nossas ou mesmo relativizar o engajamento/consumo de carnes.

“Além dos fatores ambientais, no sistema intensivo, os animais fazem parte de uma linha de produção em massa e são tratados como mercadorias. Aves são criadas aglomeradas em galpões enormes a mal podem andar, além de receberem hormônios para crescerem mais rápido e renderem maior quantidade de carne. Os porcos são obrigados a viver na sujeira, amontoados e são castrados sem anestesia, e as fêmeas, exploradas para a reprodução, passam longos períodos em baias tão pequenas que não conseguem nem virar o corpo. Os bois têm seus chifres cortados e são marcados com ferro quente, o que causa muita dor e sofrimento. Animais para o consumo passam sua vida confinados e são violentamente mortos para que, assim, os humanos possam se alimentar de suas carnes.”

É um reforço considerável, não acha? Não são informações tão divulgadas assim e a grande maioria das pessoas desconhece o que tem por trás de hábito tão prazeroso.

Sei, não é nada tão simples assim, mas, é plenamente possível.

Pense nisso!

Se quiser conferir mais artigos sobre o Aquecimento Global, na “tag”, aqui.

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terça-feira

E aí, conhece o microplástico? Veja como este ‘companheiro’ em seu cotidiano pode acabar com os oceanos

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“Não compre maçãs embaladas em plástico, não use sacolas plásticas descartáveis, nem canudinhos para descarte imediato. Há um monte de modos de evitar usar plástico, vamos começar por aí”.

E aí, o que achou da recomendação acima? É só uma pontinha do “iceberg” do problema dos microplásticos que se tornaram omnipresentes em nosso cotidiano, com um detalhe que quase ninguém sabe do que se trata e sabe muito menos que estaria em suas mãos, pelo menos em tese, a solução ou o caminho para solucionar este problema “apocalíptico” que ameça silenciosamente a vida nos oceanos... Que ameaça a vida...

Na imagem acima temos dois exemplos de produtos que fazem parte de nossa vida diária e que seriam, ou estariam ‘transportando’ este agente sem que nos demos conta.

A sua ‘detecção’ como problema ambiental tão grave é recente, daí continuarem como ilustres desconhecidos, também em função da grande revolução que provocariam na produção de inúmeros produtos de uso até trivial de tão comuns e que exigiriam mudanças radicais tanto na produção como nos usos/costumes.
"Entenda como microplástico presente em 'quase tudo' está matando os oceanos
De pneus a roupas e cosméticos, o microplástico se encontra praticamente em todos os objetos do dia a dia. E seu impacto sobre as águas do planeta é catastrófico: calcula-se que, dos 9,5 milhões de toneladas de matéria plástica que flutuam nos mares, até 30% sejam compostos por partículas minúsculas. Invisíveis a olho nu, elas constituem uma fonte de poluição mais grave do que se pensava, como mostra o mais recente relatório da International Union for Conservation of Nature (IUCN).

“Nossas atividades diárias, como lavar roupas e andar de carro, contribuem significativamente para a poluição que sufoca os nossos oceanos, tendo efeitos potencialmente desastrosos para a rica diversidade que vive neles e para a saúde humana”, afirma a diretora geral da IUCN, Inger Andersen.

Segundo o estudo da organização, cerca de dois terços do microplástico encontrado nos oceanos são originados dos pneus de automóveis e das microfibras liberadas na lavagem de roupa. Outras fontes poluidoras são a poeira urbana, marcações rodoviárias e os barcos.

Perigo invisível

As imagens de tartarugas presas em redes de pescar e pássaros com anéis de latas de cerveja em volta do pescoço há muito correm mundo. O problema do microplástico, contudo, é invisível, só tendo sido recentemente detectado como tal. Assim, ainda se sabe relativamente pouco sobre sua escala e verdadeiro impacto ambiental.

Ao contrário do lixo plástico convencional, que se degrada na água, o microplástico já é lançado no ambiente em partículas tão microscópicas que driblam os sistemas de filtragem das estações de tratamento de água. É exclusivamente nesse tipo de dejeto que o relatório da IUCN se concentra.

A atual quantidade de microplástico nas águas é de 212 gramas por ser humano, o equivalente a se cada pessoa do planeta jogasse uma sacola plástica por semana no oceano.

Ingeridos por peixes e outros animais marinhos, os minigrãos podem ter sério impacto sobre seus sistemas digestivos e reprodutivos, e há sérias suspeitas de que acabem chegando aos humanos, cadeia alimentar acima. 

Maus hábitos de consumo

Como lembra João de Sousa, diretor do Programa Marinho Global do IUCN, as estratégias globais de combate à poluição marítima se concentram em reduzir o tamanho dos fragmentos do lixo plástico convencional. No entanto essa concepção precisa ser revista.

“As soluções devem incluir design de produtos e de infraestrutura, assim como o comportamento do consumidor. Pode-se projetar roupas sintéticas que liberem menos fibras, por exemplo, e os consumidores também podem agir, optando por tecidos naturais, em vez de sintéticos.”

Segundo outros especialistas, contudo, essa estratégia não tem o alcance necessário, e se precisa também abordar outros hábitos de consumo. Para Alexandra Perschau, da campanha “Detox” da organização ambiental Greenpeace na Alemanha, o real problema não é o tipo de casaco que se compra, mas sim quantos.

“O sistema de moda como um todo é o problema, é excesso de consumo”, comentou à DW. “Em diversos levantamentos, seja na Ásia ou na Europa, grande parte dos consumidores admite possuir mais roupas no armário do que precisam, mas continua comprando mais e mais.”

A produção mundial de vestuário dobrou a partir do ano 2000, excedendo os 100 bilhões de peças em 2014, de acordo com uma sondagem da Greenpeace. Além disso, atualmente as peças de vestuário tende a ser de difícil reciclagem.

“Temos cada vez mais peças confeccionadas com fibras mistas de poliéster e algodão, portanto nem temos como reciclá-las devidamente. No momento a tecnologia não está tão avançada que possamos separar esses tipos de fibras”, explica Perschau.

Entre a moda e meio ambiente

O relatório da IUCN saúda os esforços para banir as microesferas de plástico dos produtos cosméticos, inspirados por relatórios recentes. Trata-se de uma “iniciativa bem-vinda”, porém com impacto restrito, uma vez que esse tipo de material só responde por 2% da poluição com microplástico.

Em vez disso, seria necessária uma investida mais ampla e de impacto real contra as atividades geradoras das minúsculas partículas, segundo Maria Westerbos, diretora da Plastic Soup Foundation, que luta para que se pare de despejar matéria plástica no oceano.

“Somos todos responsáveis: é a ciência, a indústria, são os legisladores – e os consumidores. Todos nós precisamos fazer algo. Todos estamos usando plástico e todos o jogamos fora”, pleiteia Westerbos, sugerindo o desenvolvimento de tecidos que não desfiem e a adoção de novos filtros nas máquinas de lavar roupa – que só devem ser usadas com carga completa e de preferência com sabão líquido.
Perschau, da Greenpeace, acrescenta a importância de aumentar a vida útil das roupas. Em vez de jogar fora as que não se deseja mais, faria mais sentido trocá-las por outras ou entregá-las nas lojas de segunda mão. “Não estamos dizendo que não se deva usar roupa da moda, mas sim ser mais inteligente, vivendo de acordo com os próprios desejos sem comprometer os recursos do planeta.”

Com 7 bilhões de seres humanos e uma população crescente, será preciso mudar nossas atitudes em relação ao plástico, se quisermos salvar os oceanos, observa Westerbos:
“Não compre maçãs embaladas em plástico, não use sacolas plásticas descartáveis, nem canudinhos para descarte imediato. Há um monte de modos de evitar usar plástico, vamos começar por aí“.
Do DW/UOL

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domingo

Algumas dicas simples no cotidiano dão uma força ao planeta e a vida

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Embora não existem sinais significativos de que a situação tenha mudado, melhorando, as pessoas se comportam com se tudo estivesse às mil maravilhas.

Estamos falando sobre as condições objetivas do planeta terra para dar conta dos desafios crescentes em função do uso um tanto quanto irresponsável, senão predador, que fazemos dos seus recursos que vêm garantindo a vida no planeta.

Os próprios meios de comunicação “tiraram da pauta” este tema tão vital, literalmente falando.

O tema “questões ambientais”, por exemplo, sumiu da do noticiário convencional como um todo, assim como dos corações e mentes das pessoas.

Mas, o fato é que o planeta não cresceu em recursos, notadamente em ‘coisas’ coma a água e as pessoas vêm – continuam – agindo como se eles fossem infinitos, inesgotáveis.

Em meio a este cenário de ‘irresponsabilidade’ que se verifica com o silêncio, só nos resta partir pra fazer a nossa parte.

É isso. A nossa parte individualmente, o que, ao contrario do que possa se pensar tem um peso considerável, também pelo exemplo até silencioso que possamos dar com nossa atitude e com nossas atividades no cotidiano.
Confira também: 
- Dicas oportunas e eficientes para garantir um uso mais racional da água 
- Veja como consumir a melhor e a mais pura água 
- Reuso da água uma ideia que pode ser uma boa ideia
Veja um roteiro que pode ser observado em nosso cotidiano, sem grandes trabalhos ou contratempos.

1 – Procure ser breve no banho, inclusive desligado o chuveiro enquanto se ensaboa;

2 – Desligue a torneira da pia enquanto escova os dentes;

3 – Tente não acender as lâmpadas pela manhã. Utilize a luz do dia;

4 – Separe o lixo reciclável à medida que faz suas tarefas cotidianas, mantendo-o em lixeira própria, mesmo que não exista um sistema de coleta seletiva em seu bairro/cidade;

5 – Verifique se todos os eletrodomésticos e os eletroeletrônicos – possíveis – estão desligados no “stop” ou mesmo desligados da tomada;

6 – Tente utilizar o transporte coletivo algumas vezes na semana;

7 – Ao fim do expediente no trabalho, proceda como no item 5 antes de sair;

Como vê, são atitudes relativamente simples que não parecem ter o peso que têm.

O uso racional e inteligente dos recursos – no caso a energia e água – é uma grande contribuição pessoal à preservação dos recursos e das condições de vida no planeta. Pode ter certeza.

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quinta-feira

Reuso da água. Uma idéia que pode ser uma boa idéia

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Falar sobre a água, sua importância e riscos – para nós, é claro! – já está se tornando tão redundante que chaga às raias da chatice, não é verdade?

Neste espaço aqui então... Mas, não dá para evitar, não em um blog que se pretende defensor do meio ambiente e, também, porque embora estejamos no “métier”, tem ‘coisas’ que parece novidade, relevante. Logo acabamos por ‘voltar a falar... ’

Este tema sobre o reuso da água parece tão óbvio, não é verdade? Pelo menos como conceito, como ideia, já que desconheço alguém que use o “reuso”, embora pareça tão racional, tão óbvio.

Um fator que talvez ajude a explicar a ‘não ação’, mesmo, das pessoas mais informadas é o tempo. O tempo é um fator que vem relativizando muitas coisas e determinando outro tanto.

Para ficarmos em, apenas, um exemplo ou forma de reaproveitar a água usada é o uso da maquina de lavar roupas.

Viu a quantidade de água, inclusive muita dela praticamente limpa – no final do processo – que desce ralo abaixo e vai para o esgoto?

Nem precisa dar tantas bolas à mente e à criatividade para encontrar “reúsos” para ela, inclusive ser reutilizada na fase inicial da próxima lavagem.

Ou, lavar um passeio, por exemplo. Mas nada como uma boa mangueira com um dispositivo na ponta, quando rola até prazer no processo, não é verdade?

Salientamos uma situação “macro” – máquina de lavar – quando sabemos que ao longo do dia, muitas situações e atividades ‘domésticas’ poderiam dar uma força à tese não só do reuso, como da economia e parcimônia no uso, pura e simples.

Nesta área, qualquer atitude/ação por menor e mais simples que possa parecer é lucro.

O uso racional, consciente da água é um grande lucro para o planeta, para a vida como um todo. 

Mas, é como diz o velho ditado popular: “A teoria na pratica é diferente”, não é verdade? É o que acontece em alguns casos, onde a realidade é diversa da prática no cotidiano.

É o caso de estados como São Paulo, quando a situação é até certo ponto omitida pela mídia por motivações políticas, já que um único partido ‘desgoverna’ a questão no Estado há mais de 20 anos. O que leva a população a usar – e abusar – da água como se vivesse no melhor dos mundos ‘de fartura d’ água’. Quando a realidade no Estado está longe, muito longe, disso.

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Nossas desculpas e esclarecimentos

Pedimos desculpas aos nossos leitores usuais pela suspensão tão prolongada na atualização do nosso blog.
 Problemas técnicos sérios e inusitados nos deixaram – pela primeira vez – sem alternativas por período tão longo.
Agradecemos muito pelas visitas e apoio tão importantes para nós e esperamos poder continuar contando com sua atenção.
 Um grande abraço
Paulo Athayde/Cayero Fernandes


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sexta-feira

Produção de energia renovável bateu recorde em 2016. E aqui?

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A ênfase nestes dados – energias renováveis – é maior, sobretudo no continente europeu, em função do uso maciço de fontes de energia centrada nos combustíveis fósseis e na energia nuclear, e alguma dificuldade, por país, em função de eventual não disponibilidade das condições naturais mínimas para a exploração, de fontes de energias renováveis, e/ou alternativas.

É o caso de níveis insuficientes de incidência solar, de ventos, de rios adequados à produção hidrelétrica, entre outras.

A ironia é que as fontes de combustíveis fósseis, também, não são lá ‘estas coisas’ no continente, sendo em sua maioria importados.

No caso local, no Brasil, temos de sobra todas estas condições naturais, tanto é que a nossa fonte básica, principal, é a hidrelétrica, ao passo que o uso do biodiesel como fonte de energia elétrica é relativamente insignificante.


As energias renováveis vêm se destacando, também, no Brasil, notadamente a eólica, onde está ranqueado entre os maiores produtores mundiais, embora encontre obstáculos de ordem logística, entre aspas, para desenvolvimento equivalente na energia solar, quando temos condições excelentes para nos destacarmos neste ponto. (Confira links acima).
“Produção de energia renovável bateu recorde em 2016
Com 80% da produção total, usinas solares e eólicas promovem rápida expansão das fontes renováveis. Antiga pioneira, Europa fica para trás no crescimento dessa forma de energia.

O diretor-geral da Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena), Adnan Z. Amin exulta: "Estamos testemunhando uma transformação global de energia. Isso se reflete novamente num novo ano recorde na geração de energias renováveis." A declaração foi feita durante a apresentação do relatório Renewable Capacity Statistic 2017, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

O documento lista como as energias renováveis se desenvolveram desde 2007 em mais de 200 países e quantas usinas de fontes hidráulica, solar, eólica e de biomassa foram construídas, com qual capacidade.

Energia solar ultrapassa eólica

Em todo o mundo, foram construídas em 2016 usinas de energia limpa com a capacidade total de 161 gigawatts (GW), segundo dados da Irena. Isso corresponde à capacidade instalada de cerca de 161 usinas nucleares ou de carvão de grande porte.

Em termos de geração de energia, as instalações solares estão, pela primeira vez, à frente das eólicas, tendo sido construídas em todo o mundo usinas solares com uma capacidade total de 71 GW, quase 50% a mais do que em 2015. Em seguida vem a energia eólica (51 GW), hidráulica (30 GW), de biomassa (9 GW) e geotérmica (1 GW).

Assim, até o final de 2016 a capacidade de geração de energias renováveis em todo o mundo era de 2.006 GW, mais do que o dobro de dez anos atrás. A transformação da matriz energética mundial é incentivada, sobretudo pelo custo atualmente baixo da produção eólica e solar. Na última década, cerca de 80% da energia renovável gerada recai sobre estas duas fontes.
Clique na imagem para ampliar
Renováveis trazem mais empregos e prosperidade

Desde 2009 o preço da eletricidade gerada por usinas eólicas caiu cerca de um terço, e a por centrais solares, aproximadamente 80%. A eletricidade gerada pelas novas instalações é em geral mais barata do que a de usinas convencionais a diesel, carvão, gás e nuclear.

De acordo com dados da Irena, o forte crescimento das energias renováveis tem também outros efeitos positivos. "Elas são muito lucrativas e geram alguns benefícios socioeconômicos, como a criação de novos empregos. Além disso, há a melhora do bem-estar das pessoas e do meio ambiente", diz Amin.

Ele acrescenta, contudo, que, para atingir as metas climáticas mundiais acordadas em Paris, o ritmo de expansão deveria ser acelerado. "Essa dinâmica exige investimentos adicionais para a descarbonização do setor de energia. Os novos dados são um sinal encorajador de que estamos no caminho certo, mas há ainda muito a fazer."

Ásia cresce e Europa fica para trás

Nos últimos anos, o principal motor da expansão global de energia renovável foi a Ásia, com a China decididamente na dianteira. Segundo dados da Irena, o país asiático construiu em 2016 centrais eólicas com capacidade total de 19 GW, seguido a distância pelos EUA (9 GW), Alemanha (5 GW) e Índia (4 GW).

Em relação à energia solar, o ritmo na Ásia é ainda maior. Com a construção de usinas com a capacidade de 50 GW no ano passado, o continente respondeu por cerca de 70% do crescimento mundial. Foram instalados painéis solares com capacidade de 34 GW na China, 8 GW no Japão, 8 GW nos EUA, e 4 GW na Índia.

Como precursores na expansão das renováveis, a Europa e, em particular, a pioneira Alemanha continuam caindo na ampliação desses tipos de energia. No Velho Continente foram instalados apenas 5 GW de energia solar, na Alemanha apenas 1 GW. Como motivo para a diminuição, especialistas veem, sobretudo, a pressão das empresas de energia convencional na política do setor.

"Há um forte movimento contra a energia renovável. Os setores fóssil e nuclear tentam sustar sua expansão, que prejudicam o modelo de negócios deles", diz Stefan Gsänger, secretário-geral da Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA), em entrevista à DW.
Clique na imagem para ampliar
Eletricidade para mais 300 milhões de seres humanos

Pela primeira vez, o relatório de estatísticas da Irena divulgou também dados especiais sobre os assim chamados "sistemas off-grid" – sistemas isolados, não conectados à rede elétrica e autossustentados por baterias ou geradores.

Mais de 1 bilhão dos habitantes do planeta não têm acesso a redes elétricas, principalmente em regiões remotas. Nesses locais desenvolveu-se nos últimos anos uma forte dinâmica, principalmente em relação à energia fotovoltaica.

No fim de 2016, a capacidade de energia solar off-grid  nessas regiões era de 1,4 GW, cinco vezes mais do que em 2011. Em geral trata-se de sistemas bem pequenos, com baterias que fornecem energia para uma aldeia ou casa durante a noite, permitindo a muitos o acesso à eletricidade. Esses sistemas têm grande sucesso especialmente na África e Ásia, com a Índia, Bangladesh, Argélia e África do Sul na linha de frente, segundo dados da Irena.

Na Índia há, ainda, um boom na expansão de bioenergia para fornecimento elétrico local. As instalações construídas em aldeias em 2016 totalizam quase 1 GW, 200 vezes mais do que no ano anterior. Segundo estimativas da Irena, até 60 milhões de famílias ou 300 milhões de pessoas têm acesso à energia através de sistemas off-grid.

Em DW

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quarta-feira

Parece anacrônico, mas alerta do papa sobre o meio ambiente é atual e oportuno

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Voltar a divulgar/enfatizar a primeira Encíclica Papal do papa Francisco dedicada ao meio ambiente é importante para quem ainda não tomou conhecimento de seu conteúdo, assim como torna-se bem oportuno, diante de coisas tipo Trump e suas ações anti-ambientais e anti-sustentabilidade.

É quando rasga e joga no lixo iniciativas que, embora não tenham, ainda, ‘dado conta do recado’ a que vieram, eram referências importantes para manter a reflexão em dia, sobre a necessidade de iniciativas mais efetivas, urgentes até, sobre os desafios para preservar as condições de vida no planeta.

Á primeira vista – com o apoio inestimável da mídia, entre aspas – é como se todos os problemas ambientais tivessem sido resolvidos, ou como deve achar o tal do Trump, que não passam de contos de carochinha, só que este, e “sua opinião”, com um poder muito grande para “melar as coisas”, e não está perdendo tempo.
"Papa pede ação rápida para salvar planeta e critica consumismo
Na primeira encíclica papal dedicada ao meio ambiente, Francisco defende fim da "cultura do consumo descartável" e chama aquecimento global de um dos principais desafios da humanidade.

papa Francisco apresentou nesta quinta-feira 18 a primeira encíclica dedicada ao meio ambiente, na qual exige dos líderes globais uma ação rápida para salvar o planeta da destruição e defende uma mudança no que chamou de "cultura do consumo descartável" dos países desenvolvidos.

Na encíclica Laudato si – Sobre o cuidado da casa comum, Francisco defende "ações decisivas, aqui e agora," para interromper a degradação ambiental e o aquecimento global e apoia explicitamente os cientistas que afirmam que o planeta está se aquecendo principalmente por causa da ação humana.

Ele afirma que se baseia "nos resultados da melhor investigação científica disponível" e chama o aquecimento global de "um dos principais desafios que a humanidade enfrenta em nossos dias", destacando que os países pobres são os mais afetados.

"A humanidade é chamada a reconhecer a necessidade de mudanças de estilo de vida, produção e consumo, a fim de combater este aquecimento ou, pelo menos, as causas humanas que o produzem ou agravam", afirma.

Francisco defende que os países ricos devem sacrificar parte do seu crescimento e assim liberar recursos necessários aos países mais pobres. "Chegou a hora de aceitar crescer menos em algumas partes do mundo, disponibilizando recursos para outras partes poderem crescer de forma saudável", escreveu o papa.

Ele apela às potências mundiais para salvarem o planeta, considerando que o consumismo ameaça destruir a Terra – transformada num "depósito de porcarias" – e denunciando o egoísmo econômico e social das nações mais ricas. "Hoje, tudo o que é frágil, como o ambiente, está indefeso em relação aos interesses do mercado divinizado, transformado em regra absoluta."
No texto, Francisco critica um sistema econômico que aposta na mecanização para reduzir custos de produção e faz com que "o ser humano se vire contra si próprio", defendendo que o valor do trabalho tem que ser respeitado numa "ecologia integral".

Ele rejeita o argumento de que a tecnologia vai resolver todos os problemas ambientais (e que) a fome e a pobreza serão eliminadas simplesmente pelo crescimento do mercado. "Uma vez mais, temos de rejeitar uma concepção mágica de mercado, que sugere que problemas possam ser resolvidos simplesmente por meio de um aumento nos lucros de empresas ou indivíduos."

O papa estabelece uma relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta. "A convicção de que tudo está estreitamente interligado no mundo, a crítica do paradigma que deriva da tecnologia, a busca de outras maneiras de entender a economia e o progresso, o valor próprio de cada criatura, o sentido humano da ecologia, a grave responsabilidade da política, a cultura do descartável e a proposta de um novo estilo de vida são os eixos desta encíclica, inspirada na sensibilidade ecológica de Francisco de Assis", lê-se no 16.º parágrafo do documento papal.

O papa também aborda diretamente alguns dos principais tópicos ambientais. Ele defende que o consumo de combustíveis fósseis seja banido o mais depressa possível em favor das energias renováveis. Essa mudança, porém, não será possível sem que os países mais ricos aceitem ajudar os mais pobres, escreve.

Francisco alerta para o perigo de dar o controle da água às multinacionais, manifestando-se contra a privatização do que chama de direito humano básico. "Enquanto se deteriora constantemente a qualidade da água disponível, em alguns lugares avança a tendência para privatizar este recurso escasso, convertido numa mercadoria que se regula pelas leis do mercado", critica.

O líder da Igreja Católica refere-se ainda aos "pulmões do planeta", repletos de biodiversidade, como a Amazônia, a bacia hidrográfica do Congo e outros grandes rios ou os glaciares, todos eles lugares importantes para "todo o planeta e para o futuro da humanidade".

Francisco propõe ainda que se comece uma "discussão científica e social responsável e ampla" sobre o desenvolvimento e a utilização dos organismos geneticamente modificados para alimentação ou medicina.

"Embora não haja provas definitivas sobre eventuais malefícios dos cereais transgênicos para os seres humanos e estes tenham provocado um crescimento econômico que ajudou a resolver problemas, há dificuldades importantes" sobre o uso destes organismos que não podem ser esquecidas, alerta.

Segundo ele, o uso de transgênicos levou a que haja "concentração de terras produtivas nas mãos de poucos e o progressivo desaparecimento de pequenos produtores, que, tendo perdido as suas terras, tiveram que se retirar" da agricultura.

O papa também critica o uso excessivo das redes sociais. "A verdadeira sabedoria, produto da reflexão, do diálogo e do encontro generoso entre as pessoas, não se consegue com uma mera acumulação de dados que acabam em saturação e embaçamento, numa espécie de poluição mental", escreve.

O pronunciamento papal mais controverso em meio século já despertou a ira de setores conservadores, incluindo vários candidatos presidenciais republicanos dos Estados Unidos, que criticaram Francisco por se aprofundar em questões científicas e políticas. O apelo papal, porém, ganhou amplos elogios de cientistas, das Nações Unidas e de ativistas ambientais.

Por Deutsche Welle, em Cartacapital

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domingo

Porque descartar em vez de reparar ou consertar? E o meio ambiente com isso?

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Encontrei estes comentários em um blog, Como fazer você mesmo, e publico aqui, porque eles ilustram uma situação muito comum hoje, que é o descarte puro e simples de objetos de uso no nosso cotidiano, como um hábito que já se arraigou em nossas mentes, quando já nem consideramos a possibilidade de buscar o seu reparo ou conserto ao ficarem gastos ou avariados.

É uma atitude que parece aleatória, mas, como diz o comentário, nada mais é do que um produto da manipulação da própria indústria e fabricantes, que não tem qualquer compromisso e/ou preocupação com o uso correto dos recursos naturais o que leva ao esgotamento de suas reservas, bem como ao aumento dos lixões e aterros sanitários com sérios custos ambientais e à sustentabilidade no planeta.

Vale à pena conferir, é uma boa oportunidade para refletir sobre estes novos hábitos e, aproveita e pega algumas dicas.

Há já algum tempo esta conversa sobre meio ambiente, aquecimento global saiu de moda, vindo à tona, paradoxalmente, com o tal do Trump quando subiu na tampinha para desqualificar ‘a coisa’ em suas falas sobre o pouco interesse na renovação do Acordo de Paris de 2015 e acabou recolocando o velho tema na ordem do dia.

Isso sem lá muito entusiasmo de ninguém, diga-se de passagem, nem mesmo das entidades ambientalistas tradicionais.

Como pode ver abaixo no comentário que gerou este artigo, a data é de 2013, mas, bem oportuna diante do marasmo a que o tema foi relegado.

Veja:
Trump renega problemas climáticos globais e quer “tirar corpo fora” 
O meio ambiente e segurança jurídica estão indo pelo ralo. Meio ambiente é a bola da vez
Mas, independente de posições oficiais polêmicas e ‘interesseiras’ a saída é cada um fazer o que estiver a seu alcance, a sua parte, no sentido de contribuir para preservar o planeta – mais perto de você – em atitudes simples no cotidiano.


Comentários:

Boa dica.

Às vezes o estado das fechaduras e cadeados chagam a um ponto tão irritante que acabamos por optar em trocá-los.

Olá!

Ultimamente preferimos descartar do que buscar uma reparação ou conserto. É uma cultura que vem se instalando nos corações e mentes das pessoas, criada pelas exigências do consumo e com sérios custos ambientais, tanto pelo uso excessivo e esgotamento dos recursos naturais como pelo aumento do lixo.

Em função disso, fica até difícil encontrar um profissional para fazer reparos, e quando os encontramos achamos que a diferença no preço do serviço não compensa e preferimos botar mais algum dinheiro e comprar um novo. Novos estes que a cada dia duram menos,   já que são fabricados de propósito para não durarem e serem substituídos.

O objetivo deste blog é, exatamente, este, divulgar o saudável habito do “fazer você mesmo”, não só objetos de todo tipo, mas, de jeitos, técnicas e formas de reparar ou consertar, bem como reutilizar, em um exercício de prazer, ecológica e ambientalmente corretos e sustentáveis.

Abrigado pelo comentário, pois, acabou me permitindo esta resposta que explica o nosso propósito.

Um abraço

Como vê, é uma oportunidade para repensarmos os nossos hábitos de consumo e, sobretudo, de descarte. Para nós, a diferença nos preços do conserto e de um novo parece pouca, mas, no médio longo prazo pode sair muito caro à vida no planeta.

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