sexta-feira

Produção de energia renovável bateu recorde em 2016. E aqui?

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A ênfase nestes dados – energias renováveis – é maior, sobretudo no continente europeu, em função do uso maciço de fontes de energia centrada nos combustíveis fósseis e na energia nuclear, e alguma dificuldade, por país, em função de eventual não disponibilidade das condições naturais mínimas para a exploração, de fontes de energias renováveis, e/ou alternativas.

É o caso de níveis insuficientes de incidência solar, de ventos, de rios adequados à produção hidrelétrica, entre outras.

A ironia é que as fontes de combustíveis fósseis, também, não são lá ‘estas coisas’ no continente, sendo em sua maioria importados.

No caso local, no Brasil, temos de sobra todas estas condições naturais, tanto é que a nossa fonte básica, principal, é a hidrelétrica, ao passo que o uso do biodiesel como fonte de energia elétrica é relativamente insignificante.


As energias renováveis vêm se destacando, também, no Brasil, notadamente a eólica, onde está ranqueado entre os maiores produtores mundiais, embora encontre obstáculos de ordem logística, entre aspas, para desenvolvimento equivalente na energia solar, quando temos condições excelentes para nos destacarmos neste ponto. (Confira links acima).
“Produção de energia renovável bateu recorde em 2016
Com 80% da produção total, usinas solares e eólicas promovem rápida expansão das fontes renováveis. Antiga pioneira, Europa fica para trás no crescimento dessa forma de energia.

O diretor-geral da Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena), Adnan Z. Amin exulta: "Estamos testemunhando uma transformação global de energia. Isso se reflete novamente num novo ano recorde na geração de energias renováveis." A declaração foi feita durante a apresentação do relatório Renewable Capacity Statistic 2017, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

O documento lista como as energias renováveis se desenvolveram desde 2007 em mais de 200 países e quantas usinas de fontes hidráulica, solar, eólica e de biomassa foram construídas, com qual capacidade.

Energia solar ultrapassa eólica

Em todo o mundo, foram construídas em 2016 usinas de energia limpa com a capacidade total de 161 gigawatts (GW), segundo dados da Irena. Isso corresponde à capacidade instalada de cerca de 161 usinas nucleares ou de carvão de grande porte.

Em termos de geração de energia, as instalações solares estão, pela primeira vez, à frente das eólicas, tendo sido construídas em todo o mundo usinas solares com uma capacidade total de 71 GW, quase 50% a mais do que em 2015. Em seguida vem a energia eólica (51 GW), hidráulica (30 GW), de biomassa (9 GW) e geotérmica (1 GW).

Assim, até o final de 2016 a capacidade de geração de energias renováveis em todo o mundo era de 2.006 GW, mais do que o dobro de dez anos atrás. A transformação da matriz energética mundial é incentivada, sobretudo pelo custo atualmente baixo da produção eólica e solar. Na última década, cerca de 80% da energia renovável gerada recai sobre estas duas fontes.
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Renováveis trazem mais empregos e prosperidade

Desde 2009 o preço da eletricidade gerada por usinas eólicas caiu cerca de um terço, e a por centrais solares, aproximadamente 80%. A eletricidade gerada pelas novas instalações é em geral mais barata do que a de usinas convencionais a diesel, carvão, gás e nuclear.

De acordo com dados da Irena, o forte crescimento das energias renováveis tem também outros efeitos positivos. "Elas são muito lucrativas e geram alguns benefícios socioeconômicos, como a criação de novos empregos. Além disso, há a melhora do bem-estar das pessoas e do meio ambiente", diz Amin.

Ele acrescenta, contudo, que, para atingir as metas climáticas mundiais acordadas em Paris, o ritmo de expansão deveria ser acelerado. "Essa dinâmica exige investimentos adicionais para a descarbonização do setor de energia. Os novos dados são um sinal encorajador de que estamos no caminho certo, mas há ainda muito a fazer."

Ásia cresce e Europa fica para trás

Nos últimos anos, o principal motor da expansão global de energia renovável foi a Ásia, com a China decididamente na dianteira. Segundo dados da Irena, o país asiático construiu em 2016 centrais eólicas com capacidade total de 19 GW, seguido a distância pelos EUA (9 GW), Alemanha (5 GW) e Índia (4 GW).

Em relação à energia solar, o ritmo na Ásia é ainda maior. Com a construção de usinas com a capacidade de 50 GW no ano passado, o continente respondeu por cerca de 70% do crescimento mundial. Foram instalados painéis solares com capacidade de 34 GW na China, 8 GW no Japão, 8 GW nos EUA, e 4 GW na Índia.

Como precursores na expansão das renováveis, a Europa e, em particular, a pioneira Alemanha continuam caindo na ampliação desses tipos de energia. No Velho Continente foram instalados apenas 5 GW de energia solar, na Alemanha apenas 1 GW. Como motivo para a diminuição, especialistas veem, sobretudo, a pressão das empresas de energia convencional na política do setor.

"Há um forte movimento contra a energia renovável. Os setores fóssil e nuclear tentam sustar sua expansão, que prejudicam o modelo de negócios deles", diz Stefan Gsänger, secretário-geral da Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA), em entrevista à DW.
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Eletricidade para mais 300 milhões de seres humanos

Pela primeira vez, o relatório de estatísticas da Irena divulgou também dados especiais sobre os assim chamados "sistemas off-grid" – sistemas isolados, não conectados à rede elétrica e autossustentados por baterias ou geradores.

Mais de 1 bilhão dos habitantes do planeta não têm acesso a redes elétricas, principalmente em regiões remotas. Nesses locais desenvolveu-se nos últimos anos uma forte dinâmica, principalmente em relação à energia fotovoltaica.

No fim de 2016, a capacidade de energia solar off-grid  nessas regiões era de 1,4 GW, cinco vezes mais do que em 2011. Em geral trata-se de sistemas bem pequenos, com baterias que fornecem energia para uma aldeia ou casa durante a noite, permitindo a muitos o acesso à eletricidade. Esses sistemas têm grande sucesso especialmente na África e Ásia, com a Índia, Bangladesh, Argélia e África do Sul na linha de frente, segundo dados da Irena.

Na Índia há, ainda, um boom na expansão de bioenergia para fornecimento elétrico local. As instalações construídas em aldeias em 2016 totalizam quase 1 GW, 200 vezes mais do que no ano anterior. Segundo estimativas da Irena, até 60 milhões de famílias ou 300 milhões de pessoas têm acesso à energia através de sistemas off-grid.

Em DW

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quarta-feira

Parece anacrônico, mas alerta do papa sobre o meio ambiente é atual e oportuno

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Voltar a divulgar/enfatizar a primeira Encíclica Papal do papa Francisco dedicada ao meio ambiente é importante para quem ainda não tomou conhecimento de seu conteúdo, assim como torna-se bem oportuno, diante de coisas tipo Trump e suas ações anti-ambientais e anti-sustentabilidade.

É quando rasga e joga no lixo iniciativas que, embora não tenham, ainda, ‘dado conta do recado’ a que vieram, eram referências importantes para manter a reflexão em dia, sobre a necessidade de iniciativas mais efetivas, urgentes até, sobre os desafios para preservar as condições de vida no planeta.

Á primeira vista – com o apoio inestimável da mídia, entre aspas – é como se todos os problemas ambientais tivessem sido resolvidos, ou como deve achar o tal do Trump, que não passam de contos de carochinha, só que este, e “sua opinião”, com um poder muito grande para “melar as coisas”, e não está perdendo tempo.
"Papa pede ação rápida para salvar planeta e critica consumismo
Na primeira encíclica papal dedicada ao meio ambiente, Francisco defende fim da "cultura do consumo descartável" e chama aquecimento global de um dos principais desafios da humanidade.

papa Francisco apresentou nesta quinta-feira 18 a primeira encíclica dedicada ao meio ambiente, na qual exige dos líderes globais uma ação rápida para salvar o planeta da destruição e defende uma mudança no que chamou de "cultura do consumo descartável" dos países desenvolvidos.

Na encíclica Laudato si – Sobre o cuidado da casa comum, Francisco defende "ações decisivas, aqui e agora," para interromper a degradação ambiental e o aquecimento global e apoia explicitamente os cientistas que afirmam que o planeta está se aquecendo principalmente por causa da ação humana.

Ele afirma que se baseia "nos resultados da melhor investigação científica disponível" e chama o aquecimento global de "um dos principais desafios que a humanidade enfrenta em nossos dias", destacando que os países pobres são os mais afetados.

"A humanidade é chamada a reconhecer a necessidade de mudanças de estilo de vida, produção e consumo, a fim de combater este aquecimento ou, pelo menos, as causas humanas que o produzem ou agravam", afirma.

Francisco defende que os países ricos devem sacrificar parte do seu crescimento e assim liberar recursos necessários aos países mais pobres. "Chegou a hora de aceitar crescer menos em algumas partes do mundo, disponibilizando recursos para outras partes poderem crescer de forma saudável", escreveu o papa.

Ele apela às potências mundiais para salvarem o planeta, considerando que o consumismo ameaça destruir a Terra – transformada num "depósito de porcarias" – e denunciando o egoísmo econômico e social das nações mais ricas. "Hoje, tudo o que é frágil, como o ambiente, está indefeso em relação aos interesses do mercado divinizado, transformado em regra absoluta."
No texto, Francisco critica um sistema econômico que aposta na mecanização para reduzir custos de produção e faz com que "o ser humano se vire contra si próprio", defendendo que o valor do trabalho tem que ser respeitado numa "ecologia integral".

Ele rejeita o argumento de que a tecnologia vai resolver todos os problemas ambientais (e que) a fome e a pobreza serão eliminadas simplesmente pelo crescimento do mercado. "Uma vez mais, temos de rejeitar uma concepção mágica de mercado, que sugere que problemas possam ser resolvidos simplesmente por meio de um aumento nos lucros de empresas ou indivíduos."

O papa estabelece uma relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta. "A convicção de que tudo está estreitamente interligado no mundo, a crítica do paradigma que deriva da tecnologia, a busca de outras maneiras de entender a economia e o progresso, o valor próprio de cada criatura, o sentido humano da ecologia, a grave responsabilidade da política, a cultura do descartável e a proposta de um novo estilo de vida são os eixos desta encíclica, inspirada na sensibilidade ecológica de Francisco de Assis", lê-se no 16.º parágrafo do documento papal.

O papa também aborda diretamente alguns dos principais tópicos ambientais. Ele defende que o consumo de combustíveis fósseis seja banido o mais depressa possível em favor das energias renováveis. Essa mudança, porém, não será possível sem que os países mais ricos aceitem ajudar os mais pobres, escreve.

Francisco alerta para o perigo de dar o controle da água às multinacionais, manifestando-se contra a privatização do que chama de direito humano básico. "Enquanto se deteriora constantemente a qualidade da água disponível, em alguns lugares avança a tendência para privatizar este recurso escasso, convertido numa mercadoria que se regula pelas leis do mercado", critica.

O líder da Igreja Católica refere-se ainda aos "pulmões do planeta", repletos de biodiversidade, como a Amazônia, a bacia hidrográfica do Congo e outros grandes rios ou os glaciares, todos eles lugares importantes para "todo o planeta e para o futuro da humanidade".

Francisco propõe ainda que se comece uma "discussão científica e social responsável e ampla" sobre o desenvolvimento e a utilização dos organismos geneticamente modificados para alimentação ou medicina.

"Embora não haja provas definitivas sobre eventuais malefícios dos cereais transgênicos para os seres humanos e estes tenham provocado um crescimento econômico que ajudou a resolver problemas, há dificuldades importantes" sobre o uso destes organismos que não podem ser esquecidas, alerta.

Segundo ele, o uso de transgênicos levou a que haja "concentração de terras produtivas nas mãos de poucos e o progressivo desaparecimento de pequenos produtores, que, tendo perdido as suas terras, tiveram que se retirar" da agricultura.

O papa também critica o uso excessivo das redes sociais. "A verdadeira sabedoria, produto da reflexão, do diálogo e do encontro generoso entre as pessoas, não se consegue com uma mera acumulação de dados que acabam em saturação e embaçamento, numa espécie de poluição mental", escreve.

O pronunciamento papal mais controverso em meio século já despertou a ira de setores conservadores, incluindo vários candidatos presidenciais republicanos dos Estados Unidos, que criticaram Francisco por se aprofundar em questões científicas e políticas. O apelo papal, porém, ganhou amplos elogios de cientistas, das Nações Unidas e de ativistas ambientais.

Por Deutsche Welle, em Cartacapital

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domingo

Porque descartar em vez de reparar ou consertar? E o meio ambiente com isso?

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Encontrei estes comentários em um blog, Como fazer você mesmo, e publico aqui, porque eles ilustram uma situação muito comum hoje, que é o descarte puro e simples de objetos de uso no nosso cotidiano, como um hábito que já se arraigou em nossas mentes, quando já nem consideramos a possibilidade de buscar o seu reparo ou conserto ao ficarem gastos ou avariados.

É uma atitude que parece aleatória, mas, como diz o comentário, nada mais é do que um produto da manipulação da própria indústria e fabricantes, que não tem qualquer compromisso e/ou preocupação com o uso correto dos recursos naturais o que leva ao esgotamento de suas reservas, bem como ao aumento dos lixões e aterros sanitários com sérios custos ambientais e à sustentabilidade no planeta.

Vale à pena conferir, é uma boa oportunidade para refletir sobre estes novos hábitos e, aproveita e pega algumas dicas.

Há já algum tempo esta conversa sobre meio ambiente, aquecimento global saiu de moda, vindo à tona, paradoxalmente, com o tal do Trump quando subiu na tampinha para desqualificar ‘a coisa’ em suas falas sobre o pouco interesse na renovação do Acordo de Paris de 2015 e acabou recolocando o velho tema na ordem do dia.

Isso sem lá muito entusiasmo de ninguém, diga-se de passagem, nem mesmo das entidades ambientalistas tradicionais.

Como pode ver abaixo no comentário que gerou este artigo, a data é de 2013, mas, bem oportuna diante do marasmo a que o tema foi relegado.

Veja:
Trump renega problemas climáticos globais e quer “tirar corpo fora” 
O meio ambiente e segurança jurídica estão indo pelo ralo. Meio ambiente é a bola da vez
Mas, independente de posições oficiais polêmicas e ‘interesseiras’ a saída é cada um fazer o que estiver a seu alcance, a sua parte, no sentido de contribuir para preservar o planeta – mais perto de você – em atitudes simples no cotidiano.


Comentários:

Boa dica.

Às vezes o estado das fechaduras e cadeados chagam a um ponto tão irritante que acabamos por optar em trocá-los.

Olá!

Ultimamente preferimos descartar do que buscar uma reparação ou conserto. É uma cultura que vem se instalando nos corações e mentes das pessoas, criada pelas exigências do consumo e com sérios custos ambientais, tanto pelo uso excessivo e esgotamento dos recursos naturais como pelo aumento do lixo.

Em função disso, fica até difícil encontrar um profissional para fazer reparos, e quando os encontramos achamos que a diferença no preço do serviço não compensa e preferimos botar mais algum dinheiro e comprar um novo. Novos estes que a cada dia duram menos,   já que são fabricados de propósito para não durarem e serem subsistidos.

O objetivo deste blog é, exatamente, este, divulgar o saudável habito do “fazer você mesmo”, não só objetos de todo tipo, mas, de jeitos, técnicas e formas de reparar ou consertar, bem como reutilizar, em um exercício de prazer, ecológica e ambientalmente corretos e sustentáveis.

Abrigado pelo comentário, pois, acabou me permitindo esta resposta que explica o nosso propósito.

Um abraço

Como vê, é uma oportunidade para repensarmos os nossos hábitos de consumo e, sobretudo, de descarte. Para nós, a diferença nos preços do conserto e de um novo parece pouca, mas, no médio longo prazo pode sair muito caro à vida no planeta.

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sexta-feira

Porque os gramados, jardins e plantas estariam sumindo das casas?

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Um lance visível hoje em dia é como o verde de qualquer tipo vem sumindo e cedendo espaço para o cimento, para a pavimentação, nas ruas, mas, sobretudo nas casas – frente e verso, ou seja, ‘jardim’ e quintal – “costume pós-moderno” que se alastra por toda a cidade.

O verde – seja ele um gramado, jardins, arbustos, árvores ou qualquer tipo de planta – está se tornando coisa rara em nome da funcionalidade, da praticidade no trato com a casa, com a “vida moderna”, já que ninguém mais tem ‘tempo’ de cuidar destas ‘coisas’, daria muito trabalho, toma muito tempo.

Tempo este, com certeza, usado de forma mais “útil” diante de alguns ‘recursos’ eletrônicos, principalmente o velho, normalmente chamado TV, com seus programas de gosto a cada dia que passa mais duvidosos, principalmente nos fins de semana…

Temos hoje, cada dia mais onipresente na vida e imaginário das pessoas os celulares, smartfones e outras coisas do gênero, com seus inúmeros “recursos” aplicativos e watzapes da vida, onde sua função original, a de “falar”, se tornou um mero detalhe.

Quem ainda ‘gosta’ de plantas e flores prefere ir ao supermercado e adquirir alguns belos exemplares, meio que ‘transgênicos’, que dão aquele ‘up’ ecológico e natural à sua casa, antes de virarem um adicional ao lixo comum, muitas vezes ainda verdes, como costumamos vê-los nas portas ao lado do lixo convencional.

Algumas árvores que restam, de tanto serem mutiladas por podas educativas ou de ‘segurança’, mais parecem espectros, que não reúnem, inclusive, condições para a vida silvestre já que nem os pássaros urbanizados encontram abrigo e proteção em suas copas ralas.

Se ainda resistem, mesmo que mutiladas, é graças a leis municipais que penalizam o corte, em uma intenção, mesmo que burocrática, de garantir algum verde ou ambiente nas ruas, mas que são burladas com as tais podas educativas.

Diante desse cenário, ainda fala-se tanto em aquecimento, como se ele surgisse, assim… Do nada. Como se fossemos apenas vítimas infelizes de uma natureza cruel, que quer nos aniquilar a todos…

Veja como nós, “só”, temos a ver com tudo isso que pode afetar o ‘nosso’ planeta e vida, dê uma olhada: Áreas verdes. Sabe mesmo o que isso significa? O conceito pode se bem mais amplo

É o que atestam dados recentes de um grande estudo ecológico publicado no periódico Nature, segundo o qual o verde está sumindo do planeta. Já vai pra mais da metade, mas o pensamento comum é que isso é coisa de desmatamento, atribuições de governos apenas. Eu não tenho absolutamente nada a ver com isso.

O que muitos não sabem ou se soubessem provavelmente pouco mudaria, é que o ambiente doméstico seria sim, influenciado por gramados, árvores, plantas de todo tipo em casa, com o adicional de favorecer o surgimento de um microambiente saudável, com o surgimento de pássaros, borboletas e outros seres que há muito sumiram.

Logo, se tem alguma condição de restabelecer um ambiente, por menor que seja, para o verde em sua casa, tente. Você pode se surpreender!

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sábado

Performance de rua e o ataque do bem-te-vi ao gavião... Pode?

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Há já algum tempo penso em criar uma “tag”, tipo “estórias e causos”, aberta a relatos de estórias e causos envolvendo o meio ambiente, animais e quaisquer experiências como esses e temas correlatos.

Uma experiência que tive hoje, finalmente me fez desencantar a tal ‘tag’.

Estava indo a pé para um empório aqui perto de casa, quando vi alguns cantos/gritos de maritacas e como não são tão comuns por aqui, pelo menos não tão perto, a não ser passando – voando alto – pela manhã e à tarde para algum lugar, observei que estavam, 4 delas, nos fios de um poste.

Mesmo correndo o risco do ‘mico’, parei em uma área protegida no meio da rua, próximo à esquina em que estavam e fiquei olhando pra cima.

Para quem passava e via um cara deste tamanho, barbado, com a cara pra cima pode ter pensado em minha duvidosa sanidade mental ou mesmo que poderia ser algo tipo um OVNI. Mas, fui recompensando por minha audácia performática, já que muitas pessoas próximas, inclusive nos carros que passavam me olhavam e, pelo visto, tentavam descobrir o porquê da performance.

Na sequência pousou um gavião tamanho família em uma antena de televisão alta sobre uma casa próxima, o que fez calar imediatamente as maritacas, que ficaram ligadas no dito cujo.

Enquanto ele se ajeitava, provavelmente ‘pensando’ em alguma estratégia para garantir a janta – eram umas 17 horas – eis que me aparece o estraga jantares...

Um bem-te-vi fez um vôo rasante sobre o dito cujo. Não sei se chegou atingi-lo, só sei que ele tentou se defender e diante do ataque cerrado – aos gritos do bem-te-vi – ele ‘picou a mula’, como se diz, e foi sendo assessorado com mais ataques rasantes enquanto se afastava pra longe.

Provavelmente ele estava tentando proteger algum ninho/filhotes seu nas imediações.

Apesar do inusitado da situação perante letalidade e tamanho do gavião e /ou pequenez e fragilidade do atacante, um fator que, provavelmente, deixa o bem-te-vi em vantagem é o seu bico grande, forte e pontudo, potencializado por seus vôos de ataque – como caças militares, rápidos e rasantes – enquanto o gavião, em que pese todo o seu esquema de poder e ataque, no caso, não pode fazer nado, pois o seu bico em forma de gancho não é apropriado ao ataque – só para cortar/rasgar a carne das presas – e seu tamanho acaba sendo uma desvantagem.

Com isso as maritacas voltaram a se animar e a cantar e o gavião foi procurar o seu jantar em outro lugar.

Quando percebi, tinha bem mais gente vendo, e comentando, a cena do que ligadas em minha performance.

Um detalhe a lembrar é que eu estava, moro, em uma cidade de mais de 1 milhão de habitantes e em local próximo ao centro, embora a existência de um bosque público nas imediações possa ter facilitado a presença dos protagonistas do “evento”.

Se você tem uma estória ou causo do gênero “estórias e causos” e queira partilhar, use o espaço dos comentários. A depender do caso, e tamanho nós o publicaremos como artigo seu sob a ‘nova tag’.

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quinta-feira

Áreas verdes. Sabe mesmo o que isso significa? O conceito pode se bem mais amplo

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No princípio do artigo abaixo, que publicamos em 2010, temos o: Fala-se muito em área verde... Só que hoje isto não acontece. A questão verde, para quem olha de fora.

É como se já tivesse sido equacionada, resolvida, mesmo, já que saiu da ordem do dia, da mídia e dos corações e mentes das pessoas, pelo menos é o que observamos.

Entretanto ela está aí, e o motivo que nos levou a surgir, o metanoverde, foi a sua defesa, através de buscar esclarecimentos, discussões e, também, denuncias sobre aqueles que gestam contra esta infra que se confunde com a própria vida, com a sua preservação em seu sentido mais amplo.
Leia artigos relacionados: 
Como fazer uma pequena horta orgânica, em casa ou no apartamento; 
Chuvas, alagamentos e inundações. De quem é a culpa? 
Como fazer uma pequena horta orgânica 
Torne-se um “guerrilheiro verde”, lance bombas de sementes e ajude na recuperação do meio ambiente; 
Pavimentação de jardins e quintais e problemas para o meio ambiente nas cidades. 
O meio ambiente e a segurança jurídica estão indo pelo ralo. Meio ambiente é a bola da vez
É tão elementar, básica, mas não custa dar uma relembrada.
Áreas verdes. Sabe mesmo o que isso significa?
Fala-se muito em área verde, que seriam fatores de equilíbrio do meio ambiente e qualidade de vida nas cidades. Mas, o que é mesmo uma área verde? Segundo a Organização Mundial de Saúde, da ONU, que sugere um mínimo de 12m² por habitante, ela compreende espaços abertos integrados à cidade e à vida urbana, como praças com cobertura vegetal, gramados, canteiros, arbustos e árvores, além de quintais e jardins nas residências, campos de futebol, zoológicos, jardins botânicos, e até cemitérios modernos com gramados e lápides pequenas.

Apesar da relativa facilidade de se atingir o índice mínimo, a quase totalidade das cidades brasileiras tem menos de 5m² de área verde por habitante, com uma exceção honrosa, Curitiba, com mais de 55m²/hab.

área verde mínima não é uma questão estética, apenas, mas um fator de qualidade de vida, já que garante a relação entre a quantidade de oxigênio disponível e o gás carbônico, além de criar um microclima mais ameno, despoluir o ar de partículas sólidas, reduzir a poluição sonora, reduzir e controlar a velocidade dos ventos – basta ver os estragos que fazem quando chove – e, até a purificação do ar de micro-organismos, como vírus diversos, bactérias e fungos.

Para se ter uma ideia desta última qualidade da “área verde”, foram medidas uma média de 50 micro-organismos por metro cúbico (m³) em uma mata e, até 4.000.000 por metro cúbico (m³), em um ‘shopping center’.

Se a sua casa, também, entra nessa conta, porque não começar a fazer a sua parte? Pense nisso!

Fonte: UNESP

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terça-feira

Como adicionar o conceito de sustentabilidade às suas atividades, ao ‘faça você mesmo’

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Este artigo foi publicado originalmente no blog Como fazer você mesmo, cujo nome já trás as pistas do que trata, quando dá dicas para adicionar a este grande prazer de fazer as coisas – de toda ordem e tipo – por si mesmo, o conceito de sustentabilidade que, embora pareça ter saído de moda, continua na ordem do dia como premência e/ou necessidade vital como sempre.
Como fazer para adicionar o conceito de sustentabilidade ao faça você mesmo
... em sua casa

A ideia deste blog é estimular o hábito saudável, prazeroso e econômico até, do fazer você mesmo, aliado ao inegável efeito – como poderíamos dizer? – ecológico/ambiental e sustentável, com a economia de materiais, a reutilização de produtos e matérias-primas de todo tipo.

Em função disso, alguns procedimentos simples e fáceis em casa no nosso cotidiano, estão dentro desse espírito e só adicionam à ideia de preservação e cuidados.

Consertar os eletroeletrônicos e outros aparelhos, bem como ficar ligado em sua manutenção constante, o que otimiza o seu uso e funcionamento bem como retarda ou evita a necessidade de substituição por outro.

Fique ligado, também, na manutenção das tomadas que não funcionam ou que apresentem problemas, como faíscas. Isso vale, também, para bocais, tanto aqueles da iluminação convencional como em abajures e/ou quebra-luzes.

Outro item que “dá pau” com certa frequência são as torneiras. Quando começam a pingar insistentemente, logo, substitua a “bucha” no princípio.  Aproveite e instale redutor de vazão nas torneiras, bicos e as tradicionais “peneirinhas” ou telas, o que facilita o uso – evita o excesso de pressão que espalha a água – além de reduzir o consumo enquanto mantém a mesmo efeito de vazão, até parece aumentar, sem comprometer o trabalho.

Faça a manutenção de fechaduras, cadeados e ferrolhos, o que não só facilita o seu uso e eficiência no cotidiano, bem como aumenta a sua durabilidade e vida útil, evitando assim a perda e sua substituição.

Limpe e engraxe os calçados e outros objetos de couro como bolsas, mochilas e carteiras, o que mantém sua beleza e garante a conservação do couro, que pode ter uma vida útil, praticamente sem limites, desde que bem cuidados.

Cuidado com as plantas, tanto no jardim como em vasos, observando a colocação de adubos ou nova terra e transplantes, o que as mantém bonitas e viçosas e ficará menos tentado a substituí-las em uma vista à flora ou ao setor específico nos supermercados.

Faça uma “composteira” com restos orgânicos, como cascas de frutas, sobras de legumes e folhas, bem como outros materiais, o que vai lhe garantir um adubo orgânico e saudável para seus vasos e hortas. Se você mora em apartamento, providencie um recipiente de plástico fechado, e se em casa ela pode se feita no chão, mesmo, em um canto no quintal ou jardim.

Cuide do piso, sobretudo se é de taco, fazendo não só a limpeza sistemática, a recolocação e colagem dos tacos soltos, medida que serve também para os pisos de lajotas e azulejos soltos.

Não espere que os descascados e pequenas ferrugens tomem conta de seus portões e grades de metal, use uma lixa de ferro ou um anti-ferrugem químico e limpe o local afetado, em seguida use tinta para restaurar e recompro a pintura original.  Agindo assim, vai impedir a progressão da ferrugem e futuro comprometimento geral da estrutura.

Estes pequenos procedimentos no cuidado e manutenção em sua casa contribuem para preservar e prolongar a vida útil dos materiais e equipamentos, evitando uma troca precoce, com o custo financeiro e ambiental com o descarte.

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domingo

Dicas oportunas e eficientes para garantir um uso mais racional da água

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A questão da água – falta e perspectivas catastróficas de racionamento – só nos chegam ao imaginário, ou mesmo no cotidiano, quando estamos diante do fato consumado.

Quase sempre não nos damos conta de que o nosso uso diário pode estar piorando alguma situação de carência, mesmo que sem racionamento ou alertas oficiais.

Daí a ideia de divulgar algumas açõezinhas a serem observadas em nosso uso cotidiano, que podem ajudar na economia do recurso, não só local, mas para o planeta como um todo.
Veja perspectivas nada alvissareiras para o recurso: Porque você pode acabar se tornando vegetariano. Não acredita? Confira!
Não vamos nem entrar no mérito da economia, já que ninguém vê a água como uma despesa, entre aspas, pois o Brasil tem um histórico abençoado de grande fartura de água, logo de preços razoáveis.
  - Instale torneiras com aerador ("peneirinhas" ou "telinhas" na saída da água). Ele dá a sensação de maior vazão, mas, na verdade, faz exatamente o contrário. 
  - Lave as louças em uma bacia com água e sabão e abra a torneira só para enxaguar. Use uma bacia ou a própria cuba da pia para deixar os pratos e talheres de molho por alguns minutos antes da lavagem, pois isto ajuda a soltar a sujeira. Utilize água corrente somente para enxaguar. 
  - Para lavar verduras use também uma bacia para deixá-las de molho (pode ser inclusive com algumas gotas de vinagre), passando-as depois por um pouco de água corrente para terminar de limpá-las. 
  - Lave de uma vez toda a roupa acumulada. Deixar as roupas de molho por algum tempo antes de lavar também ajuda. Ao esfregar a roupa com sabão, use um balde com água, que pode ser a mesma usada para manter a roupa de molho. Enquanto isso, mantenha a torneira do tanque fechada. Enxágue também utilizando o balde e não água corrente. 
Se você tiver máquina de lavar, use-a sempre com a carga máxima e tome cuidado com o excesso de sabão para evitar um número maior de enxágues. Caso opte por comprar uma lavadora, prefira as de abertura frontal que gastam menos água que as de abertura superior. 
  - Regar jardins e plantas durante 10 minutos significa um gasto de 186 litros. Regue o jardim durante o verão pela manhã ou à noite, o que reduz a perda por evaporação; Durante o inverno, regue o jardim em dias alternados e prefira o período da manhã; Use uma mangueira com esguicho tipo revólver; 
  - Substitua a mangueira por um balde com pano para retirar a sujeira do veículo. Lavar o carro com a torneira aberta é uma das piores e mais comuns maneiras de desperdiçar água. 
  - Evite lavar a calçada. Limpe-a com uma vassoura, ou lave-a com a água já usada na lavagem das roupas. Utilize o resto da água com sabão para lavar o seu quintal. Depois, se quiser, jogue um pouco de água no chão, somente para "baixar a poeira". Para isto você pode usar aquela água que sobrou do tanque ou máquina de lavar roupas. 
  - Recolha a água de enxágue da máquina de lavar roupas em um balde e use para lavar o chão na casa, passeio, garagem e outras áreas em vez de usar a mangueira.
Como vê, são ações bem racionais, assim como pouco ou nada usuais, e que vão exigir de você um pouco mais de trabalho/tempo, não é verdade?

Com informações de organizesuavida

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