sábado

Crise? O Brasil bate recorde em geração de energia eólica

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Uma pessoa que só se “informa” nos JNs e vejas da vida deve estar com a impressão que o Brasil parou, ou pior, está andando para trás. Isso por mais que sua vida esteja rolando normalmente e não perceba “assim” este catastrofismo todo pintado pela mídia venal e oposicionista.

É a “inércia informativa” que nos faz ficar bovinamente sentados em frente ao jornal esperando a novela.

Entretanto, como parece que “todo mundo” fala a mesma coisa, sobretudo sobre o “horror” que seria a Dilma e seu governo, fica sem coragem para questionar alguma coisa, diante de tanta unanimidade midiática vendida e golpista.

Afinal, de golpe alguns deles entendem muito bem, como a filha da ditadura a Globo, que posa de democrática e Nacional por pura questão de marketing, já que sempre serviu a seus patrões, de fato, os autodenominados donos do mundo e das ‘coisas’ dos outros: os EUA.

      "A produção de energia eólica no Brasil alcançou um novo recorde na última segunda-feira (20), quando foram produzidos 2989 megawatts (MW) médios, de acordo com o Informativo Preliminar Diário, emitido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O recorde anterior era de 2.960,6 MW médios que foi registrado em 25 de julho deste ano.

O Brasil tem ampliado a participação desta fonte na matriz energética e, para isso, os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tem sido decisivos. Entre 2011 e 2014, o programa concluiu 117 usinas eólicas com potência instalada de 3.086 MW. Em 2015, já foram concluídas outras 42, cuja potência totaliza 1.090 MW.

Em fevereiro, a presidenta Dilma Rousseff inaugurou uma usina, em Santa Vitória do Palmar (RS), no Parque Eólico Geribatu, que é o maior complexo da América Latina.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o país tem atualmente 264 empreendimentos para geração de energia eólica em operação que respondem por 6.428 MW, o que corresponde a 4,4% da capacidade instalada de energia elétrica do país.

Confira
aqui fotos das usinas eólicas do PAC.

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quinta-feira

O papa Francisco como zeloso cuidador da casa comum, a Terra

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É o que podemos chamar de uma boa noticia, ou para ficar no contexto, uma “boa nova”. É, o papa Francisco é isso, mesmo, uma boa nova. Um refrigério nestes tempos bicudos onde até mesmo os sofismas sobre defesa e proteção ambiental e humana foram deixados de lado, ‘démodée’, com a desculpa esfarrapada da “crise econômica”. É um refrigério para as consciências que não desistiram nem se deixaram emudecer na defesa da casa comum, o planeta terra.

Vale à pena dar uma olhada.

*Leonardo Boff

Tempos atrás escrevemos que o papa Francisco, por causa do patrono que lhe inspirou o nome - Francisco de Assis -, teria tudo para ser o grande promotor de uma proposta ecológica mundial. Deveria ser ele, pois, lamentavelmente, faltam-nos líderes com autoridade, palavras e gestos convincentes que despertem a sociedade para as ameaças que afetam o destino comum da Terra e da humanidade, e para a responsabilidade coletiva e diferenciada de salvaguardá-lo para todos.

Eis que esse desiderato se realizou plenamente com a publicação da encíclica "Laudato si": "Cuidar da casa comum". Oferece-nos um texto de grande amplitude e de rara beleza intelectual e espiritual, unindo o que era tão caro a São Francisco de Assis e também a Francisco de Roma: o comportamento de cuidado para com a Terra e um amor preferencial para os condenados do planeta.

Essa conexão atravessa todo o texto como um fio condutor. Não há verdadeira ecologia caso não resgate a humanidade dos milhões de empobrecidos de nossa história. O papa Francisco comparece como zeloso cuidador da casa comum. Mostra-se extremamente coerente com a marca registrada da Igreja da Libertação latino-americana, com sua correspondente teologia, a opção preferencial pelos pobres, contra a pobreza e a favor da justiça social e de sua libertação. O oposto da pobreza não é a riqueza. É a injustiça de proporções estruturais e mundiais.

A ecologia significa mais que um mero gerenciamento dos bens e serviços escassos da natureza. Ela representa um novo estilo de viver, uma arte nova de habitar diferentemente a casa comum, de tal forma que todos possam caber nela. Não somente os humanos, o que configuraria o antropocentrismo duramente criticado pela encíclica, mas todos os seres vivos e inertes, especialmente a grande comunidade de vida que sofre pesada erosão da biodiversidade por causa do predomínio da tecnocracia, outro nome para identificar o principal causador da crise ecológica globalizada: a fúria produtivista e consumista. Esse sistema impõe a todos um comportamento, como enfatiza o papa, que "parece suicida".

A vinculação entre o grande pobre (a Terra) e os pobres se justifica porque vivemos tempos de extrema urgência: a Terra precisa de um ano e meio para repor o que lhe subtraímos pelo nosso consumo durante um ano. Esse dado nos coloca a questão de nossa sobrevivência coletiva. Temos que mudar se quisermos evitar o abismo.

Como devemos nos relacionar com a natureza e com a Mãe Terra? Com cuidado, fraternidade universal, respeito a cada ser e aceitação da inter-relação de todos com todos.

Nesse particular, Francisco de Roma foi buscar inspiração num exemplo vivo, e não teórico: em Francisco de Assis. Explicitamente, diz: "Creio que Francisco seja um exemplo por excelência do cuidado por tudo o que é débil e de uma ecologia integral vivida com alegria e autenticidade".

Todos os biógrafos do tempo atestam "o terníssimo afeto que nutria para com todas as criaturas". Libertava passarinhos das gaiolas, cuidava do animalzinho ferido e chegava a pedir aos jardineiros que deixassem um cantinho livre, sem cultivá-lo, para que as ervas daninhas ali pudessem crescer. O papa adverte que isso não é "um romanticismo irracional, porque influencia as escolhas que determinam nosso comportamento".

Transparece outro modo de estar no mundo, diferentemente daquele da modernidade tecnocrática. O modo de estar de Francisco é colocar-se junto com todas as coisas para conviver como irmãos em casa. Isso nos poderá abrir um caminho de superação da crise ecológica global.


*Leonardo Boff é teólogo brasileiro, escritor e professor universitário, expoente da Teologia da Libertação no Brasil


Fonte: O Tempo, no Amda

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terça-feira

Se gosta, e usa, é bom ficar ligado: Coca-Cola é a líder mundial em substâncias cancerígenas

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Não é a primeira vez, e nem será a última, que surgem denúncias sobre a inconveniência de se cosumir a tal coca-cola. Se bem que, como dizem, é mais um caso de hábito arraigado, ou vicio, aliado a pouca vontade das pessoas de se informarem de verdade. Notícias ou alertas assim é como um ‘tiro n’água’, como se diz.

Ela, a empresa, com certeza, “deve rir” destas coisas, sobretudo porque o seu gráfico de vendas deve continuar inalterado.

Um fator que talvez contribua para isso é o fato de que, quando surge um sinistro’ grave de saúde, como o que alerta o artigo, ele nunca é associado a este ou àquele produto.

Sabe-se lá por que!

    "Brasil é o país que possui maior concentração de substância possivelmente cancerígena na Coca-Cola, nove vezes o limite estabelecido pelo governo da Califórnia (EUA)

A Coca-Cola comercializada no Brasil contém a maior concentração da substância 4-MI (4-metil-imidazol), presente no corante Caramelo IV, classificado como possivelmente cancerígeno. O resultado é de um teste do CSPI (Centro de Ciência no Interesse Público, em tradução livre), da capital norte-americana, Washington D.C. Eles avaliaram também a quantidade da substância nas latas de Coca-Cola vendidas no Canadá, Emirados Árabe, México, Reino Unido e nos Estados Unidos.

Um estudo feito pelo Programa Nacional de Toxicologia do Governo dos Estados Unidos já havia apontado efeitos carcinogênicos do 4-MI em ratos, e fez com que a Iarc (Agência Internacional para Pesquisa em Câncer), da OMS (Organização Mundial da Saúde), incluísse o 4-MI na lista de substâncias possivelmente cancerígenas.

Concentrações

O Idec fez uma pesquisa sobre os refrigerantes e energéticos que possuem o corante Caramelo IV em sua fórmula. O levantamento verificou que a regulação brasileira sobre o tema é falha e que os fabricantes de refrigerantes e bebidas energéticas não estão dispostos a informar ao consumidor a quantidade da substância tóxica em seus produtos.

Diante dos estudos que apontam para o perigo desse aditivo, o Instituto questionou se as empresas parariam de utilizá-lo. Na ocasião, o Idec enviou cartas à diversas empresas e à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) questionando-os sobre a periculosidade do Caramelo IV e sua associação com o câncer.

De acordo com o CSPI, o refrigerante vendido no Brasil contém 263 mcg (microgramas) de 4-MI em 350 ml, cerca de 267mcg/355 ml. Essa é uma concentração muito grande quando comparada com a segunda maior, vendida no Quênia, com 170 cmg/355 ml. Confira os demais resultados na tabela abaixo:

A Coca-Cola do Brasil traz nove vezes o limite diário de 4-MI estabelecido pelo governo da Califórnia, que estipulou a necessidade de uma advertência nos alimentos que contiverem mais que 29 mcg da substância. Além dessa quantidade diária, o risco de câncer seria maior do que um caso em 100 mil pessoas.

Os limites atuais para a quantidade de Caramelo IV nos alimentos, estabelecidos pelo Jecfa (um comitê de especialistas em aditivos alimentares da FAO/OMS), são baseados em estudos da década de 1980. Além disso, aqueles estudos foram gerados pela International Technical Caramel Association. Com os estudos que agora vem à tona, espera-se que os limites e a legislação atuais, tanto internacional como nacional, sejam alterados. 
(Idec (via Outras Palavras)/Carta Maior)

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domingo

Pesquisa revela que 41% da população é contra testes com animais. Só em laboratórios, diga-se passagem!

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Mas, testes na cozinha e na churrasqueira continuam muito bem aceitos, e até recomendados, pela população, inclusive ou, sobretudo, entre os mais jovens que veem se iniciando na ‘arte’ por seus predecessores.

Os tais ratos de laboratório e outros, também, nunca causaram “pruridos protecionistas” nos tais defensores, apenas os cães, e os de raça, tipo beagle, por exemplo.

     "Dados são de pesquisa feita com 2.162 pessoas pelo instituto Datafolha.
Oposição em relação aos testes com animais é maior em população jovem.

Uma parcela grande da população brasileira é contra o uso de animais em testes para desenvolver novos remédios. Uma pesquisa feita pelo Datafolha a pedido do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), entidade de pós-graduação para farmacêuticos, revelou que 41% dos brasileiros “discordam plenamente” dessa prática.

Segundo o levantamento, só 36% concordam plenamente com o uso de animais pela ciência. Outros 18% concordam apenas parcialmente com essa aplicação. Para chegar aos resultados, foram entrevistadas 2.162 pessoas em 134 cidades por todo o país. As entrevistas foram feitas entre 24 e 25 de setembro deste ano.

O debate sobre o uso de animais em pesquisas e no desenvolvimento de produtos veio à tona no país em outubro de 2013, quando ativistas invadiram um instituto de pesquisa em São Roque (SP) e levaram do local animais usados em testes, principalmente cães da raça beagle, alegando suspeitas de que os bichos sofriam maus-tratos.

Para Marcus Vinicius Andrade, diretor de pesquisa do ICTQ, a opinião negativa da população faz com que as indústrias farmacêuticas não queriam associar suas marcas e produtos aos testes com animais. No entanto, isso não inibe de fato os experimentos com animais no país.

“As indústrias avaliam que, uma vez que abrem mão das pesquisas em animais aqui no país, as mesmas se tornam dependentes de tecnologias externas, o que consequentemente encarece o medicamento”, afirma Andrade. “Para não encarecer o produto, e também não associar suas marcas a um tema que sofre rejeição em termos de opinião pública, as indústrias terceirizam a pesquisa clínica para institutos e laboratórios especializados.”

Ou seja, na prática, os testes com animais são feitos da mesma forma, apenas por outras instituições.

Entre jovens, rejeição a testes é maior

De acordo com o estudo, quanto mais jovem a população, maior é a oposição ao uso de animais em pesquisas. Entre os jovens de 16 a 24 anos, por exemplo, apenas 29% concordam com os testes em animais. Já a partir dos 40 anos de idade, essa parcela passa a ser de 40%.

A opinião também varia conforme a região do país. O Sul registra o menor índice de aprovação em relação aos testes em animais: 32% dos residentes concordam com o procedimento. No Sudeste e no Nordeste, esse índice é de 36%. No Norte e Centro-Oeste, 38% das pessoas aprovam os testes.

Para a pesquisadora Luisa Maria Gomes de Macedo Braga, professora da PUC-RS e presidente da Sociedade Brasileira de Ciência em Animais de Laboratório (SBCAL), existe pouco conhecimento por parte da população leiga sobre a importância dos testes com animais para a ciência e para o desenvolvimento de novas drogas. “Se 41% das pessoas são contra o uso de animais em pesquisas, será que elas têm na vida delas uma ausência total de medicamentos, de vacinas? Até para a anticoncepção ainda se usa.”

Ela observa que, nos últimos anos, novos métodos alternativos ao uso de animais têm sido desenvolvidos. Em setembro, por exemplo, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) reconheceu 17 métodos alternativos para o uso na pesquisa brasileira. “Estamos caminhando com uma perspectiva muito boa nesse sentido de atender ao máximo que pudermos sem o uso de animais. E, quando usar, usar de forma bastante ética, parcimoniosa”, diz Luisa.

A pesquisadora observa que a preocupação com o bem-estar dos animais faz parte do trabalho dos cientistas. “As pessoas que são contra têm que entender que nenhum pesquisador acha bom eutanasiar um animal. Também nos preocupamos muito com isso, mas temos que melhorar a saúde das pessoas e também dos animais. Muita da experimentação que se faz também reverte em benefício dos próprios animais”. (no G1)

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sexta-feira

A Copenhagen dos Trópicos, segundo o ‘The Economist’, sobre o programa de ciclovias do Haddad em São Paulo

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Ciclovia Av.Faria Lima
Como pode ver, apesar da marcação cerrada da grande mídia, sobretudo local, contra as ‘ciclovias do Haddad’, que embora o jornal inglês não entre no mérito tem fortes nuances políticas, ou anti-petistas, o programa vai se implantando e, a exemplo da Dinamarca, como cita o jornal, a aceitação plena é só uma questão de tempo. Pesquisas recentes já demonstram isso.

    "Revista inglesa compara São Paulo com a capital dinamarquesa, que também enfrentou resistência, há 30 anos, e hoje mais de 30% das viagens são feitas por bicicletas.

As políticas do prefeito Fernando Haddad (PT) que visam desestimular o uso do carro na capital já vêm ganhando repercussão internacional. Uma das principais revistas do Reino Unido, a The Economist, publicou uma matéria em sua edição impressa do último dia 29 de novembro enaltecendo a luta de Haddad para implantar as ciclovias e mudar um pouco a cultura do carro em São Paulo.

Intitulada de “Tropic of Copenhagen: a city fights its car addiction”, em português, algo como “Copenhagen dos Trópicos: uma cidade luta contra dependência dos carros”, a matéria compara a capital paulista a capital dinamarquesa que, há 30 anos, começou a implantar seu sistema de ciclovias. Apesar de ter enfrentado resistência por parte da população, hoje, na cidade, mais de 30% das viagens são feitas com bicicletas.

A matéria começa explicando o quanto São Paulo é obcecada por carros, usando números para ilustrar: a cidade tem 5,6 milhões de carros, quase um para cada duas pessoas, e o paulistano gasta, em média, três horas diárias paradas no trânsito.

A reportagem explica que o prefeito Fernando Haddad vem tentando reverter esse cenário e destaca que, em pouco mais de um ano, foram construídos mais quilômetros de ciclovias que em toda a história da cidade. “O senhor Haddad prometeu 400 km de ciclovias até o final de 2015, o que colocaria São Paulo em pé de igualdade com Compenhagen”, afirma a matéria.

O texto ainda destaca a luta que Haddad vem tendo que travar para vencer a resistência de parte da população. “Ele enfrenta um árduo caminho, digno de uma ‘Tour de France’”, compara.

Ainda que alvo de inúmeras reclamações, as ciclovias, além de repercutir na mídia internacional, já vem caindo no gosto dos paulistanos. Uma pesquisa recente do Datafolha apontou que mais de 80% da população apoia a iniciativa. 

Atualmente, São Paulo conta com quase 200 km em ciclovias. E o número vem subindo…



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quarta-feira

Brasil dobrou em um ano sua capacidade eólica. O que não é noticia na velha mídia

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É uma mera observação. No sentido etimológico da coisa. Quem só lê, vê ou ouve a velha mídia convencional, “sabe” disso muito bem. É como se o país estivesse em algum tipo de estado letárgico e deslizando para o buraco.

Como tem gente que, por incrível que possa parecer, só se “informa” por aí, nela... Na tal mídia. Tome-lhe pessimismo.

O Brasil vai bem, obrigado!

      "Segundo o Ministério de Minas e Energia, a fonte de produção por meio de ventos subiu de 2.877 MW para 5.833 MW desde abril de 2014.

O Brasil está investindo mais na energia elétrica gerada a partir dos ventos, a chamada produção eólica. A capacidade instalada dessa fonte saltou 103%, passando de 2.877 MW (megawatts) para 5.833 MW entre abril de 2014 e de 2015.
Os dados constam do Boletim Mensal de Monitoramento do Setor Elétrico.

Os números mostram uma aposta firme em fontes renováveis e não poluentes. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o crescimento da fonte eólica ficou bem acima do aumento global do setor elétrico. Em um ano, a capacidade total do Brasil aumentou 6% (de 128,3 mil para 135,9 MW).

O movimento favorável às eólicas continua em 2015. De janeiro a abril deste ano, essa fonte respondeu por 46% do total de expansão da oferta de geração adicionada ao Sistema Energético Brasileiro.

A expansão da capacidade instalada de todas as fontes alcançou 1.975 MW de geração e 474,3 km de linhas de transmissão. A fonte eólica se destaca com a maior contribuição, o equivalente a 910,9 MW. As hidrelétricas corresponderam a 655,4MW, e a térmica equivaleram a 408,7 MW.

A meta definida pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) é de acréscimo de 6.400 MW de geração nova este ano, de todas as fontes.

O documento também mostra que a capacidade instalada total de geração de energia elétrica no Brasil, em abril, atingiu 135,9 mil MW.


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segunda-feira

A água deve ser uma mercadoria como outra qualquer e não um direito, diz Nestlé

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A Nestlé, junto com varias outras multinacionais, inclusive a Coca Cola, vem se apossando gradualmente das reservas de água doce ou potável em todo o mundo, e para isso veem batendo na mesma tecla no sentido de criar uma cultura nos corações e mentes das pessoas que a água é um mercadoria, logo, só quem tem direito de usar é quem pode pagar. 

Você poderia dizer: “Mas, eu pago pela água que uso!” E é verdade! Só que a ideia é torná-la, praticamente, uma mercadoria de luxo, vendida a altos preços. Isso em um mundo onde, praticamente 1 bilhão de pessoas têm, hoje, dificuldade para suprir suas necessidades básicas.

Outro aspecto muito interessante e que a mídia convencional não divulga, já que pode perder eventuais receitas com publicidade, é que tanto a Nestlé como a Coca Cola foram julgadas e condenadas por tribunais na Califórnia, EUA, por ter ficado comprovado que engarrafavam a água de torneira – pública – e vendiam como água mineral. 
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Logo, a água engarrafada – garrafas e galões – que você paga mais caro para consumir não tem qualquer garantia de que tem a origem que afirmam.

      "O atual presidente e ex-CEO da Nestlé, o maior produtor de alimentos do mundo, acredita que a resposta para as questões globais da água é a privatização.

Esta afirmação está no registro da maravilhosa empresa que vende junk food na Amazônia, tem investido dinheiro para impedir a rotulagem de produtos cheios de organismos geneticamente modificados, tem um preocupante registro médico e ético devido à sua fórmula dirigida a crianças e tem implementado um exército cibernético para monitorar crítica na internet e moldar discussões nas mídias sociais.

Esta é, aparentemente, a empresa a qual devemos confiar a gestão da nossa água, apesar de grandes empresas de bebidas como a Nestlé terem um histórico na criação de escassez: Peter Brabeck-Letmathe, um empresário austríaco que é presidente do grupo Nestlé desde 2005, afirma que é necessário privatizar o fornecimento da água. Isso para que nós, como sociedade, tomemos consciência de sua importância e acabássemos com o subpreço que se produz na atualidade.

Palavras sujas que provocaram estupor, sobretudo quando se tem em conta que a Nestlé é a líder mundial na venda de água engarrafada. Um setor que representa 8% de seu capital, que em 2011 totalizaram aproximadamente 68,5 bilhões de euros.

Pero Brabeker junta essa a outras críticas para destacar que o fato de muitas pessoas terem a percepção de que a água é gratuita faz com que em várias ocasiões não lhes deem valor e a desperdicem. Assim sustenta que os governos devem garantir que cada pessoa disponha de 5 litros de água diária para beber e outros 25 litros para sua higiene pessoal, mas que o resto do consumo teria que gerido segundo critérios empresariais.

Apesar das rejeições que sua posição provoca, faz tempo que ele defende, sem cerimônia, com entrevistas como esta que aparece no vídeo abaixo, que qualifica de extremistas as ONGs que sustentam que a água deveria ser um direito fundamental.

Publicado em portalmetropole

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