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quarta-feira

Talvez seja a hora de voltarmos a falar em produtos orgânicos na alimentação

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Nestes tempos polêmicos sobre a invasão de agrotóxicos perigosos [mais perigosos] na agricultura nacional, inclusive alguns letais, diretamente para as abelhas, embora o sejam também para nós como consequência direta, talvez fosse interessante começar a prestar mais atenção ao que consumimos.

Parece que, sabe-se lá o porquê, as questões ambientais vêm sendo deixadas de lado, onde até se questiona sua autenticidade [veja aqui], e pior, tem muita gente indo na conversa.
Confira: Como fazer para identificar um produto orgânico
Mas, voltando, veneno é veneno, sobretudo se já tem efeito comprovado, 
logo, a conversa sobre produtos orgânicos deva entrar na ordem do dia. É como vi uma frase outro dia: “O dinheiro que se gasta a mais com o produto orgânico, se economiza na farmácia e no médico”.

Talvez a mudança possa ser feita de forma gradual, descartando [substituindo] a princípio aqueles mais perigosos e que nem desconfiamos.

Dê uma olhada nesta lista da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), aqui.

Neste artigo acima você encontra mais informações sobre os produtos orgânicos, ou como reconhecê-los, inclusive uma boa fonte de informação é a cartilha O Olho do Consumidor, ilustrada pelo Ziraldo, logo mais antiga, mas com suas informações atuais e bem oportunas.

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O projeto de demolição nacional do Bolsonaro continua: a Ministra do Agronegócio, ops! Da Agricultura com vocês

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É isso, não tem como deixar de fazer referência à política convencional – por mais polêmica que seja ou esteja – diante de um quadro assim que temos pela frente no país, no que se refere à Questão Ambiental maior, a Amazônia.

Você pode até ter votado no dito cujo, é um direito inalienável seu, embora saibamos que o resultado não poderia deixar de ser e, é coletivo. No caso específico, mundial.

Um governo, como sabemos, não se forma depois do resultado das urnas. Muitas vezes, em grande parte ele já vem pronto com o beneficiamento direto dos seus, não só idealizadores, mas, sobretudo, financiadores e beneficiários.

Clique aqui e veja como funcionam as coisas, no cotidiano do Congresso Nacional. O Nacional é entre aspas.



O fato de termos a chefe do agronegócio no Congresso na direção das questões ambientais em seu sentido mais amplo, diríamos assim, é como diz o velho ditado popular: ‘Seria como colocar a raposa para cuidar do galinheiro’.*

Com certeza a sua ‘alcunha’ não é aleatória, a “musa do veneno”. No meio ambiente é ‘só’ o efeito imediato, entretanto, o que ‘pega’, mesmo, é a vida...

Para não parecer que estamos falando mal da ‘coitadinha’, confira você mesmo, parte de seu currículo e atividades, aqui.

·         Só pra lembrar. O fato de se colocar a global, a maitê proença à frente do Ministério do Meio Ambiente, é só para inglês ver, como se diz. Já que o antigo ministério está, de fato, às mãos dessa aí, acima. Afinal foi o que prometeu o bolsonaro mais de uma vez, logo, a indicação simbólica, digamos assim, é só para continuar enganando trouxas, ops! Desculpe-me, seus eleitores...
·         Obs.: Os nomes próprios em minúsculas não é erro e nem aleatório, é para tentar atingir a sua verdadeira dimensão...

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sábado

Alimentos orgânicos, mais que modismos... É necessidade!

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A massificação na produção de alimentos levou a um ponto onde a qualidade hoje não passa de um clichê. Qualidade no que se refere a sua constituição mesmo, quando vêm plenos de produtos químicos criados e usados em função das necessidades tanto de superprodução, como de transporte e armazenamento no longo prazo. 

Isso sem falar naqueles industrializados, mesmo, processados, que acabam por receber mais “coisas” – aditivos e conservantes de todos os tipos – complementos não necessariamente alimentos ou boas para a saúde e vida.

O desafio é resgatar qualidade através da produção e consumo de produtos orgânicos, ou seja, um nome novo para falar daquele alimento original – como é na realidade – como a natureza fez e que cumpre muito bem sua função alimentar sem contratempos ou problemas para a saúde e vida.


Entre os grandes produtores de alimentos não existe esta perspectiva – de larga produção orgânica – o que poderia gerar mais custos na produção, logo, menos lucros. Daí a produção hoje ser residual, feita por pequenos produtores, cujos produtos são encontrados, sobretudo em feiras de orgânicos espalhadas por todo o país ou até mesmo em setores especializados em grandes supermercados.
Nesta lista abaixo vai conferir algumas vantagens que comprovam o ‘acerto’ em voltar a consumir alimento “mesmo”, como se diz, que adicionam saúde e vida... Sem contratempos.

Confira:
10 motivos para consumir orgânicos
1. Evita problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas. Pesquisas e estudos tem demonstrado que os agrotóxicos são prejudiciais ao nosso organismo e os resíduos que permanecem nos alimentos podem provocar reações alérgicas, respiratórias, distúrbios hormonais, problemas neurológicos e até câncer.
2. Alimentos orgânicos são mais nutritivos. Solos ricos e balanceados com adubos naturais produzem alimentos com maior valor nutritivo.
3. Alimentos orgânicos são mais saborosos. Sabor e aroma são mais intensos – em sua produção não há agrotóxicos ou produtos químicos que possam alterá-los.
4. Protege futuras gerações de contaminação química. A intensa utilização de produtos químicos na produção de alimentos afeta o ar, o solo, a água, os animais e as pessoas. A agricultura orgânica exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico; e tem como base de seu trabalho a preservação dos recursos naturais.
5. Evita a erosão do solo. Através das técnicas orgânicas tais como rotação de culturas, plantio consorciado, compostagem, etc., o solo se mantém fértil e permanece produtivo ano após ano.
6. Protege a qualidade da água. Os agrotóxicos utilizados nas plantações atravessam o solo, alcançam os lençóis d’água e poluem rios e lagos.
7. Restaura a biodiversidade, protegendo a vida animal e vegetal. A agricultura orgânica respeita o equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis. A vida silvestre, parte essencial do estabelecimento agrícola é preservada e áreas naturais são conservadas.
8. Ajuda os pequenos agricultores. Em sua maioria, a produção orgânica provém de pequenos núcleos familiares que tem na terra a sua única forma de sustento. Mantendo o solo fértil por muitos anos, o cultivo orgânico prende o homem à terra e revitaliza as comunidades rurais.
9. Economiza energia. O cultivo orgânico dispensa os agrotóxicos e adubos químicos, utilizando intensamente a cobertura morta, a incorporação de matéria orgânica ao solo e o trato manual dos canteiros. É o procedimento contrário da agricultura convencional que se apoia no petróleo como insumo de agrotóxicos e fertilizantes e é a base para a intensa mecanização que a caracteriza.
10. O produto orgânico é certificado. A qualidade do produto orgânico é assegurada por um Selo de Certificação. Este Selo é fornecido pelas associações de agricultura orgânica ou por órgãos certificadores independentes, que verificam e fiscalizam a produção de alimentos orgânicos desde a sua produção até a comercialização.
O Selo de Certificação é a garantia do consumidor de estar adquirindo produtos mais saudáveis e isentos de qualquer resíduo tóxico. 
Fonte: Ambiente Brasil
Como pode ver, é tudo de bom e só recebem esta relevância em função do abandono disso tudo nos últimos tempos, quando pouco se percebe, ou se sabe, sobre a sua relevância ou mesmo as consequências disso que não chegou a ser, mesmo uma opção, o consumo de alimentos “industrializados”, digamos assim.

Nesse link você encontra um mapa indicativo de ‘feiras de produtos orgânicos’ por todo o Brasil: Feiras de Produtos Orgânicos.

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quinta-feira

Se gosta, e usa, é bom ficar ligado: Coca-Cola é a líder mundial em substâncias cancerígenas

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Não é a primeira vez, e nem será a última, que surgem denúncias sobre a inconveniência de se cosumir a tal coca-cola. Se bem que, como dizem, é mais um caso de hábito arraigado, ou vicio, aliado a pouca vontade das pessoas de se informarem de verdade. Notícias ou alertas assim é como um ‘tiro n’água’, como se diz. 

Ela, a empresa, com certeza, “deve rir” destas coisas, sobretudo porque o seu gráfico de vendas deve continuar inalterado.

Um fator que talvez contribua para isso é o fato de que, quando surge um sinistro’ grave de saúde, como o que alerta o artigo, ele nunca é associado a este ou àquele produto.

Sabe-se lá por que!

Brasil é o país que possui maior concentração de substância possivelmente cancerígena na Coca-Cola, nove vezes o limite estabelecido pelo governo da Califórnia (EUA).

A Coca-Cola comercializada no Brasil contém a maior concentração da substância 4-MI (4-metil-imidazol), presente no corante Caramelo IV, classificado como possivelmente cancerígeno. O resultado é de um teste do CSPI (Centro de Ciência no Interesse Público, em tradução livre), da capital norte-americana, Washington D.C. Eles avaliaram também a quantidade da substância nas latas de Coca-Cola vendidas no Canadá, Emirados Árabe, México, Reino Unido e nos Estados Unidos.

Um estudo feito pelo Programa Nacional de Toxicologia do Governo dos Estados Unidos já havia apontado efeitos carcinogênicos do 4-MI em ratos, e fez com que a Iarc (Agência Internacional para Pesquisa em Câncer), da OMS (Organização Mundial da Saúde), incluísse o 4-MI na lista de substâncias possivelmente cancerígenas.

Concentrações

O Idec fez uma pesquisa sobre os refrigerantes e energéticos que possuem o corante Caramelo IV em sua fórmula. O levantamento verificou que a regulação brasileira sobre o tema é falha e que os fabricantes de refrigerantes e bebidas energéticas não estão dispostos a informar ao consumidor a quantidade da substância tóxica em seus produtos.

Diante dos estudos que apontam para o perigo desse aditivo, o Instituto questionou se as empresas parariam de utilizá-lo. Na ocasião, o Idec enviou cartas à diversas empresas e à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) questionando-os sobre a periculosidade do Caramelo IV e sua associação com o câncer.

De acordo com o CSPI, o refrigerante vendido no Brasil contém 263 mcg (microgramas) de 4-MI em 350 ml, cerca de 267mcg/355 ml. Essa é uma concentração muito grande quando comparada com a segunda maior, vendida no Quênia, com 170 cmg/355 ml. Confira os demais resultados na tabela abaixo:

A Coca-Cola do Brasil traz nove vezes o limite diário de 4-MI estabelecido pelo governo da Califórnia, que estipulou a necessidade de uma advertência nos alimentos que contiverem mais que 29 mcg da substância. Além dessa quantidade diária, o risco de câncer seria maior do que um caso em 100 mil pessoas.

Os limites atuais para a quantidade de Caramelo IV nos alimentos, estabelecidos pelo Jecfa (um comitê de especialistas em aditivos alimentares da FAO/OMS), são baseados em estudos da década de 1980. Além disso, aqueles estudos foram gerados pela International Technical Caramel Association. Com os estudos que agora vem à tona, espera-se que os limites e a legislação atuais, tanto internacional como nacional, sejam alterados.

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sábado

O desaparecimento de polinizadores – borboletas e insetos – coloca em risco a sobrevivência da humanidade

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O interessante é que li recentemente em um blog, tipo como fazer você mesmo, aqui, um artigo onde o autor estimula a produção de borboletas em casa, vasos e jardins, apontando a contradição segundo a qual as pessoas gostam de borboletas, sentem a sua falta, mas não percebem que ao destruírem todas as lagartas, que periodicamente, comem nas plantas, eliminam qualquer possibilidade de retorno das borboletas, e o que é pior, contribuem para o seu extermínio.

As borboletas, além de embelezarem os ares e os jardins, estão diretamente ligadas à nossa própria sobrevivência, graças a sua função polinizadora, logo à produção de alimentos.

É o que vai ver abaixo neste alerta da ONU.
"ONU alerta sobre o desaparecimento de polinizadores e pede medidas urgentes
Cerca de 75% das plantações precisam, total ou parcialmente, do trabalho de insetos como abelhas e borboletas.

Uma grande gama de fatores está contribuindo para o desaparecimento de animais polinizadores no mundo todo, o que ameaça a produção de alimentos para o ser humano, revelou nesta sexta-feira (26/2) um relatório do organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) encarregado de proteger a biodiversidade.

O documento da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistemas (IPBES) identificou uma série de medidas que governos e o setor privado deveriam tomar de forma "urgente" para remediar o desaparecimento animais como abelhas, borboletas e alguns mais complexos como as aves.

De acordo com o vice-presidente do IPBES, Robert Watson, não existe um fator único que seja responsável pelo desaparecimento dos polinizadores.

"Há uma série de razões que explicam o declive, como a mudança do uso do solo, o uso de pesticidas e a mudança climática. Não se pode dizer que há uma ameaça maior que outra para cada animal polinizador ou para cada lugar do mundo onde estão desaparecendo. É um conjunto de ameaças", disse.

O relatório, intitulado "Avaliação Temática sobre Polinizadores, Polinização e Produção de Alimentos", é o primeiro feito pelo IPBES e é fruto de dois anos de trabalho do organismo da ONU que foi fundado há quatro e é integrado por 124 países, incluindo o Brasil.

Existem milhares de espécies que são polinizadoras, animais que transportam pólen do órgão masculino de uma flor ao estigma, o órgão feminino, o que permite a fertilização. Nos últimos anos, os cientistas observaram o alarmante desaparecimento das abelhas, das que existem mais de 20 mil espécies silvestres, e borboletas, especialmente na Europa Ocidental e na América do Norte, o que foi atribuído a pesticidas e ao crescente uso de plantas modificadas geneticamente.

O relatório confirmou que pesticidas, incluindo os neonicotinoides - quimicamente relacionados à nicotina -, representam uma ameaça mundial para os polinizadores, apesar de seus efeitos em longo prazo ainda não serem conhecidos.

O IPBES destacou a importância econômica dos organismos polinizadores ao assinalar no estudo que 75% dos cultivos para alimentos do mundo dependem, pelo menos parcialmente, da existência de polinizadores. O valor anual dos cultivos diretamente afetados por polinizadores é estimado entre US$ 235 bilhões e US$ 577 bilhões.

O relatório, intitulado "Avaliação Temática sobre Polinizadores, Polinização e Produção de Alimentos", é o primeiro feito pelo IPBES e é fruto de dois anos de trabalho do organismo da ONU que foi fundado há quatro e é integrado por 124 países, incluindo o Brasil.

Existem milhares de espécies que são polinizadoras, animais que transportam pólen do órgão masculino de uma flor ao estigma, o órgão feminino, o que permite a fertilização. Nos últimos anos, os cientistas observaram o alarmante desaparecimento das abelhas, das que existem mais de 20 mil espécies silvestres, e borboletas, especialmente na Europa Ocidental e na América do Norte, o que foi atribuído a pesticidas e ao crescente uso de plantas modificadas geneticamente.

O relatório confirmou que pesticidas, incluindo os neonicotinoides - quimicamente relacionados à nicotina -, representam uma ameaça mundial para os polinizadores, apesar de seus efeitos em longo prazo ainda não serem conhecidos.

O IPBES destacou a importância econômica dos organismos polinizadores ao assinalar no estudo que 75% dos cultivos para alimentos do mundo dependem, pelo menos parcialmente, da existência de polinizadores. O valor anual dos cultivos diretamente afetados por polinizadores é estimado entre US$ 235 bilhões e US$ 577 bilhões.

"Os polinizadores são grandes colaboradores da produção mundial de alimentos e segurança nutricional", disse Vera Lúcia Imperatriz Fonseca, professora de Ecologia no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo e uma das diretoras do relatório de IPBES.

Segundo ela, o relatório "oferece opções sobre o que fazer de acordo com o problema específico de cada lugar do mundo em relação aos polinizadores, a polinização e a produção de alimentos". Entre as soluções estão a criação de uma maior diversidade dos habitat dos polinizadores tanto no ambiente rural quanto no urbano, o apoio a práticas tradicionais de rotação de cultivo e manutenção de áreas não exploradas e a redução da exposição dos polinizadores a pesticidas.

O professor holandês Koos Biesmeijer, um dos autores do relatório, reconheceu que existem "vazios de conhecimento" com relação com a finalidade dos pesticidas e outros fatores que impactam negativamente nos polinizadores. "Embora não saibamos tudo, em muitos casos, há claras conclusões", afirmou.

A professora da USP, por sua vez, destacou a gravidade da situação. "Deveríamos atuar agora para deter o declive dos polinizadores", afirmou.

Já o vice-presidente do IPBES acrescentou que todas as ações, desde as que podem ser tomadas por agricultores até às que podem ser feitas pelos governos, poderiam começar o quanto antes. "Não precisamos de novas tecnologias. Todas estas são opções que podem nos ajudar a sair na frente", alertou.

Ele deu com exemplo o efeito negativo que têm as grandes extensões de monoculturas.

"Necessitamos uma agricultura mais sustentável. Eliminemos essas enormes extensões de monoculturas e asseguremos que estão salpicadas com zonas de habitat natural que atrairão os polinizadores nos campos de cultivo", concluiu.

Por Agência EFE

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