segunda-feira

E aí, o que faz com a sua “garrafinha de água” vazia? A sua resposta pode ter um efeito radical

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Ou porque você deve ‘desaposentar’ o velho filtro de cerâmica.
Esta moda e aparente facilidade mesclada com algum conceito vago de modernidade que fez os garrafões e garrafas de água mineral dominarem os ambientes, inclusive as residências, tem trazido um saldo pesado ao ambiente – leia-se à vida – com resultados que se preveem catastróficos no curto médio prazo.

A frase acima: “Ou porque você deve ‘desaposentar’ o velho filtro de cerâmica”, não é uma força de expressão ou uma brincadeira. É um recurso, pessoal, diga-se de passagem, para contribuir com a preservação ambiental.

É, parece pequena, insignificante... Entretanto, sabemos que tudo começa assim no pessoal, no pequeno, na unidade... Isto sem contar sobre a qualidade da água que o “filtro de barro” proporciona. Além dos custos, é claro.

Confira também:
 - Recicla? Não? Dê uma olhada nestes dados – estimulantes – abaixo 
 - O mar de lixo do Caribe e realmente um mar, entre aspas... E eu com isso? 
 - Baleias cachalotes encontradas mortas com estômagos cheios de lixo plástico
O efeito adicional que é deixar de contribuir com o verdadeiro flagelo ao meio ambiente com o descarte irresponsável das ‘garrafinhas’.

Em suma, falar, se preocupar, até condenar o que se fez, e faz, com o meio ambiente e assim comprometendo a continuidade da vida como se conhece... É bom... Mas, “arregaçar as mangas” – como se diz – e fazer algo é bem mais efetivo e racional.

Veja estes dados abaixo:
“Mercado da água de garrafa ameaça meio ambiente
Poluentes gerados pela fabricação, transporte e descarte do produto contribuem para o aquecimento global.

O consumo anual de água mineral em garrafa no Brasil cresce em média cinco litros por pessoa desde 2010, atingindo 55 litros per capita em 2013. O país já é o quarto maior consumidor mundial do produto, atrás apenas de Estados Unidos, China e México. Mas enquanto as cifras do mercado se multiplicam — de acordo com a Associação Internacional de Água Engarrafada (IBWA, na sigla em inglês), só nos EUA, as empresas do setor faturaram US$ 11,8 bilhões em 2012 — a poluição gerada pelo processo de fabricação, transporte e descarte das garrafas causa grande impacto ambiental.

Postado em 2010 pela militante americana Annie Leonard, o vídeo 
A História da Água Engarrafada (Vídeo legendado) circula até hoje na web e foi um dos grandes inspiradores de movimentos como o Água na Jarra, iniciativa criada em São Paulo no mesmo ano para incentivar o consumo de água da torneira. De acordo com Annie, esse crescimento é devido ao que ela chama de “demanda fabricada”.

Há anos, ONGs internacionais alertam sobre um futuro em que a água potável seria rara e valeria “mais do que ouro”. Para garantir seu filão no mercado, as grandes empresas de alimentos e bebidas agiram rápido: questionaram a qualidade da água de torneira e investiram em publicidade para garantir que seu produto era a opção mais saudável. Segundo a IBWA, o setor de água engarrafada é o segundo maior anunciante dos EUA.

O futuro chegou. Hoje, 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável, de acordo com a Whole World Water. A falta do recurso, reconhecido como direito universal, está relacionado à morte de uma criança a cada 15 segundos no mundo, segundo a Unicef.”

Veja um pouco a ‘história’ da dita cuja:

Fabricação

Os impactos gerados pela embalagem de politereftalato de etileno, ou PET, se iniciam com a extração do petróleo, a fabricação da pré-forma e a produção da garrafa. De acordo com Annie Leonard, no vídeo “A História da Água Engarrafada”, a cada ano, para suprir a demanda dos EUA, a indústria utiliza petróleo e energia suficientes para abastecer um milhão de carros, já que o produto tem que ser resistente o suficiente para ser transportado ao redor do planeta.

Ciclo de vida

Para a análise do ciclo de vida das garrafas são considerados o consumo de recursos naturais e outras matérias-primas, como água (na produção), geração de efluentes líquidos (que acabam poluindo rios, mares e lençóis freáticos), emissões atmosféricas (de transporte e fabricação) e geração de resíduos sólidos. Segundo a 5Gyres, os “plásticos foram feitos para durar para sempre e desenhados para jogar fora”.

Descarte

 No caso do descarte correto da garrafa, os impactos após o consumo são causados pela atividade de coleta e transporte do lixo, principalmente as emissões atmosféricas (CO2). Quando chegam aos aterros sanitários, que não possuem capacidade suficiente para comportar a crescente geração de lixo, as garrafas demoram milhares de anos para serem absorvidas. Quando são descartadas diretamente na natureza, acabam parando em mares e rios, o que agrava o problema das enchentes.

Reciclagem

 Mesmo quando a garrafa é reciclada, ela gera impactos ambientais. De acordo com a tese de mestrado de Renata Bachmann Guimarães (Brasília 2007), utilizada como base pela ONG Água na Jarra, se considerarmos taxas de reciclagem por volta de 50% do consumo, uma garrafa PET gera aproximadamente oito vezes o seu próprio peso em resíduos, levando em conta as emissões atmosféricas, efluentes líquidos e resíduos sólidos.

Oceanos

No mar, a ação de luz e das ondas quebra o plástico em partículas  cada vez menores, chamadas microplástico, que nunca desaparecem completamente, segundo a 5Gyres. O microplástico age como esponja, absorvendo pesticidas, metais pesados e poluentes orgânicos persistentes (POPs), que causam disfunções hormonais, neurológicas e reprodutivas. Já existem ilhas de plástico no oceano nas quais o microplástico é tão abundante que se tornou parte do ecossistema. Plânctons e pequenos crustáceos se alimentam deles, se intoxicam, também intoxicando pequenos peixes que os consomem. O processo se repete até chegar a peixes maiores e, logo, ao homem.

Com informações de Maria Clara Serra

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sexta-feira

O mar de lixo do Caribe é, realmente, um mar, entre aspas... E eu com isso?

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As reações são sempre radicas...

É, realmente, um espetáculo ‘dantesco’ como se diz. Entretanto um cenário de poluição radical assim foi formado pela contribuição ‘pequena’ de milhões de pessoas que vivem no entorno e fica difícil se enxergar como corresponsável por coisas do gênero.

Uma boa ideia é se obervar no cotidiano para avaliar o tamanho da responsabilidade de cada um, o que pode tornar a indignação e revolta em algo bem mais efetivo... Agindo, mesmo, e poupando a natureza (para usar um clichê), ou melhor, nos poupando como planeta/vida...
Leia também: Recicla? Não dê uma olhada nestes dados – estimulantes – abaixo
Uso/cuidado, abuso ou descarte inadequado de objetos “poluíveis” ou de desperdício, tipo água em nosso cotidiano “é mais comum do que imagina a nossa vã filosofia”, mas, é muito pouco percebido como tal...

Entretanto, ao olharmos para um cenário assim ou semelhante, sempre rola alguma indignação...

A utilidade de imagens do gênero e o conjunto de emoções que porventura possam rolar é servirem como ponto para reflexão e tomada de consciência ambiental para começarmos a fazer, efetivamente, a nossa parte...

Parece pequena e insignificante, mas é com ‘coisas’ como ela que se constroem os ‘grande cenários... ’. Como os da imagem acima.

Existem muitos mares e “mares” de lixo por aí...

Dê uma conferida no artigo referente, aqui.

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Recicla? Não? De uma olhada nestes dados – estimulantes – abaixo

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O “estimulante” no título parece uma ironia, mas é um misto de brincadeira/estímulo para quem recicla continuar firme e, sobretudo, para quem ainda, não entrou para o “clube”.

Em atualização nos dados sobre reciclagem/reutilização de recursos só muda em índices, o que nem em tudo tem a ver apenas com atuações públicas na área, mas, sobretudo, com a consciência ambiental de cada um, já que todo processo começa na cabeça e depois nos procedimentos dentro de casa/trabalho.

No texto abaixo vai conferir alguns “incentivos” para confortá-lo se já recicla, ou se não, como estímulo para que entre para o “grupo”... A natureza, ou melhor, definindo, a vida, agradece... A de todos os seres, inclusive ou, sobretudo a nossa.

É uma panorâmica sobre o cenário da utilização x reciclagem x descarte ambiental de algumas “figurinhas carimbadas” que fazem parte radical de nosso cotidiano, de nossa vida.

Confira!

 - Economia

 Reciclar uma tonelada de papel economiza 2,5 mil litros de petróleo, 26,5 mil litros de água e evita a derrubada de 17 árvores...

 - Uso nobre

27 mil árvores são derrubadas a cada dia para fazer papel higiênico... 

 - Impressos 

95% das informações do mundo continuam sendo armazenadas em papel. A maioria nunca é vista mais de uma vez

 - Lâmpada

Reciclar uma única garrafa de plástico pode economizar energia suficiente para manter acesa uma lâmpada de 60 w durante seis horas...

 - Desperdício

Os americanos jogam no lixo 2,5 milhões de garrafas plásticas por hora. Cada uma leva 500 anos para se decompor...

 - Plástico no tanque

Reciclar uma tonelada de plástico economiza 7,5 mil litros de gasolina...

 - Lixo marinho

Seis milhões de toneladas de lixo são jogadas no mar todos os anos. Na maior parte, plástico...
  Veja: 29 baleias cachalotes são encontradas mortas na Alemanha com estômagos cheios de lixo plástico 
  - Engano fatal

Milhares de criaturas marinhas morrem ao comer sacos plásticos achando que são águas-vivas...
  Veja: Mil tartarugas morrem todos os anos no litoral norte de SP por causa de lixo descartado indevidamente nas praias
 - Exemplo

Na Finlândia, são recicladas 9 de cada 10 garrafas plásticas, e quase 100% das garrafas de vidro...

 - Astronômico

A quantidade de latas e garrafas de refrigerante dispensada pelos americanos em um ano é suficiente para chegar à Lua e voltar 20 vezes...

 - Som na lata

Reciclar uma latinha de alumínio pode poupar energia para ouvir um álbum inteiro no seu iPod ou assistir TV por duas horas...

 - Negócio lucrativo

A reciclagem do alumínio economiza 95% do custo de energia para produzir alumínio novo...

 - Ciclo

Uma lata de alumínio reciclada pode voltar para a prateleira do supermercado em dois meses...

 - Multa

Desde 2005, os moradores de Nova York devem reciclar seus aparelhos eletrônicos, ou pagar uma multa de US$ 100 por peça...

 - Poluição

Se os Estados Unidos elevassem a taxa de reciclagem de 34,5% para 75%, seria o equivalente a remover o monóxido de carbono emitido por 50 milhões de automóveis...

  - Arquivo secreto

A CIA queima documentos confidenciais para aquecer sua água...

  - Desvantagem

Nem sempre a reciclagem resulta em economia financeira. Por exemplo, resina plástica virgem custa 40% menos que resina reciclada...

Como pode ver, esse é o quadro – por alto – da utilização/desperdício de recursos.
O que acha?

Obs. Se, ainda, não tem coleta seletiva onde mora, separe o seu ‘lixo’ assim mesmo, pois pode facilitar a coleta que não raro acontece nos lixões, mesmo de maneira informal pelos conhecidos catadores.

Com informações de bol/uol

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sábado

Sustentabilidade se aprende em casa e na escola. Com exemplos e conversas

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Informação, consciência e atitude... Pelo visto a questão ambiental ou de sustentabilidade do planeta passa, inevitavelmente, por este trio.

Mas, como fazer isso? O tema não dá lá ‘estes ibopes’ todo, apesar da sua vitalidade, literalmente, e nem tampouco a mídia usual perde seu tempo com estas filigranas, já que está por demais – como se diz – mancomunada com os interesses econômicos que usam e abusam do planeta como se ele fosse eterno em recursos e possibilidades.

E então?

A saída, pelo visto, fica com educação ecológica da criança, sobretudo, feita por pais e mestres... É a única saída!

Daí o ‘novo cidadão ecológico’ cresce atuando, praticando aquilo que é o mínimo pessoal e individual possível, para garantir um processo mais sustentável que poupe o planeta e a vida.

É no varejo – no individual – que se constrói o ‘atacado’ necessário.

Com adultos inconscientes a ‘educação’ da criançada ocorre naturalmente, por mera observação dos cacoetes e/ou hábitos equivocados, sobretudo dos pais em casa, que vem condenando o planeta, a vida.  

Tudo acontece “naturalmente”...

A questão ambiental saiu de moda. É como se ‘tudo’ estivesse nos conformes e a dilapidação do planeta segue, também, ‘naturalmente’...
Leia também: 
 - Veja dicas para uma casa sustentável. É fácil... Confira!
Logo, se você é ‘adulto’ – pai e/ou mestre – a bola está com você. Você pode se tornar o exemplo/educação imprescindível para tentarmos reverter todo processo.

Ao pé da letra é só fazer... Os filhos veem e... Isso para os pais, embora a conversa seja um adicional muito importante, pois coloca a questão na ordem do dia.

Veja algumas dicas:

1. Evite o desperdício de energia elétrica. Alerte as crianças sobre a necessidade de desligar os aparelhos que não estão em uso. É comum ver crianças deixando jogos eletrônicos, computadores e carregadores de celulares ligados desnecessariamente. Explique também a elas que deixar as luzes acesas traz um gasto alto de energia elétrica, sendo prejudicial ao planeta.

2. Ensine as crianças a não desperdiçar água. As crianças geralmente apreciam brincar com ela, não tendo a dimensão dos problemas de desperdício desse recurso natural precioso. Ensine que as torneiras devem estar completamente fechadas, mesmo durante a escovação dos dentes, abrindo somente para o enxágue da boca e da escova dental.

3. Habitue a criança a reciclar. Incentive-a a descartar corretamente os resíduos sólidos, a reaproveitar sacos plásticos, papéis e brinquedos. No momento de ir às compras, questione a criança sobre a real necessidade de ter mais um brinquedo, por exemplo. Além de poupar o meio ambiente, a criança aprenderá a consumir produtos com consciência. Lembre-se de que o termo “jogar fora” não existe em nível planetário.

4. Leia com as crianças informações sobre o meio ambiente e sobre como o estilo de vida da família pode impactar negativa ou positivamente na manutenção de nosso planeta. Ensine a elas o conceito de Terra como Casa Comum, termo utilizado pelo Papa Francisco na Carta Encíclica Laudato Si’ – leia aqui – que nos convoca a cuidar de nosso planeta.(g1)

Como falamos acima, tudo isso só será possível se, além das “falações”, a criança observar estas práticas em seu cotidiano, dentro de casa. O exemplo é a ‘lição’ mais eficiente, que funciona até sem que o ‘educado’ perceba.

Se cada um fizer a sua parte – o velho clichê – tudo se encaminha, tudo vai dar certo, embora a única responsabilidade de cada um é consigo mesmo, no caso com os filhos. O vizinho... Só nos resta torcer.

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segunda-feira

Plantas ornamentais conhecidas que podem ser tóxicas para cães e gatos

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É a modernidade, entre aspas, que torna importante um artigo como este, pois, pelo menos em princípio, o instinto animal impediria que um caso assim ocorresse por ingestão, contato ou o envenenamento de cães e gatos com plantas.

A ‘culpada’ é a tal modernidade e o contato longo e intensivo – senão ‘pouco animal’ – com os humanos que eliminou esta ‘aptidão’ tão oportuna, logo, é bom dar uma olhada na lista, pois a ‘turma’ hoje pode se dar mal.

A ideia é colocar as plantas fora do alcance dos ditos cujos, já que não seria bom nos privarmos da companhia e beleza delas.

Tanto cães como gatos têm um hábito de “comerem plantas” quando estão com ‘algum problema digestivo’, que costuma funcionar como um recurso para forçar o vômito, o que os deixa vulneráveis em contato com as plantas tóxicas, ou consideradas como tais para eles.

Veja esta relação abaixo com as mais comuns ou mais facilmente encontradas em casa.

 - Comigo-ninguém-pode (é a campeã...)
Devido à beleza de suas folhagens e pela crença popular de que a planta traz proteção ao lar, a Diffenbachia sp é facilmente encontrada nos lares brasileiros e é campeã como causadora de intoxicação em animais. Seus mecanismos de toxicidade são múltiplos e as substâncias encontradas na planta, como o oxalato de cálcio, irritam as mucosas de animais e humanos. 

A intoxicação pode ocorrer por ingestão de qualquer parte da planta ou por contato com a pele. Os sintomas variam desde edema e irritação da mucosa, até asfixia e morte, sempre causando dor intensa. "Essa planta foi a campeã de ingestão por cães e gatos. É conhecida pela beleza de suas folhas e facilidade de cultivo, mas quando em contato com os animais, pode levar à morte facilmente por asfixia. Para se ter noção, meia folha é o bastante para matar um humano", disse a professora da USP Silvana Górniak.

 - Avenca
A planta Adiantum capillus-veneris, que não é nativa do Brasil, é bastante cultivada como planta medicinal e pela crença popular de espantar o mau-olhado. A ingestão dos brotos da Avenca, no entanto, pode causar câncer nos animais.

 - Lírio e Lírio-da-Paz
Muito encontradas nas casas brasileiras como plantas ornamentais, todas as partes do Lilium sp e do Spathiphyllum wallisii são tóxicas. A ingestão das plantas pode causar irritação oral e de mucosas, irritação ocular, dificuldade de engolir e até problemas respiratórios em casos mais graves. Ainda podem aparecer como sintomas da intoxicação pelo Lírio/Lírio da paz alterações nas funções renal e neurológica.

 - Violeta 
O caule e as sementes da Viola adorata são altamente tóxicos. A ingestão dessa planta ornamental tão comum pode causar, na ingestão de latas doses, severas gastrites, depressão circulatória e respiratória, além de vômitos e diarreias. Os princípios ativos tóxicos são viloinha, acido tânico e salicílico.   

 - Espada-de-são-jorge
Sansevieria trifasciata é uma planta ornamental muito utilizada nos lares brasileiros pela crença popular de que traz prosperidade. No entanto, a Espada-de-são-jorge possui substâncias de alta toxicidade. Entre os males que pode causar aos animais de estimação está a dificuldade de movimentação e de respiração devido à irritação da mucosa e salivação intensa.

 - Bico-de-papagaio
Euphorbia-pulcherrima possui uma seiva leitosa tóxica, chamada látex irritante, que em contato com a pele dos animais, pode causar lesões cutâneas e conjuntivite. A ingestão dessa planta pode causar náuseas, vômitos e gastroenterite em gatos e cachorros.

 - Coroa de Cristo
O conhecido arbusto espinhoso, Euphorbia milii, encontrado em jardins e calçadas, possui como substância tóxica o látex irritante, substância que ao entrar em contato com o animal de estimação – seja pela pele, ou ingestão – pode causar reações inflamatórias como inchaço, dor e vermelhidão.

Antúrio
Todas as partes da planta Anthurium spp possuem oxalato de cálcio, um princípio ativo que oferece riscos à saúde dos animais. Os principais sintomas são queimação de mucosas, inchaço da boca, lábios e garganta, edema de glote, asfixia, náuseas, salivação, vômitos e diarreia.

 - Azaléia
Azalea sp é considerada um símbolo da cidade de São Paulo, sendo encontrada facilmente nos lares como planta ornamental. Seu princípio ativo é a andromedotixina, uma substância que, quando ingerida, pode causar distúrbios digestivos durante até 6 horas após o consumo, além de provocar disfunções cardíacas.

Como pode ver, são plantas relativamente comuns e muito encontradas ‘por aí’, embora existam outras na lista, como o copo de leite, a espirradeira, o fumo bravo, o tomate verde, a maconha, a mamona, inclusive que podem nascer aleatoriamente no quintal ou jardim.

Com informações de Marina Rappa

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sexta-feira

Estudo alerta para extinção em massa de alimentos. Não, não é para o futuro distante... É logo!

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Plantação de café
Ao que tudo indica, conversas desse tipo... Se são ‘vistas’, efetivamente, funcionam em boa parte das cabeças das pessoas – quando acontece – como algo meio fictício, que caso venha a acontecer vai ser em um tempo/data perdido no tempo e no espaço futuros, logo não teria nada a ver com ele, com a sua vidinha...

Pelas datas dá para ver que não estaria tão longe assim – filhos, netos... –, isso sem falar que “sintomas” da “coisa” já podem estar afetando a vida, os bolsos, hoje – e estão – sem que as pessoas se deem conta disso.

Logo, é bom nos informarmos, mas, sobretudo para saber o que cada um de nós pode fazer – agora – para, no mínimo, contribuir para atenuar a “coisa”. 

        “Estudo alerta para extinção em massa de alimentos

Não apenas espécies animais, mas também vegetais estão em risco, afirmam pesquisadores: agricultura industrial e mudanças climáticas ameaçam alimentos como batatas, cacau e café.

Nos últimos tempos, houve muita discussão sobre a chamada sexta extinção em massa, mas as graves consequências para os alimentos têm ficado em segundo plano, alerta o grupo de pesquisa Bioversity International.

Em relatório divulgado nesta terça-feira (26/09), o grupo aponta que, das estimadas 7 mil espécies vegetais comestíveis, majoritariamente 30 são usadas para alimentar o mundo.

O documento, de quase 200 páginas, apresenta evidências de que investimentos em biodiversidade agrícola podem desempenhar um papel-chave na redução da fome, da desnutrição, da degradação ambiental e das mudanças climáticas.

"De alguma maneira, essa questão [da agrobiodiversidade] foi negligenciada, assim como acontecia com a agricultura orgânica há 20 anos, quando era vista como algo de nicho", afirma Ann Tutwiler, diretora-geral da Bioversity International e coautora do relatório.

Em artigo publicado pelo jornal britânico The Guardian nesta terça-feira, Tutwiler destaca que até 22% das espécies de batatas existentes devem entrar em extinção até 2055 devido às mudanças climáticas. Cacaueiros em Gana e na Costa do Marfim, de onde se originam 70% do chocolate mundial, podem não sobreviver a um aumento da temperatura global de 2 °C. E na Tanzânia, as plantações de café já produzem metade do que produziam em 1960.

Mundo afora, apenas três culturas agrícolas – arroz, milho e trigo – fornecem cerca de 50% do total de calorias consumidas. Em quase 80% das áreas dedicadas ao cultivo de cereais, são plantadas apenas essas três variedades vegetais. Qualquer ameaça a esses alimentos provocada pelas mudanças climáticas poderia ser devastadora, alerta o grupo de pesquisadores.

A solução seria parar de colocar todos os ovos na mesma cesta e cultivar diferentes tipos de alimentos. "A biodiversidade precisa ser integrada à agricultura", afirma Tutwiler.

"Uma série de variedades tradicionais de sementes têm traços únicos que as fazem resistentes ao calor, a secas e a enchentes. Elas precisam ser encontradas, preservadas e usadas em programas de desenvolvimento de culturas agrícolas", afirma, apontando a agrobiodiversidade como a maneira mais efetiva de reduzir os efeitos das mudanças climáticas na produção de alimentos.

Outra solução para a extinção de alimentos seria criar demanda por diferentes culturas agrícolas. "Hoje temos demanda por café da Etiópia, por quinoa da Bolívia e dos Andes", diz Tutwiler. "Essas eram culturas que haviam sido completamente esquecidas. E em parte por meio dos nossos próprios esforços elas foram conservadas e agora têm um valor econômico."

A agrobiodiversidade inclui estratégias como rotação de culturas e não deve ser apenas aplicada a pequenos agricultores, destaca Tutwiler.

A Bioversity International destaca ainda que os sistemas agrícolas industriais, que produzem a maior parte dos alimentos consumidos no mundo, estão, na realidade, impulsionando as mudanças climáticas e a degradação ambiental.

Segundo o estudo, a agricultura é responsável por 24% das emissões de gases do efeito estufa mundo afora e é a maior consumidora de água doce do mundo. Mais de 60% das 5.497 espécies que a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) classifica de ameaçadas são impactadas pela agricultura.

Gado e soja

A questão da extinção em massa também será o foco da conferência internacional Extinction and Livestock (Extinção e Pecuária), que tem início no próximo dia 5 de outubro, em Londres. No evento, será discutido como transformar nossos sistemas alimentícios e agrícolas globais em prol das pessoas, do planeta e dos animais.

"A agricultura intensiva causa um enorme dano à vida selvagem, às pessoas e ao meio ambiente e é um dos principais fatores que contribuem para a extinção de espécies e a perda de biodiversidade no planeta", diz Philip Lymbery, CEO da organização Compassion in World Farming e um dos organizadores do evento em Londres.

Lymbery afirma que, enquanto se fala muito nas mudanças climáticas e na caça furtiva para explicar a extinção de espécies, a indústria da carne, assim como os cereais e a soja cultivados para alimentar o gado, são o problema fundamental.

Segundo o especialista, a quantidade de cereal e soja usada como alimento para animais na pecuária mundo afora seria suficiente para alimentar 4 bilhões de pessoas. Ele classifica de "loucura em um prato de comida" a perda de biodiversidade devido à produção de carne, leite e ovos.

Em DW

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terça-feira

Alimentos ‘excedentes’ são distribuídos gratuitamente na Nova Zelândia

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Segundo estimativas da FAOOrganização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos é desperdiçada anualmente em todo o mundo, enquanto milhões de pessoas passam fome.

Em função disso uma boa iniciativa surgiu na Nova Zelândia que distribui gratuitamente todo o excedente que seria jogado no lixo.

Um detalhe é que na existe ‘público alvo’ na distribuição, é plenamente aberto a quem se interessar.

Veja como funciona. Se a moda pega...
“Capital da Nova Zelândia abre mercado grátis para combater desperdício
(...) Chamada de Free Store, a mercearia começou como um projeto temporário, há cerca de sete anos, pensado pelo artista Kim Paton. Felizmente, a ideia vingou e o que era para durar duas semanas, virou uma iniciativa permanente. Hoje, a loja enche suas prateleiras com alimentos excedentes de padarias e supermercados.

Mas, qualquer morador pode chegar e levar? Segundo o co-fundador Benjamin Johnson, não há nenhum tipo de restrição. “Não há condições sobre quem pode chegar à The Free Store. Não há critérios. Qualquer um pode vir por qualquer motivo e levar o que quiser”, garante.

O mercado gratuito tem o apoio de voluntários, doadores e cerca de 65 fornecedores, localizados em torno do centro da cidade de Wellington. De acordo com Johnson, a Free Store distribui entre 800 a 1.500 itens alimentares a cada sexta-feira entre as 18h e as 19h, com média de cerca de 250 mil itens alimentares -; o que equivale a um milhão de dólares de alimentos economizados por ano.

Vale lembrar também o desperdício representa 10% das emissões globais da agricultura. Um estudo do Instituto de Pesquisa sobre o Impacto Climático de Postdã mostrou que esse número pode aumentar de 0,5 para 2,5 gigatoneladas as emissões de CO2e até 2050.

A Free Store já possui quatro lojas em toda a Nova Zelândia.”


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sábado

Puns e arrotos têm mais ‘poder’ no aquecimento global do que se imaginava

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Quem diria hein? Que os Puns – ou peidos, traques, bufas, flátuos... É só escolher – teriam um efeito tão danoso assim sobre o meio ambiente e, consequentemente, sobre a vida, não é verdade?

O problema não é o ‘fenômeno’ em si mesmo, mas o grande volume... Já que, pelo menos em princípio, todos os seres, inclusive os humanos, também são ‘chegados’...

Ainda tem o ‘apoio’ dos arrotos, pode?

Pelo visto, em função dos nossos hábitos alimentares, sobretudo, a coisa fica de difícil solução, já que a tendência é o aumento no consumo dos derivados ‘deles’ – bois, porcos, ovelhas etc. – e não se vê movimentos por aí tentando reduzir significativamente, exceto os veganos e vegetarianos. Eu, por exemplo, me incluo na categoria.

              “Nós subestimamos grosseiramente o papel dos puns de bovinos no aquecimento global

Um novo estudo patrocinado pela NASA mostra que as emissões globais de metano produzidas pelo gado são 11% maiores do que as estimativas levantadas na última década. Como o metano é um gás de efeito estufa particularmente perigoso, a nova descoberta significa que será ainda mais difícil combater as mudanças climáticas do que parece.

Sabemos há bastante tempo que os gases de efeito estufa emitidos pelo gado, ovelhas e porcos contribuem significativamente para o aquecimento global, mas uma nova pesquisa, publicada no Carbon Balance and Management, mostra que a situação é pior do que pensávamos. Os números atualizados ​​de metano produzidos pelo gado em 2011 foram 11% maiores do que as estimativas levantadas em 2006 pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) – informações que, agora, estão desatualizadas.

É difícil acreditar que os arrotos, puns e o cocô do gado possam ter qualquer tipo de efeito atmosférico global, mas isso é questão de escala e da natureza do próprio gás metano.

Muito e muito gado

Existem cerca de 1,5 bilhão de vacas e bois no planeta, cada um deles expulsando mais de 30 a 50 galões de metano por dia. Normalmente, pensamos que os puns sejam os maiores responsáveis pela emissão, mas os arrotos são, na verdade, a principal fonte de metano produzido pelo gado, representando 95% do problema dos gases com efeito estufa.

Isso é de fato grave e problemático. O metano é cerca de 30 vezes mais eficiente na captura do calor radiante do Sol do que o dióxido de carbono, em uma escala de tempo de cerca de um século. Pode haver mais CO2 na atmosfera do que o metano, mas, isoladamente, o metano é o gás de efeito estufa mais destrutivo.

Tanto a iniciativa de pesquisa do Sistema de Monitoramento de Carbono da NASA quanto o Instituto de Pesquisa de Mudanças Climáticas Globais (JGCRI) contribuíram para os resultados trazidos no estudo. A equipe de Wolf reavaliou os dados utilizados para produzir as estimativas de emissão de metano do IPCC 2006. As estimativas anteriores basearam-se em taxas relativamente modestas de aumento de metano, entre os anos 2000 e 2006. Depois, porém as coisas mudaram dramaticamente, aumentando dez vezes ao longo dos dez anos seguintes.

As novas estatísticas demonstram um aumento de 8,4% nas emissões de metano a partir da digestão (processo também conhecido como “fermentação entérica”) em vacas leiteiras e outros bovinos, e um aumento de 36,7% no metano emitido através do estrume, em comparação a estimativas anteriores do IPCC. O novo relatório mostra que o metano representou aproximadamente 16% das emissões globais de gases de efeito estufa em 2016. Outras atividades humanas, como a produção e transporte de gás, petróleo e carvão, junto à redução de nossos resíduos orgânicos, também contribuem para a emissão global de metano.

Aumento nas estimativas

É importante destacar que as novas estimativas são 15% mais altas do que as estimativas globais produzidas pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) e quatro por cento maiores do que dados trazidos pelo Emissions Database for Global Atmospheric Resear.

“Em muitas regiões do mundo, a pecuária está mudando e a criação resultou em animais maiores com uma taxa mais alta de ingestão de alimentos”, observou Wolf em um comunicado. “Isto, juntamente com as mudanças na gestão da pecuária, pode levar a maiores emissões de metano”. Sobre isso, ele acrescentou: “Medições diretas de emissões de metano não estão disponíveis em todas as fontes que liberam o gás. Assim, elas são relatadas com base em estimativas e diferentes métodos ou premissas. Neste estudo, estabelecemos novos marcos por animal – que são medidas da quantidade média de CH4 descarregada por eles na atmosfera – e novas estimativas das emissões globais de metano através do gado”.

Entre aumentos e reduções

A nova pesquisa mostra que as emissões de gás metano diminuíram nos EUA, no Canadá e na Europa, mas estão aumentando em outros lugares. Muito provavelmente, o restante do planeta está alcançando os padrões de primeiro mundo em termos de consumo de carne e lácteos.

“Nas regiões globais, houve uma variação notável nas tendências das emissões estimadas nas últimas décadas”, disse Ghassem Asrar, diretor da JGCRI e co-autor do novo estudo. “Por exemplo, descobrimos que as emissões totais de metano do gado aumentaram mais em regiões em rápido desenvolvimento situadas na Ásia, América Latina e África. Encontramos os maiores aumentos nas emissões anuais nos trópicos do norte, seguido pelos trópicos do sul”.

Não está claro à primeira vista como, ou mesmo se, esses números atualizados ​​afetarão a produção pecuária ou as políticas públicas. A nível individual, porém, as estimativas sugerem que devemos reduzir nosso consumo de carne e produtos lácteos. Nossa dominação sobre esses animais, ao que parece, agora nos cobra um alto preço. 

Por carolina goettenem, em hiperciência

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