sexta-feira

Congresso no Brasil gesta, em surdina, mordaça à internet e redes sociais

#BlogActionDay2015 #RaiseYourVoice

A repressão e/ou censura à liberdade de expressão, que não é nenhuma novidade, vem adquirindo novas feições com a chegada da internet e das redes sociais, sobretudo, quando o universo daqueles que se sentem a cada dia mais à vontade com a perspectiva de se expressarem livremente, vem causando sérias “dores de cabeça” em setores que ainda não conseguiram digerir tanta liberdade de expressão e manifestação.

No Brasil, por exemplo, nós temos as tentativas de calar as vozes de blogues e redes sociais, por políticos que se sentem incomodados com aqueles que se levantam contra tantas arbitrariedades e casos de corrupção deslavada no uso do dinheiro público, já que a internet se tornou um “osso duro” em suas trajetórias de impunidade e silêncio obsequioso da mídia convencional associada.

São pessoas públicas, políticos, acostumados que estavam com a impunidade e a  falta de transparência na cobertura da mídia convencional, sempre associada e beneficiaria desse estado de coisas.

Entretanto, com a onda de revelações que veem sendo feitas no país, graças a medidas institucionais do governo atual, que facilitam as investigações, inéditas por sinal. Projetos de lei em tramitação no Congresso tentam transformar em lei o que já se tem a ‘boca pequena’, com processos na justiça direcionados contra sites e blogues e usuários das redes sociais, o que mostra a nudez de caráter e de costumes, senão moral e cívica, de muitos políticos acostumados a ter suas mazelas ocultadas pela mídia associada.

As redes sociais como o Facebook, mas, sobretudo o Twitter, veem ocupando um espaço importante nesta luta, expondo o cotidiano e, notadamente, as mazelas de governos e parlamentares, o que gera estas reações.

O momento político é crítico, também em função da crise econômica mundial iniciada em 2008, que começa a “bater a nossa porta” de forma mais contundente agora. 
    
É neste momento que a internet tem mostrado de forma inequívoca o seu papel como ‘mídia expressiva’, com seus sites, blogs e redes sociais, desempenhando uma função paralela a da mídia tradicional, na revelação e discussão dos problemas, mas, sobretudo, na denúncia das armações político-partidárias, do acobertamento e cumplicidade da mídia convencional no ataque às instituições.

Tanta liberdade de expressão e participação passa a ser demasiado para uma classe política que historicamente se acostumou a ‘fazer o que quer’, em conluio com seus pares e os interesses externos que os patrocinam, enquanto a mídia tradicional conivente filtrava, pasteurizava os fatos antes de apresenta-los à população, ao eleitor.

A internet com os seus vários recursos ao alcance do usuário comum, em um cenário em que se popularizou de vez, vem relativizando esse poder quase absoluto de mandos e desmandos sobre a coisa pública. 

Em função disso já são vários projetos de lei que tramitam, praticamente em segredo, com a conivência da mídia convencional associada, como pode conferir seu teor nos links abaixo:
PL 215/2015, do Deputado Hildo Rocha (PMDB/MA)
PL 1676/2015, do Deputado Vital do Rego (PMDB/PB)
Como vê, já que tramitam em surdina, caso consigam ser aprovados, vão cair sobre as ‘nossas’ cabeças, depois, como fatos consumados.

O que surpreende é, também, o momento em que são colocados, um momento de crise econômica e política, como salientamos acima, quando a ênfase deveria ser em outros pontos mais relevantes para superar desafios que estão postos, mas, é proposital, para que tudo isso sirva como cortina de fumaça e facilite tanto a tramitação como eventual aprovação.

Isso ajuda a ilustrar o caráter pessoal e cívico dos formuladores das propostas e de seus apoiadores.

Participação: Blog Action Day (“Raise Your Voice”)

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