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segunda-feira

Evolução a toque de caixa...

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Ecologia_Liang Junqi Mutation - P.R CHINA - 2º lugar

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sexta-feira

Como usar dicas simples para não desperdiçar água. Vale à pena dar uma olhada

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A água é tão omnipresente em nosso cotidiano que dificilmente imaginaríamos um cenário sem ela, não é verdade? Entretanto, a avaliar pelo que andam fazendo com ela por aí... Não seria tão absurdo assim chegarmos a ter que usá-la de forma radicalmente racional em algum momento, ou seja, racionamento.

Logo, não custa começarmos a fazer a nossa parte e usá-la com mais racionalidade e bom senso em nosso dia a dia.

Aqui no Brasil detemos um dos seus grandes reservatórios – cerca de 12% de toda a água doce superficial disponível no planeta  mas nada que justifique o seu desperdício. Pelo contrário, precisamos é cuidar muito bem desta preciosidade.
Veja também: 
 - Quando não falta ‘só’ água 
 - Reuso da água uma ideia que pode ser uma boa ideia 
 - Algumas dicas simples no cotidiano dão uma força ao planeta e a vida 
 - Dicas oportunas e eficientes para garantir um uso mais racional da água
Um dado interessante é que sua distribuição não é assim – como poderíamos dizer? – tão equilibrada pelo território nacional. A Amazônia, por exemplo, que tem um percentual pequeno de nossa população, detém 78% do total, ao passo que a densamente povoada Região Sudeste fica, apenas, com 6%.

Como pode ver, um pouco de cuidado nunca é demais.

Veja abaixo algumas dicas simples.
'1 – Use um balde no chuveiro 
Ao esperar enquanto o chuveiro aquece o suficiente para seu banho, muita água escorre pelo ralo sem ser, de fato, utilizada. Para evitar esse desperdício, coloque um balde sob o chuveiro, da próxima vez, dessa forma você estará captando a água que não serviria para nada – e pode utilizá-la para algo útil. 
2 – Capte a água da chuva 
Uma cisterna ou mesmo um barril colocados sob a calha podem fazer maravilhas na captação de água da chuva. Se você não quer gastar muito, opte por um sistema mais simples e barato – qualquer esforço é válido, nesse sentido. A calha te ajudará a captar uma maior quantidade de água a cada tempestade. 
3 – Reutilize 
Quando cozinhar macarrão, não jogue a água usada fora. Posicione o escorredor sobre outra panela para armazenar a água e, depois que ela esfriar, regue suas plantas com ela. 
A cozinha, aliás, é um ótimo lugar para exercitar a reciclagem de água. Não apenas a utilizada no cozimento do macarrão é útil e, ao lavar os vegetais – frutas, verduras e legumes -, você pode posicionar uma bacia embaixo deles e, posteriormente, reutilizar toda aquela água que seria jogada fora. 
4 – Instale um sistema para reutilizar a “água cinza” 
A água cinza é toda água residual – ou seja, que já foi utilizada uma vez – que não contenha esgoto, por exemplo, a água utilizada no banho, na lavagem de roupas ou quando você lava as mãos. 
Há sistemas profissionais para captação e reutilização dessa água, como alguns que enviam a água do chuveiro para a descarga do vaso sanitário. Entretanto, se você não quer gastar com a instalação de um sistema profissional, pode simplesmente dedicar-se a captar a água cinza da sua máquina de lavar utilizando baldes, bacias e mesmo o próprio tanque de roupas. Depois, essa água pode ser usada para lavar as calçadas ou áreas molhadas da casa. 
5 – Não jogue água potável fora 
Isso serve para aqueles copos e outros recipientes contendo água, que podem ser esquecidos pela casa. Ao encontra-los, a atitude natural seria jogar o conteúdo fora, mas vale a pena pensar melhor: regar as plantas, por exemplo, pode ser uma boa saída para não desperdiçar H2O.'
Com informações de dicasdemulher

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domingo

Preservação ambiental... Saiu de moda de vez? A Sabesp vem inovando...

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Fica um ‘coisa’ com cara de proselitismo político, sobretudo neste contexto em que vivemos hoje, falar sobre o desserviço que o atual governador de São Paulo vem fazendo no Estado no que se refere à questão ecológico-­ambiental.

Originalmente tínhamos país afora instituições públicas voltadas à preservação ambiental, não apenas como um ‘delírio ecológico-ambiental’, diríamos assim, mas como um pressuposto indispensável para a preservação de recursos imprescindíveis à vida em seu sentido mais amplo das populações locais no curto, médio e longo prazo.

Entretanto algumas “correntes ideológicas” não veem valores como estes como ‘coisas validas’, já que se pautam, ou melhor, existem em função do lucro imediato, de preferência mais fácil e barato, é claro.

É o que parece estar acontecendo no Estado de São Paulo. Para nos atermos apenas a este exemplo.

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), uma grande instituição que fazia jus ao nome e função para os quais foi concebida e fundada, foi praticamente privatizada, ou seja, saiu do domínio e interesse público, e se pauta hoje em suas ações como uma empresa comum onde o lucro é o “moto propulsor”.

É o que vai constatar neste exemplo explícito de mudança radical de paradigma ambiental no Estado, com a obra de transposição das águas do rio Itapanhaú, em Bertioga, clique aqui e confira.

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Quando não falta "só" água...

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segunda-feira

E aí, o que faz com a sua “garrafinha de água” vazia? A sua resposta pode ter um efeito radical

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Ou porque você deve ‘desaposentar’ o velho filtro de cerâmica.
Esta moda e aparente facilidade mesclada com algum conceito vago de modernidade que fez os garrafões e garrafas de água mineral dominarem os ambientes, inclusive as residências, tem trazido um saldo pesado ao ambiente – leia-se à vida – com resultados que se preveem catastróficos no curto médio prazo.

A frase acima: “Ou porque você deve ‘desaposentar’ o velho filtro de cerâmica”, não é uma força de expressão ou uma brincadeira. É um recurso, pessoal, diga-se de passagem, para contribuir com a preservação ambiental.

É, parece pequena, insignificante... Entretanto, sabemos que tudo começa assim no pessoal, no pequeno, na unidade... Isto sem contar sobre a qualidade da água que o “filtro de barro” proporciona. Além dos custos, é claro.

Confira também:
 - Recicla? Não? Dê uma olhada nestes dados – estimulantes – abaixo 
 - O mar de lixo do Caribe e realmente um mar, entre aspas... E eu com isso? 
 - Baleias cachalotes encontradas mortas com estômagos cheios de lixo plástico
O efeito adicional que é deixar de contribuir com o verdadeiro flagelo ao meio ambiente com o descarte irresponsável das ‘garrafinhas’.

Em suma, falar, se preocupar, até condenar o que se fez, e faz, com o meio ambiente e assim comprometendo a continuidade da vida como se conhece... É bom... Mas, “arregaçar as mangas” – como se diz – e fazer algo é bem mais efetivo e racional.

Veja estes dados abaixo:
“Mercado da água de garrafa ameaça meio ambiente
Poluentes gerados pela fabricação, transporte e descarte do produto contribuem para o aquecimento global.

O consumo anual de água mineral em garrafa no Brasil cresce em média cinco litros por pessoa desde 2010, atingindo 55 litros per capita em 2013. O país já é o quarto maior consumidor mundial do produto, atrás apenas de Estados Unidos, China e México. Mas enquanto as cifras do mercado se multiplicam — de acordo com a Associação Internacional de Água Engarrafada (IBWA, na sigla em inglês), só nos EUA, as empresas do setor faturaram US$ 11,8 bilhões em 2012 — a poluição gerada pelo processo de fabricação, transporte e descarte das garrafas causa grande impacto ambiental.

Postado em 2010 pela militante americana Annie Leonard, o vídeo 
A História da Água Engarrafada (Vídeo legendado) circula até hoje na web e foi um dos grandes inspiradores de movimentos como o Água na Jarra, iniciativa criada em São Paulo no mesmo ano para incentivar o consumo de água da torneira. De acordo com Annie, esse crescimento é devido ao que ela chama de “demanda fabricada”.

Há anos, ONGs internacionais alertam sobre um futuro em que a água potável seria rara e valeria “mais do que ouro”. Para garantir seu filão no mercado, as grandes empresas de alimentos e bebidas agiram rápido: questionaram a qualidade da água de torneira e investiram em publicidade para garantir que seu produto era a opção mais saudável. Segundo a IBWA, o setor de água engarrafada é o segundo maior anunciante dos EUA.

O futuro chegou. Hoje, 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável, de acordo com a Whole World Water. A falta do recurso, reconhecido como direito universal, está relacionado à morte de uma criança a cada 15 segundos no mundo, segundo a Unicef.”

Veja um pouco a ‘história’ da dita cuja:

Fabricação

Os impactos gerados pela embalagem de politereftalato de etileno, ou PET, se iniciam com a extração do petróleo, a fabricação da pré-forma e a produção da garrafa. De acordo com Annie Leonard, no vídeo “A História da Água Engarrafada”, a cada ano, para suprir a demanda dos EUA, a indústria utiliza petróleo e energia suficientes para abastecer um milhão de carros, já que o produto tem que ser resistente o suficiente para ser transportado ao redor do planeta.

Ciclo de vida

Para a análise do ciclo de vida das garrafas são considerados o consumo de recursos naturais e outras matérias-primas, como água (na produção), geração de efluentes líquidos (que acabam poluindo rios, mares e lençóis freáticos), emissões atmosféricas (de transporte e fabricação) e geração de resíduos sólidos. Segundo a 5Gyres, os “plásticos foram feitos para durar para sempre e desenhados para jogar fora”.

Descarte

 No caso do descarte correto da garrafa, os impactos após o consumo são causados pela atividade de coleta e transporte do lixo, principalmente as emissões atmosféricas (CO2). Quando chegam aos aterros sanitários, que não possuem capacidade suficiente para comportar a crescente geração de lixo, as garrafas demoram milhares de anos para serem absorvidas. Quando são descartadas diretamente na natureza, acabam parando em mares e rios, o que agrava o problema das enchentes.

Reciclagem

 Mesmo quando a garrafa é reciclada, ela gera impactos ambientais. De acordo com a tese de mestrado de Renata Bachmann Guimarães (Brasília 2007), utilizada como base pela ONG Água na Jarra, se considerarmos taxas de reciclagem por volta de 50% do consumo, uma garrafa PET gera aproximadamente oito vezes o seu próprio peso em resíduos, levando em conta as emissões atmosféricas, efluentes líquidos e resíduos sólidos.

Oceanos

No mar, a ação de luz e das ondas quebra o plástico em partículas  cada vez menores, chamadas microplástico, que nunca desaparecem completamente, segundo a 5Gyres. O microplástico age como esponja, absorvendo pesticidas, metais pesados e poluentes orgânicos persistentes (POPs), que causam disfunções hormonais, neurológicas e reprodutivas. Já existem ilhas de plástico no oceano nas quais o microplástico é tão abundante que se tornou parte do ecossistema. Plânctons e pequenos crustáceos se alimentam deles, se intoxicam, também intoxicando pequenos peixes que os consomem. O processo se repete até chegar a peixes maiores e, logo, ao homem.

Com informações de Maria Clara Serra

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domingo

Microplástico, um ingrediente nada saudável na água que bebemos sem saber.

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Não sei por que cargas d´água as questões ambientas saíram de moda... É como se estivéssemos vivendo em um planeta ‘zero bala’ onde as mazelas construídas, ou destruídas, pelo sistema de produção/exploração e uso dos recursos naturais sumissem como que por um passe de mágica.

A mídia convencional calou-se – se é que informava, de fato, antes – os ambientalistas de plantão sumiram e até ONGs, blogs e sites que, ainda, tratam do tema têm ‘ibope’ perto de zero nas redes sociais. Os temas ambientais sumiram mesmo...

Qual foi a última vez que viu algo sobre questões ambientais ser falado ou discutido em conversas e bate-papos?

Mas, apesar do mutismo geral que se observa por aí, a ‘coisa’ continua’... É continua ameaçando a vida nesse planeta maravilhoso.
Veja também: 
E aí, conhece o microplástico? Veja como este seu companheiro pode acabar com os oceanos
Quando se fala em “vida”, parece até algo meio abstrato com o qual não temos nada a ver... Não tem nada a ver com a “nossa”...

O plástico ao qual se refere o titulo da reportagem não é aquele que você vê por aí, boiando nos rios e lagos ou ‘enfeitando’ a orla e a praia... O microplástico não é visível, assim... A olho nu...

Confira mais informações abaixo:

"Cientistas veem entrada de plástico na cadeia alimentar terrestre
São Paulo – Sinônimo de praticidade, o plástico se tornou tão útil na vida moderna a ponto de ser encontrado por todos os lados – até onde não deveria.

Evidências científicas crescentes demonstram que a onipresença do plástico em produtos cotidianos (de embalagens à cosméticos, passando por roupas e artigos domésticos) tem contribuído para uma poluição  sem precedentes no meio ambiente, e que não respeita fronteiras.

A contaminação das águas dos oceanos por detritos do material é um dos efeitos mais estudados pelos cientistas. Além de formar imensos bolsões de resíduos à deriva no mar, o lixo plástico já atinge as remotas praias do Ártico e as regiões mais profundas dos oceanos.

Agora, um estudo inédito revela que micropartículas plásticas podem estar presentes até mesmo na água potável que é servida à população em vários países do mundo.

A pesquisa, divulgada nesta semana pela organização Orb Media, encontrou vestígios de fibras de plástico microscópicas em 83% das 159 amostras coletadas de várias partes do mundo.

Foram encontradas microfibras plásticas até mesmo na água engarrafada e em casas que usam filtros de osmose reversa, um dos processos mais utilizados para fazer a purificação da água.

“A contaminação desafia a geografia: o número de fibras encontradas em uma amostra de água da torneira do restaurante Trump Grill, na Trump Tower, em Manhattan, nos EUA, foi igual ao encontrado em amostras de Beirute, no Líbano”, diz o relatório da Orb.

A pesquisa feita com apoio da Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota, que centralizou as análises globais, mostra que dos salões do Congresso dos EUA até as margens do Lago Victoria, em Uganda, mulheres, crianças, homens e bebês estão consumindo plástico em cada copo de água.
Ou seja: os microplásticos não estão apenas sufocando os oceanos, mas também a água potável do mundo. Inclusive a do Brasil.

Em parceria com a Orb, o jornal Folha de S.Paulo, coletou 10 amostras extras de águas em residências da capital paulista e as enviou para análise na Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota. A análise revelou que nove em cada 10 amostras continham microfibras de plástico.

A empresa de saneamento de São Paulo, Sabesp, assim como as demais empresas do setor no Brasil, não faz a filtragem desse material. Não há obrigação legal para que isso ocorra.

As empresas de tratamento de água seguem as determinações da Portaria 2914, do Ministério da Saúde, que dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano. E não há nenhuma referência na norma para controle de microplástico na água.

Na maioria das vezes, as fibras de vestuário são muito pequenas para serem filtradas nas estações de tratamento de águas residuais e acabam sendo descarregadas em córregos, rios, lagos e, eventualmente, no oceano.

“Nós acreditamos que o acesso a água limpa é um direito humano”, disse em nota Jane Patton, diretora geral do Plastic Pollution Coalition, entidade internacional que reúne representantes de Ongs, empresas e governos para combater a poluição plástica.

“Certifique-se de que o governo da sua cidade sabe que você espera que eles mantenham a água potável segura”, acrescentou Patton, recomendando que a população exija dos legisladores e governantes alguma ação sobre as micropartículas de plástico na água.

Riscos à saúde?
1 milhão de garrafas plásticas são vendidas a cada minuto
Os detritos plásticos são contaminantes complexos e persistentes do ponto de vista ambiental. O plástico é quase indestrutível e, no meio ambiente, só se divide em partes menores, até mesmo em partículas em escala nanométrica (um milésimo de um milésimo de milímetro). Ainda assim, a natureza é incapaz de “digeri-lo”.

Independentemente do tamanho do detrito, os plásticos muitas vezes contêm uma ampla gama de substâncias químicas usados para alterar suas propriedades ou cores e muitas delas têm características tóxicas ou de disrupção endócrina (imitam hormônios capazes de interferir no sistema endócrino). Para piorar, os plásticos também podem atrair outros poluentes, incluindo dioxinas, metais e alguns pesticidas.

“Nós temos dados suficientes, só de olhar para os impactos que o plástico está gerando sobre a vida selvagem, para se preocupar”, disse ao The Guardian, Dr. Sherri Mason, especialista em microplástico da Universidade Estadual de Nova York, que supervisionou as análises da Orb. “Se isso está impactando [a vida selvagem], então, como pensar que não vai nos afetar de alguma forma?”

Para os cientistas, o desafio é duplo: de um lado repensar os padrões de consumo e produção de plástico no mundo, incluindo aí formas de recolher e reaproveitar esses resíduos impedindo que eles contaminem o ambiente; e do outro, identificar os riscos que a ingestão de microplástico representa para os seres humanos.

A tarefa não será fácil. Como revelou estudo recente, o mundo já produziu 8,3 bilhões de toneladas de plástico desde que a produção em larga escala de materiais sintéticos começou, no início da década de 1950. É tanto plástico que equivale a cerca de 25 mil vezes o peso do Empire State Building, em Nova York. De todo esse lixo, apenas 9% foi reciclado, 12% foi incinerado e 79% está acumulado em aterros ou poluindo o ambiente natural.


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terça-feira

E aí, conhece o microplástico? Veja como este ‘companheiro’ em seu cotidiano pode acabar com os oceanos

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“Não compre maçãs embaladas em plástico, não use sacolas plásticas descartáveis, nem canudinhos para descarte imediato. Há um monte de modos de evitar usar plástico, vamos começar por aí”.

E aí, o que achou da recomendação acima? É só uma pontinha do “iceberg” do problema dos microplásticos que se tornaram omnipresentes em nosso cotidiano, com um detalhe que quase ninguém sabe do que se trata e sabe muito menos que estaria em suas mãos, pelo menos em tese, a solução ou o caminho para solucionar este problema “apocalíptico” que ameça silenciosamente a vida nos oceanos... Que ameaça a vida...

Na imagem acima temos dois exemplos de produtos que fazem parte de nossa vida diária e que seriam, ou estariam ‘transportando’ este agente sem que nos demos conta.

A sua ‘detecção’ como problema ambiental tão grave é recente, daí continuarem como ilustres desconhecidos, também em função da grande revolução que provocariam na produção de inúmeros produtos de uso até trivial de tão comuns e que exigiriam mudanças radicais tanto na produção como nos usos/costumes.
"Entenda como microplástico presente em 'quase tudo' está matando os oceanos
De pneus a roupas e cosméticos, o microplástico se encontra praticamente em todos os objetos do dia a dia. E seu impacto sobre as águas do planeta é catastrófico: calcula-se que, dos 9,5 milhões de toneladas de matéria plástica que flutuam nos mares, até 30% sejam compostos por partículas minúsculas. Invisíveis a olho nu, elas constituem uma fonte de poluição mais grave do que se pensava, como mostra o mais recente relatório da International Union for Conservation of Nature (IUCN).

“Nossas atividades diárias, como lavar roupas e andar de carro, contribuem significativamente para a poluição que sufoca os nossos oceanos, tendo efeitos potencialmente desastrosos para a rica diversidade que vive neles e para a saúde humana”, afirma a diretora geral da IUCN, Inger Andersen.

Segundo o estudo da organização, cerca de dois terços do microplástico encontrado nos oceanos são originados dos pneus de automóveis e das microfibras liberadas na lavagem de roupa. Outras fontes poluidoras são a poeira urbana, marcações rodoviárias e os barcos.

Perigo invisível

As imagens de tartarugas presas em redes de pescar e pássaros com anéis de latas de cerveja em volta do pescoço há muito correm mundo. O problema do microplástico, contudo, é invisível, só tendo sido recentemente detectado como tal. Assim, ainda se sabe relativamente pouco sobre sua escala e verdadeiro impacto ambiental.

Ao contrário do lixo plástico convencional, que se degrada na água, o microplástico já é lançado no ambiente em partículas tão microscópicas que driblam os sistemas de filtragem das estações de tratamento de água. É exclusivamente nesse tipo de dejeto que o relatório da IUCN se concentra.

A atual quantidade de microplástico nas águas é de 212 gramas por ser humano, o equivalente a se cada pessoa do planeta jogasse uma sacola plástica por semana no oceano.

Ingeridos por peixes e outros animais marinhos, os minigrãos podem ter sério impacto sobre seus sistemas digestivos e reprodutivos, e há sérias suspeitas de que acabem chegando aos humanos, cadeia alimentar acima. 

Maus hábitos de consumo

Como lembra João de Sousa, diretor do Programa Marinho Global do IUCN, as estratégias globais de combate à poluição marítima se concentram em reduzir o tamanho dos fragmentos do lixo plástico convencional. No entanto essa concepção precisa ser revista.

“As soluções devem incluir design de produtos e de infraestrutura, assim como o comportamento do consumidor. Pode-se projetar roupas sintéticas que liberem menos fibras, por exemplo, e os consumidores também podem agir, optando por tecidos naturais, em vez de sintéticos.”

Segundo outros especialistas, contudo, essa estratégia não tem o alcance necessário, e se precisa também abordar outros hábitos de consumo. Para Alexandra Perschau, da campanha “Detox” da organização ambiental Greenpeace na Alemanha, o real problema não é o tipo de casaco que se compra, mas sim quantos.

“O sistema de moda como um todo é o problema, é excesso de consumo”, comentou à DW. “Em diversos levantamentos, seja na Ásia ou na Europa, grande parte dos consumidores admite possuir mais roupas no armário do que precisam, mas continua comprando mais e mais.”

A produção mundial de vestuário dobrou a partir do ano 2000, excedendo os 100 bilhões de peças em 2014, de acordo com uma sondagem da Greenpeace. Além disso, atualmente as peças de vestuário tende a ser de difícil reciclagem.

“Temos cada vez mais peças confeccionadas com fibras mistas de poliéster e algodão, portanto nem temos como reciclá-las devidamente. No momento a tecnologia não está tão avançada que possamos separar esses tipos de fibras”, explica Perschau.

Entre a moda e meio ambiente

O relatório da IUCN saúda os esforços para banir as microesferas de plástico dos produtos cosméticos, inspirados por relatórios recentes. Trata-se de uma “iniciativa bem-vinda”, porém com impacto restrito, uma vez que esse tipo de material só responde por 2% da poluição com microplástico.

Em vez disso, seria necessária uma investida mais ampla e de impacto real contra as atividades geradoras das minúsculas partículas, segundo Maria Westerbos, diretora da Plastic Soup Foundation, que luta para que se pare de despejar matéria plástica no oceano.

“Somos todos responsáveis: é a ciência, a indústria, são os legisladores – e os consumidores. Todos nós precisamos fazer algo. Todos estamos usando plástico e todos o jogamos fora”, pleiteia Westerbos, sugerindo o desenvolvimento de tecidos que não desfiem e a adoção de novos filtros nas máquinas de lavar roupa – que só devem ser usadas com carga completa e de preferência com sabão líquido.
Perschau, da Greenpeace, acrescenta a importância de aumentar a vida útil das roupas. Em vez de jogar fora as que não se deseja mais, faria mais sentido trocá-las por outras ou entregá-las nas lojas de segunda mão. “Não estamos dizendo que não se deva usar roupa da moda, mas sim ser mais inteligente, vivendo de acordo com os próprios desejos sem comprometer os recursos do planeta.”

Com 7 bilhões de seres humanos e uma população crescente, será preciso mudar nossas atitudes em relação ao plástico, se quisermos salvar os oceanos, observa Westerbos:
“Não compre maçãs embaladas em plástico, não use sacolas plásticas descartáveis, nem canudinhos para descarte imediato. Há um monte de modos de evitar usar plástico, vamos começar por aí“.
Do DW/UOL

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domingo

Algumas dicas simples no cotidiano dão uma força ao planeta e a vida

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Embora não existem sinais significativos de que a situação tenha mudado, melhorando, as pessoas se comportam com se tudo estivesse às mil maravilhas.

Estamos falando sobre as condições objetivas do planeta terra para dar conta dos desafios crescentes em função do uso um tanto quanto irresponsável, senão predador, que fazemos dos seus recursos que vêm garantindo a vida no planeta.

Os próprios meios de comunicação “tiraram da pauta” este tema tão vital, literalmente falando.

O tema “questões ambientais”, por exemplo, sumiu da do noticiário convencional como um todo, assim como dos corações e mentes das pessoas.

Mas, o fato é que o planeta não cresceu em recursos, notadamente em ‘coisas’ coma a água e as pessoas vêm – continuam – agindo como se eles fossem infinitos, inesgotáveis.

Em meio a este cenário de ‘irresponsabilidade’ que se verifica com o silêncio, só nos resta partir pra fazer a nossa parte.

É isso. A nossa parte individualmente, o que, ao contrario do que possa se pensar tem um peso considerável, também pelo exemplo até silencioso que possamos dar com nossa atitude e com nossas atividades no cotidiano.
Confira também: 
- Dicas oportunas e eficientes para garantir um uso mais racional da água 
- Veja como consumir a melhor e a mais pura água 
- Reuso da água uma ideia que pode ser uma boa ideia
Veja um roteiro que pode ser observado em nosso cotidiano, sem grandes trabalhos ou contratempos.

1 – Procure ser breve no banho, inclusive desligado o chuveiro enquanto se ensaboa;

2 – Desligue a torneira da pia enquanto escova os dentes;

3 – Tente não acender as lâmpadas pela manhã. Utilize a luz do dia;

4 – Separe o lixo reciclável à medida que faz suas tarefas cotidianas, mantendo-o em lixeira própria, mesmo que não exista um sistema de coleta seletiva em seu bairro/cidade;

5 – Verifique se todos os eletrodomésticos e os eletroeletrônicos – possíveis – estão desligados no “stop” ou mesmo desligados da tomada;

6 – Tente utilizar o transporte coletivo algumas vezes na semana;

7 – Ao fim do expediente no trabalho, proceda como no item 5 antes de sair;

Como vê, são atitudes relativamente simples que não parecem ter o peso que têm.

O uso racional e inteligente dos recursos – no caso a energia e água – é uma grande contribuição pessoal à preservação dos recursos e das condições de vida no planeta. Pode ter certeza.

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quinta-feira

Reuso da água. Uma idéia que pode ser uma boa idéia

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Falar sobre a água, sua importância e riscos – para nós, é claro! – já está se tornando tão redundante que chaga às raias da chatice, não é verdade?

Neste espaço aqui então... Mas, não dá para evitar, não em um blog que se pretende defensor do meio ambiente e, também, porque embora estejamos no “métier”, tem ‘coisas’ que parece novidade, relevante. Logo acabamos por ‘voltar a falar... ’

Este tema sobre o reuso da água parece tão óbvio, não é verdade? Pelo menos como conceito, como ideia, já que desconheço alguém que use o “reuso”, embora pareça tão racional, tão óbvio.

Um fator que talvez ajude a explicar a ‘não ação’, mesmo, das pessoas mais informadas é o tempo. O tempo é um fator que vem relativizando muitas coisas e determinando outro tanto.

Para ficarmos em, apenas, um exemplo ou forma de reaproveitar a água usada é o uso da maquina de lavar roupas.

Viu a quantidade de água, inclusive muita dela praticamente limpa – no final do processo – que desce ralo abaixo e vai para o esgoto?

Nem precisa dar tantas bolas à mente e à criatividade para encontrar “reúsos” para ela, inclusive ser reutilizada na fase inicial da próxima lavagem.

Ou, lavar um passeio, por exemplo. Mas nada como uma boa mangueira com um dispositivo na ponta, quando rola até prazer no processo, não é verdade?

Salientamos uma situação “macro” – máquina de lavar – quando sabemos que ao longo do dia, muitas situações e atividades ‘domésticas’ poderiam dar uma força à tese não só do reuso, como da economia e parcimônia no uso, pura e simples.

Nesta área, qualquer atitude/ação por menor e mais simples que possa parecer é lucro.

O uso racional, consciente da água é um grande lucro para o planeta, para a vida como um todo. 

Mas, é como diz o velho ditado popular: “A teoria na pratica é diferente”, não é verdade? É o que acontece em alguns casos, onde a realidade é diversa da prática no cotidiano.

É o caso de estados como São Paulo, quando a situação é até certo ponto omitida pela mídia por motivações políticas, já que um único partido ‘desgoverna’ a questão no Estado há mais de 20 anos. O que leva a população a usar – e abusar – da água como se vivesse no melhor dos mundos ‘de fartura d’ água’. Quando a realidade no Estado está longe, muito longe, disso.

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