sexta-feira

Recicla? Não? De uma olhada nestes dados – estimulantes – abaixo

.
O “estimulante” no título parece uma ironia, mas é um misto de brincadeira/estímulo para quem recicla continuar firme e, sobretudo, para quem ainda, não entrou para o “clube”.

Em atualização nos dados sobre reciclagem/reutilização de recursos só muda em índices, o que nem em tudo tem a ver apenas com atuações públicas na área, mas, sobretudo, com a consciência ambiental de cada um, já que todo processo começa na cabeça e depois nos procedimentos dentro de casa/trabalho.

No texto abaixo vai conferir alguns “incentivos” para confortá-lo se já recicla, ou se não, como estímulo para que entre para o “grupo”... A natureza, ou melhor, definindo, a vida, agradece... A de todos os seres, inclusive ou, sobretudo a nossa.

É uma panorâmica sobre o cenário da utilização x reciclagem x descarte ambiental de algumas “figurinhas carimbadas” que fazem parte radical de nosso cotidiano, de nossa vida.

Confira!

 - Economia

 Reciclar uma tonelada de papel economiza 2,5 mil litros de petróleo, 26,5 mil litros de água e evita a derrubada de 17 árvores...

 - Uso nobre

27 mil árvores são derrubadas a cada dia para fazer papel higiênico... 

 - Impressos 

95% das informações do mundo continuam sendo armazenadas em papel. A maioria nunca é vista mais de uma vez

 - Lâmpada

Reciclar uma única garrafa de plástico pode economizar energia suficiente para manter acesa uma lâmpada de 60 w durante seis horas...

 - Desperdício

Os americanos jogam no lixo 2,5 milhões de garrafas plásticas por hora. Cada uma leva 500 anos para se decompor...

 - Plástico no tanque

Reciclar uma tonelada de plástico economiza 7,5 mil litros de gasolina...

 - Lixo marinho

Seis milhões de toneladas de lixo são jogadas no mar todos os anos. Na maior parte, plástico...
  Veja: 29 baleias cachalotes são encontradas mortas na Alemanha com estômagos cheios de lixo plástico 
  - Engano fatal

Milhares de criaturas marinhas morrem ao comer sacos plásticos achando que são águas-vivas...
  Veja: Mil tartarugas morrem todos os anos no litoral norte de SP por causa de lixo descartado indevidamente nas praias
 - Exemplo

Na Finlândia, são recicladas 9 de cada 10 garrafas plásticas, e quase 100% das garrafas de vidro...

 - Astronômico

A quantidade de latas e garrafas de refrigerante dispensada pelos americanos em um ano é suficiente para chegar à Lua e voltar 20 vezes...

 - Som na lata

Reciclar uma latinha de alumínio pode poupar energia para ouvir um álbum inteiro no seu iPod ou assistir TV por duas horas...

 - Negócio lucrativo

A reciclagem do alumínio economiza 95% do custo de energia para produzir alumínio novo...

 - Ciclo

Uma lata de alumínio reciclada pode voltar para a prateleira do supermercado em dois meses...

 - Multa

Desde 2005, os moradores de Nova York devem reciclar seus aparelhos eletrônicos, ou pagar uma multa de US$ 100 por peça...

 - Poluição

Se os Estados Unidos elevassem a taxa de reciclagem de 34,5% para 75%, seria o equivalente a remover o monóxido de carbono emitido por 50 milhões de automóveis...

  - Arquivo secreto

A CIA queima documentos confidenciais para aquecer sua água...

  - Desvantagem

Nem sempre a reciclagem resulta em economia financeira. Por exemplo, resina plástica virgem custa 40% menos que resina reciclada...

Como pode ver, esse é o quadro – por alto – da utilização/desperdício de recursos.
O que acha?

Obs. Se, ainda, não tem coleta seletiva onde mora, separe o seu ‘lixo’ assim mesmo, pois pode facilitar a coleta que não raro acontece nos lixões, mesmo de maneira informal pelos conhecidos catadores.

Com informações de bol/uol

Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

Share/Save/Bookmark

sábado

Sustentabilidade se aprende em casa e na escola. Com exemplos e conversas

.
Informação, consciência e atitude... Pelo visto a questão ambiental ou de sustentabilidade do planeta passa, inevitavelmente, por este trio.

Mas, como fazer isso? O tema não dá lá ‘estes ibopes’ todo, apesar da sua vitalidade, literalmente, e nem tampouco a mídia usual perde seu tempo com estas filigranas, já que está por demais – como se diz – mancomunada com os interesses econômicos que usam e abusam do planeta como se ele fosse eterno em recursos e possibilidades.

E então?

A saída, pelo visto, fica com educação ecológica da criança, sobretudo, feita por pais e mestres... É a única saída!

Daí o ‘novo cidadão ecológico’ cresce atuando, praticando aquilo que é o mínimo pessoal e individual possível, para garantir um processo mais sustentável que poupe o planeta e a vida.

É no varejo – no individual – que se constrói o ‘atacado’ necessário.

Com adultos inconscientes a ‘educação’ da criançada ocorre naturalmente, por mera observação dos cacoetes e/ou hábitos equivocados, sobretudo dos pais em casa, que vem condenando o planeta, a vida.  

Tudo acontece “naturalmente”...

A questão ambiental saiu de moda. É como se ‘tudo’ estivesse nos conformes e a dilapidação do planeta segue, também, ‘naturalmente’...
Leia também: 
 - Veja dicas para uma casa sustentável. É fácil... Confira!
Logo, se você é ‘adulto’ – pai e/ou mestre – a bola está com você. Você pode se tornar o exemplo/educação imprescindível para tentarmos reverter todo processo.

Ao pé da letra é só fazer... Os filhos veem e... Isso para os pais, embora a conversa seja um adicional muito importante, pois coloca a questão na ordem do dia.

Veja algumas dicas:

1. Evite o desperdício de energia elétrica. Alerte as crianças sobre a necessidade de desligar os aparelhos que não estão em uso. É comum ver crianças deixando jogos eletrônicos, computadores e carregadores de celulares ligados desnecessariamente. Explique também a elas que deixar as luzes acesas traz um gasto alto de energia elétrica, sendo prejudicial ao planeta.

2. Ensine as crianças a não desperdiçar água. As crianças geralmente apreciam brincar com ela, não tendo a dimensão dos problemas de desperdício desse recurso natural precioso. Ensine que as torneiras devem estar completamente fechadas, mesmo durante a escovação dos dentes, abrindo somente para o enxágue da boca e da escova dental.

3. Habitue a criança a reciclar. Incentive-a a descartar corretamente os resíduos sólidos, a reaproveitar sacos plásticos, papéis e brinquedos. No momento de ir às compras, questione a criança sobre a real necessidade de ter mais um brinquedo, por exemplo. Além de poupar o meio ambiente, a criança aprenderá a consumir produtos com consciência. Lembre-se de que o termo “jogar fora” não existe em nível planetário.

4. Leia com as crianças informações sobre o meio ambiente e sobre como o estilo de vida da família pode impactar negativa ou positivamente na manutenção de nosso planeta. Ensine a elas o conceito de Terra como Casa Comum, termo utilizado pelo Papa Francisco na Carta Encíclica Laudato Si’ – leia aqui – que nos convoca a cuidar de nosso planeta.(g1)

Como falamos acima, tudo isso só será possível se, além das “falações”, a criança observar estas práticas em seu cotidiano, dentro de casa. O exemplo é a ‘lição’ mais eficiente, que funciona até sem que o ‘educado’ perceba.

Se cada um fizer a sua parte – o velho clichê – tudo se encaminha, tudo vai dar certo, embora a única responsabilidade de cada um é consigo mesmo, no caso com os filhos. O vizinho... Só nos resta torcer.

Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

Share/Save/Bookmark

segunda-feira

Plantas ornamentais conhecidas que podem ser tóxicas para cães e gatos

.
É a modernidade, entre aspas, que torna importante um artigo como este, pois, pelo menos em princípio, o instinto animal impediria que um caso assim ocorresse por ingestão, contato ou o envenenamento de cães e gatos com plantas.

A ‘culpada’ é a tal modernidade e o contato longo e intensivo – senão ‘pouco animal’ – com os humanos que eliminou esta ‘aptidão’ tão oportuna, logo, é bom dar uma olhada na lista, pois a ‘turma’ hoje pode se dar mal.

A ideia é colocar as plantas fora do alcance dos ditos cujos, já que não seria bom nos privarmos da companhia e beleza delas.

Tanto cães como gatos têm um hábito de “comerem plantas” quando estão com ‘algum problema digestivo’, que costuma funcionar como um recurso para forçar o vômito, o que os deixa vulneráveis em contato com as plantas tóxicas, ou consideradas como tais para eles.

Veja esta relação abaixo com as mais comuns ou mais facilmente encontradas em casa.

 - Comigo-ninguém-pode (é a campeã...)
Devido à beleza de suas folhagens e pela crença popular de que a planta traz proteção ao lar, a Diffenbachia sp é facilmente encontrada nos lares brasileiros e é campeã como causadora de intoxicação em animais. Seus mecanismos de toxicidade são múltiplos e as substâncias encontradas na planta, como o oxalato de cálcio, irritam as mucosas de animais e humanos. 

A intoxicação pode ocorrer por ingestão de qualquer parte da planta ou por contato com a pele. Os sintomas variam desde edema e irritação da mucosa, até asfixia e morte, sempre causando dor intensa. "Essa planta foi a campeã de ingestão por cães e gatos. É conhecida pela beleza de suas folhas e facilidade de cultivo, mas quando em contato com os animais, pode levar à morte facilmente por asfixia. Para se ter noção, meia folha é o bastante para matar um humano", disse a professora da USP Silvana Górniak.

 - Avenca
A planta Adiantum capillus-veneris, que não é nativa do Brasil, é bastante cultivada como planta medicinal e pela crença popular de espantar o mau-olhado. A ingestão dos brotos da Avenca, no entanto, pode causar câncer nos animais.

 - Lírio e Lírio-da-Paz
Muito encontradas nas casas brasileiras como plantas ornamentais, todas as partes do Lilium sp e do Spathiphyllum wallisii são tóxicas. A ingestão das plantas pode causar irritação oral e de mucosas, irritação ocular, dificuldade de engolir e até problemas respiratórios em casos mais graves. Ainda podem aparecer como sintomas da intoxicação pelo Lírio/Lírio da paz alterações nas funções renal e neurológica.

 - Violeta 
O caule e as sementes da Viola adorata são altamente tóxicos. A ingestão dessa planta ornamental tão comum pode causar, na ingestão de latas doses, severas gastrites, depressão circulatória e respiratória, além de vômitos e diarreias. Os princípios ativos tóxicos são viloinha, acido tânico e salicílico.   

 - Espada-de-são-jorge
Sansevieria trifasciata é uma planta ornamental muito utilizada nos lares brasileiros pela crença popular de que traz prosperidade. No entanto, a Espada-de-são-jorge possui substâncias de alta toxicidade. Entre os males que pode causar aos animais de estimação está a dificuldade de movimentação e de respiração devido à irritação da mucosa e salivação intensa.

 - Bico-de-papagaio
Euphorbia-pulcherrima possui uma seiva leitosa tóxica, chamada látex irritante, que em contato com a pele dos animais, pode causar lesões cutâneas e conjuntivite. A ingestão dessa planta pode causar náuseas, vômitos e gastroenterite em gatos e cachorros.

 - Coroa de Cristo
O conhecido arbusto espinhoso, Euphorbia milii, encontrado em jardins e calçadas, possui como substância tóxica o látex irritante, substância que ao entrar em contato com o animal de estimação – seja pela pele, ou ingestão – pode causar reações inflamatórias como inchaço, dor e vermelhidão.

Antúrio
Todas as partes da planta Anthurium spp possuem oxalato de cálcio, um princípio ativo que oferece riscos à saúde dos animais. Os principais sintomas são queimação de mucosas, inchaço da boca, lábios e garganta, edema de glote, asfixia, náuseas, salivação, vômitos e diarreia.

 - Azaléia
Azalea sp é considerada um símbolo da cidade de São Paulo, sendo encontrada facilmente nos lares como planta ornamental. Seu princípio ativo é a andromedotixina, uma substância que, quando ingerida, pode causar distúrbios digestivos durante até 6 horas após o consumo, além de provocar disfunções cardíacas.

Como pode ver, são plantas relativamente comuns e muito encontradas ‘por aí’, embora existam outras na lista, como o copo de leite, a espirradeira, o fumo bravo, o tomate verde, a maconha, a mamona, inclusive que podem nascer aleatoriamente no quintal ou jardim.

Com informações de Marina Rappa

Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

Share/Save/Bookmark

sexta-feira

Estudo alerta para extinção em massa de alimentos. Não, não é para o futuro distante... É logo!

.
Plantação de café
Ao que tudo indica, conversas desse tipo... Se são ‘vistas’, efetivamente, funcionam em boa parte das cabeças das pessoas – quando acontece – como algo meio fictício, que caso venha a acontecer vai ser em um tempo/data perdido no tempo e no espaço futuros, logo não teria nada a ver com ele, com a sua vidinha...

Pelas datas dá para ver que não estaria tão longe assim – filhos, netos... –, isso sem falar que “sintomas” da “coisa” já podem estar afetando a vida, os bolsos, hoje – e estão – sem que as pessoas se deem conta disso.

Logo, é bom nos informarmos, mas, sobretudo para saber o que cada um de nós pode fazer – agora – para, no mínimo, contribuir para atenuar a “coisa”. 

        “Estudo alerta para extinção em massa de alimentos

Não apenas espécies animais, mas também vegetais estão em risco, afirmam pesquisadores: agricultura industrial e mudanças climáticas ameaçam alimentos como batatas, cacau e café.

Nos últimos tempos, houve muita discussão sobre a chamada sexta extinção em massa, mas as graves consequências para os alimentos têm ficado em segundo plano, alerta o grupo de pesquisa Bioversity International.

Em relatório divulgado nesta terça-feira (26/09), o grupo aponta que, das estimadas 7 mil espécies vegetais comestíveis, majoritariamente 30 são usadas para alimentar o mundo.

O documento, de quase 200 páginas, apresenta evidências de que investimentos em biodiversidade agrícola podem desempenhar um papel-chave na redução da fome, da desnutrição, da degradação ambiental e das mudanças climáticas.

"De alguma maneira, essa questão [da agrobiodiversidade] foi negligenciada, assim como acontecia com a agricultura orgânica há 20 anos, quando era vista como algo de nicho", afirma Ann Tutwiler, diretora-geral da Bioversity International e coautora do relatório.

Em artigo publicado pelo jornal britânico The Guardian nesta terça-feira, Tutwiler destaca que até 22% das espécies de batatas existentes devem entrar em extinção até 2055 devido às mudanças climáticas. Cacaueiros em Gana e na Costa do Marfim, de onde se originam 70% do chocolate mundial, podem não sobreviver a um aumento da temperatura global de 2 °C. E na Tanzânia, as plantações de café já produzem metade do que produziam em 1960.

Mundo afora, apenas três culturas agrícolas – arroz, milho e trigo – fornecem cerca de 50% do total de calorias consumidas. Em quase 80% das áreas dedicadas ao cultivo de cereais, são plantadas apenas essas três variedades vegetais. Qualquer ameaça a esses alimentos provocada pelas mudanças climáticas poderia ser devastadora, alerta o grupo de pesquisadores.

A solução seria parar de colocar todos os ovos na mesma cesta e cultivar diferentes tipos de alimentos. "A biodiversidade precisa ser integrada à agricultura", afirma Tutwiler.

"Uma série de variedades tradicionais de sementes têm traços únicos que as fazem resistentes ao calor, a secas e a enchentes. Elas precisam ser encontradas, preservadas e usadas em programas de desenvolvimento de culturas agrícolas", afirma, apontando a agrobiodiversidade como a maneira mais efetiva de reduzir os efeitos das mudanças climáticas na produção de alimentos.

Outra solução para a extinção de alimentos seria criar demanda por diferentes culturas agrícolas. "Hoje temos demanda por café da Etiópia, por quinoa da Bolívia e dos Andes", diz Tutwiler. "Essas eram culturas que haviam sido completamente esquecidas. E em parte por meio dos nossos próprios esforços elas foram conservadas e agora têm um valor econômico."

A agrobiodiversidade inclui estratégias como rotação de culturas e não deve ser apenas aplicada a pequenos agricultores, destaca Tutwiler.

A Bioversity International destaca ainda que os sistemas agrícolas industriais, que produzem a maior parte dos alimentos consumidos no mundo, estão, na realidade, impulsionando as mudanças climáticas e a degradação ambiental.

Segundo o estudo, a agricultura é responsável por 24% das emissões de gases do efeito estufa mundo afora e é a maior consumidora de água doce do mundo. Mais de 60% das 5.497 espécies que a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) classifica de ameaçadas são impactadas pela agricultura.

Gado e soja

A questão da extinção em massa também será o foco da conferência internacional Extinction and Livestock (Extinção e Pecuária), que tem início no próximo dia 5 de outubro, em Londres. No evento, será discutido como transformar nossos sistemas alimentícios e agrícolas globais em prol das pessoas, do planeta e dos animais.

"A agricultura intensiva causa um enorme dano à vida selvagem, às pessoas e ao meio ambiente e é um dos principais fatores que contribuem para a extinção de espécies e a perda de biodiversidade no planeta", diz Philip Lymbery, CEO da organização Compassion in World Farming e um dos organizadores do evento em Londres.

Lymbery afirma que, enquanto se fala muito nas mudanças climáticas e na caça furtiva para explicar a extinção de espécies, a indústria da carne, assim como os cereais e a soja cultivados para alimentar o gado, são o problema fundamental.

Segundo o especialista, a quantidade de cereal e soja usada como alimento para animais na pecuária mundo afora seria suficiente para alimentar 4 bilhões de pessoas. Ele classifica de "loucura em um prato de comida" a perda de biodiversidade devido à produção de carne, leite e ovos.

Em DW

Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

Share/Save/Bookmark

terça-feira

Alimentos ‘excedentes’ são distribuídos gratuitamente na Nova Zelândia

.
Segundo estimativas da FAOOrganização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos é desperdiçada anualmente em todo o mundo, enquanto milhões de pessoas passam fome.

Em função disso uma boa iniciativa surgiu na Nova Zelândia que distribui gratuitamente todo o excedente que seria jogado no lixo.

Um detalhe é que na existe ‘público alvo’ na distribuição, é plenamente aberto a quem se interessar.

Veja como funciona. Se a moda pega...
“Capital da Nova Zelândia abre mercado grátis para combater desperdício
(...) Chamada de Free Store, a mercearia começou como um projeto temporário, há cerca de sete anos, pensado pelo artista Kim Paton. Felizmente, a ideia vingou e o que era para durar duas semanas, virou uma iniciativa permanente. Hoje, a loja enche suas prateleiras com alimentos excedentes de padarias e supermercados.

Mas, qualquer morador pode chegar e levar? Segundo o co-fundador Benjamin Johnson, não há nenhum tipo de restrição. “Não há condições sobre quem pode chegar à The Free Store. Não há critérios. Qualquer um pode vir por qualquer motivo e levar o que quiser”, garante.

O mercado gratuito tem o apoio de voluntários, doadores e cerca de 65 fornecedores, localizados em torno do centro da cidade de Wellington. De acordo com Johnson, a Free Store distribui entre 800 a 1.500 itens alimentares a cada sexta-feira entre as 18h e as 19h, com média de cerca de 250 mil itens alimentares -; o que equivale a um milhão de dólares de alimentos economizados por ano.

Vale lembrar também o desperdício representa 10% das emissões globais da agricultura. Um estudo do Instituto de Pesquisa sobre o Impacto Climático de Postdã mostrou que esse número pode aumentar de 0,5 para 2,5 gigatoneladas as emissões de CO2e até 2050.

A Free Store já possui quatro lojas em toda a Nova Zelândia.”


Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

Share/Save/Bookmark

sábado

Puns e arrotos têm mais ‘poder’ no aquecimento global do que se imaginava

.
Quem diria hein? Que os Puns – ou peidos, traques, bufas, flátuos... É só escolher – teriam um efeito tão danoso assim sobre o meio ambiente e, consequentemente, sobre a vida, não é verdade?

O problema não é o ‘fenômeno’ em si mesmo, mas o grande volume... Já que, pelo menos em princípio, todos os seres, inclusive os humanos, também são ‘chegados’...

Ainda tem o ‘apoio’ dos arrotos, pode?

Pelo visto, em função dos nossos hábitos alimentares, sobretudo, a coisa fica de difícil solução, já que a tendência é o aumento no consumo dos derivados ‘deles’ – bois, porcos, ovelhas etc. – e não se vê movimentos por aí tentando reduzir significativamente, exceto os veganos e vegetarianos. Eu, por exemplo, me incluo na categoria.

              “Nós subestimamos grosseiramente o papel dos puns de bovinos no aquecimento global

Um novo estudo patrocinado pela NASA mostra que as emissões globais de metano produzidas pelo gado são 11% maiores do que as estimativas levantadas na última década. Como o metano é um gás de efeito estufa particularmente perigoso, a nova descoberta significa que será ainda mais difícil combater as mudanças climáticas do que parece.

Sabemos há bastante tempo que os gases de efeito estufa emitidos pelo gado, ovelhas e porcos contribuem significativamente para o aquecimento global, mas uma nova pesquisa, publicada no Carbon Balance and Management, mostra que a situação é pior do que pensávamos. Os números atualizados ​​de metano produzidos pelo gado em 2011 foram 11% maiores do que as estimativas levantadas em 2006 pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) – informações que, agora, estão desatualizadas.

É difícil acreditar que os arrotos, puns e o cocô do gado possam ter qualquer tipo de efeito atmosférico global, mas isso é questão de escala e da natureza do próprio gás metano.

Muito e muito gado

Existem cerca de 1,5 bilhão de vacas e bois no planeta, cada um deles expulsando mais de 30 a 50 galões de metano por dia. Normalmente, pensamos que os puns sejam os maiores responsáveis pela emissão, mas os arrotos são, na verdade, a principal fonte de metano produzido pelo gado, representando 95% do problema dos gases com efeito estufa.

Isso é de fato grave e problemático. O metano é cerca de 30 vezes mais eficiente na captura do calor radiante do Sol do que o dióxido de carbono, em uma escala de tempo de cerca de um século. Pode haver mais CO2 na atmosfera do que o metano, mas, isoladamente, o metano é o gás de efeito estufa mais destrutivo.

Tanto a iniciativa de pesquisa do Sistema de Monitoramento de Carbono da NASA quanto o Instituto de Pesquisa de Mudanças Climáticas Globais (JGCRI) contribuíram para os resultados trazidos no estudo. A equipe de Wolf reavaliou os dados utilizados para produzir as estimativas de emissão de metano do IPCC 2006. As estimativas anteriores basearam-se em taxas relativamente modestas de aumento de metano, entre os anos 2000 e 2006. Depois, porém as coisas mudaram dramaticamente, aumentando dez vezes ao longo dos dez anos seguintes.

As novas estatísticas demonstram um aumento de 8,4% nas emissões de metano a partir da digestão (processo também conhecido como “fermentação entérica”) em vacas leiteiras e outros bovinos, e um aumento de 36,7% no metano emitido através do estrume, em comparação a estimativas anteriores do IPCC. O novo relatório mostra que o metano representou aproximadamente 16% das emissões globais de gases de efeito estufa em 2016. Outras atividades humanas, como a produção e transporte de gás, petróleo e carvão, junto à redução de nossos resíduos orgânicos, também contribuem para a emissão global de metano.

Aumento nas estimativas

É importante destacar que as novas estimativas são 15% mais altas do que as estimativas globais produzidas pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) e quatro por cento maiores do que dados trazidos pelo Emissions Database for Global Atmospheric Resear.

“Em muitas regiões do mundo, a pecuária está mudando e a criação resultou em animais maiores com uma taxa mais alta de ingestão de alimentos”, observou Wolf em um comunicado. “Isto, juntamente com as mudanças na gestão da pecuária, pode levar a maiores emissões de metano”. Sobre isso, ele acrescentou: “Medições diretas de emissões de metano não estão disponíveis em todas as fontes que liberam o gás. Assim, elas são relatadas com base em estimativas e diferentes métodos ou premissas. Neste estudo, estabelecemos novos marcos por animal – que são medidas da quantidade média de CH4 descarregada por eles na atmosfera – e novas estimativas das emissões globais de metano através do gado”.

Entre aumentos e reduções

A nova pesquisa mostra que as emissões de gás metano diminuíram nos EUA, no Canadá e na Europa, mas estão aumentando em outros lugares. Muito provavelmente, o restante do planeta está alcançando os padrões de primeiro mundo em termos de consumo de carne e lácteos.

“Nas regiões globais, houve uma variação notável nas tendências das emissões estimadas nas últimas décadas”, disse Ghassem Asrar, diretor da JGCRI e co-autor do novo estudo. “Por exemplo, descobrimos que as emissões totais de metano do gado aumentaram mais em regiões em rápido desenvolvimento situadas na Ásia, América Latina e África. Encontramos os maiores aumentos nas emissões anuais nos trópicos do norte, seguido pelos trópicos do sul”.

Não está claro à primeira vista como, ou mesmo se, esses números atualizados ​​afetarão a produção pecuária ou as políticas públicas. A nível individual, porém, as estimativas sugerem que devemos reduzir nosso consumo de carne e produtos lácteos. Nossa dominação sobre esses animais, ao que parece, agora nos cobra um alto preço. 

Por carolina goettenem, em hiperciência

Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

Share/Save/Bookmark

quarta-feira

O ambientalismo e suas mazelas sumiram da mídia oficial. Acredite se quiser, Brasil é recordista em crimes

.
É como escrevemos na introdução de um artigo aqui no blogue, sobre a qualidade da água que bebemos:
Não sei por que cargas d´água as questões ambientas saíram de moda... É como se estivéssemos vivendo em um planeta ‘zero bala’ onde as mazelas construídas, ou destruídas, pelo sistema de produção/exploração e uso dos recursos naturais sumissem como que por um passe de mágica. 
A mídia convencional calou-se – se é que informava, de fato, antes – os ambientalistas de plantão sumiram e até ONGs, blogs e sites que, ainda, tratam do tema têm ‘ibope’ perto de zero nas redes sociais. Os temas ambientais sumiram mesmo... (Veja aqui)
A “nova” fase do capitalismo, pelo visto vem jogando pesado e a mídia associada não tem feito diferente e vem exercitando seu papelzinho de sempre, ou seja, tem tentando fazer de conta que está tudo bem...

Veja esta ‘notícia’ abaixo...
"Brasil é o País mais perigoso do mundo para ativistas ambientais e rurais, aponta estudo
Um estudo publicado nesta quinta-feira (13) pela ONG Global Witness apontou que o Brasil é o país mais perigoso do mundo quando se trata de questões agrárias.

Segundo dados publicados pela organização, 49 pessoas que defendiam causas ambientais e rurais foram assassinadas em 2016.

 A ONG ainda afirma que a indústria madeireira estaria ligada a 16 assassinatos, enquanto que grandes proprietários de terra seriam responsáveis por inúmeras mortes na Amazônia. Para a Global Witness, “o Brasil tem sido sistematicamente o país mais funesto para defensores e defensoras do meio ambiente e da terra”.

Com relação a políticas ambientais e proteção aos ativistas, a organização afirma que, “apesar do chocante e crescente número de assassinatos, o governo brasileiro tem, na verdade, diminuído a proteção a defensoras e defensores ambientais” e destaca medidas negativas tomadas por Michel Temer que “quase imediatamente após assumir o poder, em agosto do ano passado, desmantelou o Ministério dos Direitos Humanos”. 

Caros amigos em Opera Mundi

Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

Share/Save/Bookmark

sábado

Curso gratuito, online, sobre mudanças climáticas é oferecido pela ONU

.
Mesmo nesta grande rotatividade informativa, entre aspas, quem iria imaginar que um tema/fenômeno tão relevante, tão grave, como as mudanças climáticas, saísse de moda.

Relevar seria, é, algo meio suicida, já que a partir do momento que se torna irrelevante deixa-se de buscar fazer algo, mesmo individualmente, por menor que fosse, no sentido de pelo menos minimizar o alcance da ‘coisa’.
Veja também: 
 - Parece anacrônico, mas alerta do papa sobre meio ambiente é atual e oportuno 
 - E aí conhece o microplástico. Veja como este seu ‘companheiro’ do cotidiano pode acabar com os oceanos 
 - Algumas dicas simples no cotidiano dão uma força a planeta e à vida
Se estiver interessado em conhecer melhor a dita cuja: as mudanças climáticas, a ONU está oferecendo um curso que pode fazer isso.

É, também, uma oportunidade de buscar subsídios para – quem sabe? – fazer umas performances ambientalistas por aí, ajudando na divulgação.

Veja abaixo.
"Curso online e gratuito sobre mudanças climáticas é oferecido pela ONU
Depois do sucesso do curso do SUS sobre medicina natural, a ONU também disponibilizou um curso no mesmo estilo sobre as mudanças climáticas. O curso é introdutório e qualquer um pode fazer! Basta entrar neste link e fazer inscrição.

Disponibilizada em cinco diferentes idiomas, mais de 10 mil pessoas já concluíram o curso online. A nossa versão em Português foi realizada em conjunto com a Unesco e é composta por seis módulos:
- Introdução à ciência da mudança climática 
- Introdução ao marco internacional legal e de políticas para enfrentamento da mudança climática 
- Introdução à adaptação à mudança climática 
- Introdução à mitigação da mudança climática 
- Introdução ao financiamento climático 
- Introdução ao planejamento para a mudança climática
Depois de realizar os seis testes para os módulos básicos com pelo menos 70% de acerto em cada um, o aluno pode baixar um certificado de conclusão na página inicial online do curso.

A ideia é que outros cursos surjam daqui para frente na mesma plataforma online. Diversas organizações pretendem usar a ferramenta como treinamento de funcionários e agentes interessados.

Aqui você encontra o Programa do curso.

Se gostou deste post subscreva o nosso RSS Feed ou siga-nos no Twitter para acompanhar nossas atualizações

*

Share/Save/Bookmark