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quarta-feira

Parece anacrônico, mas alerta do papa sobre o meio ambiente é atual e oportuno

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Voltar a divulgar/enfatizar a primeira Encíclica Papal do papa Francisco dedicada ao meio ambiente é importante para quem ainda não tomou conhecimento de seu conteúdo, assim como torna-se bem oportuno, diante de coisas tipo Trump e suas ações anti-ambientais e anti-sustentabilidade.

É quando rasga e joga no lixo iniciativas que, embora não tenham, ainda, ‘dado conta do recado’ a que vieram, eram referências importantes para manter a reflexão em dia, sobre a necessidade de iniciativas mais efetivas, urgentes até, sobre os desafios para preservar as condições de vida no planeta.

Á primeira vista – com o apoio inestimável da mídia, entre aspas – é como se todos os problemas ambientais tivessem sido resolvidos, ou como deve achar o tal do Trump, que não passam de contos de carochinha, só que este, e “sua opinião”, com um poder muito grande para “melar as coisas”, e não está perdendo tempo.
"Papa pede ação rápida para salvar planeta e critica consumismo
Na primeira encíclica papal dedicada ao meio ambiente, Francisco defende fim da "cultura do consumo descartável" e chama aquecimento global de um dos principais desafios da humanidade.

papa Francisco apresentou nesta quinta-feira 18 a primeira encíclica dedicada ao meio ambiente, na qual exige dos líderes globais uma ação rápida para salvar o planeta da destruição e defende uma mudança no que chamou de "cultura do consumo descartável" dos países desenvolvidos.

Na encíclica Laudato si – Sobre o cuidado da casa comum, Francisco defende "ações decisivas, aqui e agora," para interromper a degradação ambiental e o aquecimento global e apoia explicitamente os cientistas que afirmam que o planeta está se aquecendo principalmente por causa da ação humana.

Ele afirma que se baseia "nos resultados da melhor investigação científica disponível" e chama o aquecimento global de "um dos principais desafios que a humanidade enfrenta em nossos dias", destacando que os países pobres são os mais afetados.

"A humanidade é chamada a reconhecer a necessidade de mudanças de estilo de vida, produção e consumo, a fim de combater este aquecimento ou, pelo menos, as causas humanas que o produzem ou agravam", afirma.

Francisco defende que os países ricos devem sacrificar parte do seu crescimento e assim liberar recursos necessários aos países mais pobres. "Chegou a hora de aceitar crescer menos em algumas partes do mundo, disponibilizando recursos para outras partes poderem crescer de forma saudável", escreveu o papa.

Ele apela às potências mundiais para salvarem o planeta, considerando que o consumismo ameaça destruir a Terra – transformada num "depósito de porcarias" – e denunciando o egoísmo econômico e social das nações mais ricas. "Hoje, tudo o que é frágil, como o ambiente, está indefeso em relação aos interesses do mercado divinizado, transformado em regra absoluta."
No texto, Francisco critica um sistema econômico que aposta na mecanização para reduzir custos de produção e faz com que "o ser humano se vire contra si próprio", defendendo que o valor do trabalho tem que ser respeitado numa "ecologia integral".

Ele rejeita o argumento de que a tecnologia vai resolver todos os problemas ambientais (e que) a fome e a pobreza serão eliminadas simplesmente pelo crescimento do mercado. "Uma vez mais, temos de rejeitar uma concepção mágica de mercado, que sugere que problemas possam ser resolvidos simplesmente por meio de um aumento nos lucros de empresas ou indivíduos."

O papa estabelece uma relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta. "A convicção de que tudo está estreitamente interligado no mundo, a crítica do paradigma que deriva da tecnologia, a busca de outras maneiras de entender a economia e o progresso, o valor próprio de cada criatura, o sentido humano da ecologia, a grave responsabilidade da política, a cultura do descartável e a proposta de um novo estilo de vida são os eixos desta encíclica, inspirada na sensibilidade ecológica de Francisco de Assis", lê-se no 16.º parágrafo do documento papal.

O papa também aborda diretamente alguns dos principais tópicos ambientais. Ele defende que o consumo de combustíveis fósseis seja banido o mais depressa possível em favor das energias renováveis. Essa mudança, porém, não será possível sem que os países mais ricos aceitem ajudar os mais pobres, escreve.

Francisco alerta para o perigo de dar o controle da água às multinacionais, manifestando-se contra a privatização do que chama de direito humano básico. "Enquanto se deteriora constantemente a qualidade da água disponível, em alguns lugares avança a tendência para privatizar este recurso escasso, convertido numa mercadoria que se regula pelas leis do mercado", critica.

O líder da Igreja Católica refere-se ainda aos "pulmões do planeta", repletos de biodiversidade, como a Amazônia, a bacia hidrográfica do Congo e outros grandes rios ou os glaciares, todos eles lugares importantes para "todo o planeta e para o futuro da humanidade".

Francisco propõe ainda que se comece uma "discussão científica e social responsável e ampla" sobre o desenvolvimento e a utilização dos organismos geneticamente modificados para alimentação ou medicina.

"Embora não haja provas definitivas sobre eventuais malefícios dos cereais transgênicos para os seres humanos e estes tenham provocado um crescimento econômico que ajudou a resolver problemas, há dificuldades importantes" sobre o uso destes organismos que não podem ser esquecidas, alerta.

Segundo ele, o uso de transgênicos levou a que haja "concentração de terras produtivas nas mãos de poucos e o progressivo desaparecimento de pequenos produtores, que, tendo perdido as suas terras, tiveram que se retirar" da agricultura.

O papa também critica o uso excessivo das redes sociais. "A verdadeira sabedoria, produto da reflexão, do diálogo e do encontro generoso entre as pessoas, não se consegue com uma mera acumulação de dados que acabam em saturação e embaçamento, numa espécie de poluição mental", escreve.

O pronunciamento papal mais controverso em meio século já despertou a ira de setores conservadores, incluindo vários candidatos presidenciais republicanos dos Estados Unidos, que criticaram Francisco por se aprofundar em questões científicas e políticas. O apelo papal, porém, ganhou amplos elogios de cientistas, das Nações Unidas e de ativistas ambientais.

Por Deutsche Welle, em Cartacapital

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domingo

Porque descartar em vez de reparar ou consertar? E o meio ambiente com isso?

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Encontrei estes comentários em um blog, Como fazer você mesmo, e publico aqui, porque eles ilustram uma situação muito comum hoje, que é o descarte puro e simples de objetos de uso no nosso cotidiano, como um hábito que já se arraigou em nossas mentes, quando já nem consideramos a possibilidade de buscar o seu reparo ou conserto ao ficarem gastos ou avariados.

É uma atitude que parece aleatória, mas, como diz o comentário, nada mais é do que um produto da manipulação da própria indústria e fabricantes, que não tem qualquer compromisso e/ou preocupação com o uso correto dos recursos naturais o que leva ao esgotamento de suas reservas, bem como ao aumento dos lixões e aterros sanitários com sérios custos ambientais e à sustentabilidade no planeta.

Vale à pena conferir, é uma boa oportunidade para refletir sobre estes novos hábitos e, aproveita e pega algumas dicas.

Há já algum tempo esta conversa sobre meio ambiente, aquecimento global saiu de moda, vindo à tona, paradoxalmente, com o tal do Trump quando subiu na tampinha para desqualificar ‘a coisa’ em suas falas sobre o pouco interesse na renovação do Acordo de Paris de 2015 e acabou recolocando o velho tema na ordem do dia.

Isso sem lá muito entusiasmo de ninguém, diga-se de passagem, nem mesmo das entidades ambientalistas tradicionais.

Como pode ver abaixo no comentário que gerou este artigo, a data é de 2013, mas, bem oportuna diante do marasmo a que o tema foi relegado.

Veja:
Trump renega problemas climáticos globais e quer “tirar corpo fora” 
O meio ambiente e segurança jurídica estão indo pelo ralo. Meio ambiente é a bola da vez
Mas, independente de posições oficiais polêmicas e ‘interesseiras’ a saída é cada um fazer o que estiver a seu alcance, a sua parte, no sentido de contribuir para preservar o planeta – mais perto de você – em atitudes simples no cotidiano.


Comentários:

Boa dica.

Às vezes o estado das fechaduras e cadeados chagam a um ponto tão irritante que acabamos por optar em trocá-los.

Olá!

Ultimamente preferimos descartar do que buscar uma reparação ou conserto. É uma cultura que vem se instalando nos corações e mentes das pessoas, criada pelas exigências do consumo e com sérios custos ambientais, tanto pelo uso excessivo e esgotamento dos recursos naturais como pelo aumento do lixo.

Em função disso, fica até difícil encontrar um profissional para fazer reparos, e quando os encontramos achamos que a diferença no preço do serviço não compensa e preferimos botar mais algum dinheiro e comprar um novo. Novos estes que a cada dia duram menos,   já que são fabricados de propósito para não durarem e serem substituídos.

O objetivo deste blog é, exatamente, este, divulgar o saudável habito do “fazer você mesmo”, não só objetos de todo tipo, mas, de jeitos, técnicas e formas de reparar ou consertar, bem como reutilizar, em um exercício de prazer, ecológica e ambientalmente corretos e sustentáveis.

Abrigado pelo comentário, pois, acabou me permitindo esta resposta que explica o nosso propósito.

Um abraço

Como vê, é uma oportunidade para repensarmos os nossos hábitos de consumo e, sobretudo, de descarte. Para nós, a diferença nos preços do conserto e de um novo parece pouca, mas, no médio longo prazo pode sair muito caro à vida no planeta.

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sábado

Trump renega problemas climáticos globais e quer “tirar corpo fora”

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A avaliar pelas “ligações intestinas" – intestinais? – do golpe local com os ditames do governo de plantão naquele país, não demora a ‘moda’ chega por aqui.

E o pior é que vai ter tanto “da poltrona” e “coxinha recalcitrante” aplaudindo mais esta armação via ‘globos da vida... ’

Deve ser a deixa para facilitar a alienação definitiva de coisas locais tipo Amazônia, por exemplo, bem como outros patrimônios locais na área. Já que a fatura que o golpe vai ter que pagar por todo o projeto lesa pátria golpista não deve ser nem um pouco barato. 
"Trump procura maneira rápida de retirar EUA de acordo climático, diz fonte
WASHINGTON/MARRAKESH (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, está buscando maneiras rápidas de sair de um acordo global para limitar as mudanças climáticas, disse uma fonte de sua equipe de transição, desafiando o apoio internacional para o plano de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Desde que Trump foi escolhido, os governos que vão da China aos pequenos Estados insulares reafirmaram o apoio ao Acordo de Paris de 2015, durante as negociações sobre o clima que vão até 18 de novembro em Marrakesh, Marrocos.

Trump, que chamou o aquecimento global de uma fraude e prometeu abandonar o Acordo de Paris, estava considerando formas de contornar um procedimento teórico de quatro anos para deixar o acordo, de acordo com a fonte, que trabalha na equipe de transição de Trump para política internacional de energia e clima. (Por Valerie Volcovici e Alister Doyle)




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