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quarta-feira

Geração de energia com bagaço de cana ainda é subutilizada

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O Brasil tem um leque bastante diversificado de opções para a produção de energia, sobretudo aquelas consideradas mais sustentáveis e/ou com menor impacto ambiental. A utilização do bagaço que já e feita pela própria usina para suprir suas próprias necessidades energéticas tem grande potencial para produção “pra fora”.

Clique para ampliar!
Pode parecer lixo, mas o bagaço de cana é um combustível e tanto para a geração de energia. Todas as 432 usinas de açúcar e álcool do Brasil já usam o recurso, e não precisam comprar eletricidade de qualquer concessionária para funcionar. Só que elas poderiam fazer ainda melhor. Com o equipamento adequado, uma empresa de médio porte poderia gerar um excedente capaz de abastecer uma cidade de 200 mil habitantes.

A conta foi feita pelo engenheiro elétrico Fernando Alves dos Santos, na tese de mestrado que apresentou em novembro à Escola Politécnica da USP. Se todas as usinas do país aproveitassem ao máximo seus restos de bagaço para produzir energia, elas gerariam o dobro do que sai das duas usinas nucleares de Angra somadas.

Além de ter um custo menor, a geração de energia por biomassa ainda tem uma vantagem ambiental. O carvão mineral, a que o governo recorreu este ano para suprir o aumento da demanda energética nacional, coloca na atmosfera 800 quilos de CO2 por MWh. No caso do bagaço, a emissão é praticamente zero. “A parcela de CO2 emitida durante a queima é absorvida pela própria lavoura”, diz Santos. Dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) mostram que a participação da biomassa na matriz energética brasileira subiria dos atuais 3% para 18%.

O que falta para isso acontecer? Dinheiro, é claro. Para explorar ao máximo seu potencial energético, como mostrado abaixo, uma usina média precisa investir cerca de R$ 120 milhões. Não é tanto quanto parece. Com a venda do excedente de energia, esse valor seria recuperado em até sete anos, segundo Santos. “Isso representaria uma produção equivalente a de três usinas de Belo Monte”, diz Zilmar José de Souza, gerente de Bioeletricidade da Unica.(da RevistaGalileu)



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terça-feira

Álcool combustível, você pode fazer o seu


O álcool combustível o o etanol é, decididamente a melhor opção pra substituir os combustíveis derivados do petróleo, tanto pelo seu baixo custo como por ser um recuso renovável e ecologicamente sustentável e correto.

A novidade é que a sua fabricação não tem grandes mistérios e pode ser uma mão na roda para um pequeno produtor rural que queira conseguir a sua autonomia, produzindo para suas necessidades pessoais e da propriedade.

Este vídeo mostra um projeto de uma mini destilaria desenvolvido pelo professor Juarez de Souza Silva, da Universidade de Viçosa, que ilustra bem esta possibilidade.

Publicado originalmente em Como fazer você mesmo

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quarta-feira

Brasil vai produzir energia limpa na Antártida


O pioneirismo do Brasil no uso de energia renovável que começou com o pro álcool no inicio dos anos 70 não deixa de surpreender. É o caso do carro flex, o uso de 25% na mistura com a gasolina e, agora, na produção de energia na Estação Antártica Comandante Ferraz, substituindo o óleo diesel que é utilizado, tambem, pelos demais países que mantem estações de pesquisa na região.
É o resultado de uma parceria entre a Petrobras Biocombustível, Vale Soluções em Energia (VSE) e a Marinha do Brasil.
A iniciativa abre a expectativa de abertura de um novo campo de uso do etanol nacional na produção de energia elétrica, elem do forte efeito simbólico: “Queremos desenvolver na geração de energia elétrica limpa o mesmo conhecimento e competência que temos na área de etanol combustível”, como disse o diretor de etanol da Petrobras Biocombustível, Ricardo Castello Branco.
Os testes começam a partir de novembro próximo onde serão analisadas a utilização do etanol sob condições climáticas extremas em um gerador específico, quando serão utilizados tanques especiais sobre trenós produzidos peal Petrobras para o transporte do etanol até a estação.
Os geradores foram desenvolvidos Vale Soluções em Energia – Vale, 53% e BNDESPar, 47% – já produzidos para a Amazonas Energia, da Eletrobras, para a geração de energia limpa em substituição ao óleo diesel na região.
A utilização do etanol para produção de energia, abre boas perspetivas de mercado no médio prazo, como diz o diretor da Petrobras Distribuidora. "Veja a necessidade de energia do Japão, por exemplo. Grandes geradores que funcionem a partir de etanol poderiam suprir parte dessa demanda".
Na Estação Comandante Ferraz, do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), gerenciada pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), o Brasil realiza estudos sobre os impactos do aumento da concentração de gases de efeito estufa no planeta, além de pesquisas científicas sobre os fenômenos que ocorrem no continente, e tem como uma das prioridades a qualidade ambiental das operações da estação na Antártida.
Fonte: Estadão
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domingo

Embrapa pesquisa novas fontes de produção do etanol



Novos fontes de produção do etanol estão sendo estudadas pela EMBRAPA, visando diversificar a produção no pais, o que pode não só reduzir os preços como criar uma escala de produção que garanta uma posição de liderança mundial do Brasil na produção do combustível. Confira o vídeo para maiores informações.

Leia tambem: Novas fontes de produção do biodiesel

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quarta-feira

Maconha pode virar biodiesel

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A busca por formas de produção de energias alternativas, movidas menos por preocupações ambientais propriamente ditas, e mais na busca de novas oportunidades de faturar, vem trazendo uma gama muito grande, e até inusitadas, de ‘fontes’, embora a corrida pelo óleo negro continue a todo vapor.

Depois do etanol, é o biodiesel que trás as maiores novidades como combustível alternativo, já que, praticamente todas as fontes de óleos essenciais contidos nos vegetais e as gorduras animais são potenciais promessas.

A tecnologia ou o mecanismo de produção é tão simples que não demora alguém vai lançar um “kit combustível alternativo” para você mesmo fazer em casa o combustível do seu veículo.

Pesquisas na USP poe na lista a borra do café que além de grande produtor mundial é o produto de maior consumo no país. Outra aposta é nas penas de frango que até então eram utilizadas como ração, deles próprios e adubo, agora, podem ser utilizadas na produção do biodiesel.

Como subproduto das fazendas de criação e abate de jacarés, nos EUA, que abastecem a industria da moda – com os “crocos” – e aos restaurantes especializados, a gordura até então sem um destino mais nobre, tambem, deve ser transformada em combustível.

Correndo por fora, e se tudo der certo vai ser um grande alívio para o meio ambiente, é a tentativa de algumas empresas de produzirem um diesel sintético com as fraldas que aos bilhões entulham os lixões e aterros sanitários em todo o mundo.

Agora, para ajudar a convencer aqueles que duvidam das propriedades benéficas da cannabis sativa, pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos EUA, descobriram que o seu alto teor de óleos essenciais a torna uma grande candidata a produtora de biodiesel, tambem, devido a sua pouca exigência por solos e cuidados especiais no cultivo.

Como vê, não parece difícil encontrar um substituto para o velho petróleo como combustível, o lance é a tal da “vontade política” ou um nível mais radical de necessidade, o que, a avaliar pelas novas descoberta de jazidas não vai ocorrer tão cedo.

Fonte: Exame

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sexta-feira

Petrobrás vai investir ‘pesado’ na produção própria do etanol

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A Petrobrás que participa da produção de etanol através de participação em várias empresas privadas resolve investir pesado na produção própria e garantir não só a nacionalização de fato desta produção, exportação e distribuição, já bastante ocupada por empresas multinacionais estrangeiras, como garantir o abastecimento interno sem traumas, com a criação de estoques reguladores.

... o Brasil é o maior produtor e exportador de açúcar do mundo, com quase a metade do volume total do comércio mundial do produto. Mas nossas exportações são centradas na exportação em bruto, que representa mais de dois terços do volume total enviado ao exterior.  E o preço deste é cerca de 60% apenas do refinado, que é o essencial para o abastecimento do mercado interno.(...)

É com esta “sobreoferta” que o Governo conta para a formação do estoque regulador – de um mês de comercialização – que vai determinar às distribuidoras. E a Petrobras Distribuidora é a maior delas, um pouco à frente da Shell/Cosan, num mercado que está sendo marcado pela forte concentração: a participação das pequenas distribuidoras no mercado caiu, desde 2006 (quando começou a onda de aquisições no mercado – de mais de 60% para algo em torno de 35%.(...)

Já passou da hora de  implementar esta – vamos assumir o nome, sem medo de sermos felizes – intervenção estatal no setor, que representa a possibilidade de dirigi-lo segundo as conveniências do país. Porque intervenção  estatal no setor  houve desde o início e ninguém reclama, porque sempre foi para subsidiar a produção de álcool.


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segunda-feira

Os canaviais reduzem o aquecimento global

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Segundo pesquisa publicada na revista “Nature Climate Change”, feita por cientistas dos EUA, os canaviais, além de produzirem um combustível alternativo renovável, o etanol, tambem contribuem para resfriar a região onde se localizam.

Os estudos mostraram que eles refletem com sucesso, grande parte da luz solar, o que reduz a acumulação do calor. O segundo fator é que o canavial, ou as canas, transpiram alta quantidade de água retirada do solo de volta ao meio ambiente, resfriando ar.

Logo, a produção da cana é uma atividade bastante sustentável, ao produzir energia em harmonia com o meio ambiente, o que não ocorre com outras culturas. Os estudos revelam que esta cultura efetivamente reduz a temperatura do ambiente em 0,93°C.

Com estes resultados, não significa que as florestas devam ser “substituídas”por canaviais, mas a importância de se fazer um uso mais racional e sustentável do solo e das áreas plantadas, aumentando as pesquisas e agregando mais tecnologia para otimizar a produção sem que seja necessário agregar novas áreas.

Este estudo “cala a boca” dos críticos, frequentemente mal intencionados, inclusive governos estrangeiros e (suas) ONGs, que detonam os canaviais e o etanol brasileiro, quando se sabe que o seu congênere nos EUA (com o milho), e União Europeia (com a colza) são ecológica e economicamente não sustentáveis.

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quinta-feira

A Usina de Belo Monte, conveniência e a “intimação” da OEA


Esta questão da Usina de Belo Monte não é nova, há décadas que se discute o que seria a maior usina hidrelétrica nacional e terceira do mundo, já que a Itaipu é binacional, e a polêmica que parece chegar a um final, ainda provoca reações as mais inusitadas. É o caso do quase ultimato da OEAOrganização dos Estados Americanos- que inclui os EUA, o que em muitas questões importantes deixou de ser relevante – a sua opinião – em função exatamente das suspeitas de que, como a ONU, ela funcione como se uma extensão do Departamento de Estado dos Estados Unidos, para impor as suas vontades e/ou conveniências no restante dos países membros.


Enquanto se discute esta e outras opções de usinas hidrelétricas para garantir o esforço de desenvolvimento que o Brasil vem vivendo nos últimos anos, a matriz energética, embora ainda seja a mais limpa do mundo, exatamente pela sua matriz hidrelétrica, vem sendo descaracterizada nos últimos tempos com a proliferação das usinas térmicas movidas a carvão mineral e óleo, ou as duas maiores fonte poluentes do planeta e que são isoladamente as responsáveis pelo efeito estufa que está aí.

O argumento das fontes de energia alternativas tipo eólica, solar e similares, são inviáveis no curto médio prazo, e o país não pode parar, promover novos “apagões” ou lançar mão dos combustíveis sujos como vem fazendo, o que vem passando batido pelos críticos da usina, notadamente os ambientalistas. 

A situação dos índios da área, me parece mais uma jogada demagógica, quando são usados para provocar emoções mais fortes, mas, pelo que sabemos os índios são “nômades”, logo, não são essencialmente ligados a um território específico e podem muito bem ser deslocados para outras áreas da floresta. 

A invejada matriz energética brasileira, ainda a mais limpa do mundo, com os restantes quase 50% de energias limpas e renováveis – que vem se reduzindo gradualmente – graças, como falamos acima, a energia hidrelétrica, ao etanol e biodiesel, é um trunfo que lhe garante um fornecimento permanente, seguro e, relativamente, mais barato.
A construção de usinas hidrelétricas implica em alagamento de terras e deslocamentos de populações, cidades inteiras, como já foi feito inúmeras vezes no país e no mundo, pois, não há como se fazer de outra maneira, e o país não pode voltar aos tempos dos apagões ou racionamentos de energia e ”parar” seu processo de desenvolvimento pela primeira vez em sua história, deixando o atraso e subdesenvolvimento para traz.

Ninguém que engrossa as fileiras de protestos está disposto a abri mão de seus empregos, e toda sorte de eletroeletrônicos e demais comodidades que só são possíveis com um fornecimento de energia abundante e seguro e, no nosso caso, agora, urgente.

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sábado

Plástico verde. Como o etanol, o Brasil sai na frente, novamente

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Depois do etanol, que o Brasil produz desde a 1ª grande crise do petróleo, em 1973, e que, hoje, fez o país sair na frente, quando o mundo começou a busca por fontes de energias alternativas, em função da crise energética e das mudanças climáticas, associadas ao excesso de emissões de gases de efeito estufa, principalmente aqueles produzidos pelo uso massivo de combustíveis fósseis, agora, o país sai na frente, novamente, e anuncia o plástico verde.

É o biopolietileno ou o polipropileno verde. Um material 100% renovável, feito a partir do etanol da cana-de-açúcar e que já está sendo usado em caráter experimental, e pretende substituir o plastico convencional feito com polipropileno derivado do petróleo. O anúncio foi feito pela Braskem, a maior fabricante de termoplásticos da América Latina.

O material já esta sendo usado em caráter experimental em fábricas de automóveis, embalagens alimentícias, cosméticos, brinquedos, materiais de limpeza entre a outras. O plástico verde, como está sendo chamado, ainda trás algumas vantagens adicionais no que se refere a sustentabilidade, com a redução nas emissões de gases de efeito estufa do produto convencional, que contribui com o aquecimento e as mudanças climáticas. Cada tonelada de plástico verde sequestra e fixa 2,5 toneladas de CO² que estavam na atmosfera.

Outra vantagem é que não terão que ser feitos investimentos para adaptação das máquinas das industrias de transformação, o que implica em menores custos e agilidade na colocação do produto no mercado. Neste sentido a empresa já fez parcerias que levará, em breve, o plastico verde ao consumidor final, no mercado local e em todo o mundo, inicialmente na forma de embalagens e cosméticos.

A Braskem é um empresa nacional, com participação majoritária da Petrobras e da Oderbrecht.

Fontes: Agência Sebrae e Braskem

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segunda-feira

Bioenergia, 5º Congresso Internacional de 2010

No periodo de 10 a 13 de agosto de 2010, na Expo Unimed, em Curitiba – PR – será realizado o que é considerado o maior forum brasileiro de tecnologia e uso de energias renováveis: biomassa, biocombustíveis, geradores de energia e energias alternativas.

Paralelamente acontecerá a 3ª edição da BioTecFar 2010, com exposição e oferta de tecnologias para produção de energia renovável. Para mais informações e inscrições, acesse o site no link: 5º Congresso Internacional de Bioenergia.

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sexta-feira

Petrobras. Depois do biodiesel, a produção de etanol

Usina de Biodiesel, em Candeias (BA)
A Petrobras, que já produz biodiesel em 3 unidades que mantem em Montes Claros (MG), Quixadá (CE) e Candeias (BA), começa agora a produzir etanol na cidade mineira de Bambui. É mais uma “ponta” na produção de energia que vai compor a planta ou o parque energético da empresa que além da produção do petroleo, gás e biodiesel mantem, ainda, usinas termelétricas movidas a oleo, gás e etanol, além de usinas hidrelétricas.

Ao adquirir participação na empresa, já instalada, Total Agroindustria Canavieira a Petrobrás Biocombustíveis efetiva a sua primeira unidade produtora do etanol, em um processo que objetiva crescer com a participação em empreeendimentos já instalados de outras empresas da área.

Esta iniciativa é oportuna, haja vista a participação já conhecida de petroleiras estrangeiras na produção do etanol no Brasil, um produto que só tende a crescer em importancia, principalmente aquele produzido no país, a partir da cana-de-açucar, de longe a que tem a melhor relação custo benefício não só no aspecto econômico, mas, de favorecimento ao meio ambiente, em relação ao produzido com milho nos EUA, e a colza na União Européia.
Fonte:Tendências e Mercado

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segunda-feira

Superioridade do etanol brasileiro é admitida pelos EUA

Canavial
O desenvolvimento e utilização de novas tecnologias para produção de “energia limpa”, longe de ser um problema, é uma solução, principalmente, em tempos de estagnação econômica como a que ainda “castiga” meio mundo, notadamente aos países desenvolvidos.

A produção de geradores eólicos, por exemplo, cresceu 31%, movimentando 63 bilhões de dólares em 2009, com estimativas de, no curto prazo, chegar a 340 TWh – hoje, 157,9 GW - de produção de energia limpa, evitando a emissão de 204 milhões de toneladas de CO² por ano, conforme dados do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC).

Os EUA que o digam. O presidente Barack Obama, em discurso recente, disse apostar na modalidade para não só reduzir a grande dependência externa de energiapetróleo – como uma oportunidade para ajudar no esforço de recuperação do setor produtivo local.

A aposta é, principalmente, nos combustíveis alternativosetanol e biodiesel – pois, ao contrario daquele produzido no Brasil – cana-de açúcar – que tem uma ótima relação custo benefício, não só econômico como ambiental, aquele produzido nos EUA – com o milho – é um “tiro no pé” nos dois quesitos, que é mantido graças a subsídios bilionários do governo.

Em recente pronunciamento, a Agência de Proteção Ambiental daquele país que avalizou a qualidade do álcool brasileiro, que reduz 61% das emissões de CO², enquanto o feito com o milho não passa de 20%, coloca fim a uma controvérsia, quando se recusavam a admitir o que já era largamente conhecido e comprovado.

Mas, apesar da “confissão” as barreiras de importação ao álcool brasileiro continuam, e a sua penetração no país está muito aquém do potencial de exportação do Brasil.

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terça-feira

Zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar. Presidente Lula envia projeto de lei ao Congresso Nacional

As estratégias de aumento na produção do etanol no país, passam pelo aperfeiçoamento e desenvolvimento de novas tecnologias, no sentido de otimizar o uso das áreas já em produção, do que pelo aumento da fronteira agrícola rumo a áreas de vegetação nativa e em regiões como a Amazônia e o Pantanal.

É o que prevê o projeto de lei de zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar, enviado pelo presidente Lula ao Congresso Nacional, que prevê sérias limitações ao uso de novas áreas para o plantio da cana.

As restrições chegam a surpreendentes 81,5% do território nacional, que estarão protegidos do plantio da cana-de-açúcar.

O projeto prevê ainda que o plantio será feito em áreas que não necessitem, fundamentalmente, de irrigação; o uso de áreas degradadas e de pastagens, além da proibição gradual das queimadas dos canaviais, até sua total extinção em 2017.

A meta é o etanol sustentável, 100% verde que, além de calar eventuais críticas externas, é um exemplo real de manejo ecológico e racional para o mundo.

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sábado

Etanol brasileiro é superior às versões europeias e norte-americanas em benefícios ao meio ambiente



Plantação de milho - EUA
O estudo,
Avaliação Econômica das Políticas de Apoio ao Biocombustível, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico apresenta, em Paris, dados que confirmam o que já se suspeitava: a superioridade do etanolálcool – brasileiro sobre os similares europeus e norte-americanos.
 
Conforme o estudo, o etanol brasileiro feito da cana-de-açúcar permite uma redução de 70% a 90% das emissões de CO² em relação aos combustíveis fósseis. Em contrapartida, aquele fabricado a partir de óleos vegetais na União Europeia reduz entre 40% e 55% , e o fabricado do milho nos EUA – maior produtor mundial – com 20% e 50% – média abaixo de 30% - em economia nas emissões de CO², logo em danos ao meio ambiente.

Como já comentamos no artigo: “Um litro de etanol de milho gasta 1 litro de petróleo e 2.138 litros de água para ser produzido”, o processo de produção de etanol norte-americano, feito a base de milho, é um tiro n'água, tanto em termos de meio ambiente ou ambientais como econômicos, e se mantém às custas de subsídios do governo e da taxação do etanol brasileiro, pois, sabem que não seriam páreos em um processo de livre concorrência. 

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sexta-feira

Um litro de etanol de milho gasta 1 litro de petróleo e 2.138 litros de água para ser produzido

Apesar das perspectivas catastróficas para o meio ambiente em decorrência do aquecimento global, a lógica das ações, ou reações, e procedimentos continuam sendo o lucro e não, exatamente, a preservação das condições de vida no planeta.

Os biocombustíveis que surgiram como solução na substituição dos combustíveis fósseis, é um flagrante exemplo disso.

O sistema de produção do etanol com o milho nos EUA, utiliza 1 litro de petróleo e inacreditáveis 2.138 litros de água para produzir um litro de etanol. São dados publicados por cientistas do Departamento de Engenharia de Bioprodutos e Biossistemas da Universidade de Minnesota, nos EUA.

Isso, além de provocar a escalada nos preços do milho que é base na alimentação em muitos países, inclusive os próprios EUA.

A idéia de que o combustível é o problema a ser vencido, dissimula o fato de que a água que é o recurso mais precioso e cada vez mais raro no planeta, com perspectivas apocalípticas para as próximas décadas, já é um problema real, hoje, para mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo.

Segundo estimativas de organismos da ONU, estes mais de 1 bilhão de pessoas, teem dificuldade, hoje, para suprir suas necessidades de água para consumo imediato, ou seja, matar a sede.

O que existe, de fato, a nível de governo e das empresas é um jogo de cena e articulação de como faturar cada vez mais com a “crise” do meio ambiente. Como se sabe, por mais que ele, o aquecimento global, venha a afetar os países desenvolvidos, a fatura mais pesada vai ser paga pela turma de sempre.

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quinta-feira

Biodiesel. Aumenta mistura no diesel mineral

Mamona
Como vimos no artigo: “Energia renovável. Desafio diante do uso acentuado dos combustíveis fosseis, a matriz energética do Brasil é a mais limpa, com 46% de fontes renováveis, contra 12% da média mundial.

Isso graças, principalmente, as hidrelétricas, ao álcool ou etanol e ao biodiesel. O biodiesel que é produzido a partir de oleaginosas como a soja, mamona, palma e girassol, e tem a sua produção e uso com a adição – de 3% para 4% - ao diesel mineral convencional.

A adição, que pode chegar a 42%, reduz a emissão de poluentes desse combustível fóssil e largamente utilizado no transporte de cargas no país.

Fonte: Ministério da Agricultura

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terça-feira

Pão de Açúcar, o novo mega poço de petróleo da Petrobras

P-36- A maior plataforma de petróleo do mundo

Depois da boa surpresa que foi para o Brasil e, perplexidade para o mundo, com a descoberta do Poço de Tupi (20 bilhões de barris), aqui, notícias ainda não confirmadas, oficialmente, falam de um super poço de petróleo – já batizado Poço Pão de Açúcar – com (33 bilhões de barris), encontrado na mesma área, quando as nossa reservas, antes, eram de apenas 12 bilhões de barris.

Isso significa nada menos que é, o 3º maior poço de petróleo já encontrado no mundo, em todos os tempos.

Se o Poço Tupi já colocou o Brasil entre os maiores detentores de reservas e entre os maiores produtores, com o Poço Pão de Açúcar, sairemos da 15º lugar na produção para o 7º, e 8º posição nas reservas do óleo.

O Conselho Nacional de Política Energética, formado por nove ministérios e por integrantes da sociedade civil, como já falamos aqui, esta discutindo a questão energética para o Brasil, no médio longo prazo, depois que as descobertas de o Poço de Tupi (petróleo) e Poço de Júpiter (gás), aqui, e agora o Poço Pão de Açúcar (petróleo), mudaram drasticamente o cenário e as perspectivas do Brasil na área.

Nesse momento, os olhos do mundo se voltam para o Brasil, não só pelo álcool etanol – mas também, pelo Petróleo, que para nos brasileiros, é uma grata e feliz surpresa.
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sexta-feira

Matriz energética brasileira, alteração coloca a cana em 2º lugar



O aumento na produção do álcooletanol – vem mudando a relação entre as fontes de energia que compõe a matriz energética brasileira, conforme dados publicados (nesta quinta-feira) pelo Balanço Energético Nacional (BEN-2007).
A matriz energética compreende a energia produzida/consumida geral, incluindo o setor de combustíveis, além dageração de energia elétrica.

Embora a participação na matriz energética brasileira das energias renováveis seja de 46,4% enquanto a média mundial e de 12,7%, o petróleo continua liderando com 36,7%, a cana-de-açúcar com 16,0% energia hidrelétrica com 14,7%. A boa notícia – que não é nova – é que o Brasil é auto-suficiente em todos esses seguimentos, além de se exportador do álcool/etanol.

O aumento do consumo interno do álcool hidratado vem se dando com os carros tipo Flexbicombustíveis – e, também com o aumento no consumo do álcool anidro, que é misturado à gasolina. Logo, o Brasil com uma política de biocombustível que remonta ao Proálcool, feito como reação à crise do petróleo do início dos anos 70, saiu na frente na produção e detém, hoje, a matriz energética mais limpa e adequada em tempos de crise de energia e mudanças climáticas.

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terça-feira

Petrobrás e UFRJ criam tecnologia para produzir álcool do bagaço de cana

A necessidade de investir em novas tecnologias para aumentar a produção de álcool, sem expandir a área plantada de cana sempre foi um grande desafio.

As opções sempre esbarraram em problemas como, provavelmente, a competição com a produção de alimentos e o estimulo ao desmatamento.

Os pesquisadores da Petrobrás, cientes desses problemas e do desafio, junto com os da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolveram um método de produção do álcool, a partir do bagaço da cana.

O bagaço da cana é o resíduo agroindustrial mais expressivo do Brasil, logo, “matéria prima em abundancia”, que antes era utilizada como combustível para as caldeiras, será utilizado, agora, com a nova tecnologia, para a produção de álcool.

É uma grande descoberta e que promete aumentar em 40% a produção nacional do álcool e consolidar a posição estratégica do Brasil, como grande produtor mundial de biocombustíveis.

Os pesquisadores da Petrobrás afirmam que a mesma tecnologia pode ser utilizada na fabricação do bioetanol, a partir de resíduos vegetais como palha ou capim, além de resíduos do processamento da mamona, soja e outros vegetais.

É a Petrobrás assumindo de vez a sua posição de produtora de energia, transcendendo a de simples petroleira.

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sábado

Milho - para - o - Etanol, - EUA.jpg


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